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Blog – Casa Saudável

adolescente

Hebiatria é uma especialidade médica voltada para o acolhimento de meninos e meninas entre 11 e 19 anos (Foto: Free Images)

Uma área dedicada totalmente ao adolescente está em funcionamento no Hospital dos Servidores do Estado de Pernambuco, que fica no bairro dos Aflitos, Zona Norte do Recife. Trata-se do Ambulatório de Medicina do Adolescente, que conta com pediatras especializados em hebiatria, um segmento pediátrico voltado para o acolhimento de meninos e meninas entre 11 e 19 anos. Além de cuidar dos mais diversos distúrbios característicos da idade, a hebiatria trata de problemas emocionais e questões ligadas à vida sexual do adolescente.

Os pacientes são atendidos por médicos da unidade e alunos do 5º período do curso de medicina do Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau). “Os estudantes acompanham o atendimento observando, sem intervir, no trabalho dos médicos. Eles são divididos em grupos durante a atividade e vão ao ambulatório durante o seu funcionamento”, explica o coordenador adjunto do curso, Vasco Patu.

Os dependentes dos servidores do Estado que tenham plano de saúde Sassepe podem marcar atendimento médico pelo telefone 0800 2842727, das 7h às 19h. As consultas acontecem das 7h às 12h no Hospital do Servidor.


Sem chances para a hipertensão, uma inimiga silenciosa

26 de abril de 2015 | postado por Cinthya Leite
Disciplinada, Mércia não abre mão de praticar exercícios para manter a hipertensão sob controle (Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem)

Disciplinada, Mércia não abre mão de praticar exercícios para manter a hipertensão sob controle (Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem)

Cerca de 17 milhões de brasileiros convivem com doenças cardiovasculares, que podem resultar em infarto, acidente vascular cerebral e morte súbita. No topo dos fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento dessas enfermidades está a hipertensão arterial, que acomete 30% da população brasileira e é perigosa pelo fato de não apresentar sintomas. Por isso, cerca de 50% dos hipertensos não sabem que têm a doença. Geralmente, a pessoa só descobre ao aferir a pressão arterial ou sofrer um AVC.

Para orientar a população sobre a importância de adotar hábitos saudáveis, capazes de afastar as chances de aparecimento das doenças cardiovasculares, médicos se engajam neste domingo (26/4) em ações educativas que fazem alusão ao Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. Convencer o paciente a seguir corretamente o tratamento é o maior desafio enfrentado pelos cardiologistas porque a pressão alta geralmente não vem acompanhada de dor ou qualquer outro incômodo, o que leva a pessoa a acreditar que está tudo bem com a saúde.

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“Dor de cabeça não é sintoma de pressão alta”, avisa Hilton Chaves

Provar que as consequências da pressão alta são, em muitos casos, fatais é uma arma para mudar um cenário preocupante: do universo de pacientes que já recebeu o diagnóstico, apenas 25% aderem ao tratamento. “A hipertensão é assintomática, mas é agressiva. Transmitir esse recado é difícil. Como os pacientes não sentem indisposição ou qualquer outro sinal que indique doença, muitos não veem motivo para tomar medicação ou seguir um estilo de vida saudável”, lamenta o cardiologista Hilton Chaves, coordenador da Clínica de Hipertensão do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC/UFPE).

Saiba mais sobre hipertensão

Investir em comprometimento para afastar os picos da pressão arterial é a melhor receita que o paciente pode seguir.

Para quem não segue o tratamento, a doença é um perigo. Cerca de 80% das pessoas que sofrem um derrame cerebral têm hipertensão e até 60% das vítimas de infarto também apresentam pressão alta. Por outro lado, aqueles que seguem uma terapêutica conseguem viver bem com a doença.

Felizmente, a agente administrativa aposentada Mércia Melo, 63 anos, não se enquadra nesse percentual. Ela contou com a sorte para receber o diagnóstico da doença. “Estava caminhando ao ar livre quando vi uma campanha de alerta. Resolvi aferir minha pressão. Estava 17 por 12. Fui ao médico e fiz exames complementares, que confirmaram a hipertensão”, conta Mércia, que é disciplinada. “Tomo os remédios, tenho uma boa alimentação e faço exercícios todos os dias, pois sei que o sedentarismo faz muito mal. Hoje, minha pressão não passa de 12 por 8.”

Diferentemente de Mércia, muitos pacientes deixam de tomar remédio por conta própria porque acham que não há necessidade. “Ainda há outra parcela que resiste em mudar o estilo de vida. E mudar hábitos é tão importante quanto tomar a medicação corretamente”, diz o cardiologista Silvio Paffer, diretor médico do Centro Médico Ermírio de Moraes, referência no tratamento da hipertensão.

Localizada no bairro de Casa Forte, Zona Norte do Recife, a unidade fornece atendimento a pacientes que têm uma hipertensão mais resistente à terapêutica medicamentosa e que, além dos picos de pressão arterial, convivem com outras doenças, como diabetes. “Acolhemos cerca de 5 mil hipertensos por mês.”

Entre os fatores de risco para o desenvolvimento da doença, Silvio lista sobrepeso, consumo excessivo de sal, sedentarismo, tabagismo, ingestão de bebida alcoólica e diabetes. “O estresse também tem uma parcela de culpa, especialmente quando associado a algum desses fatores”, alerta o médico. Outro detalhe está ligado à hereditariedade: filhos de hipertensos têm mais chances desenvolver à doença, em comparação às pessoas que não têm caso na família.

Vale frisar que, para diagnosticar a hipertensão, é necessário aferir a pressão arterial por três vezes, com intervalo de dois minutos entre cada medição. “Ainda assim, o médico pode solicitar um exame mais preciso, chamado de monitorização ambulatorial da pressão arterial. É um método bem seguro para detectar a doença”, diz Hilton Chaves.

A partir dessa técnica, a aferição da pressão arterial é automática. O paciente fica com um dispositivo por 24 horas acoplado à cintura e que faz medidas a cada 15 ou 20 minutos. Confirmado o diagnóstico da hipertensão, o tratamento é para a vida toda. Investir em comprometimento para afastar os picos da pressão arterial é a melhor receita que o paciente pode seguir.


Unipaz promove processo terapêutico que analisa dinâmica familiar

26 de abril de 2015 | postado por Malu Silveira
Imagem de mãe e filha abraçadas (Foto: Photl.com)

Técnica da constelação sistêmica permite localizar e remover bloqueios do fluxo amoroso de qualquer geração ou membro da família (Foto: Photl.com)

Um processo terapêutico que analisa o fenômeno da dinâmica familiar. Chamada de constelação familiar, a técnica (criada pelo psicoterapeuta alemão Bert Hellinger) permite localizar e remover bloqueios do fluxo amoroso de qualquer geração ou membro da família. Segundo os especialistas, a abertura de uma constelação é um facilitador para verificar as questões ou conflitos na vida de uma pessoa do ponto de vista sistêmico. A Unipaz Pernambuco inicia o atendimento de 2015 em constelação sistêmica a partir desta terça-feira (28), às 19h, com a consteladora familiar Andrea Alcantara.

O processo acontece com a disposição de pessoas que representam os componentes da família, quando em grupo. Na terapia individual, o facilitador e o cliente se revezam nos papéis dos que pertencem à família. Através de sentimentos e sensações que surgem nos participantes, o que vai sendo percebido indica o que deve ser trabalhado e direciona para uma solução em que o amor possa voltar a fluir de maneira mais harmônica. Em uma percepção ampliada, que tem se difundido cada vez mais vem sendo chamada de terapia sistêmica, essa prática também é possível ser aplicada em outros grupos, trazendo grande contribuições nas áreas empresariais, organizacionais e educacionais.

Inicialmente, os atendimentos serão feitos apenas para grupos. Consultas individuais serão feitos mediante marcação prévia.

Atendimento 2015 – Constelação Familiar
Data: 28 de abril, a partir das 19h (atendimento para grupos)
Local: Unipaz – Rua Dr. Enéas de Lucena, 244, Rosarinho – Recife
Agendamento: 81 8755-2304 e 81 9879-3722


Faculdade Esuda oferece plantão psicológico gratuito

25 de abril de 2015 | postado por Malu Silveira
Imagem de homem triste (Foto: Photl.com)

Urgência de alguns casos faz com que a necessidade de atendimento terapêutico seja maior do que a espera por uma consulta (Foto: Photl.com)

Depressão, crise conjugal, fraco desempenho escolar. Estes e muitos outros fatores levam as pessoas a procurarem tratamento psicológico. No entanto, a urgência de alguns casos faz com que a necessidade de atendimento seja maior do que a espera por uma consulta – tanto na rede privada como no atendimento público. Para estas urgências existem os plantões psicológicos – como o oferecido gratuitamente na clínica de psicologia da Faculdade Esuda.

Imagem da Clínica de psicologia da faculdade Esuda (Foto: divulgação)

Além de plantão psicológico, a Clínica oferece avaliação neuropsicológica, orientação vocacional e serviços de psiquiatria (Foto: divulgação)

“Como em qualquer tipo de plantão, está focado nas questões emergenciais e, portanto, não se marca retorno. Trata-se de um encontro único, que tem como intuito cuidar daquilo que emergiu e é urgente”, explica a supervisora do serviço de plantão psicológico da instituição, Maria Cláudia Pontual.

O plantão funciona na Clínica de psicologia da Esuda, de segunda a sábado, no horário comercial (8h às 18h). A unidade conta com 17 consultórios e uma equipe formada por profissionais e estagiários que prestam atendimentos psicoterapêuticos para crianças, adultos e adolescentes. Além de plantão psicológico, a Clínica oferece avaliação neuropsicológica, orientação vocacional e serviços de psiquiatria. Por semana, em média são atendidos 380 pacientes e por mês, 1,5 mil atendimentos.

Faculdade de Ciências Humanas – Esuda
Endereço: Rua Bispo Cardoso Ayres, S/N – Santo Amaro, Recife
Informações: (81) 3412.4242


Augusto Cury ministra palestra no Recife sobre ansiedade

25 de abril de 2015 | postado por Malu Silveira
Imagem do escritor Augusto Cury (Foto: divulgação)

Com tema ‘Ansiedade: como enfrentar o mal do século’, o cientista abordará uma das problemáticas mais discutidas atualmente, no dia 6 de maio (Foto: divulgação)

O psicoterapeuta e escritor paulista Augusto Cury ministrará palestra inédita na capital pernambucana no próximo dia 6 de maio. Com tema ‘Ansiedade: como enfrentar o mal do século’, o cientista abordará uma das problemáticas mais discutidas atualmente, tanto no âmbito profissional como no plano pessoal. O encontro, promovido pelo Instituto Augusto Cury e a Menthes, será realizado no Centro de Convenções de Pernambuco, a partir das 19h.

De acordo com o psicoterapeuta, autor de mais de 30 livros publicados em 60 países, o ‘mal do século’ está diretamente ligado à síndrome do pensamento acelerado, presente nos adultos, adolescentes e até crianças. Durante o evento, Cury elencará os aspectos que desencadeiam o problema e como lidar com ele, na vida profissional e pessoal. “Pensar é bom, pensar com conhecimento crítico é ótimo, mas pensar demais é uma bomba para a saúde emocional, para o desenvolvimento da inteligência, para a profundidade e a estabilidade das relações interpessoais”, alertou.

Os interessados em participar do encontro devem realizar a inscrição através da Casa Eventos Empresariais (CEE), produtora do evento ou na sede do Instituto Augusto Cury e Menthes, no Recife.

Palestra ‘Ansiedade, como enfrentar o mal do século’, com Augusto Cury
Quando: 6 de maio, a partir das 19h
Local: Teatro Guararapes – Centro de Convenções de Pernambuco | Avenida Professor Andrade Bezerra, S/N – Salgadinho, Olinda
Inscrições:
Casa Eventos Empresariais (CEE): http://www.casaeventosempresariais.com.br/
Instituto Augusto Cury e Menthes: Rua Dhália, 211, Boa Viagem, Recife
Informações: (81) 3074.9210 | 9835.0636 | 3126-1255.


Medicamentos genéricos

O consumidor deve comparar os preços dos medicamentos entre os diversos estabelecimentos (Foto: Divulgação)

Pesquisa de preços de medicamentos de referência e genéricos realizada pelo Procon Recife, em seis redes de drogarias do Recife, verificou que valores oscilaram de acordo com a marca e também por estabelecimento. A diferença pode chegar a até 77,94% entre alguns medicamentos genéricos e 54,47% entre os de referência.

Ao todo, foram pesquisados 58 medicamentos (29 de referência e 29 genéricos). O medicamento de referência Amoxil (apresentação 500 mg com 21 cápsulas), por exemplo, chegou a custar o menor preço (R$ 26,50) em uma drogaria e o maior preço (R$ 58,21) em outra. Já o medicamento genérico na fórmula paracetamol, 200mg/ml – gotas, 15ml, foi encontrado no menor preço de R$ 2,92, com maior preço de R$ 13,24. A pesquisa indicou também que os genéricos, em média, são 50% mais baratos que os de marca.

Para a diretora em exercício do Procon Recife, Raquel Timóteo de Moraes, essas diferenças de preços de um estabelecimento para outro, em relação a um mesmo produto, sinalizam um grande desrespeito do fornecedor com o consumidor. Afinal, um medicamento não se trata de um produto qualquer, mas sim de um produto essencial. “Esses preços precisam ser revistos pelas drogarias, pois nada justifica uma variação tão discrepante”, comenta.

O Procon Recife orienta ainda que o consumidor consulte a lista de preço máximo dos medicamentos, disponível no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Também devem ser consultadas as listas de preços disponíveis ao consumidor nas farmácias e drogarias, conforme determinação contida na Resolução da Câmara de Resolução do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão que estabelece também o preço máximo dos medicamentos vendidos no Brasil.

“A partir das informações colhidas nos órgãos acima, o consumidor deve comparar os preços dos medicamentos entre os diversos estabelecimentos, inclusive entre os estabelecimentos franqueados, de uma mesma rede, onde os preços também podem variar significativamente. Os descontos também podem variar de um estabelecimento para outro, bem como as formas de pagamento. Por isso, é importante pesquisar”, orienta Raquel.

Vale lembrar também que, através do Programa Aqui tem Farmácia Popular, o consumidor pode obter gratuitamente, nas drogarias credenciadas, os medicamentos indicados para o tratamento de hipertensão e diabetes.

O consumidor que tiver dúvidas ou desejar registrar uma reclamação pode procurar o Procon Recife, que fica na Rua Carlos Porto Carreiro, 156, Derby, área central do Recife. O atendimento ao público é de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h. Telefone: 0800 2811311.


Barriga pequena? Nem sempre tamanho é documento, futura mamãe!

24 de abril de 2015 | postado por Cinthya Leite
Vários fatores influenciam o tamanho da barriga, como o biotipo físico da mulher, o peso antes da gravidez e o tamanho do quadril (Foto: Chico Porto/JC Imagem)

Vários fatores influenciam o tamanho da barriga, como o biotipo físico da mulher, o peso antes da gravidez e o tamanho do quadril (Foto: Chico Porto/JC Imagem)

Há gestantes que já sentem a barriga crescer no primeiro trimestre da gravidez. Outras só percebem o aumento da barriga na metade da gestação. E algumas só sentem protuberância no finzinho. Como isso varia muito de mulher para mulher, podemos dizer que todas essas situações são normais e que o tamanho da barriga da gestante, nem sempre, é documento. Ou seja, barriguinhas não significam que o bebê está ganhando pouco peso. O contrário também vale: um barrigão não é sinônimo de neném gordinho.

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Gestação: entenda o que acontece com você e o bebê em cada fase

Confira 10 detalhes preciosos que você precisa saber antes de o bebê nascer

A maioria das grávidas vê a barriga despontar a partir da 12ª semana de gestação – mas isso também não é regra. “Vários fatores influenciam o tamanho da barriga, como o biotipo físico da mulher, o peso antes da gravidez e o tamanho do quadril. Quem já passou por uma gravidez ou mais pode até ter uma protuberância mais cedo do que as gestantes de primeira viagem”, informa a obstetra Leila Katz, coordenadora do Serviço Parto Humanizado do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), no Recife.

Ela acrescenta que, por volta do segundo trimestre, a cada consulta do pré-natal, o médico mede a altura uterina com uma fita métrica na vertical. Essa medida vai da parte superior do osso púbico (acima da vagina) até o topo do útero, que é tateado pelo obstetra na barriga. “Através dessa medição, é possível acompanhar a evolução do crescimento do bebê, assim como a posição em que ele se encontra”, diz Leila, ao alertar que apenas o obstetra tem habilidade para avaliar se está tudo normal com a altura uterina.

É por isso que não devemos ficar tão preocupadas com o tamanho da barriga. Se o médico desconfia de que algo não vai bem, pode ter certeza de que ele vai solicitar um ultrassom, capaz de confirmar, entre outras coisas, se o bebê está crescendo conforme o esperado.


Estudos apontam relação entre consumo de álcool e hipertensão arterial

24 de abril de 2015 | postado por Malu Silveira
Imagem de garrafas de bebidas alcoólicas (Foto: Felipe Ribeiro/Acervo JC Imagem)

Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa) alerta para os possíveis efeitos entre o uso de bebidas alcoólicas e a hipertensão arterial (Foto: Felipe Ribeiro/Acervo JC Imagem)

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 17 milhões de mortes por ano, o que representa um terço do total de óbitos. Desses, aproximadamente 9,4 milhões são decorrentes de complicações associadas à hipertensão arterial. Com a proximidade do Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial (26/4), os dados refletem um alerta, segundo o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), para os possíveis efeitos entre o uso de bebidas alcoólicas.

Conforme aponta pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia, as mulheres são mais afetadas pela hipertensão arterial (27%), já que possuem mais risco de sofrer alterações na pressão arterial na gestação e na menopausa. Entre os homens, 21% convivem com o problema. Outros fatores de risco associados à hipertensão são alimentação pouco saudável, tabagismo, sedentarismo, diabetes e  obesidade.

Já em relação ao consumo de bebida alcoólica, estudos mostram que a substância pode tanto trazer prejuízos como benefícios associados à doença. Quando em excesso, o álcool pode acarretar no aumento da pressão, colesterol, triglicérides e peso. Por isso, é sempre recomendável que o indivíduo se certifique com o médico sobre a possibilidade de ingerir álcool, mesmo que em pequenas quantidades.

Apesar de a OMS não estabelecer um nível considerado seguro para o consumo de bebidas alcoólicas, a recomendação do Cisa é evitar prejuízos à saúde como um todo. A ingestão relacionada ao baixo risco de desenvolvimento de problemas é de até duas doses por dia para homens e uma dose por dia para mulheres. Homens não devem ultrapassar o consumo de três doses diárias e mulheres duas doses diárias.

Em alguns casos, o consumo do álcool é inaceitável. É o caso de pessoas com menos de 18 anos, gestantes e pessoas em uso de medicamentos cujos efeitos possam ser alterados pelo consumo de bebidas alcoólicas.


Gestação: entenda o que acontece com você e o bebê em cada fase

23 de abril de 2015 | postado por Cinthya Leite
A gravidez é uma fase que envolve expectativa pela chegada do bebê e mudanças do corpo da mulher (Foto: Igo Bione Fotografia)

A gravidez é uma fase que envolve expectativa pela chegada do bebê e mudanças do corpo da mulher (Foto: Igo Bione Fotografia)

A gestação é uma experiência que envolve uma série de expectativas pela chegada do bebê e a transformação do corpo da mulher, que passa a vivenciar uma oscilação hormonal intensa durante as fases do ciclo gestacional. Para facilitar, os médicos dividem a gravidez em três trimestres – cada um tem particularidades especiais. Com a intenção de ajudar cada gestante a lidar com as mudanças vividas em cada etapa, conversamos com o obstetra Eugenio Pita, que detalha aqui no blog o que acontece durante cada um dos três trimestres da gravidez. Quando a gente passa a conhecer o que acontece com o nosso corpo e com o bebê que está sendo gerado, ganhamos mais segurança para aproveitar as etapas da gestação de forma plena.

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1º TRIMESTRE

Estamos acostumadas com a ideia de que o bebê fica nove meses na nossa barriga. Para os médicos, contudo, a gravidez dura 40 semanas. Como não dá para a gente saber exatamente o dia em que o óvulo encontrou o espermatozóide, ficou estabelecido que a contagem começa a partir do primeiro dia da última menstruação. Esta primeira fase da gestação, chamada de primeiro trimestre, vai do início da gravidez até a 14ª semana da gestação. “A partir do momento em que a mulher sabe que espera um bebê, deve ser iniciado o pré-natal, que é o acompanhamento médico que toda gestante deve ter. Sugere-se que, no mínimo, a gestante passe por uma consulta mensal até a 34ª semana”, diz o obstetra Eugenio Pita.

Ele frisa que é importante que seja feita um ultrassom entre a 8ª e 11ª semana – período em que é possível datar com maior precisão a gravidez (idade gestacional) e, dessa maneira, prever a data prevista do parto. “Este primeiro trimestre funciona como um período de adaptação às transformações do organismo para gerar um bebê. Como o metabolismo muda, muitas gestantes se queixam de moleza, sentem enjoos e chegam a vomitar”, explica o médico.

Nesta fase, as células que se dividem sem parar no útero materno, agrupadas numa bolinha, transformam-se num embrião, praticamente do tamanho de um grão de areia. Nas primeiras semanas, essencial para o desenvolvimento do bebê, a placenta e o cordão umbilical ainda não se aperfeiçoaram, mas são fundamentais para levar oxigênio e hormônios, além de nutrir o feto. “É importante não fazer uso de medicações sem orientação médica e evitar alguns tipos de alimentos que podem interferir na formação dos órgãos do bebê”, orienta Eugenio Pita. O obstetra pode orientar a mulher sobre isso, de acordo com o perfil de cada uma. Na 10ª semana, os órgãos vitais já estão formados e funcionam.

"O primeiro trimestre funciona como um período de adaptação às transformações do organismo para gerar um bebê", diz Eugenio Pita (Foto: Divulgação)

“O primeiro trimestre funciona como um período de adaptação às transformações do organismo para gerar um bebê”, diz Eugenio Pita (Foto: Juanpa Ausin/Águila Comunicação)

A partir da 11ª semana de gravidez, o feto só faz crescer. Alguns laboratórios oferecem, a partir da 8ª semana, um exame de sangue que determina o sexo fetal. No fim deste trimestre, contudo, alguns médicos conseguem dar um palpite forte em relação ao sexo durante o ultrassom morfológico, um exame de rotina que tem como principal objetivo ajudar a detectar o risco de síndrome de Down e anomalias cromossômicas. Deve ser feito entre 11 e 14 semanas de gravidez. A partir da 12ª semana, o bebê alcança o desenvolvimento crucial e, por isso, cai o risco de aborto espontâneo.

2º TRIMESTRE

Compreende a 15ª e a 26ª semana de gestação. Alguns médicos alegam que é a fase mais estável da gestação, pois o organismo da mulher já se acostumou às mudanças decorrentes da gravidez. “É nessa fase que a maioria das mulheres sente os primeiros movimentos fetais, geralmente a partir da 20ª semana”, avisa Eugenio Pita. As mulheres que já passaram por uma gestação percebem os primeiros chutinhos do bebê até algumas semanas antes, pois conseguem reconhecer com facilidade os movimentos. Para muitas gestantes, o fato de sentir o bebê pela primeira vez é um marco na gravidez. No início, algumas dizem que a sensação é uma leve cócegas na barriga. Depois, os movimentos suaves viram chutes intensos, contemplados pela gestante, família e amigos.

Nesta fase da gravidez, obstetras solicitam às gestantes um teste de intolerância à glicose, capaz de detectar diabetes gestacional, que deve ser tratada se detectada, a fim de não prejudicar a mãe e o bebê. “No final deste trimestre, o bebê já está com cerca de 1 quilo”, diz o médico.

3º TRIMESTRE

Tem início a partir da 27ª semana. A partir dela e até o parto, o bebê deve ganhar mais 2,5 quilos em média. É uma fase de ganho rápido de peso. “A placenta atinge o ápice de sua função e, por isso, muitas gestantes sentem mais fome, menos disposição, passam a ter aumento da pressão arterial, retenção de líquidos nos tecidos e estão mais sujeitas a desenvolver diabetes, que tende a desaparecer quando o bebê nasce”, informa Eugenio Pita.

O último trimestre é uma fase de amadurecimento dos órgãos do bebê, principalmente do pulmão (Foto: Free Images)

O último trimestre é uma fase de amadurecimento dos órgãos do bebê, principalmente do pulmão (Foto: Free Images)

Neste fim de gestação, ele diz que algumas mulheres passam a ter modificações posturais pelo ganho de peso rápido do bebê. Com a barriga crescendo cada vez mais, a gestante tem maior tendência a refluxo gastroesofágico, prisão de ventre e produção de gases. É uma fase de amadurecimento dos órgãos do bebê (principalmente do pulmão), que começaram a se formar nas primeiras semanas de gestação.

“Entre a 35ª e a 37ª semana, as consultas com o obstetra devem ser quinzenais, e não mais mensais. Ao entrar na 38ª semana de gestação, a mulher deve ser acompanhada a cada semana”, acrescenta Eugenio. A partir da 37ª semana e um dia, o bebê está pronto para vir ao mundo teoricamente. Se nascer a partir de agora, não será mais considerado prematuro. Quanto mais tempo ele ficar na barriga para ganhar peso, menor a chance de permanecer em unidade de terapia intensiva neonatal quando nascer.

Confira no vídeo detalhes sobre a vida intrauterina


A Minha Gravidez

Neste ano, a seção maternagem do blog Casa Saudável está integrada ao conteúdo do site do concurso

Pelo 6° ano consecutivo, o portal NE10 lança o concurso cultural A Minha Gravidez, com patrocínio das Fraldas Baby&Baby. Para participar, as gestantes precisam se cadastrar no site (www.aminhagravidez.com.br) e efetuar a inscrição. O login também pode ser feito via Facebook, na própria página do site.

Quem quiser concorrer deve enviar uma foto, a partir desta quinta-feira (23/4), mostrando a barriguinha e buscar votos nas redes sociais. A participante mais votada ganha 12 meses de fraldas Baby&Baby. O concurso termina no dia 22 de maio, às 11h. O resultado será anunciado no mesmo dia, às 15h, no site da iniciativa e nas redes sociais.

Neste ano, a seção maternagem do blog Casa Saudável está integrada ao conteúdo do site do concurso, que traz dicas e orientações, vídeos, curiosidades e informações que ajudam a promover o bem-estar da gestante e do bebê que está sendo gerado.

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Vamos ainda interagir com as gravidinhas pelo Facebook (/minhagravidez) e Twitter (@mgravidez). Quanto mais rápido as gestantes se inscreverem e repercutirem a foto enviada para o concurso nas redes sociais, mais votos poderão ganhar para vencer.


 
Todas as informações apresentadas neste blog estão disponíveis com objetivo exclusivamente educacional. Dessa maneira, nosso conteúdo não pretende substituir consultas médicas, realização de exames e tratamentos médicos. Sempre que tiver uma dúvida, não deixe de conversar com o seu médico, que é o profissional mais adequado para esclarecer todas as suas perguntas. E nunca se esqueça de que o direito à informação correta é essencial para a prevenção e o sucesso do tratamento. E mais: o conteúdo editorial do Casa Saudável não apresenta relações comerciais com possíveis anunciantes e patrocinadores do blog.
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