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Blog – Casa Saudável

Anvisa aprova novas regras para rotulagem de alimentos que causam alergias

24 de junho de 2015 | postado por Cinthya Leite
Rótulos deverão informar a existência de 17 alimentos, como castanha-do-pará (Foto: Divulgação)

Rótulos deverão informar a existência de 17 alimentos, como castanha-do-pará (Foto: Divulgação)

A Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou, nesta quarta-feira (24/6), a resolução que trata dos requisitos para rotulagem obrigatória dos principais alimentos que causam alergias. A norma deverá ser publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias.

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Segundo o regulamento, que abrange alimentos e bebidas, os rótulos deverão informar a existência de 17 alimentos:

– Trigo (centeio, cevada, aveia e suas estirpes hibridizadas)

– Crustáceos

– Ovos

– Peixes

– Amendoim

– Soja

– Leite de todos os mamíferos

– Amêndoa

– Avelã

– Castanha  de caju

– Castanha-do-pará

– Macadâmia

– Nozes

– Pecã

– Pistaches

– Pinoli

– Castanhas

O látex natural também entra na lista.

Com a resolução, os derivados desses produtos devem trazer a informação:

“Alérgicos: Contém (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)”

“Alérgicos: Contém derivados de (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)”

“Alérgicos: Contém (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares) e derivados”

Já nos casos em que não for possível garantir a ausência de contaminação cruzada dos alimentos, que é a presença de qualquer alérgeno alimentar não adicionado intencionalmente, como no caso de produção ou manipulação, o rótulo deve constar a declaração “Alérgicos: Pode conter (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)”.

Essas advertências, segundo a norma, devem estar agrupadas imediatamente após ou logo abaixo da lista de ingredientes e com caracteres legíveis, em caixa alta, negrito e cor contrastante com o fundo do rótulo.

Os fabricantes terão 12 meses para adequar as embalagens. Os produtos fabricados até o fim do prazo de adequação poderão ser comercializados até o fim de seu prazo de validade.


Antigripais, vitamina C e hidratantes ficam até 26% mais caros no inverno

24 de junho de 2015 | postado por Cinthya Leite
Medicamentos genéricos

Automedicação é contraindicada. Apenas um médico pode indicar qualquer tratamento (Foto: Divulgação)

O frio e tempo seco do inverno aumentam em cerca de 46% a procura por antigripais, vitamina C, hidratantes labiais e corporais, o que pode levar a uma subida de até 26% nos preços desses produtos, segundo levantamento da MultiFarmas, comparador de preços online e ferramenta para análise Big Data do setor farmacêutico.

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De acordo com a pesquisa, com a alta incidência de doenças respiratórias na estação mais fria do ano, descongestionantes nasais, antibióticos, lenços umedecidos e extratos de própolis também figuram entre os mais procurados. Nesse contexto, vale um alerta: a automedicação é contraindicada. A recomendação é procurar sempre atendimento de um médico diante de qualquer incômodo. Ele é o profissional capaz de analisar nosso estado de saúde e indicar qualquer tratamento.


Exposição alerta para doenças da retina que podem levar à cegueira

24 de junho de 2015 | postado por Cinthya Leite
Para Helena Ranaldi, a imagem inesquecível é a Lagoa Rodrigo de Freitas

Para Helena Ranaldi, a imagem inesquecível é a Lagoa Rodrigo de Freitas

A partir desta quarta-feira (24/6), a Estação da Luz, em São Paulo, recebe uma exposição que pretende alertar a população para doenças da retina que podem levar à cegueira. Em nova fase da campanha Veja Bem. Veja para Sempre, a Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV) convidou artistas para dizer qual seria sua imagem inesquecível.

Personalidades como Helena Ranaldi, Alessandra Negrini, Bárbara Paz, Isabel Filardis e Tuca Andrada, além do ex-goleiro Zetti e da ex-jogadora de vôlei Virna, emprestaram suas fotos inesquecíveis para alertar a população sobre as doenças da retina.

O objetivo é chamar atenção para a relação entre as doenças da retina e a diabetes, principal causa de cegueira na população economicamente ativa no Brasil, à frente da catarata e do glaucoma.

“Pouca gente se dá conta de que a diabetes já é uma das principais causas de cegueira da população brasileira”, avalia André Gomes, presidente da SBRV.

A exposição vai até o dia 1º de julho, das 5h à meia-noite.


Novo tratamento para hepatite C tem taxa de cura de 90% (Foto: Free Images)

Novo tratamento para hepatite C tem taxa de cura de 90% (Foto: Free Images)

Yara Aquino, da Agência Brasil

O Sistema Único de Saúde (SUS) terá três novos medicamentos para o tratamento da hepatite viral C crônica. O uso do sofosbuvir, daclatasvir e simeprevir na rede pública está previsto em portaria da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, publicada na edição desta terça-feira (23/6) do Diário Oficial da União.

Na semana passada, o ministério anunciou a previsão de incorporar os três medicamentos, que aumentam as chances de cura e reduzem o tempo de tratamento. A adoção foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS.

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O Ministério da Saúde informou que o novo tratamento tem taxa de cura de 90%, enquanto o usado atualmente tem eficácia de cura que varia entre 50% e 70%. Outra vantagem apontada é a diminuição do tempo da terapia de 48 semanas para 12 semanas. Os medicamentos poderão ser usados por pacientes que acabaram de receber o diagnóstico de hepatite C e pelas pessoas que já completaram o tratamento atual, mas que não se curaram.

Os medicamentos serão adquiridos de maneira centralizada pelo Ministério da Saúde para distribuição aos Estados. A previsão é que, no primeiro ano de uso, será adquirido o suficiente para o atendimento de 15 mil pacientes. A estimativa é que o valor da compra seja de R$ 500 milhões.


No inverno, a queda da umidade relativa do ar costuma piorar os sintomas de quem tem a síndrome do olho seco (Foto: Free Images)

No inverno, a queda da umidade relativa do ar costuma piorar os sintomas de quem tem a síndrome do olho seco (Foto: Free Images)

Da Agência Brasil

O inverno começou no último domingo (21/6) em todo o País, com a ocorrência de dias mais frios e a utilização de agasalhos por boa parte da população. A estação pode trazer risco de complicações para a saúde visual das pessoas. O alerta é do presidente da Comissão de Projetos Especiais da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), Marcus Safady.

Enquanto o verão é caracterizado por conjuntivites bacterianas e a primavera por conjuntivites alérgicas, no inverno a queda da umidade relativa do ar costuma piorar os sintomas de quem tem a síndrome do olho seco, ou olho ressecado, que inclui sensações de queimação, areia, embaçamento, entre outros. “É uma época de umidade mais baixa, na qual as pessoas que já têm um ressecamento ocular tendem a sofrer um pouquinho mais.”

Durante a fase do inverno, Safady destaca que, se a pessoa tiver que permanecer em ambientes mais agressivos, com ar condicionado muito forte, ou sujeito a vento ou poeira, é preciso tomar cuidados adicionais. O colírio, por exemplo, “que é, normalmente, uma lágrima artificial que o paciente utiliza, deve ser usado mais vezes”. Marcus Safady lembra que, em viagens de avião que duram mais de oito horas, o passageiro deve, além de beber muito líquido e lavar o rosto, pingar colírio, ou lubrificante ocular, de meia em meia hora. “São maneiras de minorar as complicações que o meio ambiente traz para o paciente com olho ressecado”.

Particularidades em cada região do Brasil

Essa síndrome do olho seco difere de região para região do País porque varia com a umidade do ar. “Quanto menor a umidade, mais sintomas vai ter esse paciente e mais cuidados e mais frequência de uso desses colírios”, explica. Ele acrescenta que é muito comum um paciente que tem a síndrome do olho seco equilibrada no Rio de Janeiro e se muda para Brasília ter uma piora no quadro de ressecamento ocular, além da parte respiratória, em certas épocas do ano em que a umidade cai ainda mais. “A regionalidade do problema é proporcional à umidade do ar”, enfatiza.

Safady observou que o computador também desencadeia sintomas de ressecamento ocular para uma pessoa que normalmente não tem essa síndrome. Isso é agravado se o ambiente tem ar-condicionado muito frio. De acordo com o oftalmologista, a gente pisca, em média, uma vez a cada seis ou dez segundos. Estudos indicam que, quando a pessoa está no computador, ela chega, às vezes, a ficar 30 segundos sem piscar, com repercussões na lubrificação ocular e nos sintomas de ressecamento.

A recomendação do especialista é que a pessoa procure piscar mais vezes diante do computador. A média ideal é piscar a cada dez segundos. “Ao mesmo tempo, piscar mais e instilar mais o colírio protetor. A orientação básica é essa: piscar e lubrificar”.

Safady admitiu que o uso de umidificadores em casa ou no trabalho pode ser útil durante o inverno, aumentando a umidade do ar e melhorando os sintomas da síndrome. Em relação ao uso de óculos escuros durante o inverno, disse que não há contraindicação. Os óculos protegem mais mecanicamente contra vento ou poeira, mas não proporcionam nenhuma vantagem terapêutica. A pessoa pode usar óculos escuros se a incidência de luz incomodar.


Conheça os riscos do consumo excessivo de álcool por atletas

23 de junho de 2015 | postado por Cinthya Leite
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, não existe um nível seguro para o consumo de álcool (Foto: Free Images)

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, não existe um nível seguro para o consumo de álcool (Foto: Free Images)

O  Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa) faz um alerta em relação ao uso de álcool por atletas.

Confira alguns detalhes sobre o tema

1 – Bebida alcoólica pode gerar aumento de peso por fornecer uma considerável quantidade de calorias e não oferecer nutrientes, como proteínas, vitaminas ou minerais. Cada grama de álcool puro fornece sete calorias. O total de calorias nas bebidas alcoólicas, no entanto, varia amplamente de acordo com o tipo de bebida, por conter outros ingredientes além do álcool. Por exemplo, uma lata de cerveja possui a quantidade de calorias equivalente a uma barra de 30 gramas de chocolate ou a uma unidade de pão francês, aproximadamente.

2 – O consumo de álcool pode prejudicar a performance dos atletas, o processamento de informações, assim como habilidades psicomotoras (tempo de reação, precisão, equilíbrio, coordenação complexa e capacidade de tomar decisões mais rápidas e racionais). Em esportes que envolvem rápida mudança de estímulos, o desempenho do atleta será ainda mais prejudicado com uso do álcool.

3 – A ingestão de álcool pode levar à diminuição do uso de glicose e aminoácidos pelos músculos, o que dificulta o depósito de energia e o metabolismo durante o exercício. Os estudos também revelam que o álcool tem propriedades inflamatórias, o que pode prejudicar a disponibilidade de nutrientes e diminuir a secreção do hormônio do crescimento.

4 – Muitos atletas, ao concluírem longas provas, fazem uso de medicamentos como anti-inflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares. Alguns dos componentes dessas medicações não devem ser consumidos concomitantemente com álcool pelos potenciais efeitos tóxicos para o fígado. E mais: uma série de anti-inflamatórios não esteroidais expõe a mucosa do estômago a efeitos adversos potencialmente graves, assim como o álcool, o que implica em risco ainda maior quando usados ao mesmo tempo.

5 – O atleta que deseja conquistar grandes resultados tende a se beneficiar por restringir o consumo de bebida alcoólica. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), não existe um nível seguro para o consumo de álcool. Se a pessoa bebe, há risco de problemas de saúde (e outros), especialmente se bebe mais de duas doses por dia e não deixa de beber pelo menos por dois dias na semana.


Crianças entre 1 e 4 anos de idade devem ser transportadas em cadeirinhas com encosto e cinto próprio (Foto: Cinthya Leite/Arquivo pessoal)

Crianças entre 1 e 4 anos de idade devem ser transportadas em cadeirinhas com encosto e cinto próprio (Foto: Cinthya Leite/Arquivo pessoal)

Resolução aprovada em 17 de junho pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) obriga que os veículos de transporte escolhar passem a utilizar os devidos dispositivos de retenção – as cadeirinhas – para crianças de até 7 anos e meio. Para entidades de regulação e proteção à criança, a medida, com algumas ressalvas, é um avanço na segurança infantil.

“A forma mais segura de transportar crianças no veículos é na cadeirinha, então entendemos que a decisão do Contran representa um avanço para a segurança infantil no trânsito. Mas chamamos atenção para uma questão, para que a cadeirinha garanta a proteção da criança no veículo, é fundamental que ela seja instalada corretamente, ou seja, em cintos de três pontos, porém a maior parte da frota de transporte escolar conta apenas com os cintos de dois pontos”, ressalta Gabriela Guida, coordenadora nacional da ONG Criança Segura.

Conforme a legislação, crianças de até 1 ano devem ser transportadas no “bebê-conforto”, entre 1 e 4 anos de idade, em cadeirinhas com encosto e cinto próprio. Os assentos de elevação que utilizam cinto de segurança que ficam na altura do pescoço da criança, devem ser usados para crianças entre 4 a 7 anos. A regra já vale para carros de passeio, e não para transporte coletivo, como vans e ônibus, de aluguel, táxis e os demais com peso bruto superior a 3,5 toneladas. Continuarão desobrigados de oferecer cadeirinha vans e ônibus que não sejam de transporte escolar.

A obrigatoriedade do selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) nas cadeirinhas fabricadas e comercializadas no Brasil é uma das conquistas em prol da sociedade. Os tipos de dispositivos e como eles devem ser utilizados estão descritos no Guia da Cadeirinha.

Acidentes

A segurança dos pequenos foi objeto de levantamento do Datasus em 2014. De acordo com os dados, 1.862 crianças de até 14 anos morreram vítimas do trânsito. Deste total, 31% corresponderam aos atropelamentos, 30% aos acidentes com a criança na condição de passageira do veículo, 9% como passageira de motocicleta, 7% na condição de ciclista e os 23% restantes corresponderam a outros tipos de acidentes de trânsito. Além das mortes, 14.720 crianças foram hospitalizadas vítimas de acidentes de trânsito.

Desde 2011 a representatividade dos atropelamentos vem diminuindo. Em 2011, a marca foi de 39%; 31% em 2012 e 30% em 2013. Por outro lado, dentre as mortes infantis no trânsito, os óbitos em que a criança estava dentro de um veículo aumentou 26% dos casos em 2011, e 30% em 2012 e 2013.

Em 2012, 547 crianças morreram e 1.386 foram internadas vítimas de acidentes como ocupantes de veículos. Testes de colisão mostram que em um acidente uma criança de 10 kg, em um carro com velocidade de 50 Km/h, passa a ter 500 kg ao ser lançada para frente. Ou seja, mesmo no colo, uma mãe nunca conseguiria segurar a criança nessa situação ou poderia esmagá-la. “A melhor proteção para as crianças no carro é o uso do bebê conforto, cadeirinhas e assentos de elevação, de acordo com o peso delas. Esses itens passaram a ser obrigatórios desde 2010. O cinto de segurança é projetado para pessoas com no mínimo 1,45m de altura e por isso não protege as crianças dos traumas de um acidente”, alerta a coordenadora da Ong.

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Festas de São João: Barulho dos fogos de artifício ameaçam a audição

22 de junho de 2015 | postado por Cinthya Leite
Explosões de fogos de artifício, rojões e bombinhas podem causar efeitos nocivos à saúde auditiva (Foto: Beto Figueirôa/Acervo JC Imagem)

Explosões de fogos de artifício, rojões e bombinhas podem causar efeitos nocivos à saúde auditiva (Foto: Beto Figueirôa/Acervo JC Imagem)

A saúde auditiva também merece atenção especial neste período junino. Precisamos ficar atentos a dois principais vilões: os longos períodos em que ficamos expostos à música alta e a utilização de fogos de artifício. O Conselho Regional de Fonoaudiologia 4ª Região, com sede no Recife, orienta a população para os riscos. As explosões de fogos de artifício, rojões e bombinhas podem causar efeitos nocivos à saúde auditiva. A exposição ao forte ruído pode levar a perda de células auditivas, perfuração do tímpano, sensação de zumbido, além do risco de queimaduras durante a utilização dos fogos.

A música que anima as festas juninas também pode ser vilã, no caso de exposição a altos volumes. O nível de som suportado pelo ser humano, sem que isso lhe cause prejuízo ao aparelho auditivo, gira em torno de 60-70 decibéis, a depender da intensidade e do tempo de exposição. Em festas abertas, como os pátios de forró, a música geralmente costuma ser mais alta do que o limite máximo. É aconselhável uma distância de pelo menos 10 metros da fonte sonora (bandas, caixas de som e/ou trio elétrico).

O zumbido, que pode surgir durante ou após a exposição da pessoa a altos níveis sonoro, pode durar horas ou dias, a depender da lesão imposta ao ouvido por essa exposição indevida. E mais: pode ser um indicativo de perda auditiva.

Os cuidados devem ser redobados com crianças. “Os pais que levam o filhos pequenos a eventos com fogos de artifício devem ter cuidado com o tempo em que essa criança fica exposta a explosões, pois os danos auditivos nessa fase costumam ser maiores do que na idade adulta e geralmente são irreversíveis”, orienta o fonoaudiólogo Gleybson Lenon.

Outra dica é, a cada 30 minutos, ficar longe do barulho por 10 minutos. Dessa forma, o ouvido tem tempo para se recuperar. O fonoaudiólogo lembra a importância de não se automedicar. “Alguns medicamentos podem provocar ototoxidade, que é um termo utilizado para indicar medicamentos que podem danificar o ouvido, o que pode levar à perda auditiva, zumbido ou distúrbios de equilíbrio”, alerta.

Vale destacar que, se o zumbido ou a sensação de abafamento durar mais de três dias, a recomendação é procurar um otorrinolaringologista para verificar se houve alguma lesão.

Confira os sinais da perda de audição

– Dificuldade para compreender o que os outros falam.

– Necessidade de aumentar o volume do som ou da TV frequentemente.

– Dificuldade para entender conversa ao telefone ou celular e palavras quando há mais pessoas falando ao redor.


Zika vírus: Pernambuco confirma quatro casos

22 de junho de 2015 | postado por Cinthya Leite
O Zika vírus é transmitido pelo mesmo mosquito da dengue. Isso torna ainda mais importante as ações de controle do Aedes aegypti (Foto: Free Images)

O zika vírus é transmitido pelo mesmo mosquito da dengue. Isso torna ainda mais importante as ações de controle do Aedes aegypti (Foto: Free Images)

A Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES) confirma os primeiros casos de zika vírus no Estado. A comprovação foi dada pelo Instituto Evandro Chagas (IEC), laboratório de referência nacional, localizado em Belém, no Pará. De 11 exames, quatro deram positivo para a enfermidade e sete foram descartados. Ainda há 36 amostras em análise no laboratório IEC.

“Como ainda não há um protocolo nacional específico para vigilância e tratamento do zika vírus no Brasil, a nossa recomendação para os profissionais médicos é continuar notificando os casos suspeitos como dengue e fazer o tratamento do paciente como determina o manejo clínico dessa doença, lembrando também da necessidade de hidratação”, diz o diretor geral de Controle de Doenças e Agravos da SES, George Dimech.

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“Isso é importante porque zika e dengue possuem a mesma sintomatologia e o mesmo tratamento. A diferença é que, entre elas, a dengue é a única que mata. Por isso, a necessidade de sempre suspeitar dessa enfermidade”, acrescenta George Dimech.

No Brasil, ainda não há sorologia disponível comercialmente para a realização em massa dos testes de zika vírus. Atualmente, o Ministério da Saúde (MS) está estudando como será o protocolo e como fazer a disseminação do teste comprobatório para os Estados.

“O zika vírus é transmitido pelo mesmo mosquito da dengue. Isso torna ainda mais importante as ações de controle do Aedes aegypti tanto pelos municípios quanto pela população. Qualquer recipiente com água parada, seja uma tampa de garrafa ou uma caixa d’água, pode se transformar em um criadouro. Precisamos ficar vigilantes para eliminar esses possíveis focos, principalmente nas residências, responsáveis por cerca de 90% desses depósitos. Só assim conseguiremos diminuir o número de casos de dengue e evitar a nova enfermidade”, afirma George Dimech.

Casos em Pernambuco

As confirmações de zika vírus foram nos municípios de Jaboatão dos Guararapes (mulher de 24 anos), Olinda (homem de 19 anos e homem de 61 anos) e Recife (criança do sexo feminino de 13 anos). Todas as notificações ocorreram na primeira quinzena do mês de março. Os pacientes tiveram manchas vermelhas pelo corpo, febre, coceira e dor nos olhos, articulações e no corpo, sintomas também característicos dos casos de dengue.

Saiba mais

Doença viral aguda transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e caracterizada pelo aparecimento de manchas avermelhadas pela pele, febre, dores articulares ou musculares, dor de cabeça, coceira. Os sintomas desaparecem entre o terceiro e o sétimo dia. Geralmente não há complicações graves e não há registro de mortes. A taxa de hospitalização é baixa. De acordo com o Ministério da Saúde, na literatura, 80% dos casos das pessoas infectadas não desenvolvem manifestações clínicas.

No Brasil, já há confirmações de Zika vírus na Bahia, Rio Grande do Norte, Maranhão, Alagoas, Roraima, Pará, Rio de Janeiro e São Paulo. Todos os casos foram comprovados pelo Instituto Evandro Chagas.

No mundo, atualmente, há registro de circulação esporádica na África (Nigéria, Tanzânia, Egito, África Central, Serra Leoa, Gabão, Senegal, Costa do Marfim, Camarões, Etiópia, Quénia, Somália e Burkina Faso) e Ásia (Malásia, Índia, Paquistão, Filipinas, Tailândia, Vietnã, Camboja, Índia, Indonésia) e Oceania (Micronésia, Polinésia Francesa, Nova Caledônia/França e Ilhas Cook). Casos importados foram descritos no Canadá, Alemanha, Itália, Japão, Estados Unidos, Austrália e Ilha de Páscoa.


Serviço registrou atendimento de 331 casos de violência sexual contra as mulheres em 2014 (Foto: Free Images)

Serviço registrou atendimento de 331 casos de violência sexual contra as mulheres em 2014 (Foto: Free Images)

Mulheres entre 20 e 34 anos totalizam 45% do público que procura o Serviço de Apoio à Mulher Wilma Lessa, iniciativa especializada no atendimento de saúde de casos de violência contra o público feminino. Localizado no Hospital Agamenon Magalhães (HAM), no Recife, o espaço completa 14 anos de funcionamento nesta segunda-feira (22/6) e realiza cerca de 160 atendimentos por mês, entre primeiros cadastros, retornos e reincidências.

O segundo público que mais procura o serviço é formado por mulheres entre 15 e 19 anos; 35 e 49 anos (18% cada). De 10 a 14 anos, a representatividade é de 12% dos casos. Funcionando 24 horas por dia, o serviço realizou mais de 7,5 mil atendimentos desde o início do seu funcionamento.

O local conta com uma equipe multiprofissional, formada por médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos, que auxiliam o público feminino em caso de violência sexual, física ou moral. Em 2014, a maioria dos casos foi de violência sexual, totalizando 331 atendimentos. Já a violência física totalizou 134.

“No momento em que a mulher chega, ela é recebida por uma assistente social, responsável pelo acolhimento. Depois, ela é encaminhada ao médico e enfermeira, como também à psicóloga de plantão. Na consulta, verificam-se os protocolos necessários para cada tipo de caso. É importante ressaltar ainda que todo o atendimento garante o sigilo da paciente e que são realizadas as orientações caso ela queira denunciar o ocorrido na esfera criminal”, afirma o coordenador do Wilma Lessa, Arlon Silveira.

Quando o atendimento é relacionado à agressão sexual, por exemplo, o protocolo inclui o uso de contraceptivo de emergência, do coquetel para DST/HIV, exames subsequentes e, se necessário, o aborto previsto em lei. Todas as medidas são rigorosamente analisadas pelos médicos e equipe de plantão. Em caso de violência física, a mulher pode ser atendida na emergência do Hospital Agamenon Magalhães ou, se necessário, ela será encaminhada a outra unidade.

PERFIL – De acordo com levantamento do Serviço de Apoio à Mulher Wilma Lessa, 45% das mulheres atendidas no espaço têm entre 20 e 34 anos. Em seguida vem o público entre 15 e 19 e 35 e 49, com 18% cada. De 10 a 14 anos, a representatividade é de 12% dos casos.


 
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