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Blog – Casa Saudável

SOS Amamentação promove palestra gratuita sobre aleitamento materno

25 de março de 2015 | postado por Cinthya Leite
A produção do leite materno se dá por demanda: quanto mais o bebê mama, mais leite a mãe produz (Foto: Michele Souza/Acervo JC Imagem)

A produção do leite materno se dá por demanda: quanto mais o bebê mama, mais leite a mãe produz (Foto: Michele Souza/Acervo JC Imagem)

As mulheres que desejam se informar sobre amamentação têm a oportunidade de assistir à palestra gratuita da pesquisadora em aleitamento materno Juliana Caldas, diretora do SOS Amamentação. As exposições e treinamentos acontecem, neste sábado (28/3) na Associação dos Moradores da Vila Popular e de Jardim Brasil I, em Olinda (Região Metropolitana do Recife), às 15h.

“O uso de chupetas e mamadeiras, até o sexto mês de vida do bebê, geralmente prejudica a amamentação. Até esse período, o ideal é que nada substitua o peito da mãe”, argumenta Juliana Caldas, ao exemplificar um dos maiores causadores de desmame precoce.

Para mais informações sobre a palestra: 81 9854-4494/ www.sosamamentacao.com.


Fiscalização do Cremepe verificou o atendimento médico nos hospitais e  vínculos de trabalho em unidades de saúde (Foto: Divulgação)

Fiscalização do Cremepe verificou atendimento médico nos hospitais e vínculos de trabalho em unidades de saúde (Foto: Divulgação)

Uma fiscalização realizada, na última semana, por representantes do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) no Sertão do Araripe, em Pernambuco, verificou que cinco unidades de saúde da região apresentam falta de resolutividade – um conceito que avalia resultados obtidos do atendimento ao paciente. O problema é que todos os casos complicados das unidades estão sendo encaminhados para o Hospital Regional Fernando Bezerra (em Ouricuri, também no Sertão do Araripe),  que acaba ficando superlotado, com profissionais sobrecarregados.

As unidades de saúde vistoriadas ficam nas cidades de Exu, Granito, Bodocó, Trindade e Ipubi. O objetivo foi verificar o atendimento médico nos hospitais e os vínculos de trabalho. Além disso, o grupo de fiscalização do Cremepe verificou que, em todas as unidades, a lavanderia está defasada – os profissionais, inclusive, fazem a higienização das peças sem equipamentos de proteção.

E sobre a questão trabalhistas, todos os vínculos são precários: não há concurso, e os médicos não contam com nenhum direito trabalhista (férias e 13º salário, por exemplo).

A partir dessa fiscalização, o Cremepe produzirá um relatório que será encaminhado aos gestores. “Nesse sentido, a entidade pretende ter um diálogo com a gestão do hospital e gestores de cada município, a fim de pontuar os déficits, diminuir a sobrecarga no Hospital Regional Fernando Bezerra e melhorar o atendimento da região”, explica o presidente do Cremepe, Sílvio Rodrigues.

Destaques da fiscalização nas cidades:

Exu - No Hospital Municipal José Pinto Saraiva, há falta de medicamentos. Diariamente, é enviada uma lista de medicamentos e insumos para a farmácia do Estado.

Granito - No Hospital Maria Senhorinha de Souza, a escala de plantão está completa, mas os profissionais não chegam no horário da rendição. Quando chega alguma gestante para dar à luz, é feita transferência para o Hospital Regional Fernando Bezerra (em Ouricuri), exceto às quartas-feiras, dia em que a parteira está de plantão. Outro problema sério encontrado foi a ausência de carrinho de parada e adrenalina.

Trindade - O Hospital Municipal Maria Veneri fornece atendimento para cerca de 30 mil habitantes da cidade e conta com a escala completa de médicos todos os dias, mas apenas um é concursado; os outros vínculos são precários. E profissionais da lavanderia trabalham sem equipamento de proteção.

Ipubi - O Hospital Municipal Marcelino da Silva Mudo tem estrutura física satisfatória, mas precisa adaptar a lavanderia, que ainda funciona com equipamentos domésticos.

Bodocó - O Hospital Eulina Silva Lócio de Alencar atende clínica médica, obstetrícia e pediatria. O setor materno-infantil é bem equipado e realiza parto humanizado. Também há incubadora para os recém-nascidos. O hospital possui três ambulâncias. Pacientes em estado grave têm primeiramente condição de saúde estabilizada para depois ser encaminhados para Ouricuri.


Campanha alerta: câncer colorretal é o segundo mais incidente em mulheres

25 de março de 2015 | postado por Cinthya Leite
Campanha do Instituto Oncoguia chama atenção para a incidência do câncer colorretal, inclusive entre as mulheres (Foto: Oncoguia)

Campanha do Instituto Oncoguia chama atenção para a incidência do câncer colorretal, inclusive entre as mulheres (Foto: Oncoguia)

Março é o mês global de conscientização contra o câncer colorretal. Para ampliar o conhecimento sobre o assunto, o Instituto Oncoguia abraça a campanha Câncer Colorretal sem Medo, que traz informações sobre prevenção, sinais e sintomas que merecem atenção, diagnóstico e tratamento.

Também conhecida como câncer do intestino grosso ou câncer de cólon e de reto, a doença é o segundo tipo de câncer mais incidente entre as mulheres e o terceiro entre os homens, sendo mais frequente entre 50 e 70 anos. No Brasil, a alta prevalência da doença é alarmante. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o País terá mais de 32,6 mil novos casos neste ano. No mundo, já é o terceiro câncer mais frequente.

Caracterizado pelo crescimento desordenado de células na região do cólon e reto, o tumor tem a particularidade de exibir pólipos antes de se tornar uma lesão maligna. Sendo assim, a prevenção e atenção aos sintomas são fundamentais para o diagnóstico precoce e início rápido do tratamento, que garantem mais chances de cura.

câncer colorretal sem medo1

Eis alguns sinais e sintomas que merecem atenção: dor abdominal tipo cólica, sensação de inchaço, cansaço e fadiga constante, perda de peso sem motivo, diarreia ou constipação, sensação de que o intestino não é completamente esvaziado e presença de sangue nas fezes.

“Esses sintomas geralmente são negligenciados ou mesmo confundidos com outras doenças. Queremos que as pessoas estejam mais informadas sobre esses sinais de alerta e também sobre a importância da adoção de hábitos de vida saudáveis”, diz a presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz.

Em estágio inicial, a chance de cura do câncer colorretal é de 95%. Já em estágio metastático, o tratamento envolve quimioterapia com ou sem terapia-alvo e cirurgia em casos selecionados.


Imip inaugura serviço de cuidados paliativos para idosos com câncer

24 de março de 2015 | postado por Cinthya Leite
Serviço interdisciplinar de oncologia clínica de geriatria e de cuidados paliativos é pioneiro na região (Foto: Clemilson Campos/Acervo JC Imagem)

Serviço interdisciplinar de oncologia geriátrica e de cuidados paliativos do Imip é pioneiro na região (Foto: Clemilson Campos/Acervo JC Imagem)

Os serviços de oncologia clínica de geriatria e de cuidados paliativos do Instituto de Medicinal Integral Professor Fernando Figueira (Imip), no Recife, em parceria com o centro de pesquisa clínica da unidade, iniciam um atendimento interdisciplinar pioneiro na região voltado para a população idosa com câncer. Trata-se do Serviço de Oncogeriatria do Imip, cujo lançamento acontece nesta quarta-feira (25/3), às 7h, no Auditório Alice Figueira, com a palestra Envelhecimento e câncer: desafios para o sistema de saúde – ampliando o olhar do cuidado.

O serviço oferecerá atividades assistenciais com médicos oncologistas, geriatras, equipes de cuidados paliativos e equipe interdisciplinar (fisioterapia, enfermagem, serviço social, psicologia), ações educacionais e culturais para pacientes e familiares, atividades de capacitação permanente para profissionais de saúde envolvidos no cuidado, além de produção de conhecimento científico que norteie a melhoria de cuidados nesta população.

Algumas atividades do novo serviço já foram iniciadas neste mês de março, com o acolhimento de 58 pacientes novos. “Fica cada vez mais claro​ que o cuidado dessa população ultrapassa a dimensão clínica, sendo necessário ampliar o olhar para as questões sociais, psicológicas, culturais, funcionais e familiares”,diz a oncologista Jurema Telles, uma das responsáveis pelo serviço.

Envelhecimento e câncer

O envelhecimento é um processo multifatorial e é hoje o maior fator de risco para o desenvolvimento do câncer. Pacientes com 65 anos ou mais têm um aumento de 11 vezes na incidência de câncer e 16 vezes na mortalidade, quando comparados com aqueles com idade inferior. Além disso, 70% das mortes por câncer no mundo já ocorrem em quem tem mais de 65 anos. O câncer já é a principal causa de morte no Imip (cerca de 40% dos óbitos – sendo 70% desse volume em idosos).

Até 2025, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil será o sexto país do mundo em número de idosos. O câncer é a segunda causa de morte entre os brasileiros, com projeções de se tornar a primeira causa nos próximos 20 anos, com um aumento relativo da mortalidade ainda maior na população idosa.

Serviço:

Imip – Rua dos Coelhos, 300, Boa Vista – Recife/PE. Fone: 81 2122-4100

Atendimento no Serviço de Oncogeriatria do Imip: Segunda e quinta-feira (tarde) e quarta-feira (manhã)

Avaliação com educador físico: Terça, quarta e quinta-feira (manhã)


Olho (Foto: Free Images)

A retinopatia diabética faz parte das complicações mais frequentes do paciente com diabetes. É, inclusive, uma das principais causas de cegueira (Foto: Free Images)

Pacientes que convivem com diabetes, doença que compromete a produção e o uso de insulina pelo corpo no controle dos níveis de açúcar no sangue, devem ter a atenção dobrada para o bom funcionamento do organismo. Coração, rins e principalmente os olhos são alguns dos órgãos vitais que podem ser prejudicados.

“Junto com as alterações neurológicas, renais e vasculares, a retinopatia diabética, termo usado para designar alterações na retina, faz parte das complicações mais frequentes do paciente com diabetes. É, inclusive, uma das principais causas de cegueira”, alerta o oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo.

Essas alterações da retina se comportam de maneiras diferentes nos pacientes com diabetes tipo 1 e nos que têm diabetes tipo 2. “Com um controle rigoroso da glicemia, é possível retardar o aparecimento ou diminuir a gravidade do problema”, completa o médico. Consultar um especialista ao sentir qualquer desconforto visual é essencial, uma vez que os distúrbios podem passar despercebidos inicialmente.

Com o passar do tempo, dependendo do controle e progressão da doença, pode haver alterações nas paredes dos vasos retinianos, levando à formação de microaneurismas e hemorragias, depósitos lipídicos (gordura) na retina, edema retiniano e alterações causadas pela dificuldade de irrigação. Isso geralmente favorece a perda da visão central.

Tratamento 

As injeções intravítreas de antiangiogênicos, liberadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária e pelo FDA (agência do governo dos Estados Unidos de controle de remédios e alimentos), representam um grande avanço no tratamento da retinopatia diabética. Ensaios clínicos demonstram que a aplicação dos antiangiogênicos melhora em até 34% a visão central e estabiliza a visão em 90% dos casos.

Embora nem todo paciente possa recuperar a visão perdida, as injeções intravítreas impedem a progressão da doença, evitando que a pessoa fique cega. “Com anestesia local e pupilas dilatadas, a injeção é aplicada diretamente no vítreo, camada gelatinosa localizada entre a retina e o cristalino”, explica.

O procedimento deve ser repetido em intervalos regulares para resultados duradouros. No tratamento, o paciente precisa usar colírios antibióticos prescrito pelo oftalmologista.


Tratamento capilar orgânico ajuda a recuperar fios danificados

24 de março de 2015 | postado por Cinthya Leite
Produtos da marca italiana Davines são usados em tratamento capilar  orgânico (Foto: Divulgação)

Produtos da marca italiana Davines são usados em tratamento capilar orgânico (Foto: Divulgação)

O Camarim Vip Studio de Beleza, na Jaqueira, Zona Norte do Recife, inova com um tratamento capilar orgânico à base de óleo de cereja e vinagre de frutas vermelhas, que promete hidratar e nutrir os fios sem aditivos, corantes ou químicas. É uma opção para quem tem cabelos danificados por agressões externas causadas pelo excesso de química, finalizadores e poluição.

O serviço, oferecido em parceria com a marca italiana Davines, é destinado a quem deseja ter cabelos macios, brilhosos e restaurados. O tratamento também utiliza lã de ovelha da Nova Zelândia e óleo de cártamo, que auxiliam a reconstrução do cabelo.


Confira dicas para deixar os cabelos compridos mais bonitos

24 de março de 2015 | postado por Malu Silveira
Cabelo comprido (Foto: Free Images)

Quer deixar as madeixas longas ou manter os cabelos compridos por muito mais tempo? Confira alguns cuidados essenciais para deixar os fios supersaudáveis (Foto: Free Images)

Quer ter madeixas longas ou continuar mantendo os seus cabelos compridos por muito tempo? Confira as dicas do Portal Viva Linda, de O Boticário.

1. Hidrate os cabelos, pelo menos, uma vez por semana. Invista em máscaras de hidratação rápidas, que podem ser aplicadas durante o banho. Se os fios estiverem muito ressecados, vale a pena investir em hidratação duas vezes por semana.

2. Se seus cabelos são lisos ou ondulados, prefira pentear antes do banho. Os fios molhados ficam muito sensíveis, o que facilita a quebra na hora de pentear. Se seus cabelos são cacheados, penteie durante o banho (após aplicar o condicionador) para facilitar o desembarace. Dê preferência para pentes largos ou escovas com cerdas macias. E lembre-se: penteie ou escove seus cabelos com atenção e delicadeza para evitar danificar os fios.

3. Escolha aquele produto que foi pensado e feito especialmente para o seu tipo de cabelo. Se ele é seco, ondulado e quimicamente tratado, por exemplo, utilize produtos para todas essas especificidades, alternando produtos a cada lavagem, se for preciso. É importante ter muito cuidado ao lavar o comprimento e as pontas. Massageie o couro cabeludo e deixe que o produto escorra pelos fios. Esfregá-los pode danificar o cabelo, além de ser desnecessário.

4. A chapinha e o secador são os responsáveis por grande parte dos danos aos fios longos. Uma alternativa aos modeladores são as texturizações, que garantem um cabelo lindo e cheio de personalidade sem chapinha, secador ou babyliss. Se você não abre mão da chapinha, aplique o protetor térmico antes de submeter os cabelos às altas temperaturas. Além de deixar os seus fios livre de danos, ele elimina o frizz e prolonga a hidratação.

5. Não deixe de aplicar aquele finalizador próprio para o seu tipo de cabelo e com a forma que você quer que ele fique. Se os fios são muito longos, fica difícil garantir que todos os seus fiozinhos vão receber aquele finalizador ou aquela máscara de tratamento. Por isso, sempre que possível, divida seus cabelos em várias partes e aplique os produtos mecha por mecha. Assim, todo o seu cabelão vai ficar do jeitinho que você quer.

6. Se as suas pontas estiverem ressecadas e sem chance de recuperação, invista em forma de fazer os seus fios crescerem mais rápido. Procure um cabeleireiro e apare as pontas ressecadas.


Dor na mão (Foto: Free Images)

Os distúrbios musculoesqueléticos (DMEs), como a artrite, estão entre as principais causas de auxílios-doença e aposentadorias precoces no Brasil (Foto: Free Images)

Associações de pacientes, médicos e especialistas em trabalho e qualidade de vida se uniram para tentar diminuir o impacto negativo dos distúrbios musculoesqueléticos (DMEs), transtornos que estão entre as principais causas de auxílios-doença e aposentadorias precoces no Brasil. Lideradas pela Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), sete organizações lançaram a iniciativa Fit for Work, ação criada na Europa em 2007, com coordenação da Work Foundation.

Entre as doenças consideradas distúrbios musculoesqueléticos, destaque para as artrites e dorsopatias – as conhecidas dores de coluna. No ano de 2012, os DMEs representaram 18,7% do total de auxílios-doença concedidos pelo Ministério da Previdência Social, além de estarem relacionadas a 26,4% do volume de casos de invalidez precoce. O custo para a Previdência Social, em 2012, foi estimado em R$ 405 milhões.

“O impacto dos distúrbios musculoesqueléticos só pode ser minimizado, de forma eficaz, com iniciativa multidisciplinar. Pelos seus números, esse já é um problema de saúde pública. Nossa meta é contribuir para o diagnóstico precoce e tratamento adequado, como também promover a reabilitação e reintegração do paciente ao mercado de trabalho, com segurança e qualidade de vida”, afirma o médico Alberto Ogata, diretor técnico da ABQV, que coordena a iniciativa Fit for Work Brasil.

Saiba mais

Os distúrbios musculoesqueléticos compreendem processos inflamatórios e degenerativos de nervos, ossos, músculos, tendões, ligamentos, articulações, cartilagens e discos invertebrais, que podem resultar em dor e limitação funcional, sendo as regiões lombar, cervical, ombros e antebraço as mais afetadas.

Apesar do impacto na vida e trabalho da população brasileira, muitos desses distúrbios ainda são desconhecidos da população brasileira. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Opinião Pública (Ibope), realizada com 4 mil pessoas acima de 16 anos, de áreas urbanas, entre outubro e novembro de 2013, mostrou que apenas cerca de 30% dos entrevistados conhecem as doenças dessa categoria.


Dia de combate à tuberculose: saiba mais sobre a doença

24 de março de 2015 | postado por Malu Silveira
Tuberculose

Apesar do avanço nos tratamentos, a tuberculose ainda preocupa a medicina. Segundo a OMS, foram registrados 9 milhões de casos em 2013 (Foto: Marcos Pastich/Acervo JC Imagem )

A tuberculose é uma doença infectocontagiosa que afeta principalmente os pulmões. Causada por uma bactéria, também pode prejudicar ossos, rins e meninges. Para alertar sobre a importância do diagnóstico e tratamento da doença, a Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu, em 1982, o Dia Mundial de Combate à Tuberculose como 24 de março – na época, em homenagem aos cem anos do descobrimento da bactéria causadora da doença, o bacilo de Koch, pelo médico Robert Koch.

Apesar do avanço nos tratamentos, a tuberculose ainda preocupa a medicina. Atualmente, ocupa o posto de segunda doença infecciosa que mais mata no mundo, atrás apenas da aids. Segundo a OMS, foram registrados 9 milhões de casos em 2013. Desse número, um total de 1,5 milhão de óbitos.

Os sintomas mais frequentes são tosse seca ou secreção por mais de três semanas, cansaço excessivo, febre baixa, emagrecimento acentuado e rouquidão. A transmissão é direta e ocorre de pessoa para pessoa, por pequenas gotículas de saliva expelidas ao falar, espirrar ou tossir. O tratamento é feito à base de antibióticos e dura de seis meses a um ano e meio.

Uma variação da doença, a tuberculose multirresistente, também é motivo de preocupação para os órgãos de saúde. “Quando o tratamento é cumprido sem falhas, os bacilos são eliminados. Mas, se o paciente não segue as orientações de dosagens das medicações, os bacilos tornam-se dominantes e a tuberculose resistente”, explica o infectologista Moacir Jucá, do Hospital Esperança Olinda, no Grande Recife. Só em 2013, a OMS registrou 480 mil casos de tuberculose resistente a múltiplas drogas.

A principal recomendação, segundo os especialistas, é o diagnóstico precoce. “Caso o paciente apresente tosse por mais de três semanas, com presença de secreção ou não, é recomendado procurar um médico. Quanto antes iniciar o tratamento, mais rápido será a cura”, alerta. A vacina BCG, obrigatória para crianças menores de um ano, também é importante, pois protege contra as formas mais graves da doença.


Em época de dengue, médicos alertam sobre uso de repelentes em crianças

23 de março de 2015 | postado por Cinthya Leite
Dos 6 meses aos 2 anos, repelentes devem ser usados só em situações especiais, com orientação médica (Foto: Free Images)

Dos 6 meses aos 2 anos, repelentes devem ser usados só em situações especiais, com orientação médica (Foto: Free Images)

Diante do novo mapa da dengue, que mostra 340 municípios brasileiros em situação de risco para a ocorrência de epidemia e 877 alerta, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) alerta em relação ao uso indiscriminado de repelente em crianças. O produto tem a função de proteger contra mosquitos. A entidade orienta que é preciso tomar alguns cuidados e ter conhecimento sobre os repelentes disponíveis (eficácia e segurança) de acordo com a idade dos pequenos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda a utilização desses produtos em crianças de acordo com a fórmula do produto, que pode ser sintético ou natural. Antes de escolher o mais indicado, é importante consultar um médico dermatologista.

Os princípios ativos dos repelentes recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) são:

- Icaridina (KB3023): Uso permitido no Brasil em crianças a partir de 2 anos, em concentração de 25%, com período de proteção que chega de oito a dez horas.

- DEET: Em concentração de até 10%, pode ser utilizado em maiores de 2 anos, mas não deve ser aplicado mais do que três vezes ao dia em crianças de 2 a 12 anos.

- IR 3535 30%: Permitido pela Anvisa para crianças acima de 6 meses. Tem período de proteção até 4 horas.

Existem ainda os repelentes naturais. No entanto, como são altamente voláteis e seu efeito costuma ser de curta duração, não garantem proteção adequada ao Aedes aegypti e, por isso, devem ser evitados.

NADA DE REPELENTES

E mais: bebês com até 6 meses só devem usar mosquiteiros e roupas protetoras. Não é recomendada nenhuma substância química na pele ou repelentes elétricos que contenham produtos químicos no ambiente onde se encontram. É recomendado instalar telas nas janelas e portas, além de deixar o ambiente refrigerado, já que os mosquitos gostam de calor e umidade.

Em geral, o uso de repelentes deve ser evitado nas crianças menores de 2 anos. Dos 6 meses aos 2 anos, devem ser utilizados apenas em situações especiais, com orientação e acompanhamento médico.

DICAS

– Procure vestir roupas brancas nas crianças, pois tecidos coloridos atraem os insetos, assim como perfumes
– Os dispositivos ultrassônicos e elétricos luminosos com luz azul são ineficazes
– Não se deve utilizar produtos combinados com filtros solares, pois eles costumam ser reaplicados com uma frequência maior, e os repelentes não devem ser aplicados mais do que três vezes ao dia em crianças
– O suor atrai os insetos
– Não durma com repelente no corpo; lave-se antes
– Leia todo o rótulo antes de aplicar o produto e guarde para consulta
– Mantenha os repelentes fora do alcance de crianças e não permita a auto-aplicação
– Evite o uso próximo a mucosas (boca, nariz, olhos e genitais) ou em pele irritada ou ferida. Para uso na face, primeiro aplique o produto nas mãos e, então, espalhe no rosto com muito cuidado
– Evite aplicação nas mãos das crianças e por baixo das roupas. Sempre lave as mãos após aplicar o produto
– Use quantidade suficiente para recobrir a pele exposta e evite reaplicações frequentes
– Se suspeitar de qualquer reação adversa ou intoxicação, lave a área exposta e entre em contato com o serviço de intoxicação. Se necessário, procure serviço médico e leve consigo a embalagem do repelente
– Opte por repelentes aprovados pela Anvisa, que garante que o produto é eficaz e seguro

PREVENÇÃO

O mais importante, no combate ao mosquito da dengue, é evitar que ele se prolifere. Assim, não se deve acumular água, principalmente em pneus, no lixo, nos copos plásticos, nas tampas de garrafas e nas latinhas. É fundamental ainda manter o quintal da casa e as calhas limpas, sem água empoçada. Recolher o lixo, fechá-lo no saco plástico e não jogar lixo no chão são medidas simples e práticas para evitar a dengue.


 
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