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Casa Saudável

Apenas 1,7% dos hospitais de Pernambuco tem selo de qualidade

25 de agosto de 2015 | postado por Cinthya Leite
Entre os hospitais com acreditação em Pernambuco, está o Esperança Recife, na Ilha do Leite, área central da cidade (Foto: Edmar Melo/JC Imagem)

Entre os hospitais com acreditação em Pernambuco, está o Esperança Recife, na Ilha do Leite, área central da cidade (Foto: Edmar Melo/JC Imagem)

Bastante difundida em outros países, a acreditação de organizações de saúde ainda é pouco comum em hospitais brasileiros. De acordo com dados da Organização Nacional de Acreditação (ONA), maior certificadora de qualidade em saúde do País, somente 1,4% dos hospitais do Nordeste possui acreditação. O levantamento ainda mostra que, dos 233 hospitais em Pernambuco, apenas quatro (1,71%) são acreditados. A média nacional é de 3,7%.

O resultado inclui instituições públicas e privadas em todos os Estados. “O percentual brasileiro já é muito baixo, mas a divisão regional é ainda mais grave. Ela deixa evidentes as desigualdades regionais na área de saúde”, explica a diretora de certificação da ONA, Andréa Righi. Na comparação entre regiões, o percentual do Nordeste só é maior do que o da região Norte, com 1,3%.

No dia 4 de setembro, Andréa fala sobre a acreditação em serviços de saúde durante o 4º Workshop para Profissionais do Setor de Saúde, organizado pelo Sindicato dos Hospitais de Pernambuco (Sindhospe). O evento acontece durante a HospitalMed, maior feira do setor de saúde do Nordeste que acontece de 2 a 4 de setembro no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, Grande Recife.

A acreditação é um sistema de avaliação e certificação de qualidade a partir de padrões predefinidos. Para o levantamento, foi utilizado o banco de dados da ONA, que reúne as instituições de saúde que atendem a todos os critérios da metodologia nacional, validada pela International Society for Quality in HealthCare (ISQua).


Objetivo da campanha é vacinar, até 31 de agosto, pelo menos 95% das 93.370 crianças de 6 meses a menores de 5 anos (Foto: Inaldo Menezes/PCR/Divulgação)

Expectativa da SES é vacinar, no mínimo, 95% dos 625.686 meninos e meninas contemplados pela campanha de vacinação contra poliomielite (Foto: Inaldo Menezes/PCR/Divulgação)

Um alerta para os pais que ainda não compareceram aos postos de saúde para vacinar os filhos entre 6 meses e menores de 5 anos contra poliomielite. Até esta terça-feira (25), a Secretaria Estadual de Saúde (SES) imunizou 351.438 crianças contra a doença – 274.248 pequenos ainda não foram vacinados. A expectativa do órgão é vacinar, no mínimo, 95% dos 625.686 meninos e meninas contemplados pela campanha de vacinação, que acaba na próxima segunda-feira (31). Em 2014, Pernambuco imunizou 619.807 (99,08% do público total).

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“Apesar de não registrarmos casos de poliomielite no Estado desde 1988, ainda há registros da doença em outros países, como Paquistão e no Afeganistão. Isso mostra a necessidade de imunizarmos nossas crianças e, assim, mantermos o vírus da pólio fora de circulação em nosso território”, ressalta Ana Catarina de Melo, coordenadora do Programa Estadual de Imunização da SES. Vale lembrar que a vacina contra a poliomielite não possuem contra-indicação.

HISTÓRICO

A poliomielite, uma doença viral que pode afetar os nervos e causar a paralisia parcial ou total, não é registrada no Brasil há 26 anos. O último caso foi no município de Souza, na Paraíba, em 1989. Em Pernambuco, foi em 1988. Desde 1994, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) o Certificado Internacional de Erradicação da Transmissão Autóctone do Poliovirus Selvagem. A partir de então, o país assumiu o compromisso de manter altas coberturas vacinais maiores ou igual a 90%. Em 2001, esta meta foi alterada para 95% da população alvo.


Unidade Móvel no Cecon reduz espera para mamografia e ultrassom em Olinda

25 de agosto de 2015 | postado por Malu Silveira
Imagem de atendimento de mamografia (Foto: Guga Matos / JC Imagem)

Ação de mamografia e ultrassom acontece através de agendamentos prévios feito através da Secretaria de Saúde de Olinda. Consultas acontecem das 13h às 17h (Foto: Guga Matos / JC Imagem)

Uma unidade móvel de Saúde da Mulher ficará estacionada até esta sexta-feira (28) no Centro de Convenções de Pernambuco (Cecon-PE) para atender a mulheres que estão na fila de espera para exames de mamografia e ultrassonografia nas policlínicas de Olinda, no Grande Recife. A ação acontece através de agendamentos prévios feito através da Secretaria de Saúde da cidade. As consultas agendadas acontecem das 13h às 17h, no estacionamento do Cecon.

Imagem da unidade móvel de Saúde da Mulher (Foto: Divulgação)

Com 15 metros de comprimento, a carreta conta com 50 m² de área útil e porta com acesso para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida (Foto: Divulgação)

Com 15 metros de comprimento, a carreta conta com 50 m² de área útil e porta com acesso para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida – distribuídos entre sala de avanço, sala de espera, recepção e todo a infraestrutura necessária para os atendimentos. A unidade móvel tem capacidade para realizar, em média, 50 exames de mamografias e 50 ultrassonografias por dia, dependendo do projeto.

Na próxima semana, a unidade móvel participará da Hospitalmed, feira de produtos, serviços e negócios de saúde. O evento, que também será no Centro de Convenções, acontecerá de 2 a 4 de setembro. Entre os parceiros da ação, estão a organização da Hospitalmed, o grupo Fleury, a+ Medicina Diagnóstica, a Truckvan, a Secretaria de Saúde de Olinda e o Governo de Pernambuco.


Não sabe o que comer na hora do lanche no trabalho? Confira algumas dicas

25 de agosto de 2015 | postado por Malu Silveira
Imagem de frutas (Foto: Photl.com)

É possível montar uma lancheira cheia de opções que, além de saudáveis, são práticas e deliciosas! Frutas e oleaginosas são as mais recomendadas (Foto: Photl.com)

Quem tem uma rotina agitada por causa do trabalho sabe como é difícil arranjar um tempinho durante o dia para se dedicar aos lanches entre uma refeição e outra. Essa pausa rápida geralmente leva a gente a consumir produtos que não fazem bem à nossa saúde. Mas é possível, sim, montar uma lancheira cheia de opções que, além de saudáveis, são práticas e deliciosas.

O Casa Saudável conversou com a nutricionista Ana Paula Raimundo, da Apetit Serviços de Alimentação, e traz algumas dicas para quem quer mudar os hábitos na hora de interromper a produtividade para fazer um lanchinho.

Segundo a nutricionista, antes de tudo, é necessário entender que o nosso organismo precisa se alimentar a cada três horas. O motivo? “Enviamos sempre uma mensagem para o cérebro de que ele precisa trabalhar e, dessa maneira, estamos queimando calorias e nos mantendo saudáveis. Ficar muito tempo sem comer causa a falta de glicose no sangue, além de não enviarmos a mensagem para o cérebro de que estamos ativos. Dessa forma, ele começa a entrar em repouso, e a queima calórica é menor. Por isso, se alimentar de três em três horas é o correto para manter a taxa de glicose adequada e o metabolismo ativo”, ressalta.

A pergunta que mais atormenta aqueles que desejam ter uma rotina mais equilibrada na hora dos lanches é a mesma: o que comer a cada três horas? A nutricionista explica que o ideal é consumir alimentos que despertem o metabolismo. “Temos que associar as duas tarefas: despertar o metabolismo e enviar a mensagem ao cérebro. Ou seja, consumir um alimento de alto valor benéfico e que consiga saciar a fome até a próxima grande refeição”, diz Ana Paula.

Confira algumas opções:

– Barras de cereais (o ideal é que ela seja feita sempre com cereais, mel e frutas secas)
– Frutas secas (damasco, frutas cristalizadas, ameixas)
– Frutas: maçã, melão, abacaxi, melancia
– Iogurte (zero gordura e sem açúcar)
– Gelatinas
– Sucos da fruta
– Vitaminas

Já que devemos fazer dois lanches entre as três principais refeições, o recomendado é aliar as opções durante a semana. Misturar as oleaginosas na parte da manhã com um iogurte natural pela tarde é uma opção. “Temos apenas que tomar cuidado na hora das escolhas: quanto mais natural, melhor. Sempre que puder optar, prefira um suco natural, um chá verde, tome bastante água, prefira as frutas e vitaminas. Além de ser uma refeição rápida, é algo bom para o seu cérebro”, finaliza a nutricionista.


BabyBaby-Publipost

A troca da fralda deve ser vista como um momento de contato e carinho (Foto: Igo Bione)

João Antonio adora quando invento de cantarolar na hora da troca da fralda e de ganhar uma massagem no trocador depois do banho que faz parte do ritual do sono (Foto: Igo Bione)

Nós, mamães, trocamos tantas fraldas do bebê ao longo do dia que esse ato corre o risco de virar puramente mecânico, o que faz com que a gente deixe de perceber como o esquema da troca de fralda pode favorecer a criação de vínculos com o bebê.

Quando nasceu João Antonio, que hoje está com 1 ano e 3 meses, eu não me sentia muito segura de colocá-lo no trocador. E por isso, a troca de fraldas era bem lentinha. Enquanto eu me enrolava até encontrar um jeitinho que o não deixasse agitado ou nervoso, percebi que a tática de conversar com meu filho, olhar sempre no olho dele e fazer carinhos nos pés ajudaram a criar um vínculo forte entre nós dois.

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Até hoje, o meu marido acha que passo minutos sem fim durante a troca da fralda e que esse momento poderia ser mais rápido. Mas percebi que, ao me delongar nessa tarefa deliciosa, vem um clima agradável que faz João Antonio relaxar (sim, eu também alivio as tensões). Dessa maneira, percebi que o trocador, que me deixava insegura logo quando ele nasceu, transformou-se num local de interação prazerosa. E assim foi se fortalecendo a nossa relação, muito especial e única.

Sobre o assunto, conversei com a psicóloga e psicanalista Maria do Carmo Camarotti, coordenadora-geral do centro de formação e acompanhamento Ciclos da Vida. Os depoimentos dela são valiosos: “É importante que a mãe e o pai transformem os momentos rotineiros em situações lúdicas que ajudam a interagir com o bebê”, diz Maria do Carmo.

Ela também orienta que os pais sempre avisem aos filhos o que será realizado. “Quando comunicamos aos bebês que eles terão a fralda trocada, por exemplo, o trocador não será uma surpresa com o passar do tempo. Com isso, ele não se irritar porque não vai passar por uma imprevisibilidade”, explica a psicóloga e psicanalista.

Para a especialista, é importante também que os pais preparem bem o cantinho da troca de fraldas. “Vale a pena colocar um paninho sobre o trocador e não despir o bebê de qualquer jeito. Os pais devem conversar, comunicar que vai tirar a fralda, falar sobre as partes do corpo, dizer que o pé está cheiroso e que vai passar uma pomadinha no bumbum”, diz Maria do Carmo.

João Antonio, por exemplo, adora quando invento de cantarolar na hora da troca da fralda e de ganhar uma massagem no trocador depois do banho que faz parte do ritual do sono. Ah, hoje, como ele está maiorzinho, fiz da cama auxiliar que fica no quarto dele o cantinho da troca de fraldas. Deixei lá o kit higiene e tudo bem forradinho. Por mais grandinho que ele esteja, nunca o deixo sozinho no trocador, pois a trela está mais intensa do que nunca.

Por falar em grandinho, eu já começo a pensar em como será a fase do desfralde, que deve começar daqui a uns meses. Depois, compartilho aqui a minha experiência dessa próxima fase.


Puberdade precoce é um distúrbio e deve ser tratado, alerta especialista

24 de agosto de 2015 | postado por Malu Silveira
Imagem de garota (Foto: Photl.com)

Aparecimento de mamas em meninas com menos de 8 anos, aumento do pênis ou testículos em garotos com menos de 9 anos são alguns sinais da puberdade precoce (Foto: Photl.com)

Aparecimento de mamas ou pelos pubianos em meninas com menos de oito anos, aumento do pênis ou testículos e aparecimento de pelos pubianos em garotos com menos de nove anos podem ser sinais de puberdade precoce, uma alteração do início do desenvolvimento sexual. Segundo os especialistas, o período considerado normal para o início da puberdade é de 8 a 13 anos para o sexo feminino e de 9 a 14 anos para o masculino.

A puberdade precoce pode ocorrer por uma alteração na secreção do hormônio liberador das gonadotrofinas (GnRH), produzido em uma região específica do cérebro, o hipotálamo, levando assim a uma ativação do eixo hormonal hipotálamo-hipófise-gônadas (chamada de puberdade precoce central).

O distúrbio é 10 vezes mais comum em meninas do que em meninos. Nas meninas, geralmente a causa é desconhecida – mas sabe-se que meninas obesas ou expostas a substâncias químicas que alteram os níveis de estrogênios estão mais propensas a desenvolver puberdade precoce. Também alterações nos ovários e nas glândulas suprarrenais podem ser causa de puberdade precoce em meninas. Além disso, sabe-se que entrar muito cedo na puberdade está associado a um maior risco de hipertensão e câncer de mama nas meninas. Já nos garotos, as causas podem indicar problemas mais sérios no sistema nervoso central ou nos testículos ou nas glândulas suprarrenais.

Se não diagnosticada e tratada, a alteração pode ter impacto psicológico e social na criança, além de afetar o desenvolvimento. “Todas as crianças com desenvolvimento sexual precoce devem ser investigadas, pois podem ser sinais de um problema mais sério e estas crianças devem ser tratadas. O principal objetivo do tratamento é impedir que a criança chegue à puberdade antes do tempo desejado e possa, assim, manter seu desenvolvimento cronológico compatível com a idade óssea. As crianças mais desenvolvidas do que colegas da mesma idade podem desenvolver problemas de ordem psicológica e social, como depressão e discriminação e, no caso das meninas, levar a uma gravidez precoce”, alerta o endocrinologista pediátrico Gil Guerra Júnior, professor e pesquisador do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O diagnóstico é feito a partir de um conjunto de informações – como histório clínico da criança, exame físico e testes complementares, a exemplo da dosagem hormonal e de imagem para avaliação da idade óssea. Os médicos especializados são os pediatras e endocrinologistas pediátricos. “Com o monitoramento constante e tratamento adequado, a criança pode voltar a ter um crescimento compatível com sua idade”, explica o médico.

A PUBERDADE

Quando o corpo de uma criança está pronto para iniciar a puberdade, uma parte do cérebro chamada de hipotálamo libera um hormônio chamado de hormônio liberador da gonadotrofina (GnRH). Este hormônio faz com que a hipófise (uma pequena glândula na base do cérebro) libere dois outros hormônios: o luteinizante (LH) e hormônio folículo estimulante hormônio de estimulo folicular (FSH). O LH e o FSH estimulam os ovários a produzir estrogênio nas meninas e testosterona nos meninos – que levam às mudanças que vivenciamos durante a puberdade.


Dia do Psicólogo terá programação especial na Faculdade Esuda

24 de agosto de 2015 | postado por Malu Silveira
Imagem ilustrativa de rascunho sobre psicologia (Foto: Photl.com)

Serão realizadas rodas de conversa sobre a profissão do psicólogo, oficina de Ludoterapia e debate sobre o filme “Festa no Céu” (Foto: Photl.com)

Um especialista a serviço do bem-estar. Seu objetivo? Promover a saúde e a qualidade de vida do paciente. Nesta quinta-feira (27) é celebrado o Dia do Psicólogo, profissional que atende a demandas variadas nos mais diferentes contextos. “O psicólogo é um profissional que, acima de tudo, trabalha com as diversas formas de desenvolvimento e expressão da subjetividade humana, devendo intervir no bem-estar (psíquico) do indivíduo integrado em uma sociedade”, explica a psicóloga Rosane Nascimento e Silva, da CPPL (Clínica, Ensino e Consultoria em Gestão).

Para marcar a data, a Faculdade Esuda realizará um programação especial na quinta-feira. Durante todo o dia serão realizadas várias rodas de conversa e debates. Também acontecerá uma oficina de Ludoterapia, com a psicóloga Edna Souza. Já à tarde, das 14h às 18h, será debatido o filme “Festa no Céu” de Pedro Figueiredo.

As rodas de conversa acontecerão das 8hàs 12h e das 19h às 21h30. Entre os temas abordados estão as polêmicas da redução de danos, a maioridade penal, debatendo as lacunas existentes entre o direito e a psicologia e as questões psicológicas e culturais a cerca da morte. Os interessados podem se inscrever pelo site da ESUDA (http://www.esuda.com.br/). Mais informações através do telefone (81) 3412.4267.

“Em uma época em que as formas de organização e convívio em sociedade exigem bastante do ser humano, os questionamentos, estereótipos, exigências sociais, globalização e expressões midiáticas têm gerado bastante angústia e sofrimento, levando o indivíduo a, com frequência, questionar sua própria existência, seja pessoal ou profissionalmente”, ressalta Rosane sobre a importância do papel do profissional de psicologia, cuja graduação tem a duração de cinco anos.

Para algumas áreas de atuação, existe ainda a necessidade de cursos de especialização e pós-graduação, ou mesmo o início de um processo psicoterapêutico e/ou supervisão clínica – no caso da área clínica. Em relação à atuação no mercado de trabalho, o profissional em psicologia pode estar presente em setores mais tradicionais – psicologia clínica, escolar e organizacional –, na área do trabalho (empresas, fábricas e área de gestão) ou mesmo em setores mais recentes. “Alguns com menos de dez anos de mercado, como esportes, saúde pública, jurídica e home care”, enumera a especialista.


Incidência de aids aumenta 170% em Caruaru em cinco anos

24 de agosto de 2015 | postado por Cinthya Leite
Em Caruaru, teste de aids é realizado no Centro de Testagem e Aconselhamento (Foto: Helia Scheppa/Acervo JC Imagem)

Em Caruaru, teste de aids é realizado no Centro de Testagem e Aconselhamento (Foto: Helia Scheppa/Acervo JC Imagem)

Pela primeira vez, ao longo de 17 anos, o número dos casos de HIV/aids alcançou três dígitos na cidade de Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Em 2014, foram 111 casos registrados – 89 a mais do que em 1997, quando foi notificado o primeiro caso de HIV/aids na cidade. Outro detalhe que chama atenção é a evolução das notificações em cinco anos. Em 2009, foram registrados 41 pessoas vivendo com HIV/aids em Caruaru, o que mostra um crescimento de 170% dos novos casos, em comparação com 2014. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde.

A título de comparação, houve queda de 12,8% na incidência na capital pernambucana. Foram 448 casos em 2008, e 391 em 2014, segundo a Secretaria de Saúde do Recife.

Infográfico: Ana Carolina Soriano/Editoria de Artes - JC

Infográfico: Ana Carolina Soriano/Editoria de Artes – JC

“As pessoas parecem ainda estar autoconfiantes. Há quem ainda não ache necessário usar preservativo durante as relações sexuais porque acredita que só quem pega HIV é o vizinho. Além disso, o abuso de bebida alcoólica pode contribuir com o aumento no número de casos. Sabemos que, quando a pessoa está embriagada, deixa o preservativo de lado ou o usa de forma incorreta”, explica a coordenadora de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Aids e HIV de Caruaru, Scheyla Maria Silva Gonçalves.

A tendência é que, na cidade, o ano de 2015 também feche com uma maior incidência de HIV/aids, pois já foram registrados 61 casos até 31 de maio – apenas quatro casos a menos do que todo o ano de 2011.

Em Caruaru, as atividades de prevenção, diagnóstico e assistência são realizadas através do Centro de Testagem e Aconselhamento (Coas/CTA) e do Centro de Saúde Amélia de Pontes – Serviço de Atenção Especializada (SAE), ambos no Centro da cidade. Mais informações: 81 3701-1428.


A catarata acomete 28,7% dos brasileiros com mais de 60 anos (Foto: Free Images)

A catarata acomete 28,7% dos brasileiros com mais de 60 anos (Foto: Free Images)

Principal causa de cegueira reversível no mundo, a catarata é responsável, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), por 51% dos casos de perda de visão. É causada por uma lesão que torna opaco o cristalino, lente natural do olho, o que leva ao comprometimento da visão. A doença atinge 28,7% dos brasileiros com mais de 60 anos, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada sexta-feira (21/8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

“A catarata existe em qualquer faixa etária e pode se desenvolver por várias razões”, explica a oftalmologista Nara Galvão, do Hospital da Visão de Pernambuco (HVISÃO). De acordo com a profissional, as causas para o surgimento da catarata incluem doenças como rubéola na gestante (que faz com que o bebê já nasça com a catarata), traumas e acidentes oculares, além do uso continuado de drogas, principalmente, corticoides. O tipo mais comum da catarata, porém, está relacionado à idade. “Trata-se, portanto, não de uma doença, mas do envelhecimento de uma estrutura do próprio olho, conhecida como cristalino”, explica Nara.

As queixas mais comuns dos pacientes são visão borrada e troca mais frequente dos óculos de grau sem a consequente melhora na acuidade visual. A oftalmologista cita outras: “Sensação de nuvem, mudança na percepção das cores, percepção de distorções de imagem e halos ao redor das luzes. Nos casos mais extremos, vem a cegueira”.

A cirurgia é o único método eficaz para tratar a perda de visão causada pela catarata. Uma das vantagens do procedimento é que o paciente não precisa esperar a catarata evoluir, podendo realizá-lo já no aparecimento dos primeiros sintomas. “O campo da cirurgia de catarata é o que vem mais evoluindo tecnologicamente”, explica Nara. “Hoje operamos um olho com anestesia tópica, com uso de colírios e géis anestésicos, com uma incisão de pouco mais de 2 milímetros e sem a necessidade de sutura. A catarata é fragmentada dentro do próprio olho e removida por essa mínima abertura”, completa a médica.

Retirada a catarata, o espaço antes ocupado por ela é preenchido por uma lente intraocular, que não apresenta rejeição pelo organismo e tem ainda a vantagem de poder corrigir o grau que o paciente apresentava antes do procedimento – miopia, hipermetropia, astigmatismo ou presbiopia (a visão de perto ruim após os 40 anos de idade).

“O destaque é a cirurgia de catarata a laser, da qual nem todos os serviços de oftalmologia dispõem ainda. Na prática, a cirurgia se torna mais segura e mais previsível que antes. O laser veio para tornar o procedimento, que dura em média de 10 a 15 minutos, ainda mais seguro”, avalia a profissional.


Imagem do livro (Foto: divulgação)

Advogado Eneas Mato, especialista em responsabilidade civil, alia a teoria do erro médico à prática das ações de responsabilidade médica (Foto: divulgação)

O advogado especialista em responsabilidade civil Eneas Matos se prepara para lançar o livro “Erro Médico e o Judiciário – Teoria e Prática da Responsabilidade Civil Médica e sua Interpretação pelos Tribunais”. A obra será apresentada durante a 3ª edição da HOSPITALMED 2015, feira de feira de produtos, equipamentos, serviços e tecnologias para hospitais, laboratórios, clínicas e consultórios do Norte e Nordeste do Brasil. O evento acontecerá de 2 a 4 de setembro, no Centro de Convenções de Pernambuco.

Professor Doutor da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo) e advogado especialista em Responsabilidade Civil, Eneas Matos alia a teoria à prática das ações de responsabilidade médica. Questões de suma importância para casos de responsabilidade civil médica não tratadas no livro; por exemplo, sobre as excludentes específicas de responsabilidade que podem ocorrer neste campo do direito, como causa pré-existente, causa superveniente, estado da ciência, fato imprevisível e inevitável, inexistência de culpa, atendimento de urgência e condições particulares do paciente.

Dados da Obra:
Título: “Erro médico e o Judiciário – Teoria e Prática da Responsabilidade Civil Médica e sua Interpretação pelos Tribunais”
Autor: Eneas Matos
Editora: Academia Olímpia Editora
ISBN: 978-85-64900-07-3
Formato: 14 x 21 cm.
Mês e ano de Publicação: Maio/2015
Lançamento: 02.09.15 | Horário: a partir das 17h15, no 4º Congresso Norte-Nordeste de Gestão em Saúde – Auditório Beberibe
Preço de lançamento na HOSPITALMED 2015 (com 50% de desconto): R$ 34


 
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