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Casa Saudável

Ruas do Centro do Recife recebem aplicação espacial de inseticida químico (UBV pesada), com o auxílio de veículo automotivo, para o controle de mosquitos Aedes aegypti adultos (Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem)

Ruas do Centro do Recife receberam, na quarta-feira (3), aplicação espacial de inseticida químico, com auxílio de veículo automotivo, para o controle de mosquitos (Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem)

Não para de crescer o número de pessoas que adoecem com sintomas de dengue, chicungunha e zika em Pernambuco. Já são 9.695 casos suspeitos das três doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti apenas nas três primeiras semanas epidemiológicas deste ano (3 de janeiro a 23 de janeiro). O volume de notificações de dengue, por exemplo, mais do que duplicou em sete dias: são 7.120 casos – 4.100 a mais do que na última semana. Também se observa um crescimento das confirmações de dengue: 723 – um número três vezes maior do que o apresentado há sete dias, quando o Estado tinha confirmação de 243 casos.

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A curva ascendente da chicungunha também preocupa. Em uma semana, o número de suspeitas saltou de 701 para 1.507 casos. As notificações da doença estão distribuídas por 87 municípios (eram 69 cidades com registros de casos há sete dias). E volume de pessoas que tiveram o diagnóstico confirmado de chicungunha foi praticamente multiplicado por três entre a segunda e a terceira semana epidemiológica do ano: saiu de 36 para 100.

O salto da zika acende, cada vez mais, o alerta das autoridades de saúde. Desde 10 de dezembro do ano passado, já se acumulam 2.454 casos suspeitos – e 1.068 deles foram registrados apenas nas três primeiras semanas deste ano.

Ontem, em apelo para que a sociedade brasileira se engaje no enfrentamento ao Aedes, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o combate ao zika é uma luta que deixou de ser um pesadelo distante para se transformar em ameaça real. “Não podemos admitir a derrota porque a vitória depende da nossa determinação em eliminar os criadouros”, disse. A presidente pediu “cuidado contínuo” aos cidadãos: “em nossas casas, em nosso trabalho, nas nossas escolas, nos logradouros públicos, em todos os lugares, para que estes não se transformem em lares para o mosquito transmissor do vírus zika”.

Carnaval

Até esta quinta-feira (4), 14 agentes de vigilância ambiental e controle de endemias do Recife fazem o combate dos mosquitos e vistoria de moradias e estabelecimentos comerciais das ruas adjacentes ao percurso do Galo da Madrugada. “A Vigilância Ambiental do Recife atuará ainda durante todo o Carnaval em pontos estratégicos da cidade por 16 agentes de saúde ambiental e controle de endemias (Asaces), mais 40 militares do Exército”, informa a secretária-executiva de Vigilância à Saúde, Cristiane Penaforte.


Elo entre microcefalia e zika cada vez mais forte

4 de fevereiro de 2016 | postado por Cinthya Leite
Entre os 153 bebês com o diagnóstico de microcefalia confirmado em Pernambuco, 12 foram submetidos a um novo exame e todos apresentaram existência do anticorpo IgM para zika no líquido cefalorraquidiano (Foto: Diego Nigro/JC Imagem)

Entre os 153 bebês com o diagnóstico de microcefalia confirmado em Pernambuco, 12 foram submetidos a um novo exame e todos apresentaram existência do anticorpo IgM para zika no líquido cefalorraquidiano (Foto: Diego Nigro/JC Imagem)

Pouco mais de dois meses após o Ministério da Saúde confirmar a relação entre o zika e a microcefalia com a identificação da presença do vírus em amostras de sangue e tecidos em um bebê nascido no Ceará apresentando a malformação, Pernambuco ratifica essa associação ao informar que, entre os 153 bebês com o diagnóstico de microcefalia confirmado no Estado, 12 foram submetidos a um novo exame e todos apresentaram existência do anticorpo IgM para zika no líquido cefalorraquidiano (LCR), aquele que circula na medula e vai até o cérebro.

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“É um achado sugestivo de que o vírus se replicou no sistema nervoso central. É uma resposta de infecção recente”, explica a virologista Marli Tenório Cordeiro, pesquisadora do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (CPqAM), unidade da Fiocruz Pernambuco. Ela acrescenta que a instituição já começou a testar outras 28 amostras do LCR.

A confirmação dos 12 casos de microcefalia relacionados à zika foi divulgada, na quarta-feira (3), pela Secretaria Estadual de Saúde, que também apresentou boletim revelando como tem sido acelerado o avanço das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti (dengue, chicungunha e zika). A identificação da presença do zika em bebês com microcefalia nascidos em Pernambuco foi possível porque o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) disponibilizou reagentes para os testes. “Três pesquisadores do laboratório de Fort Collins, nos Estados Unidos, estiveram no Instituto Evandro Chagas, em Belém, de 17 a 22 deste mês, passaram as técnicas usadas no CDC e disponibilizaram alguns reagentes. Com eles, testamos os LCRs”, informa Marli.

A secretária-executiva de Vigilância em Saúde de Pernambuco, Luciana Albuquerque, lembra que a técnica diagnóstica disponível hoje para investigar zika é o PCR (biologia molecular). Mas todos esses exames feitos até hoje, nos bebês que foram notificados, tinham dado negativo para zika. “Era de se esperar porque o PCR só capta infecção recente. Com a sorologia disponibilizada pelo CDC, conseguiu-se achar o vírus em todos os 12 recém-nascidos em que foi feita a coleta de LCR. É uma evidência bastante importante, que nos leva a acreditar na relação da zika com a microcefalia”, frisa Luciana.

A secretária lembra que já estão sendo desenvolvidos estudos científicos para confirmar de forma categórica essa associação. “Os novos achados são um forte indício de que a microcefalia pode ter como agente causal o vírus zika”, completa Marli.

Confira abaixo entrevista do médico Carlos Brito antes de o Ministério da Saúde confirmar, no dia 28 de novembro de 2015, a relação entre zika e microcefalia.


Teste seu conhecimento sobre alimentação saudável na infância

4 de fevereiro de 2016 | postado por Cinthya Leite

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Responda às perguntas do quiz que produzimos e que foi validado pelo pediatra e médico nutrólogo Homero Rabelo. 

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Volta às aulas: Confira dicas para deixar a lancheira das crianças nutritiva

3 de fevereiro de 2016 | postado por Cinthya Leite

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A casca das frutas é rica em fibras (Foto: Free Images)

A volta às aulas dos pequenos pode deixar os pais com uma série de dúvidas em relação aos itens que devem ser colocados na lancheira, que pode ser montada de forma prática, nutritiva e saudável. Uma dica importante é mesclar os alimentos, como aqueles que são fontes de carboidrato, proteínas, gorduras do bem, vitaminas e minerais. Os especialistas reforçam o recado: os lanches devem ser variados. O desafio, então, é preparar uma combinação nova a cada dia. Usar a criatividade e conhecer as informações nutricionais dos alimentos são passos valiosos. 

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Nesse sentido, vale a pena apostar na variedade de frutas. “Elas são ricas em eletrólitos (sódio e potássio), minerais e vitaminas. São uma excelente opção de lanche. As fibras estão presentes nas frutas, verduras e hortaliças. E a casca é o que tem maior abundância delas. As fibras são importantes, entre outras funções, para dar saciedade à criança e para o bom funcionamento do intestino”, explica o pediatra e médico nutrólogo Homero Rabelo, doutorando em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Por outro lado, Homero alerta para o consumo dos biscoitos recheados, que podem ser práticos para se colocar na lancheira, mas passam longe de ser saudáveis. “Eles são ricos em gorduras hidrogenadas, que pioram os níveis de colesterol da criança. E são muito calóricos, o que aumenta o risco de obesidade infantil. Geralmente, uma porção de biscoitos recheados corresponde a duas ou três unidades para que o consumo seja adequado do ponto de vista calórico. Então, é pouco provável que uma criança se satisfaça com tão pouca quantidade”, reforça. Ele orienta que os pais devem montar a lancheira com os biscoitos sem recheios. “De preferência, deve-se optar pelos integrais, com mais fibras, que darão mais saciedade à criança.”

Outras dicas saudáveis para a lancheira são os sanduíches leves, que devem ser preparados minutos antes de a criança ir para a escola. Para prepará-los, podem ser usados pães integrais com queijo magro e cenoura ralada. Em relação às bebidas, os refrigerantes devem passar longe do cardápio da garotada. É importante priorizar a hidratação com água e sucos de frutas naturais, como também água de coco.


Imagem de homem correndo (Foto: Free Images)

Hábitos saudáveis está entre uma das dicas para levar uma vida equilibrada, atuando na prevenção da doença (Foto: Free Images)

“Nós podemos. Eu posso.” É com esse tema que entidades ao redor do mundo promovem a campanha 2016 para o Dia Mundial do Câncer, celebrado nesta quinta-feira, 4 de fevereiro. Criado pela União Internacional de Controle do Câncer (UICC), o slogan pretende conscientizar a sociedade que todos têm um papel importante na redução da carga global da doença. A data reforça que a adoção de hábitos de vida saudáveis, a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento são fundamentais.

A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) para o País em 2016 é de cerca de 600 mil novos casos. Já segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos de câncer deve aumentar dos 14,1 milhões diagnosticados em 2012 para 22 milhões em 2030. As mortes, que chegam a 8,2 milhões por ano, devem subir para 13 milhões.

info-Dia-Mundial-Cancer-600“Buscar uma solução para reduzir esses números significa investir em um forte planejamento, reunir esforços de todas as esferas de governo para a avaliação e o controle da doença. Para esse planejamento, é necessário pensar o câncer em sua integralidade e como uma patologia muito específica, já que corresponde a um conjunto de mais de 100 doenças distintas. Não é possível imaginar, por exemplo, que uma leucemia possa ser enfrentada da mesma forma que um tumor de próstata”, pontua observa Alfredo Scaff, médico epidemiologista e consultor da Fundação do Câncer.

Ainda de acordo com Scaff, o câncer exige uma linha de cuidado integral, muito além do oportuno diagnóstico e tratamento. O médico reforça que na política de saúde, deve ser levado em conta o estímulo à educação do paciente, para que ele desenvolva o autocuidado, e serem feitas ações de promoção de saúde e prevenção: “Isso permitiria, por exemplo, que os pais não desconhecessem a necessidade de vacinar suas filhas contra o HPV”, complementa.

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Fundação do Câncer e o Instituto Nacional do Câncer (Inca) são algumas das entidades engajadas na Campanha 2016

 


Livro esclarece principais dúvidas dos pais sobre a saúde infantojuvenil

3 de fevereiro de 2016 | postado por Malu Silveira
Imagem de criança (Foto: Photl.com)

Obra escrita por jornalistas responde de forma didática as perguntas mais frequentes que assombram mães e pais de primeira viagem sobre a saúde dos filhos (Foto: Photl.com)

Da Agência Fapesp de notícias

Como se alimentar durante a gestação e preparar o corpo para amamentar? Quais perguntas fazer ao pediatra na primeira consulta? Que cuidados oferecer a uma criança com febre, diarreia ou que sofreu queimadura? Como lidar com problemas como intolerância à lactose, refluxo, obesidade? Respostas didáticas, isentas e cientificamente embasadas para essas e outras perguntas que costumam assombrar mães e pais de primeira viagem podem ser encontradas no livro “ABC da Saúde Infantojuvenil”, lançado recentemente pela Editora Manole.

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A obra foi escrita pelas jornalistas Samia Prates Darwich Moura e Juliana Lanzuolo, com base em entrevistas feitas com especialistas do Instituto da Criança (ICr), órgão vinculado ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). O trabalho de seleção dos temas, escolha dos especialistas a serem consultados e de edição dos textos foi coordenado pela pediatra Magda Carneiro Sampaio, presidente do Conselho Diretor do ICr.

Imagem do livro ABC da Saúde infantojuvenil (Foto: Reprodução)

Escrita por jornalistas com base em informações fornecidas pela equipe multidisciplinar do Instituto da Criança, obra busca responder dúvidas comuns entre pais e mães (Foto: Reprodução)

“Trata-se de um livro de educação para a saúde fundamentalmente dirigido para mães e pais. Foi uma forma que nós do ICr encontramos de estender nossa atenção – normalmente voltada a pacientes com condições graves, complexas e raras – às crianças saudáveis ou com doenças autolimitadas”, explicou Magda.

Segundo a pediatra, este é apenas o primeiro volume de uma série de livros dedicada a fornecer informações sobre os cuidados essenciais nas duas primeiras décadas de vida. Entre os temas abordados estão efeitos do álcool durante a gestação, parto prematuro, desfralde, vacinação, angústia de separação, teste do pezinho, cuidados com a saúde bucal do bebê, cirurgia de fimose, o início da puberdade e como decorar o quarto da criança alérgica.

Mais de 40 colaboradores participaram do projeto. Além de pediatras, foram entrevistados especialistas em ortopedia, imunologia, oncologia, neurofisiologia, neurologia, pneumologia, radiologia, psiquiatria, odontologia, entre outras. “O segundo livro já está em preparação. Pretendemos lançar novos volumes a cada dois anos. Os temas são praticamente infinitos”, disse Magda.

Confira a matéria completa no site da Agência Fapesp de notícias.


Imagem de confete e serpentina (Foto: Free Images)

Para quem vai aproveitar o Carnaval na rua, alguns cuidados com a saúde devem ser tomados para evitar dor de cabeça no fim da festa (Foto: Free Images)

Agora é oficial: o Carnaval já está batendo na nossa porta. A folia começa nesta sexta-feira (4) e deve deixar os foliões fora de casa até a Quarta de Cinzas (10). Mas é preciso tomar alguns cuidados com a saúde durante a folia de Momo para a festa não acabar em dor de cabeça. Pensando em quem vai aproveitar a festa na rua, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) listou recomendações sobre os cuidados essenciais que devemos ter com a pele durante os próximos dias.

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Confira:

1. Passe o filtro solar com, no mínimo, FPS30 e reaplique a cada 2 horas. Isso porque o produto sai com o suor. Prefira o filtro solar físico que tem maior aderência à pele;
2. Proteja-se também usando chapéu e óculos de sol;
3. Beba muita água para não ficar desidratado;
4. Para evitar queimaduras e manchas na pele, evite bebidas e picolés com frutas cítricas como limão, tangerina e caju;
5. Tente se programar para acordar cedo e aproveitar os blocos até às 10h, fora do horário de pico do sol. Se preferir, deixe para curtir a folia depois das 16h;
6. Escolha uma fantasia leve e não exagere na maquiagem. Use maquiagem, brilho e glitter de marcas de confiança para evitar dermatite de contato e alergias;
7. Use sapatos confortáveis, folgados ou tênis. Se tiver bolhas nos pés, não estoure para não infeccionar;
8. Os sprays de espuma contêm substâncias tóxicas, tome cuidado pois o contato com a pele pode causar reação alérgica;

Garotada

Imagem de criança fantasiada (Foto: Rodrigo Carvalho / Acervo JC Imagem)

Cuidados devem ser redobrados com os pequenos foliões durante o Carnaval (Foto: Rodrigo Carvalho / Acervo JC Imagem)

Vai levar as crianças para o bloco? Tome alguns cuidados com os pequenos:

9. Evite fantasias com tecidos sintéticos que esquentam e podem causar alergia;
10. Aproveite fantasias que tenham chapéus, principalmente os de aba larga;
11. Não deixe as crianças com roupas molhadas para não provocar micoses. Essa dica também serve para os adultos!


Pernambuco registra média de 160 casos de Aids em jovens por ano

3 de fevereiro de 2016 | postado por Malu Silveira
Imagem ilustrativa de testagem de Aids (Foto: Helia Scheppa / Acervo JC Imagem)

Entre 2010 e 2014, Estado registrou 799 casos de Aids em jovens entre 13 e 24 anos. Número representa média de 160 pessoas infectadas por ano (Foto: Helia Scheppa / Acervo JC Imagem)

Entre 2010 e 20014, Pernambuco confirmou 799 casos de Aids em jovens entre 13 e 24 anos. O número representa uma média de cerca de 160 pessoas infectadas por ano e 11,29% dos registros totais da doença no período. Quando somados aos casos computados nas faixas etárias de 13 a mais de 60 anos. Segundo o Programa Estadual de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST/Aids) da Secretaria Estadual de Saúde (SES), os dados se mantêm com poucas alterações nos últimos anos, mostrando uma estabilização da epidemia nesse público.

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Em janeiro deste ano, o Programa distribuiu 6,5 milhões de camisinhas masculinas, 180 mil sachês de gel lubrificante e 30 mil preservativos femininos para que todos possam brincar o carnaval com segurança. “Precisamos reforçar o alerta para o risco do sexo desprotegido neste período de Carnaval, lembrando aos jovens que o uso da camisinha é essencial para evitar a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, como HPV, sífilis e hepatites, além da gravidez indesejada. Os preservativos gratuitos são encontrados em diversos serviços de saúde municipais e disponibilizados para todos”, afirma o gerente Programa Estadual de IST/Aids da SES, François Figueiroa. O gerente ainda lembra que objetos cortantes ou perfurantes não devem ser compartilhados, para evitar contato com sangue de outra pessoa.

De acordo com a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira (PCAP), divulgada em 2015, a maioria dos brasileiros (94%) sabe que o preservativo é essencial para se proteger contra a Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis. Contudo, na pesquisa, 45% confirmaram ter feito sexo desprotegido.

Dados

De 1983 a 2014 foram computados 21.990 casos de Aids em Pernambuco, sendo 14.249 em homens e 7.741 em mulheres. Os dados preliminares de 2015 apontam 561 casos novos no sexo masculino e 313 no feminino, totalizando 874.

O tratamento da Aids, segundo o gerente do Programa, é eficaz, possibilitando qualidade de vida do paciente. Com a evolução dos remédios, os efeitos colateiras também diminuíram. “Em caso de comportamento de risco, é importante que seja feito o teste rápido de HIV. Os exames estão disponíveis na rede municipal de saúde, são seguros e informam o resultado com cerca de 30 minutos. Em casos positivos, o paciente é encaminhado para um serviço de referência para iniciar o tratamento. Contudo, o mais indicado ainda é evitar a infecção com o uso do preservativo”, reforça Figueiroa.


Estudo evidencia relação entre doenças mentais e metabólicas

3 de fevereiro de 2016 | postado por Malu Silveira
Imagem de homem triste (Foto: Photl.com)

Estudos têm mostrado que doenças psiquiátricas estão frequentemente associadas a distúrbios metabólicos como obesidade (Foto: Photl.com)

Da Agência Fapesp de notícias

Estudos recentes têm mostrado que doenças psiquiátricas – entre elas o transtorno bipolar e a depressão – estão frequentemente associadas a distúrbios metabólicos como diabetes do tipo 2, dislipidemia e obesidade. As evidências científicas sugerem ainda que tanto a condição psiquiátrica pode influenciar na evolução do quadro metabólico como o contrário também comumente acontece.

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Essa correlação foi observada por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em um trabalho recentemente publicado no Journal of Psychiatric Research. Os dados do estudo feito com 59 portadores de transtorno bipolar apontaram que os pacientes com níveis considerados baixos de adiponectina – hormônio produzido pelo tecido adiposo que ajuda a regular o metabolismo de glicose e de lipídeos – apresentavam um quadro psiquiátrico mais grave do que aqueles com níveis mais altos dessa proteína.

“No histórico desses pacientes com baixa adiponectina, observamos maior frequência de episódios de humor alterado, maior número de internações psiquiátricas, persistência de sintomas depressivos e pior funcionamento psicossocial. Eles também tinham mais distúrbios metabólicos, como intolerância à glicose, diabetes e dislipidemias”, contou a professora da Escola Paulista de Medicina Elisa Brietzke, coordenadora do projeto apoiado pela FAPESP.

Se os achados forem confirmados por estudos futuros, avaliou Brietzke, a dosagem de adiponectina no sangue de pacientes com transtorno bipolar poderá funcionar como um biomarcador auxiliar no prognóstico e no tratamento – sendo que níveis baixos desse hormônio seriam um indicativo de uma doença mais grave tanto do ponto de vista psiquiátrico quanto metabólico.

Além disso, segundo a pesquisadora, os resultados abrem caminho para novos estudos voltados a testar intervenções que modulem os níveis de adiponectina nos pacientes bipolares.

A pesquisa foi realizada na Unifesp durante o doutorado de Rodrigo Mansur, atualmente fellow da Universidade de Toronto, no Canadá. O objetivo inicial foi comparar em voluntários sadios e em portadores de transtorno bipolar os níveis sanguíneos de adiponectina e de leptina – outro hormônio secretado pelo tecido adiposo com importante papel na regulação metabólica e no controle do apetite.

“Esses hormônios agem tanto de forma local como sistêmica. Receptores dessas moléculas são expressos em múltiplas regiões cerebrais e a ativação deles produz efeitos fisiológicos relevantes. Ambos parecem fazer parte do controle da resposta inflamatória. Alterações na produção desses hormônios têm sido descritas em doenças metabólicas, como obesidade e diabetes tipo 2. Nossa linha de pesquisa foca na interface entre transtornos mentais e doenças metabólicas, portanto, temos interesse particular em mediadores, mecanismos e sistemas que conectam o cérebro e a periferia”, explicou Mansur.

Confira a matéria completa no site da Agência Fapesp de notícias.


Brasil investiga 3.670 casos suspeitos de microcefalia

2 de fevereiro de 2016 | postado por Cinthya Leite
O Estado de Pernambuco tem 153 casos confirmados de microcefalia (Foto: Fernando da Hora/JC Imagem)

O Estado de Pernambuco tem 153 casos confirmados de microcefalia (Foto: Fernando da Hora/JC Imagem)

O Ministério da Saúde e os Estados investigam 3.670 casos suspeitos de microcefalia em todo o País. Isso representa 76,7% dos casos notificados. Ao todo, 4.783 casos suspeitos da malformação foram registrados até 30 de janeiro. O novo boletim divulgado, nesta quarta-feira (2) pelo Ministério da Saúde revela também que 404 casos já tiveram confirmação de microcefalia e/ou outras alterações do sistema nervoso central, sendo que 17 com relação ao vírus zika. Outros 709 casos notificados já foram descartados. O Estado de Pernambuco tem 153 casos confirmados e 135 descartados. Dessa maneira, 1.159 casos permanecem em investigação.

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No total, foram notificados 76 óbitos por microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto (natimorto) ou durante a gestação (abortamento espontâneo). Destes, 15 foram investigados e confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central, sendo que cinco tiveram identificação do zika no tecido fetal.  Outros 56 continuam em investigação e cinco já foram descartados.

Segundo o Ministério da Saúde, os 404 casos confirmados, desde o início das investigações no dia 22 de outubro do ano passado, foram registrados em 156 municípios de nove estados brasileiros: Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. A região Nordeste concentra 98% dos municípios com casos confirmados, sendo que Pernambuco continua com o maior número de municípios com casos confirmados (56), seguido dos Estados do Rio Grande do Norte (31), Paraíba (24), Bahia (23), Alagoas (10), Piauí (6), Ceará (3), Rio de Janeiro (2) e Rio Grande do Sul (1).


 
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