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Casa Saudável

Na primeira semana da parceria entre a Prefeitura do Recife e Exército, 10.699 imóveis foram vistoriados pelos soldados na cidade (Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem)

Na primeira semana da parceria entre a Prefeitura do Recife e Exército, 10.699 imóveis foram vistoriados pelos soldados na cidade (Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem)

A Prefeitura do Recife (PCR) continuará o trabalho de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chicungunha, no Carnaval. A partir deste sábado (6), agentes de saúde ambiental e controle de endemias (asaces) e soldados das Forças Armadas farão vistorias em pontos considerados estratégicos, polos oficiais montados pela PCR e locais de grande aglomeração de pessoas. As ações serão feitas das 8h às 16h, com intervalo de duas horas para o almoço.

Na iniciativa, eliminação mecânica dos focos, tratamento com larvicida biológico nos criadouros e orientações educativas sobre como evitar a proliferação do transmissor da dengue, chikungunha e zika. Confira os locais:

Tabela


Pesquisadores criam método que permite detectar zika em sangue de transfusão

5 de fevereiro de 2016 | postado por Malu Silveira
Sangue (Foto: Guga Matos/JC Imagem)

Hemocentro de São Paulo usará teste desenvolvido com apoio da FAPESP para triar bolsas destinadas a gestantes e a transfusões intrauterinas (Foto: Guga Matos / JC Imagem)

Da Agência Fapesp de Notícias

Um método para detectar a presença do vírus zika no sangue usado em transfusões foi desenvolvido no âmbito de um projeto apoiado pela FAPESP e coordenado por José Eduardo Levi, chefe do Departamento de Biologia Molecular da Fundação Pró-Sangue/Hemocentro de São Paulo – instituição ligada à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

De acordo com o pesquisador, inicialmente, a metodologia seria indicada apenas para a triagem de bolsas de sangue destinadas a gestantes ou a transfusões intrauterinas (nas quais o sangue é transfundido diretamente no feto). A iniciativa é medida de precaução, já que não existe confirmação de que a transmissão transfusional do vírus represente risco ao feto.

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“No caso do zika, a grande preocupação é com grávidas e fetos. Achamos que não seria boa ideia, nesses casos, usar sangue com risco de ter o vírus. Nossa proposta foi fazer um teste para ser usado em um pequeno número de bolsas de sangue – 0,16% do estoque do banco de sangue – destinado a esse público-alvo. Pretendemos começar a aplicar o teste no Hemocentro de São Paulo logo após o Carnaval”, afirmou.

Desde o início da epidemia de zika no Brasil, em 2015, pelo menos dois casos de transmissão por meio de transfusão sanguínea foram confirmados no Hemocentro da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), interior de São Paulo.

Em relação à dengue, já é conhecida a possibilidade de ocorrer transmissão transfusional. Segundo Levi, estima-se que até 1% dos doadores de sangue – nos períodos de pico epidêmico – sejam positivos para o vírus da dengue no momento da doação, mas não é feita nenhum tipo de triagem laboratorial.

“Isso nunca foi considerado um problema, pois, na maioria das vezes, o receptor do sangue nem sequer chega a desenvolver a doença. No Brasil, nunca foi detectado um caso grave de dengue transfusional. Esse primeiro receptor contaminado com zika em Campinas também não apresentou sintomas da doença, embora tenha sido confirmada a presença do vírus em seu sangue (o segundo paciente morreu em decorrência dos ferimentos por arma de fogo que levaram à necessidade de transfusão). De maneira geral, ainda não há evidências de que o vírus zika seja algo problemático do ponto de vista transfusional, com exceção das grávidas”, explicou o pesquisador. “Não temos evidência, por exemplo, de que o zika adquirido pela via transfusional possa causar microcefalia, mas acreditamos que exista uma alta probabilidade de que isso ocorra.”

Levi também é professor do Instituto de Medicina Tropical da USP e integra a chamada Rede zika – grupo articulado de maneira emergencial no último mês de dezembro, sob a coordenação do professor Paolo Zanotto, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, para tratar de questões relacionadas à epidemia de zika e aos crescentes casos de microcefalia associados.

“Já estava em andamento um projeto, apoiado pela FAPESP, dedicado à prevenção da transmissão transfusional da malária no Estado de São Paulo. Em dezembro, solicitamos um recurso adicional que foi usado no desenvolvimento do teste para detectar o vírus zika”, contou Levi.

Confira a matéria completa no site da Agência Fapesp de Notícias.


Imagem de mulher chorando (Foto: Free Images)

Pesquisa realizada pelo Instituto Avon apontou que 79% das jovens brasileiras já foram assediadas, receberam cantadas ofensivas, violentas e desrespeitosas ou foram abordadas de maneira agressiva em festas ou locais públicos (Foto: Free Images)

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Avon, em parceria com o Instituto de Pesquisa Data Popular, apontou que 79% das jovens brasileiras já foram assediadas, receberam cantadas ofensivas, violentas e desrespeitosas ou foram abordadas de maneira agressiva em festas ou locais públicos. O estudo sobre relacionamento entre os jovens e a violência doméstica, realizado em 2014, entrevistou 2 mil mulheres e homens entre 16 e 24 anos, nas cinco regiões do País.

O levantamento também revelou que 44% das entrevistadas já foram assediadas ou tiveram o corpo tocado por um homem sem consentimento em festas. Além disso, 30% alegaram já terem sido beijadas à força. A pesquisa também mostra que a maioria dos entrevistados consideram erradas diversas atitudes tomadas pelas mulheres. Costumes considerados normais se realizados por homens. Para 80% dos entrevistados, uma mulher ficar bêbada em uma festa é considerada uma atitude incorreta. Já para 68%, é errado que ela tenha relações sexuais no primeiro encontro.

Outro dado preocupante que a pesquisa revela é que 58% dos jovens que já transaram não usam preservativo em todas as relações sexuais e 37% das mulheres já deixaram de usar camisinha por insistência do parceiro. Para o presidente do instituto de pesquisa Data Popular, Renato Meirelles, chama a atenção o fato de que esses jovens têm amplo acesso à informação, já que praticamente todos conhecem a camisinha como método contraceptivo. “Mesmo assim, esses jovens assumem comportamentos de risco: só 4 em cada 10 jovens com vida sexual ativa usam preservativo em todas as suas relações. Isso mostra que só a informação não resolve, é preciso criar estratégias para contextualizar o uso da camisinha ao dia a dia desses jovens.O lado positivo é que a maioria considera correto que mulheres (88%) e sobretudo homens (91%) carreguem preservativo no bolso”, diz Meirelles.

Para o diretor executivo do Instituto Avon, Lírio Cipriani, os números reforçam que é preciso avançar nas discussões sobre gênero, principalmente no período do Carnaval, quando essas atitudes são frequentes. “É alarmante saber que grande parte das mulheres brasileiras já foram ou serão, de alguma forma, assediadas ou desrespeitadas. Este cenário precisa mudar e, para tanto, é preciso promover uma mudança cultural sobre o papel de cada um no enfrentamento a violência com a mulher e sensibilizar a população para importância da convivência pacífica e respeitosa entre homens e mulheres”, disse.


Fiocruz orienta grávidas a redobrar cuidados no Carnaval para evitar zika

5 de fevereiro de 2016 | postado por Cinthya Leite
Fiocruz recomenda às gestantes que evitem grandes aglomerações e compartilhamento de copos e materiais levados à boca (Foto: Free Images)

Fiocruz recomenda às gestantes que evitem grandes aglomerações e compartilhamento de copos e materiais levados à boca (Foto: Free Images)

Da Agência Brasil

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou, nesta sexta-feira (5), ter comprovado a presença do vírus zika, com potencial de provocar infecção, em amostras de saliva e de urina e recomendou uma série de medidas cautelares para grávidas.

De acordo com o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, a inédita constatação não indicou ainda como ocorre a transmissão por meio desse fluidos, tampouco se o vírus encontrado nessas condições consegue ultrapassar a placenta e chegar aos fetos.

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A grande preocupação é que o aumento de casos de microcefalia em bebês possa estar associado à zika, com potencial de causar malformação no cérebro de bebês e doenças cognitivas.

Mesmo não comprovada a transmissão por fluidos, as recomendações da Fiocruz são as mesmas de outras doenças transmissíveis pela saliva e devem ser seguidas à risca por mulheres grávidas.

Segundo Gadelha, a Fiocruz tem grande preocupação em suas pesquisas com as grávidas. “Recomendamos às gestantes que evitem grandes aglomerações e o compartilhamento de copos e materiais levados à boca. Pessoas que convivem com gestantes e que tenham sintomas de zika devem ter responsabilidade adicional.”

O presidente da Fiocruz acrescentou que “a evidência de hoje não faz com que digamos às pessoas que elas não podem ir para o Carnaval. Não podemos afirmar que não existe a possibilidade de transmissão. Então, temos de ter cautela adicional”.

Orientações gerais

Às vésperas do Carnaval, as orientações para os demais foliões são mais brandas, já que geralmente os sintomas da zika são considerados leves e não causam complicações de saúde. ” O risco está aumentado, mas não temos de evitar o beijo como medida de saúde pública. Pelo amor de Deus, podem beijar”, afirmou Gadelha.

Os cientistas da Fiocruz disseram que as pesquisas para detalhar a transmissão da zika por saliva e urina estão em curso, mas não há um prazo para serem concluídas.

Segundo eles, até agora a melhor forma de combater e prevenir a doença é a destruição de criadouros do mosquito Aedes aegypti, único com capacidade comprovada de passar o vírus. O mosquito normalmente é encontrado em recipientes com água parada.


Fique atento às doenças mais comuns no Carnaval e saiba como se prevenir

5 de fevereiro de 2016 | postado por Malu Silveira
Foto de Olinda no Carnaval (Foto: Edmar Melo / Acervo JC Imagem)

Alguns hábitos simples com a saúde nos dias de festa podem evitar transtornos e garantem um Carnaval seguro (Foto: Edmar Melo / Acervo JC Imagem)

Nem só de festa vive o Carnaval. O folião que vai brincar nestes dias deve tomar alguns cuidados essenciais com a saúde para evitar transtornos. São alguns hábitos simples que podem evitar algumas doenças comuns na época ou incidentes, principalmente para aqueles que vão aproveitar a folia de Momo na rua.

Ao longo da semana, O Casa Saudável trouxe diversas informações sobre o assunto, tudo para deixar o folião atento e preparado para encarar a festa com toda a segurança. Confira:

OLHOS – Os especialistas alertam que além das irritações causadas pelo uso da maquiagem misturada ao suor (glitter, purpurina, cílios postiços e espuma de carnaval também estão incluídos na lista), a época é bastante propícia para disseminação de algumas doenças, como a conjuntivite.

OUVIDOS – De acordo com a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial durante o Carnaval a intensidade de som pode chegar a 120 decibéis. No entanto, nosso ouvido suporta apenas uma intensidade de 85 decibéis por cerca de oito horas. Por isso, o ideal é tomar cuidado com ruídos muito fortes para não acabar com alguma lesão auditiva no fim da festa.

VOZ – Os foliões devem evitar os excessos. Os problemas vocais são multifatoriais e podem estar relacionados à qualidade do sono, hidratação, alimentação adequada, uso correto da voz e predisposição a infecção das vias aéreas. Os músicos devem procurar o acompanhamento de um fonoaudiólogo.

BOCA – É preciso ficar atento a uma doença que atende pelo nome de mononucleose infecciosa. Também conhecida como “doença do beijo”, é causada por um vírus que pode ser contraído por meio da saliva. O alvo principal são jovens entre 15 e 25 anos. O folião também deve prestar atenção na herpes labial, uma infecção viral e contagiosa nos lábios, na boca ou nas gengivas causada pelo vírus da herpes simples.

PELE – A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) listou várias recomendações que o folião deve ter durante os dias de festa. Os cuidados vão desde uso do filtro solar até a escolha das roupas e fantasias para curtir a folia. A falta de atenção pode causar insolação, queimadura e diversas dermatites, além de aumentar as chances de desenvolver câncer de pele no futuro.

BARRIGA –  É muito comum nessa época do ano desidratação e intoxicação alimentar. Por isso, a dica dos especialistas é se manter bastante hidratado, bebendo bastante líquido (água, sucos naturais, água de coco), e preferir se alimentar em casa para evitar infecção.

ÓRGÃOS SEXUAIS – Seja em ocasiões especiais ou no dia a dia, com parceiros fixos ou não, é essencial tomar alguns cuidados com a saúde sexual para o prazer não terminar em dor de cabeça. E no Carnaval não poderia ser diferente. Sexo só com camisinha.

MEMBROS INFERIORES – O preparo físico antes da folia é essencial para evitar lesões musculares e câimbras. Antes de sair de casa, faça um alongamento. E prefira sempre calçados confortáveis para aproveitar a festa.

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Adotar hábitos saudáveis na infância pode evitar doenças na fase adulta

4 de fevereiro de 2016 | postado por Malu Silveira

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Imagem de criança com copo de leite na mão (Foto: Photl.com)

Para levar um estilo de vida saudável, optar por uma alimentação balanceada desde a infância é um dos hábitos que devem ser seguidos (Foto: Photl.com)

Quando o assunto é saúde, não há dúvidas: adotar um estilo de vida saudável é essencial para a nossa qualidade de vida.  Entre os hábitos que devemos adotar para garantir o bom funcionamento do nosso organismo, optar por uma alimentação balanceada é um dos principais. Esses costumes, alertam os especialistas, devem ser seguidos desde os primeiros anos de vida. A criança bem alimentada de hoje é o adulto saudável de amanhã.

Segundo a pediatra Marina Azevedo, descuidar da alimentação pode causar diversas doenças no futuro, como a diabetes tipo 2, que se manifesta principalmente quando o paciente leva um estilo de vida inadequado, e a obesidade. “É uma doença crônica que infelizmente está em evidência”, alerta.

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A hipertensão e osteoporose também podem vir a aparecer quando a rotina alimentar é totalmente desregulada. “A osteoporose pode se manifestar por causa da falta de depósito de cálcio na infância. A ausência desse micronutriente nos primeiros anos de vida vai fazer falta no futuro. Já a hipertensão é causada pelo excesso de sal, que vai se acumulando no organismo, desregulando alguns mecanismos”, explica.

A pediatra ressalta que é necessário estimular, desde os primeiros anos de vida, os hábitos saudáveis na criança. “Essa é a fase mais importante para os pais, enquanto eles ainda têm controle na alimentação do pequeno. É importante optar sempre por frutas, verduras, óleos vegetais, carnes magras e gorduras do bem, além de evitar o sal, o açúcar e a fritura em excesso. É importante que os pais tenham essa consciência desde cedo, para não ter que remediar depois”, diz Marina Azevedo.

Para os pais que têm dificuldade em introduzir alimentos saudáveis na rotina da criança, a dica da pediatra é caprichar nas receitas, sempre disfarçando os ingredientes de uma forma divertida. Se a reluta da criança em comer o que é colocado no prato persistir, a recomendação é procurar os profissionais adequados. “Além do pediatra, existem nutricionistas especializados em nutrição infantil. Os especialistas vão definir os macronutrientes, responsáveis pelo crescimento e desenvolvimento geral da criança, e os micronutrientes, que ajudam a fortalecer a imunidade. Eles são essenciais no cardápio do pequeno”, diz a médica.

Atividade física

Evitar o sedentarismo nesta fase da vida também é muito valioso. Para os menores, a recomendação é apostar em atividades ao ar livre. “Andar de patins e bicicleta, como também brincar no parque, é importante. O fundamental é fazer com que a criança saia de casa, da frente da televisão e faça alguma atividade de que ela goste. Isso já é o suficiente”, finaliza a pediatra.


Ruas do Centro do Recife recebem aplicação espacial de inseticida químico (UBV pesada), com o auxílio de veículo automotivo, para o controle de mosquitos Aedes aegypti adultos (Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem)

Ruas do Centro do Recife receberam, na quarta-feira (3), aplicação espacial de inseticida químico, com auxílio de veículo automotivo, para o controle de mosquitos (Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem)

Não para de crescer o número de pessoas que adoecem com sintomas de dengue, chicungunha e zika em Pernambuco. Já são 9.695 casos suspeitos das três doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti apenas nas três primeiras semanas epidemiológicas deste ano (3 de janeiro a 23 de janeiro). O volume de notificações de dengue, por exemplo, mais do que duplicou em sete dias: são 7.120 casos – 4.100 a mais do que na última semana. Também se observa um crescimento das confirmações de dengue: 723 – um número três vezes maior do que o apresentado há sete dias, quando o Estado tinha confirmação de 243 casos.

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A curva ascendente da chicungunha também preocupa. Em uma semana, o número de suspeitas saltou de 701 para 1.507 casos. As notificações da doença estão distribuídas por 87 municípios (eram 69 cidades com registros de casos há sete dias). E volume de pessoas que tiveram o diagnóstico confirmado de chicungunha foi praticamente multiplicado por três entre a segunda e a terceira semana epidemiológica do ano: saiu de 36 para 100.

O salto da zika acende, cada vez mais, o alerta das autoridades de saúde. Desde 10 de dezembro do ano passado, já se acumulam 2.454 casos suspeitos – e 1.068 deles foram registrados apenas nas três primeiras semanas deste ano.

Ontem, em apelo para que a sociedade brasileira se engaje no enfrentamento ao Aedes, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o combate ao zika é uma luta que deixou de ser um pesadelo distante para se transformar em ameaça real. “Não podemos admitir a derrota porque a vitória depende da nossa determinação em eliminar os criadouros”, disse. A presidente pediu “cuidado contínuo” aos cidadãos: “em nossas casas, em nosso trabalho, nas nossas escolas, nos logradouros públicos, em todos os lugares, para que estes não se transformem em lares para o mosquito transmissor do vírus zika”.

Carnaval

Até esta quinta-feira (4), 14 agentes de vigilância ambiental e controle de endemias do Recife fazem o combate dos mosquitos e vistoria de moradias e estabelecimentos comerciais das ruas adjacentes ao percurso do Galo da Madrugada. “A Vigilância Ambiental do Recife atuará ainda durante todo o Carnaval em pontos estratégicos da cidade por 16 agentes de saúde ambiental e controle de endemias (Asaces), mais 40 militares do Exército”, informa a secretária-executiva de Vigilância à Saúde, Cristiane Penaforte.


Elo entre microcefalia e zika cada vez mais forte

4 de fevereiro de 2016 | postado por Cinthya Leite
Entre os 153 bebês com o diagnóstico de microcefalia confirmado em Pernambuco, 12 foram submetidos a um novo exame e todos apresentaram existência do anticorpo IgM para zika no líquido cefalorraquidiano (Foto: Diego Nigro/JC Imagem)

Entre os 153 bebês com o diagnóstico de microcefalia confirmado em Pernambuco, 12 foram submetidos a um novo exame e todos apresentaram existência do anticorpo IgM para zika no líquido cefalorraquidiano (Foto: Diego Nigro/JC Imagem)

Pouco mais de dois meses após o Ministério da Saúde confirmar a relação entre o zika e a microcefalia com a identificação da presença do vírus em amostras de sangue e tecidos em um bebê nascido no Ceará apresentando a malformação, Pernambuco ratifica essa associação ao informar que, entre os 153 bebês com o diagnóstico de microcefalia confirmado no Estado, 12 foram submetidos a um novo exame e todos apresentaram existência do anticorpo IgM para zika no líquido cefalorraquidiano (LCR), aquele que circula na medula e vai até o cérebro.

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“É um achado sugestivo de que o vírus se replicou no sistema nervoso central. É uma resposta de infecção recente”, explica a virologista Marli Tenório Cordeiro, pesquisadora do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (CPqAM), unidade da Fiocruz Pernambuco. Ela acrescenta que a instituição já começou a testar outras 28 amostras do LCR.

A confirmação dos 12 casos de microcefalia relacionados à zika foi divulgada, na quarta-feira (3), pela Secretaria Estadual de Saúde, que também apresentou boletim revelando como tem sido acelerado o avanço das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti (dengue, chicungunha e zika). A identificação da presença do zika em bebês com microcefalia nascidos em Pernambuco foi possível porque o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) disponibilizou reagentes para os testes. “Três pesquisadores do laboratório de Fort Collins, nos Estados Unidos, estiveram no Instituto Evandro Chagas, em Belém, de 17 a 22 deste mês, passaram as técnicas usadas no CDC e disponibilizaram alguns reagentes. Com eles, testamos os LCRs”, informa Marli.

A secretária-executiva de Vigilância em Saúde de Pernambuco, Luciana Albuquerque, lembra que a técnica diagnóstica disponível hoje para investigar zika é o PCR (biologia molecular). Mas todos esses exames feitos até hoje, nos bebês que foram notificados, tinham dado negativo para zika. “Era de se esperar porque o PCR só capta infecção recente. Com a sorologia disponibilizada pelo CDC, conseguiu-se achar o vírus em todos os 12 recém-nascidos em que foi feita a coleta de LCR. É uma evidência bastante importante, que nos leva a acreditar na relação da zika com a microcefalia”, frisa Luciana.

A secretária lembra que já estão sendo desenvolvidos estudos científicos para confirmar de forma categórica essa associação. “Os novos achados são um forte indício de que a microcefalia pode ter como agente causal o vírus zika”, completa Marli.

Confira abaixo entrevista do médico Carlos Brito antes de o Ministério da Saúde confirmar, no dia 28 de novembro de 2015, a relação entre zika e microcefalia.


Teste seu conhecimento sobre alimentação saudável na infância

4 de fevereiro de 2016 | postado por Cinthya Leite

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Responda às perguntas do quiz que produzimos e que foi validado pelo pediatra e médico nutrólogo Homero Rabelo. 

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Volta às aulas: Confira dicas para deixar a lancheira das crianças nutritiva

3 de fevereiro de 2016 | postado por Cinthya Leite

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A casca das frutas é rica em fibras (Foto: Free Images)

A volta às aulas dos pequenos pode deixar os pais com uma série de dúvidas em relação aos itens que devem ser colocados na lancheira, que pode ser montada de forma prática, nutritiva e saudável. Uma dica importante é mesclar os alimentos, como aqueles que são fontes de carboidrato, proteínas, gorduras do bem, vitaminas e minerais. Os especialistas reforçam o recado: os lanches devem ser variados. O desafio, então, é preparar uma combinação nova a cada dia. Usar a criatividade e conhecer as informações nutricionais dos alimentos são passos valiosos. 

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Nesse sentido, vale a pena apostar na variedade de frutas. “Elas são ricas em eletrólitos (sódio e potássio), minerais e vitaminas. São uma excelente opção de lanche. As fibras estão presentes nas frutas, verduras e hortaliças. E a casca é o que tem maior abundância delas. As fibras são importantes, entre outras funções, para dar saciedade à criança e para o bom funcionamento do intestino”, explica o pediatra e médico nutrólogo Homero Rabelo, doutorando em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Por outro lado, Homero alerta para o consumo dos biscoitos recheados, que podem ser práticos para se colocar na lancheira, mas passam longe de ser saudáveis. “Eles são ricos em gorduras hidrogenadas, que pioram os níveis de colesterol da criança. E são muito calóricos, o que aumenta o risco de obesidade infantil. Geralmente, uma porção de biscoitos recheados corresponde a duas ou três unidades para que o consumo seja adequado do ponto de vista calórico. Então, é pouco provável que uma criança se satisfaça com tão pouca quantidade”, reforça. Ele orienta que os pais devem montar a lancheira com os biscoitos sem recheios. “De preferência, deve-se optar pelos integrais, com mais fibras, que darão mais saciedade à criança.”

Outras dicas saudáveis para a lancheira são os sanduíches leves, que devem ser preparados minutos antes de a criança ir para a escola. Para prepará-los, podem ser usados pães integrais com queijo magro e cenoura ralada. Em relação às bebidas, os refrigerantes devem passar longe do cardápio da garotada. É importante priorizar a hidratação com água e sucos de frutas naturais, como também água de coco.


 
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