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Blog – Casa Saudável

Olho (Foto: Free Images)

A retinopatia diabética faz parte das complicações mais frequentes do paciente com diabetes. É, inclusive, uma das principais causas de cegueira (Foto: Free Images)

Pacientes que convivem com diabetes, doença que compromete a produção e o uso de insulina pelo corpo no controle dos níveis de açúcar no sangue, devem ter a atenção dobrada para o bom funcionamento do organismo. Coração, rins e principalmente os olhos são alguns dos órgãos vitais que podem ser prejudicados.

“Junto com as alterações neurológicas, renais e vasculares, a retinopatia diabética, termo usado para designar alterações na retina, faz parte das complicações mais frequentes do paciente com diabetes. É, inclusive, uma das principais causas de cegueira”, alerta o oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo.

Essas alterações da retina se comportam de maneiras diferentes nos pacientes com diabetes tipo 1 e nos que têm diabetes tipo 2. “Com um controle rigoroso da glicemia, é possível retardar o aparecimento ou diminuir a gravidade do problema”, completa o médico. Consultar um especialista ao sentir qualquer desconforto visual é essencial, uma vez que os distúrbios podem passar despercebidos inicialmente.

Com o passar do tempo, dependendo do controle e progressão da doença, pode haver alterações nas paredes dos vasos retinianos, levando à formação de microaneurismas e hemorragias, depósitos lipídicos (gordura) na retina, edema retiniano e alterações causadas pela dificuldade de irrigação. Isso geralmente favorece a perda da visão central.

Tratamento 

As injeções intravítreas de antiangiogênicos, liberadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária e pelo FDA (agência do governo dos Estados Unidos de controle de remédios e alimentos), representam um grande avanço no tratamento da retinopatia diabética. Ensaios clínicos demonstram que a aplicação dos antiangiogênicos melhora em até 34% a visão central e estabiliza a visão em 90% dos casos.

Embora nem todo paciente possa recuperar a visão perdida, as injeções intravítreas impedem a progressão da doença, evitando que a pessoa fique cega. “Com anestesia local e pupilas dilatadas, a injeção é aplicada diretamente no vítreo, camada gelatinosa localizada entre a retina e o cristalino”, explica.

O procedimento deve ser repetido em intervalos regulares para resultados duradouros. No tratamento, o paciente precisa usar colírios antibióticos prescrito pelo oftalmologista.


Tratamento capilar orgânico ajuda a recuperar fios danificados

24 de março de 2015 | postado por Cinthya Leite
Produtos da marca italiana Davines são usados em tratamento capilar  orgânico (Foto: Divulgação)

Produtos da marca italiana Davines são usados em tratamento capilar orgânico (Foto: Divulgação)

O Camarim Vip Studio de Beleza, na Jaqueira, Zona Norte do Recife, inova com um tratamento capilar orgânico à base de óleo de cereja e vinagre de frutas vermelhas, que promete hidratar e nutrir os fios sem aditivos, corantes ou químicas. É uma opção para quem tem cabelos danificados por agressões externas causadas pelo excesso de química, finalizadores e poluição.

O serviço, oferecido em parceria com a marca italiana Davines, é destinado a quem deseja ter cabelos macios, brilhosos e restaurados. O tratamento também utiliza lã de ovelha da Nova Zelândia e óleo de cártamo, que auxiliam a reconstrução do cabelo.


Confira dicas para deixar os cabelos compridos mais bonitos

24 de março de 2015 | postado por Malu Silveira
Cabelo comprido (Foto: Free Images)

Quer deixar as madeixas longas ou manter os cabelos compridos por muito mais tempo? Confira alguns cuidados essenciais para deixar os fios supersaudáveis (Foto: Free Images)

Quer ter madeixas longas ou continuar mantendo os seus cabelos compridos por muito tempo? Confira as dicas do Portal Viva Linda, de O Boticário.

1. Hidrate os cabelos, pelo menos, uma vez por semana. Invista em máscaras de hidratação rápidas, que podem ser aplicadas durante o banho. Se os fios estiverem muito ressecados, vale a pena investir em hidratação duas vezes por semana.

2. Se seus cabelos são lisos ou ondulados, prefira pentear antes do banho. Os fios molhados ficam muito sensíveis, o que facilita a quebra na hora de pentear. Se seus cabelos são cacheados, penteie durante o banho (após aplicar o condicionador) para facilitar o desembarace. Dê preferência para pentes largos ou escovas com cerdas macias. E lembre-se: penteie ou escove seus cabelos com atenção e delicadeza para evitar danificar os fios.

3. Escolha aquele produto que foi pensado e feito especialmente para o seu tipo de cabelo. Se ele é seco, ondulado e quimicamente tratado, por exemplo, utilize produtos para todas essas especificidades, alternando produtos a cada lavagem, se for preciso. É importante ter muito cuidado ao lavar o comprimento e as pontas. Massageie o couro cabeludo e deixe que o produto escorra pelos fios. Esfregá-los pode danificar o cabelo, além de ser desnecessário.

4. A chapinha e o secador são os responsáveis por grande parte dos danos aos fios longos. Uma alternativa aos modeladores são as texturizações, que garantem um cabelo lindo e cheio de personalidade sem chapinha, secador ou babyliss. Se você não abre mão da chapinha, aplique o protetor térmico antes de submeter os cabelos às altas temperaturas. Além de deixar os seus fios livre de danos, ele elimina o frizz e prolonga a hidratação.

5. Não deixe de aplicar aquele finalizador próprio para o seu tipo de cabelo e com a forma que você quer que ele fique. Se os fios são muito longos, fica difícil garantir que todos os seus fiozinhos vão receber aquele finalizador ou aquela máscara de tratamento. Por isso, sempre que possível, divida seus cabelos em várias partes e aplique os produtos mecha por mecha. Assim, todo o seu cabelão vai ficar do jeitinho que você quer.

6. Se as suas pontas estiverem ressecadas e sem chance de recuperação, invista em forma de fazer os seus fios crescerem mais rápido. Procure um cabeleireiro e apare as pontas ressecadas.


Dor na mão (Foto: Free Images)

Os distúrbios musculoesqueléticos (DMEs), como a artrite, estão entre as principais causas de auxílios-doença e aposentadorias precoces no Brasil (Foto: Free Images)

Associações de pacientes, médicos e especialistas em trabalho e qualidade de vida se uniram para tentar diminuir o impacto negativo dos distúrbios musculoesqueléticos (DMEs), transtornos que estão entre as principais causas de auxílios-doença e aposentadorias precoces no Brasil. Lideradas pela Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), sete organizações lançaram a iniciativa Fit for Work, ação criada na Europa em 2007, com coordenação da Work Foundation.

Entre as doenças consideradas distúrbios musculoesqueléticos, destaque para as artrites e dorsopatias – as conhecidas dores de coluna. No ano de 2012, os DMEs representaram 18,7% do total de auxílios-doença concedidos pelo Ministério da Previdência Social, além de estarem relacionadas a 26,4% do volume de casos de invalidez precoce. O custo para a Previdência Social, em 2012, foi estimado em R$ 405 milhões.

“O impacto dos distúrbios musculoesqueléticos só pode ser minimizado, de forma eficaz, com iniciativa multidisciplinar. Pelos seus números, esse já é um problema de saúde pública. Nossa meta é contribuir para o diagnóstico precoce e tratamento adequado, como também promover a reabilitação e reintegração do paciente ao mercado de trabalho, com segurança e qualidade de vida”, afirma o médico Alberto Ogata, diretor técnico da ABQV, que coordena a iniciativa Fit for Work Brasil.

Saiba mais

Os distúrbios musculoesqueléticos compreendem processos inflamatórios e degenerativos de nervos, ossos, músculos, tendões, ligamentos, articulações, cartilagens e discos invertebrais, que podem resultar em dor e limitação funcional, sendo as regiões lombar, cervical, ombros e antebraço as mais afetadas.

Apesar do impacto na vida e trabalho da população brasileira, muitos desses distúrbios ainda são desconhecidos da população brasileira. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Opinião Pública (Ibope), realizada com 4 mil pessoas acima de 16 anos, de áreas urbanas, entre outubro e novembro de 2013, mostrou que apenas cerca de 30% dos entrevistados conhecem as doenças dessa categoria.


Dia de combate à tuberculose: saiba mais sobre a doença

24 de março de 2015 | postado por Malu Silveira
Tuberculose

Apesar do avanço nos tratamentos, a tuberculose ainda preocupa a medicina. Segundo a OMS, foram registrados 9 milhões de casos em 2013 (Foto: Marcos Pastich/Acervo JC Imagem )

A tuberculose é uma doença infectocontagiosa que afeta principalmente os pulmões. Causada por uma bactéria, também pode prejudicar ossos, rins e meninges. Para alertar sobre a importância do diagnóstico e tratamento da doença, a Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu, em 1982, o Dia Mundial de Combate à Tuberculose como 24 de março – na época, em homenagem aos cem anos do descobrimento da bactéria causadora da doença, o bacilo de Koch, pelo médico Robert Koch.

Apesar do avanço nos tratamentos, a tuberculose ainda preocupa a medicina. Atualmente, ocupa o posto de segunda doença infecciosa que mais mata no mundo, atrás apenas da aids. Segundo a OMS, foram registrados 9 milhões de casos em 2013. Desse número, um total de 1,5 milhão de óbitos.

Os sintomas mais frequentes são tosse seca ou secreção por mais de três semanas, cansaço excessivo, febre baixa, emagrecimento acentuado e rouquidão. A transmissão é direta e ocorre de pessoa para pessoa, por pequenas gotículas de saliva expelidas ao falar, espirrar ou tossir. O tratamento é feito à base de antibióticos e dura de seis meses a um ano e meio.

Uma variação da doença, a tuberculose multirresistente, também é motivo de preocupação para os órgãos de saúde. “Quando o tratamento é cumprido sem falhas, os bacilos são eliminados. Mas, se o paciente não segue as orientações de dosagens das medicações, os bacilos tornam-se dominantes e a tuberculose resistente”, explica o infectologista Moacir Jucá, do Hospital Esperança Olinda, no Grande Recife. Só em 2013, a OMS registrou 480 mil casos de tuberculose resistente a múltiplas drogas.

A principal recomendação, segundo os especialistas, é o diagnóstico precoce. “Caso o paciente apresente tosse por mais de três semanas, com presença de secreção ou não, é recomendado procurar um médico. Quanto antes iniciar o tratamento, mais rápido será a cura”, alerta. A vacina BCG, obrigatória para crianças menores de um ano, também é importante, pois protege contra as formas mais graves da doença.


Em época de dengue, médicos alertam sobre uso de repelentes em crianças

23 de março de 2015 | postado por Cinthya Leite
Dos 6 meses aos 2 anos, repelentes devem ser usados só em situações especiais, com orientação médica (Foto: Free Images)

Dos 6 meses aos 2 anos, repelentes devem ser usados só em situações especiais, com orientação médica (Foto: Free Images)

Diante do novo mapa da dengue, que mostra 340 municípios brasileiros em situação de risco para a ocorrência de epidemia e 877 alerta, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) alerta em relação ao uso indiscriminado de repelente em crianças. O produto tem a função de proteger contra mosquitos. A entidade orienta que é preciso tomar alguns cuidados e ter conhecimento sobre os repelentes disponíveis (eficácia e segurança) de acordo com a idade dos pequenos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda a utilização desses produtos em crianças de acordo com a fórmula do produto, que pode ser sintético ou natural. Antes de escolher o mais indicado, é importante consultar um médico dermatologista.

Os princípios ativos dos repelentes recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) são:

- Icaridina (KB3023): Uso permitido no Brasil em crianças a partir de 2 anos, em concentração de 25%, com período de proteção que chega de oito a dez horas.

- DEET: Em concentração de até 10%, pode ser utilizado em maiores de 2 anos, mas não deve ser aplicado mais do que três vezes ao dia em crianças de 2 a 12 anos.

- IR 3535 30%: Permitido pela Anvisa para crianças acima de 6 meses. Tem período de proteção até 4 horas.

Existem ainda os repelentes naturais. No entanto, como são altamente voláteis e seu efeito costuma ser de curta duração, não garantem proteção adequada ao Aedes aegypti e, por isso, devem ser evitados.

NADA DE REPELENTES

E mais: bebês com até 6 meses só devem usar mosquiteiros e roupas protetoras. Não é recomendada nenhuma substância química na pele ou repelentes elétricos que contenham produtos químicos no ambiente onde se encontram. É recomendado instalar telas nas janelas e portas, além de deixar o ambiente refrigerado, já que os mosquitos gostam de calor e umidade.

Em geral, o uso de repelentes deve ser evitado nas crianças menores de 2 anos. Dos 6 meses aos 2 anos, devem ser utilizados apenas em situações especiais, com orientação e acompanhamento médico.

DICAS

– Procure vestir roupas brancas nas crianças, pois tecidos coloridos atraem os insetos, assim como perfumes
– Os dispositivos ultrassônicos e elétricos luminosos com luz azul são ineficazes
– Não se deve utilizar produtos combinados com filtros solares, pois eles costumam ser reaplicados com uma frequência maior, e os repelentes não devem ser aplicados mais do que três vezes ao dia em crianças
– O suor atrai os insetos
– Não durma com repelente no corpo; lave-se antes
– Leia todo o rótulo antes de aplicar o produto e guarde para consulta
– Mantenha os repelentes fora do alcance de crianças e não permita a auto-aplicação
– Evite o uso próximo a mucosas (boca, nariz, olhos e genitais) ou em pele irritada ou ferida. Para uso na face, primeiro aplique o produto nas mãos e, então, espalhe no rosto com muito cuidado
– Evite aplicação nas mãos das crianças e por baixo das roupas. Sempre lave as mãos após aplicar o produto
– Use quantidade suficiente para recobrir a pele exposta e evite reaplicações frequentes
– Se suspeitar de qualquer reação adversa ou intoxicação, lave a área exposta e entre em contato com o serviço de intoxicação. Se necessário, procure serviço médico e leve consigo a embalagem do repelente
– Opte por repelentes aprovados pela Anvisa, que garante que o produto é eficaz e seguro

PREVENÇÃO

O mais importante, no combate ao mosquito da dengue, é evitar que ele se prolifere. Assim, não se deve acumular água, principalmente em pneus, no lixo, nos copos plásticos, nas tampas de garrafas e nas latinhas. É fundamental ainda manter o quintal da casa e as calhas limpas, sem água empoçada. Recolher o lixo, fechá-lo no saco plástico e não jogar lixo no chão são medidas simples e práticas para evitar a dengue.


Privacidade e atendimento humanizado na enfermaria do Hospital Santa Joana

23 de março de 2015 | postado por Cinthya Leite
Leitos Compartilhados Inteligentes são oferecidos no Hospital Santa Joana (Foto: Divulgação)

Leitos Compartilhados Inteligentes são oferecidos no Hospital Santa Joana (Foto: Divulgação)

Quando se fala em enfermaria hospitalar, geralmente há a ideia de pacientes que ficam acomodados sem privacidade e sem espaço. Essa ideia passou a ser bem diferente no Hospital Santa Joana, no bairro das Graças, Zona Norte do Recife. A unidade implantou Leitos Compartilhados Inteligentes, que vão além das enfermarias convencionais.

Esse novo modelo é mais amplo e conta com ambientes reversíveis que podem ser utilizados por dois pacientes, com o princípio de manutenção de privacidade de cada um. Os ambientes são separados por uma estrutura sólida e corrediça, que facilita os atendimentos e a realização de serviços gerais, além de garantir a privacidade e o isolamento acústico.

O setor também conta com banheiros privativos, lavabos, televisão, frigobar, armários próprios e poltrona-sofá para acompanhantes. Já para a família e visitantes, foi preparado um lounge exclusivo na área externa do quarto.


Ação é coordenada por equipes dos programas Consultório de Rua e Consultório na Rua (Foto: Divulgação)

Ação é coordenada por equipes dos programas Consultório de Rua e Consultório na Rua (Foto: Divulgação)

Nesta terça-feira (24/3), com o slogan Tuberculose: diagnosticar, tratar e curar!, a Secretaria de Saúde do Recife realiza campanha de conscientização em alusão ao dia mundial da doença. Sob a coordenação do Programa de Doenças Negligenciadas/Programa Sanar-Recife, técnicos da Equipe de Abordagem Social dos programas Consultório de Rua e Consultório na Rua realizarão busca ativa de pessoas com sintomas da doença, no Centro Pop Glória, no bairro da Boa Vista, área central do Recife. O público-alvo será a população em situação de rua que receberá orientações gerais sobre a tuberculose.

No local, das 8h às 13h, será feita a coleta de escarro dos usuários, panfletagem, testagem rápida para HIV, entre outras atividades como palestras e esquete sobre o tema. A expectativa da organização é atender a cerca de 100 pessoas. Toda a ação será executada em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SDSDH), através dos Centros POP’s Glória e Neuza Gomes, Equipe de Abordagem Social e Secretaria Estadual de Saúde.

“É importante que a população fique atenta aos sintomas clássicos da tuberculose, como tosse persistente, febre vespertina, sudorese noturna, falta de apetite  e emagrecimento. Pessoas que apresentem tosse por três semanas ou mais são suspeitas de ter a doença e devem procurar um serviço de saúde para se submeter a uma avaliação clínica e realização de exames. Todo o tratamento, que dura em média seis meses, é gratuito”, afirma a coordenadora do Programa de Controle da Tuberculose da Secretaria de Saúde de Pernambuco, Cândida Ribeiro.

Ela ressalta que o frequente abandono ao tratamento, além de impossibilitar a cura, pode ocasionar resistência aos medicamentos preconizados. Atualmente Pernambuco registra uma taxa média de abandono ao tratamento de 11%, enquanto que o preconizado pelo Ministério da Saúde (MS) é abaixo de 5%.

“Nossa referência para pacientes que apresentam algum tipo de resistência às drogas é o Hospital Otávio de Freitas e o Hospital das Clínicas. Em relação aos pacientes coinfectados com HIV, a referência é o Hospital Correia Picanço. Já os casos que não apresentem qualquer intercorrência devem ser acompanhados nas unidades básicas de saúde”, frisa Cândida.

A tuberculose é um sério problema da saúde pública no Brasil, com profundas raízes sociais. A cada ano, são notificados aproximadamente 80 mil casos novos e ocorrem cerca de 4,6 mil mortes em decorrência da doença. O Brasil ocupa o 17º lugar entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos de tuberculose no mundo, segundo a OMS. No Brasil, a tuberculose é a quarta causa de morte por doenças infecciosas.

Serviço:

Assunto: Dia D de Combate à Tuberculose

Data: 24/3

Horário: 8 às 13h

Local: Centro POP Glória, situado à rua da Glória, 459, Boa Vista, Recife/PE


Franciso Batista conseguiu seguir bem o tratamento nos primeiros meses após o diagnóstico da diabetes. Depois, ficou mais difícil (Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem)

Franciso Batista conseguiu seguir bem o tratamento nos primeiros meses após o diagnóstico da diabetes. Depois, ficou mais difícil (Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem)

O engenheiro civil Francisco Batista, 62 anos, tomou um susto quando recebeu o diagnóstico de diabetes há 12 anos. Para afastar as complicações decorrentes da doença, ele começou a seguir um tratamento medicamentoso e a adotar hábitos de vida saudável, como alimentação balanceada. Ficou com medo quando ouviu do médico que precisaria se cuidar porque a taxa de glicose no sangue estava muito alta: 683 mg/dL. Os níveis aceitáveis ficam entre 70 e 99 mg/dL. “Com o tempo, os exames apresentaram melhores resultados. Mas eu fui me acomodando e, meses depois, já estava com a taxa descontrolada”, diz Francisco, que faz parte de um universo de pacientes com dificuldade para aderir ao tratamento.

Mais da metade das pessoas com diabetes tipo 2 (relacionado a maus hábitos alimentares, sobrepeso e sedentarismo) têm dificuldades para seguir recomendações médicas, segundo a pesquisa IntroDia, realizada com cerca de 10 mil pessoas com a doença em todo o mundo.

Desenvolvido pela Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês), com apoio da Boehringer Ingelheim e Eli Lilly, o estudo foi apresentado recentemente em São Paulo e revelou que os médicos entrevistados acreditam que esse universo de pacientes não segue as recomendações por falta de disciplina e por não estar suficientemente preocupado com as complicações da doença a longo prazo, como cegueira, amputações de membros inferiores e doenças cardiovasculares.

Sobre os achados da pesquisa, a endocrinologista pernambucana Lúcia Cordeiro, do Hospital Barão de Lucena, no Recife, comenta que a adesão ao tratamento é maior nos primeiros meses após o diagnóstico. “Depois que o susto passa e a pessoa passa a ter melhores níveis de glicose, vem a fase do relaxamento, com o abandono dos hábitos de vida saudável”, diz.

Ela alerta que é muito difícil o paciente seguir o pacote de tratamento completo, que inclui atividade física, alimentação balanceada e medicação. Quem larga uma dessas recomendações tem mais riscos de voltar a ter taxas de glicose descontroladas e, consequentemente, complicações da doença.

Confira os achados da pesquisa

– 26 países participaram da pesquisa
– 10 mil pessoas com diabetes foram ouvidas
– 6,7 mil médicos que cuidam desses pacientes responderam aos questionamentos do estudo
– 50% de sucesso do tratamento da doença são atribuídos à medicação e 50% à mudança no estilo de vida, segundo os médicos
– 88% dos médicos concordaram que a conversa com o paciente sobre o diagnóstico tem impacto sobre a aceitação da doença e adesão ao tratamento
– 94% da aceitação da doença, entre os pacientes, e a adesão ao tratamento dependem da maneira com que é transmitido o diagnóstico
– 92% dos médicos gostariam de ter ferramentas para ajudar os pacientes a manter a mudança de comportamento do paciente
– 50% ou mais dos pacientes com diabetes tipo 2 não seguem recomendações médicas

Leia mais sobre o assunto na edição do caderno Cidades, do Jornal do Commercio, deste domingo (22/3)


waterisnutrition

Economizar água e adotar medidas de higiene promovem a nutrição, o crescimento e o desenvolvimento cognitivo de crianças que vivem em situação de vulnerabilidade em várias regiões do mundo (Foto: Instagram/@unicefwater)

Em alusão ao Dia Mundial da Água, celebrado neste domingo (22/3), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) declarou que o acesso a água potável foi uma das maiores conquistas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs). No entanto, a organização lembrou que, para 748 milhões de pessoas em todo o mundo, conseguir esse bem vital ainda é um desafio.

Em parceria com governos e parceiros, o Unicef tem promovido o desenvolvimento de métodos inovadores e econômicos para avançar nessa área. E aproveitando o sucesso de 2014, a organização engaja o público numa campanha de mídias sociais com a hashtag #wateris (água é) para aumentar a conscientização sobre a questão e destacar a situação daqueles que ainda não têm acesso a água potável.

“Desde 1990, a história de acesso a água potável tem sido marcada por enormes avanços, apesar das circunstâncias adversas extremamente difíceis”, disse o chefe do programa global de Água, Saneamento e Higiene do Unicef, Sanjay Wijesekera. “Mas há muito por fazer. Água é a essência da vida e, não obstante, quase 750 milhões de pessoas, sobretudo as mais pobres e vulneráveis, ainda hoje são privadas desse direito humano fundamental.”

Cerca de 2,3 bilhões de pessoas obtiveram o acesso a fontes de água potável melhoradas desde 1990. Como resultado, o objetivo de desenvolvimento do milênio de reduzir pela metade a porcentagem da população global sem acesso a água potável foi alcançado cinco anos antes do prazo, fixado em 2015. Atualmente há três países (Moçambique, Papua Nova Guiné e República Democrática do Congo onde mais da metade da população não tem acesso a agua potável.

Apesar desses progressos, ainda persistem disparidades significativas. Dos 748 milhões de pessoas em todo o mundo que ainda não têm acesso a água potável, 90% vivem em zonas rurais e estão sendo deixados à margem dos progressos alcançados por seus países.

Para mulheres e meninas, buscar água reduz o tempo que elas podem dedicar ao cuidado de suas famílias e aos estudos. Em áreas não seguras, também correm o risco de serem atacadas ou sofrerem alguma violência enquanto vão em busca de água. O Unicef estima que, na África, as pessoas gastam 40 bilhões de horas a cada ano caminhando para se abastecer de água.

Para as crianças, a falta de acesso a água potável pode ser trágica. Em média, quase mil crianças morrem todos os dias em consequência de doenças diarreicas associadas a água imprópria para o consumo, saneamento deficiente ou falta de higiene.

A África ao sul do Saara ainda responde por mais de duas a cada cinco pessoas sem acesso a água potável em nível global – ou 325 milhões de pessoas. A maioria dos países da região não está a caminho de cumprir a meta dos ODMs.


 
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