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Casa Saudável

O Serviço de Apoio à Mulher Wilma Lessa, sediado no Hospital Agamenon Magalhães, no Recife, realiza atendimento para mulheres vítimas de violência (Foto: Fernando da Hora/JC Imagem)

O Serviço de Apoio à Mulher Wilma Lessa, sediado no Hospital Agamenon Magalhães, no Recife, realiza atendimento para mulheres vítimas de violência (Foto: Fernando da Hora/JC Imagem)

De janeiro até o mês de junho deste ano, o Serviço de Apoio à Mulher Wilma Lessa, sediado no Hospital Agamenon Magalhães (HAM), no Recife, realizou 166 primeiros atendimentos. Desse total, 130 casos envolviam algum tipo de violência sexual, totalizando 78,3% dos casos. Em seguida, aparecem as ocorrências por violência física (81 casos) e psicológica (57 casos). A coordenação do serviço explica que, nos registros, a mesma mulher pode ter sofrido mais de um tipo de violência.

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Das 166 pacientes atendidas, 79 eram mulheres entre 20 e 39 anos (47%), seguida de adolescentes entre 10 e 19 anos, com 62 casos (37%).

Funcionando há 15 anos, o serviço atende o público feminino 24 horas por dia, sete dias por semana. No local, uma equipe multidisciplinar, formada por médico, enfermeiro, psicólogo e assistente social acolhem a mulher e verificam os protocolos para cada tipo de caso.

“Esse é um serviço importante para fazer o acolhimento da mulher vítima de qualquer tipo de violência. No Wilma Lessa, nós garantimos o sigilo no atendimento e damos todo o suporte de saúde necessário para cada tipo de caso, fazendo a primeira consulta e também as subsequentes para sanar toda a problemática. Também aconselhamos a mulher, caso ela tenha o desejo de fazer a denúncia na polícia. Mas ressaltamos que o atendimento de saúde não está atrelado à denúncia criminal”, diz a coordenadora do Wilma Lessa, Mayara Mendes.

No caso de violência sexual, o protocolo inclui o uso de contraceptivo de emergência, do coquetel para DST/HIV e exames subsequentes. Em 2016, dos 130 casos de violência sexual, 87 mulheres precisaram fazer profilaxia para doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), 86 para HIV e 32 para hepatite B, além de outros exames, como de sangue. A mesma vítima pode ter feito mais de um desses tratamentos.

No caso do aborto previsto em lei, foram feitos cinco no primeiro semestre de 2015.

A coordenadora Mayara Mendes ressalta que os casos de violência doméstica atendidos no Wilma Lessa têm um percentual relevante. Dos 166 atendimentos, 38 casos (22%) tiveram como agressor algum membro da família (pai, mãe, padastro, irmão, filho, marido/namorado – atual ou ex). Outros 12% (20 casos) foram por conhecidos e 50% (83) por desconhecidos.


Imagem de homem triste (Foto: Photl.com)

Com o tema ‘A Psiquiatria em tempos de crise’, programação focará na atualização de conhecimento e construção de políticas públicas em saúde mental (Foto ilustrativa: Photl.com)

Psiquiatras pernambucanos e estados vizinhos se reúnem a partir desta quinta-feira (18) para debater temas da área na XXXIII Jornada Pernambucana de Psiquiatria. Com o tema ‘A Psiquiatria em tempos de crise’, a programação focará na atualização do conhecimento na especialidade médica e a construção de políticas públicas em saúde mental. O evento, que seguirá até o sábado (20), acontecerá no Hotel Golden Tulip Recife Palace, em Boa Viagem, na Zona Sul da capital pernambucana.

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Entre o conteúdo a ser abordado, palestras e mesas redondas sobre transtornos psiquiátricos nas arboviroses, esquizofrenia, transtorno bipolar, autismo e depressão. “Trabalhamos para garantir uma Jornada de alto nível e proveito para os participantes em termos de temas a serem abordados”, ressalta o médico Everton Botelho, presidente da Sociedade Pernambucana de Psiquiatria (SPP).

Ainda segundo o especialista, o encontro também serve como intercâmbio de conhecimento entre várias áreas da saúde. “Outros profissionais, como psicólogos, terapeutas, clínicos gerais, enfermeiros, participam do evento e aqui nós destacamos a necessidade da formação de equipes multidisciplinares para o cuidado do paciente. Assim, quando ele precisa do acompanhamento de outro profissional, nós encaminhamos muitas vezes para aquele especialista que conhecemos durante a Jornada”, pontua.

A programação contará também com III Encontro Estadual de Médicos Residentes em Psiquiatria, momento em que residentes do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), da Prefeitura do Recife e dos hospitais das Clínicas, Osvaldo Cruz e Ulysses Pernambucano se encontram para apresentar e debater casos clínicos e estudos sobre temas variados.

Serviço

XXXIII Jornada Pernambucana de Psiquiatria
Data: 18, 19 e 20 de agosto
Local: Golden Tulip Recife Palace | Avenida Boa Viagem, 4070 – Boa Viagem, Recife
Informações: na fan page da SPP no Facebook


Autismo

Encontro será ministrado nos dias 26 e 27 de agosto pela pedagoga Sara Yoshikawa, especialista em análise do comportamento aplicada ao autismo (Foto ilustrativa: Reprodução da internet)

A Associação de Famílias para o Bem-Estar e Tratamento da Pessoa com Autismo (Afeto) realizará nos dias 26 e 27 de agosto a palestra Estratégias de avaliação, adaptação curricular e ensino para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O encontro será ministrado pela pedagoga Sara Yoshikawa, especialista em análise do comportamento aplicada ao autismo e atrasos no desenvolvimento. O encontro acontecerá no Centro de Convenções de Pernambuco (Cecon-PE).

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No dia 26 de agosto, a programação será das 18h às 21h30. Já no dia 27 de agosto, a palestra será ministrada das 8h às 17h. O encontro é voltado para professores, assistentes terapêuticos, mediadores, auxiliares, profissionais da área de saúde, familiares de pessoas que convivem com autismo e demais interessados no tema.

Serviço

Palestra Estratégias de avaliação, adaptação curricular e ensino para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA)
Data: 26 e 27 de agosto
Local: Centro de Convenções de Pernambuco (Cecon-PE) | Avenida Prof. Andrade Bezerra, s/n – Salgadinho, Olinda
Investimento: R$100 até 20.08 | R$ 120 após essa data
Informações: (81)9801-3732 ou no site da Afeto


Imagem do Plaza Shopping (Foto: Divulgação)

Ação em homenagem ao Dia Nacional do Ciclista acontecerá nesta sexta e sábado no bicicletário do Edifício Garagem do Plaza Shopping, das 10h às 19h (Foto: Divulgação)

Para marcar a passagem do Dia Nacional do Ciclista, celebrado nesta sexta-feira (19), o Plaza Shopping promoverá, em parceria com o programa Pedala PE, da Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer de Pernambuco, a segunda edição do Estação Duas Rodas. A ação, voltada para os clientes do centro de compras, acontecerá na na própria sexta e também no sábado (20), no bicicletário do shopping, localizado no Piso E1 do Edifício Garagem, das 10h às 19h.

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Na iniciativa, serão distribuídas cartilhas educativas com dicas sobre segurança no trânsito. Também serão oferecidos por mecânicos serviços gratuitos para os ciclistas, como troca da sapata de freio, cabo de freio e conduíte. “O objetivo é conscientizar sobre a importância da bicicleta como meio de transporte e melhorar a qualidade do trânsito. Serão distribuídas cartilhas com orientações sobre equipamentos de proteção, uso da faixa de pedestres e as melhores formas de utilizar ciclovias e ciclo faixas para que as pessoas possam pedalar com segurança e responsabilidade”, explica Jakeline Soares, responsável pelos Projetos Socioambientais do Plaza. O shopping já conquistou, inclusive, o selo de Empresa Amiga do Ciclista.

Serviço

2ª edição do Estação Duas Rodas
Local: Piso E1 do Edifício Garagem do Plaza Shopping Casa Forte | Rua Dr. João Santos Filho, 255 – Casa Forte, Recife
Data: sexta e sábado, 19 e 20 de agosto
Horário: 10h às 19h


Imagem de mulher segurando bebê com microcefalia (Foto: Diego Nigro / JC Imagem)

Capacitação sobre microcefalia deve instruir 28 profissionais que atuam no serviço de pré-natal no sertão do Estado (Foto: Diego Nigro/JC Imagem)

Profissionais de saúde que atuam nos serviços de pré-natal de sete municípios localizados no Sertão pernambucano participarão a partir desta quinta-feira (18) de capacitação promovida pela VIII Gerência Regional de Saúde (Geres) para aprimorar o atendimento às gestantes, com ênfase para identificação precoce de microcefalia intraútero. A programação também focará nas possíveis complicações da malformação congênita e os devidos encaminhamentos. As aulas acontecerão às 8h, no Hotel Grande Rio, em Petrolina, sede da VIII Geres.

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Ao todo, o curso terá 32 horas de duração, dividido em quatro dias, seguindo as recomendações do Protocolo Clínico e Epidemiológico de Microcefalia do Estado. A programação pressupõe o cuidado de forma humanizada a partir do acolhimento e da avaliação de risco com os devidos encaminhamentos, quando necessário. “Esperamos que esses profissionais sejam capazes de detectar precocemente as gestantes com suspeita de microcefalia intrauterina e proporcionar os devidos esclarecimentos sobre as intervenções oportunas em todo o período gestacional, sejam elas preventivas ou terapêuticas”, explica a gerente da VIII Regional de Saúde, Aline Jerônimo.

A expectativa é que 28 profissionais dos municípios Afrânio, Dormentes, Petrolina, Lagoa Grande, Orocó, Santa Maria da Boa Vista e Cabrobó sejam capacitados.


Imagem do vírus HIV (Ilustração: Mateus Borba Cardoso / Reprodução)

Resultados alcançados no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais podem levar a método para detecção de HIV e eliminação de diversos vírus em bolsas de sangue (Ilustração: Mateus Borba Cardoso / Reprodução)

Da Agência Fapesp de notícias

Para se reproduzir no organismo, um vírus passa por um processo de adsorção (ligação) das suas partículas às células infectadas, conectando-se a receptores da membrana celular. Com o objetivo de impedir essa ligação e, consequentemente, a infecção, pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) desenvolveram uma estratégia que utiliza nanopartículas carregadas de grupos químicos capazes de atrair os vírus, ligando-se a eles e ocupando as vias de adsorção que seriam utilizadas nos receptores celulares.

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Dessa forma, o vírus, já com sua superfície ocupada pelos grupos químicos carregados pelas nanopartículas, fica incapacitado de realizar ligações com as células do organismo. A estratégia inovadora de inativação viral foi desenvolvida no âmbito da pesquisa “Funcionalização de nanopartículas: aumentando a interação biológica”, realizada com o apoio da FAPESP e coordenada por Mateus Borba Cardoso. Trata-se do primeiro estudo que demonstra inativação viral baseada em química de superfície de nanopartículas funcionalizadas.

“Esse mecanismo de inibição viral se dá por meio da modificação de nanopartículas em laboratório, atribuindo-se funções à sua superfície pela adição de grupos químicos capazes de atrair as partículas virais e se conectar a elas. Esse efeito estérico, relacionado ao fato de cada átomo dentro de uma molécula ocupar uma determinada quantidade de espaço na superfície, impede que o vírus chegue até o alvo, as células, e se ligue a ele, porque já está ‘ocupado’ pela nanopartícula”, explica Cardoso.

Os pesquisadores sintetizaram nanopartículas de sílica, componente químico de diversos minerais, com propriedades superficiais distintas e avaliaram sua biocompatibilidade com dois tipos de vírus. A eficácia antiviral foi avaliada em testes in vitro, com os vírus HIV e VSV-G – que causa estomatite vesicular – infectando células do tipo HEK 293, uma cultura celular originalmente composta de células de um rim pertencente a um embrião humano. As partículas virais foram preparadas para expressar uma proteína fluorescente que muda a coloração das células infectadas, permitindo que os pesquisadores “sigam” a infecção.

A inovação segue a mesma estratégia já adotada pelos pesquisadores na funcionalização de nanopartículas que levam medicamentos quimioterápicos em altas concentrações até as células cancerígenas, evitando que as saudáveis sejam atingidas e minimizando os efeitos adversos da quimioterapia (leia mais em agencia.fapesp.br/23210).

As nanopartículas de sílica foram escolhidas mais uma vez por conta da sua porosidade, que permite uma boa funcionalização de sua superfície por meio da adição de grupos químicos em seus poros. Depois de sintetizadas, essas partículas passam por reações necessárias para que sua superfície seja funcionalizada de acordo com as afinidades químicas dos vírus. Grupos químicos específicos foram inseridos na superfície das partículas para que as proteínas virais sejam naturalmente atraídas por elas.

Após esse processo, os pesquisadores deram início à caracterização das nanopartículas, realizando medições de tamanho e checando se a funcionalização estava correta. Para isso, utilizam um arsenal de técnicas, desde microscopia a análises do potencial zeta – a carga superficial das partículas. De posse das informações sobre a carga foi possível correlacioná-la aos dados já conhecidos do envelope viral, a composição química do que está na superfície do vírus, aumentando as chances de as nanopartículas serem ancoradas em determinadas regiões dele.

Também foi utilizada a técnica de espalhamento de raios X a baixos ângulos (SAXS, na sigla em inglês). Por meio de radiação gerada pelo acelerador de partículas do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), integrante do CNPEM, os pesquisadores utilizam a técnica para enxergar e estudar a forma e a organização espacial de objetos em proporções nanométricas – no caso, as nanopartículas de sílica funcionalizadas.

“As nanopartículas devidamente funcionalizadas e as partículas virais passaram, então, por um tempo de incubação para que interagissem umas com as outras em função das propriedades de superfície de ambas. Quando existe muita atração, provocada pelos grupos químicos presentes na superfície das nanopartículas, a preferência do vírus é de se ligar a elas, não às células”, conta Cardoso.

Confira a matéria completa no site da Agência Fapesp de notícias.


UPAE de Garanhuns desenvolve trabalho de fonoaudiologia com pacientes

16 de agosto de 2016 | postado por Malu Silveira
Imagem de homem tossindo (Foto: Reprodução / Internet)

Sintomas como rouquidão, pigarro constante e voz fraca merecem atenção. Sessões de fonoaudiologia na UPAE de Garanhuns já acontecem há dois anos (Foto: Reprodução / Internet)

Após notar uma grande demanda de pacientes da unidade, encaminhados das consultas médicas, a Unidade de Pronto Atendimento – Especialidades (UPAE) de Garanhuns, no Agreste do Estado, resolveu desenvolver encontros semanais em grupos com fonoaudióloga. O trabalho, comandado pela especialista Nayara Tenório, já tem quase dois anos e vem mostrando resultados satisfatórios.

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O serviço de fonoaudiologia atende pacientes nas mais variadas áreas de linguagem. “Tivemos casos clínicos indicados para cirurgia, no entanto, com o trabalho terapêutico, os casos regrediram e hoje estão apenas em acompanhamento”, conta a fonoaudióloga. Foram 44 pacientes reabilitados de alta fonoaudiológica; quatro pacientes com indicação de aparelho auditivo em uso; crianças com necessidades especiais inseridas no ensino regular.

Na terapia, o enfoque dado é de como cuidar da voz, fatores que prejudicam ou não a sua produção. O paciente é visto como ativo no seu processo terapêutico, co-responsável pela sua evolução e alta fonoaudiológica. “A intervenção fonoaudiológica não oferece falsas esperanças de uma melhora total, mas busca a qualidade de vida, pelo desenvolvimento terapêutico e introduzindo novas práticas saudáveis no cotidiano do paciente. Entendendo seus anseios, esclarecendo aquilo que é passível de execução e reabilitação. Os resultados têm mostrado bastante êxito”, ressalta a especialista.

Os pacientes dos 21 municípios da V Gerência Regional de Saúde devem procurar os Postos de Saúde mais próximos de suas residências.

Para saber mais:

UPAE Prof. Antônio Simão dos Santos Figueira
Endereço: Rodovia BR 423 km 96,8 – Magano – Garanhuns – PE
Coordenação geral: Dr. Gustavo Amorim
Telefone: (87) 3764.9000


A pequena Alice Sophie, 9 meses, faz parte do grupo de bebês com microcefalia que receberão em breve aplicação de botox (Foto: Guga Matos/JC Imagem)

A pequena Alice Sophie, 9 meses, faz parte do grupo de bebês com microcefalia que receberão em breve aplicação de toxina botulínica (Foto: Guga Matos/JC Imagem)

Bebês com microcefalia, que geralmente apresentam espasticidade (distúrbio de controle muscular que causa rigidez – um quadro comum à maioria das crianças com a malformação), têm se beneficiado com aplicações de toxina botulínica tipo A, produto que ganhou popularidade com a marca Botox, no ano 2000, para o tratamento das rugas de expressão, mas que tem outras indicações terapêuticas desde a década de 1950. Na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), na Ilha Joana Bezerra, bairro da área central do Recife, pelo menos 15 bebês com microcefalia já iniciaram o tratamento com a substância e, dessa maneira, passam a ter músculos mais flexíveis, o que ajuda a amplitude de movimentos dos braços e das pernas.

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“Observamos que alguns bebês com microcefalia começam a diminuir a abertura dos quadris. A tendência é fechá-los, as pernas ficam cruzadas e, com o tempo, isso faz com que o quadril se desloque e desencaixe. A hipertonia (aumento da rigidez) favorece a luxação. Por isso, vem a indicação da toxina botulínica e das órteses para os quadris e pés”, explica o ortopedista Epitácio Leite Rolim Filho, da AACD. Ele ressalta que o procedimento é um coadjuvante na tentativa de evitar deformidades ao longo do desenvolvimento infantil. “As aplicações de toxina botulínica fazem a musculatura relaxar e deixar a abertura da mão mais flexível, por exemplo”, acrescenta.

As primeiras injeções de toxina botulínica que David, 1 ano, recebeu foram aplicadas na coxa. “Ele passou a abrir melhor as pernas", conta a mãe do menino, Danielle Cândida (Foto: Diego Nigro/JC Imagem)

As primeiras injeções de toxina botulínica que David, 1 ano, recebeu foram aplicadas na coxa. “Ele passou a abrir melhor as pernas”, conta a mãe do menino, Danielle Cândida (Foto: Diego Nigro/JC Imagem)

A pequena Alice Sophie, 9 meses, faz parte do grupo de bebês com microcefalia que passarão em breve pelo procedimento. Ela tem um quadro de hipertonia na mão e se submeteu a um raio-X para avaliação dos quadris. “Vamos ver se estão se deslocando ou não. Mas é certo que ela receberá toxina botulínica para melhorar a mobilidade da mão”, diz Epitácio. A mãe da menina, a técnica de enfermagem Silvaneide Pereira da Silva, 36 anos, relata que ficou surpresa quando soube da indicação para a filha fazer o tratamento. “Não tinha conhecimento de toxina botulínica para esses casos. Fico na expectativa de que dê certo. A melhora deles também é para a nossa felicidade”, diz Silvaneide, que leva a filha para reabilitação na AACD, no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) e na Fundação Altino Ventura (FAV).

Assim como outros 20 bebês, em média, Alice Sophie deverá receber as aplicações do produto daqui a 15 dias, quando a Secretaria Estadual de Saúde deverá fornecer a substância para os pacientes da AACD, segundo Epitácio. “Nos pacientes com microcefalia que já iniciaram o tratamento com toxina botulínica, vemos resultados. Alguns receberam até reaplicação da substância. Pelo menos, até o momento, a gente tem evitado as deformidades ósseas e musculares, como também os encurtamentos. Aplicamos até num bebê com 2 meses que tinha muita secreção e, por isso, estava com broncoaspiração frequente. Ele melhorou.”

Toxina botulínica é injetada no músculo-alvo do tratamento, promove relaxamento das fibras musculares e minimiza as contrações involuntárias e a rigidez excessiva (Foto: Divulgação)

Toxina botulínica é injetada no músculo-alvo do tratamento, promove relaxamento das fibras musculares, minimiza as contrações involuntárias e a rigidez excessiva (Foto: Divulgação)

O pequeno David, que completou 1 ano em julho, também tem se beneficiado com a toxina botulínica. As primeiras injeções foram aplicadas na coxa. “Ele passou a abrir melhor as pernas. Antes, a troca de fraldas era difícil porque ele não deixava a gente fazer muitos movimentos; ficava agitado. Além disso, ele passou a fazer mais atividades durante a fisioterapia. Sem a rigidez nos membros inferiores, responde melhor aos estímulos”, vibra a mãe de David, a dona de casa Danielle Cândida da Costa, 33 anos.

Capacitação 

Os benefícios da toxina botulínica para bebês com microcefalia foram apresentados ontem, pela neuropediatra Vanessa van der Linden, no workshop Zika Não: Unidos na Emergência, promovido pela Associação Internacional de Neurologia Infantil, em parceria com a farmacêutica Teva. O evento, também realizado pela Secretaria Estadual de Saúde, termina hoje com o objetivo de treinar profissionais no combate ao zika.

"Para crianças a partir dos 7 quilos, com contração muscular indesejada, conseguimos fazer toxina botulínica com boa resposta”, destaca Vanessa van der Linden (Foto: Bobby Fabisak)

“Para crianças a partir dos 7 quilos em média, com contração muscular indesejada, conseguimos fazer toxina botulínica com boa resposta”, destaca Vanessa van der Linden (Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem)

Ao falar sobre a toxina botulínica, Vanessa ressaltou a indicação da substância especialmente para os pacientes com microcefalia que têm risco aumentado de luxação de quadril por causa da hipertonia. “Há casos em que as mães nem conseguem fazer a higiene adequada do bebê por causa da contração muscular indesejada. Para essas crianças, a partir dos 7 quilos, em média, já conseguimos fazer toxina botulínica com boa resposta”, destacou Vanessa.

Ação terapêutica

A principal via de aplicação da substância é intramuscular. O produto é injetado no músculo-alvo do tratamento, promove relaxamento das fibras musculares e minimiza as contrações involuntárias e/ou a rigidez excessiva. A ação da toxina botulínica tem início, em média, de três a cinco dias após a sua aplicação. Já a duração varia de 12 a 24 semanas e depende da indicação e da condição de cada paciente.

Entre os benefícios para os bebês com microcefalia, estão a prevenção de contraturas e deformidades, melhora da higiene e retardo na indicação de procedimentos operatórios – ou, até mesmo, suspensão de cirurgia em alguns casos. É bom frisar que se trata de um coadjuvante do processo de reabilitação dos bebês.


Imagem de garota fazendo meditação (Foto: Free Images)

Programação do 1º Congresso de Saúde Consciente reunirá pesquisadores, cientistas e médicos para debater com participantes sobre os mais variados temas (Foto ilustrativa: Free Images)

Três dias de imersão nas novas descobertas do universo da ioga, aromatologia, meditação, física quântica e outros segmentos. Esta é a proposta do 1º Congresso Internacional de Saúde Consciente, organizado pelo centro terapêutico holístico Pura Luz Yoga. A programação, que começa na próxima sexta-feira (19) e segue até o domingo (21), reunirá pesquisadores, cientistas e médicos para debater com os participantes sobre os mais variados temas. O encontro acontecerá na Faculdade Marista, em Apipucos, na Zona Norte do Recife.

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Entre os palestrantes, o aluno de meditação do Dalai Lama Vitor Caruso, a diretora do Instituto Indiano de Yoga, Ved Arora, o PHD em Física Quântica Harbans Arora, o médico Carlos Bayma, o especialista em medicina ayurveda e modulação hormonal Eduardo Magalhães (o Dr. Saúde), o cientista aromatólogo Fabian Laszio e o pesquisador da frequência de sons e músico Antúlio Madureira. Fisioterapeutas, nutricionistas, especialistas em yogaterapia, ciências farmacêuticas e probióticos também ministrarão palestras.

“A ideia é mostrar que a saúde está intimamente ligada à consciência, ao entendermos que somos consequência de nossas escolhas. Por isso, enfatizamos que a verdadeira mudança começa com pequenos hábitos e nos torna mais saudáveis – física, mental e espiritualmente – e, por consequência, mais felizes”, pontua a idealizadora do evento, Ma Prem Zaki, sobre a proposta do Congresso. A programação completa você confere no site do evento.

Serviço

1º Congresso Internacional de Saúde Consciente
Data:  19 a 21 de agosto
Local: Faculdade Marista, Rua Itatiaia, 318 – Apipucos, Recife
Informações: (81) 3097.5184
Preços: R$ 30 por dia ou R$ 50 pelos 3 dias de evento


Imagem ilustrativa de suco de uva integral (Foto: Igo Bione / Divulgação)

Nutricionista listou três receitas simples e práticas com o suco de uva integral para incluir no cotidiano dos pequenos (Foto: Igo Bione / Divulgação)

Acrescentar ingredientes saudáveis no cardápio das crianças pode se tornar um desafio em inúmeras situações para os pais. Optar por receitas curiosas e interessantes para o paladar e visão dos pequenos é a principal recomendação dos especialistas. Nas últimas semanas, falamos aqui no blog sobre os benefícios do suco de uva integral, produto que tem propriedades antioxidantes capazes de inibir o envelhecimento celular e evitar o aparecimento de algumas doenças.

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Mas como usar a bebida no cotidiano das crianças de uma forma diferente? A nutricionista Laís Thorpe, do Colégio Santa Maria, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, listou três dicas simples de como improvisar receitinhas diferentes com o suco de uva integral para incluir no cardápio dos pequenos. Confira:

1. Gelatina de uva com chia

O suco de uva integral pode se transformado em uma deliciosa e prática sobremesa, sabia? É só misturar a bebida com semente de chia. “Ao misturar a chia com o suco de uva, a semente incha e forma uma espécie de gel, com textura parecida a de gelatina. A dica é misturar a semente com o suco e deixar na geladeira de um dia para o outro. Uma boa dica de sobremesa, além de ser fibra e dar uma sensação de saciedade”, explica a nutricionista. Para um copo de suco de uva integral, acrescente, em média, três colheres de sopa de chia.

2. Batida de suco de uva integral com outras frutas

Para fugir do convencional e variar o cardápio de bebidas da criança, a recomendação da nutricionista é bater o suco de uva integral com outras frutas, a exemplo do kiwi e da maçã. “Além de não perder as características nutricionais do suco, o visual não deixará de ser agradável para a criança”, ressalta a especialista.

3. Picolé de uva

A terceira e última receita é a mais fácil de todas. E talvez a mais curiosa e divertida para os pequenos. Transforme o suco de uva integral em picolé. Basta usar as forminhas próprias ou colocar em copinhos com palitos no meio e deixar no freezer para congelar.


 
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