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Casa Saudável

Plantão contra dengue no Recife é intensificado neste sábado

3 de julho de 2015 | postado por Cinthya Leite
Para controlar a epidemia da dengue,  Vigilância Ambiental da Prefeitura do Recife tem experimentado o uso de larvicidas biológicos em vários bairros da cidade (Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem)

Para controlar a epidemia da dengue, Vigilância Ambiental da Prefeitura do Recife tem experimentado o uso de larvicidas biológicos em vários bairros da cidade (Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem)

Por causa das fortes chuvas que ocorreram nos últimos dias, a Vigilância Ambiental do Recife vai intensificar o plantão contra a dengue deste sábado (4) em obras, especialmente de terminais integrados de passageiros, além de unidades de saúde da capital.

Entre os locais programados, estão os terminais de Joana Bezerra, Perimetral I, localizado na Av. Caxangá, Perimetral II, no bairro do Cordeiro, além da Upinha Bongi – Novo Prado, Policlínica Agamenon Magalhães, em Afogados, Maternidade Bandeira Filho, Hospital da Mulher, Compaz (Abdias de Carvalho), Museu dos Sertões II, Geraldão e Pátio do Estacionamento da Prefeitura do Recife.

A Prefeitura do Recife ainda informa que a parceria entre a Secretaria de Saúde do Recife e o Exército possibilitou a visita de 108.101 imóveis nos oito distritos sanitários da cidade, sendo superada a meta inicial de 90 mil casas e estabelecimentos comerciais previstos.

Os agentes de saúde ambiental e controle de endemias (asaces) supervisionaram toda a ação. A iniciativa teve como proposta intensificar, durante 30 dias de trabalho, o alerta à população sobre os riscos da dengue e o controle dos focos do mosquito Aedes aegyptna capital.

“O trabalho do controle do vetor com a contribuição do Exército foi fundamental no momento de pico da sazonalidade da doença, para o período do ano”, avalia o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia.

A secretária executiva de Vigilância à Saúde, Cristiane Penaforte, reforçou que a parceria do Exército permitiu uma maior cobertura das ações de controle da dengue. “Conseguimos reduzir os casos da doença e potencializar o trabalho dos asaces, no que se refere à eliminação dos focos do mosquito e ainda a ações educativas com a população, especialmente nos imóveis onde havia resistência para as visitas”, conclui Cristiane.

 


O DHA está presente, em altas quantidades, no leite materno (Foto: Free Images)

O DHA está presente, em altas quantidades, no leite materno (Foto: Free Images)

Os pediatras nunca falaram tanto como agora sobre o DHA, sigla em inglês que batiza um ácido graxo do tipo ômega-3: o docosahexanoico. Curiosas e sempre empenhadas em buscar alternativas que possam promover a saúde das crianças, as mães também estão interessadas em saber sobre essa substância, já reconhecida no meio médico como um neuronutriente capaz de estimular o desenvolvimento mental e cognitivo dos pequenos. Por isso, o DHA ganha até o título de vitamina para o cérebro, que tem boa parte formada (85%) durante os primeiros cinco anos de vida.

Nesse cenário, a gente esclarece a principal dúvida das mães: onde é possível encontrar o DHA? “Ele está presente no leite materno e em alguns alimentos, como a gema do ovo e os peixes que vivem em águas profundas e frias”, diz o pediatra e nutrólogo Mário Falcão, professor do Departamento de Pediatria da Universidade de São Paulo (USP). Ele esteve no Recife recentemente para conversar com médicos sobre o assunto. Salmão, atum, bagre, sardinha e bacalhau são os peixes a que Mário se refere.

De acordo com o pediatra, um detalhe importante é que, para os bebês que mamam contarem com os benefícios oferecidos pelo DHA, as mães devem ter uma dieta rica no nutriente desde a gestação. Durante o período da amamentação, elas também devem continuar com essa alimentação, já que o leite materno passa para o neném o DHA, essa gordura benéfica ao cérebro das crianças.

Grávidas devem seguir uma dieta rica em DHA, pois o cérebro começa a ser estruturado ainda no útero (Foto: Free Images)

Grávidas devem seguir uma dieta rica em DHA, pois o cérebro começa a ser estruturado ainda no útero (Foto: Free Images)

A preocupação pode aparecer quando as mães, por algum motivo, não conseguem amamentar o bebê e precisam recorrer aos leites artificiais. “Atualmente, há toda uma engenharia alimentar voltada para o desenvolvimento de produtos que se aproximam um pouco do leite materno”, diz Mário. Entre os produtos mencionados por Mário, estão os compostos lácteos destinados às crianças com até 5 anos. São leites enriquecidos com DHA – a indústria extraiu essa gordura benéfica e inseriu em compostos lácteos. “O leite de vaca, que não tem DHA, é totalmente inadequado para as crianças até 3 anos”, avisa o especialista.

Vale frisar que a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Associação Brasileira de Nutrologia já recomendam a ingestão de DHA na gestação e nos primeiros anos de vida. “Até os 6 meses, aconselhamos a amamentação exclusiva. Se a mãe segue uma dieta com alimentos ricos em DHA, o bebê que mama contará com todas as vantagens desse neuronutriente, que promove o desenvolvimento neurológico e também visual dos pequenos”, frisa Mário.

Mercado brasileiro já tem compostos lácteos enriquecidos com DHA (Foto: Free Images)

Mercado brasileiro já tem compostos lácteos enriquecidos com DHA (Foto: Free Images)

Depois dos 6 meses, deve-se oferecer comidinhas e continuar com a amamentação até os 2 anos. “Nesse processo de introdução de novos alimentos, é fundamental acrescentar ao cardápio os peixes e a gema de ovo.”

Para as mães que não amamentam, Mário indica os leites enriquecidos com DHA para os bebês. Como 85% do cérebro se desenvolvem durante os primeiros cinco anos de vida, o especialista recomenda que, dos 6 meses aos 5 anos, sejam incluídos compostos lácteos enriquecidos com o nutriente . Também devem ser oferecidos alimentos com altas quantidades de DHA, como a gema do ovo e os peixes de águas profundas e frias. É importante que o pediatra seja consultado antes de as mães oferecerem qualquer produto aos pequenos.


Mais de 90% das mulheres se incomodam com a pele do rosto, diz pesquisa

3 de julho de 2015 | postado por Cinthya Leite
Mais da metade das mulheres se incomodam com as linhas de expressão (Foto: Free Images)

Mais da metade das mulheres não convivem bem com as linhas de expressão (Foto: Free Images)

A pesquisa O que a sua pele conta, realizada pelo Ibope Inteligência a pedido da marca de nutricosmético Imedeen, revela que 94% das mulheres, de 30 a 60 anos, têm algum sinal na pele do rosto que as incomoda. Quando questionadas sobre qual seria esse sinal, as linhas de expressão foram apontadas por mais da metade das mulheres (56%).

As entrevistadas declararam não ter problemas em assumir a idade: 96% dizem a verdade quando são questionadas, mas o levantamento constatou que duas, em cada três mulheres, têm medo de que a pele do rosto envelheça. Além disso, 48% afirmam sentir insegurança e, às vezes, até feias.

A pesquisa também mostrou que 52% das entrevistadas começam a sentir as mudanças na pele do rosto a partir da terceira década de vida. De acordo com o estudo, as rugas também causam incômodo entre as entrevistadas: 55% das mulheres disseram não conviver bem com esse sinal de envelhecimento da pele.

Rotina de cuidados e vaidade

Quando os sinais de envelhecimento começam a aparecer, 70% das entrevistadas disseram ter mudado a rotina. Além disso, 94% delas buscam praticidade. E mais da metade das mulheres (66%) afirmaram dedicar, em média, 15 minutos por dia em seus cuidados com a pele do rosto.

Quando o assunto é vaidade, 98% das mulheres disseram que gostam de sentir bonitas, mas sem cometer exageros. A busca por uma pele mais natural e saudável é uma preocupação recorrente, pois a pele do rosto foi associada à saúde e bem-estar por 43% das mulheres que participaram da pesquisa.

Sobre o levantamento 

A pesquisa O que a sua pele conta foi realizada com 500 mulheres, de 30 a 60 anos, com ensino médio ou superior completo e incompleto, das classes A, B e C, das cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. Realizada pelo Ibope Inteligência e desenvolvida pelo nutricosmético Imedeen, a enquete teve coleta online no período de 17 de abril a 4 de maio de 2015.


Operadoras aderem ao projeto Parto Adequado

3 de julho de 2015 | postado por Cinthya Leite
Na rede privada, o índice de cesarianas chega a 84% (Foto: Divulgação)

Na rede privada, o índice de cesarianas chega a 84% (Foto: Divulgação)

Em continuidade às ações em prol do parto normal e da redução de cesarianas desnecessárias, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) realizou, na quarta-feira (1º/7), a assinatura de Termos de Cooperação com 31 operadoras apoiadoras do projeto Parto Adequado e com entidades representativas do setor.

Durante o evento, realizado no Rio de Janeiro, os representantes das operadoras tiveram a oportunidade de trocar experiências positivas e de abordar dificuldades relacionadas ao incentivo ao parto normal.

“A parceria entre a ANS, os hospitais, as operadoras e os profissionais da saúde para a mudança de modelo de atenção à saúde e de financiamento do setor é a única forma de construção de uma saúde suplementar sustentável, com melhores resultados assistenciais e melhor custo-efetividade”, enfatizou a diretora de Desenvolvimento Setorial da ANS, Martha Oliveira.

Sobre o Projeto Parto Adequado

A iniciativa, desenvolvida em parceria com o Institute for Healthcare Improvement (IHI), busca identificar modelos inovadores de atenção ao parto, capazes de promover a melhor qualidade do cuidado e a segurança da mulher e do bebê. O objetivo é incentivar o parto normal e reduzir a ocorrência de cesarianas desnecessárias, tanto na saúde suplementar como no sistema público.

No Brasil, a taxa de cesariana no setor privado de saúde é de 84% e no público chega a 40%, enquanto Europa e EUA têm índices em torno de 30%.


O Mãe Coruja está em 105 municípios, sendo 103 com gestão estadual e dois com cooperação técnica entre o Estado e as cidades de Ipojuca e Recife (Foto: Edmar Melo/JC Imagem)

O Mãe Coruja está em 105 municípios, sendo 103 com gestão estadual e dois com cooperação técnica entre o Estado e as cidades de Ipojuca e Recife (Foto: Edmar Melo/JC Imagem)

Depois de alcançar uma redução de 26,3% do coeficiente de mortalidade infantil por mil nascidos vivos ao longo de cinco anos, o Programa Mãe Coruja Pernambucana entra numa nova fase, com a meta de ampliar o atendimento à primeira infância (fase que contempla crianças até sete anos) através de um plano de desenvolvimento para essa faixa etária. Esse assunto ganha vez nesta quinta-feira (2), durante o 4º Encontro do Programa Mãe Coruja, realizado no Centro de Convenções de Pernambuco. O encontro reúne cerca de 500 pessoas, entre profissionais e técnicos que atuam no programa, da Região Metropolitana do Recife ao Sertão do Estado.

“Continuamos com o desafio de reduzir a mortalidade, mas agora as crianças já não morrem tanto e precisamos cuidar melhor delas. Então, o foco hoje do Mãe Coruja está muito voltado para o desenvolvimento infantil, o cuidar dessa criança até que ela consiga ter condição ideal de entrar na escola e ser uma cidadão de direito e prioridade”, diz a coordenadora do programa, Bebeth de Andrade de Lima.

Assim, o evento desta quinta-feira, segundo Bebeth, tem como foco a troca de experiências e o alinhamento de conhecimentos para seguir essa nova caminhada. “Temos o cuidado de alinhar o conhecimento, mas sabemos que os profissionais trabalham de uma forma no Sertão, de outra na Mata e no Agreste. Esperamos que, com esse encontro, esses profissionais saiam fortalecidos e animados para enfrentar os novos desafios que a cada ano se renovam”, frisa Bebeth.

Saiba mais

Premiado internacionalmente pela Organização das Nações Unidas (ONU) e Organização dos Estados Americanos (OEA) por ter se tornado referência no cuidado e atenção na área materno e infantil, o Mãe Coruja conseguiu reduzir a mortalidade infantil em Pernambuco de 25,8 por mil nascidos vivos, em 2007, para 16 por mil, em 2012. Agora, o novo desafio do programa, destacado por Bebeth de Andrade Lima, é investir no desenvolvimento infantil.

Criado em 2007 e instituído como política pública por meio da Lei 13.959, em 2009, o Mãe Coruja está presente em 105 municípios, sendo 103 com gestão estadual e dois com cooperação técnica entre o Estado e as cidades de Ipojuca e Recife. Em todos os municípios onde o programa está presente existe um espaço de referência denominado Canto Mãe Coruja, destinado ao acolhimento, monitoramento e promoção de ações intersetoriais envolvendo 14 secretárias estaduais.

O Mãe Coruja Pernambucana contabiliza hoje cerca de 140 mil mulheres cadastradas e 80 mil crianças acompanhadas. O Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos e Maternidade do Ministério da Saúde apontam uma redução de 45% na mortalidade infantil em Pernambuco. A taxa foi reduzida, em média, no mesmo período, em 14% nos municípios do Mãe Coruja e em 5% em todo o Estado, de acordo com dados do Comitê Estadual de Morte Materna.

 


Imagem de menino (Foto: Photl.com)

Dados da Unicef apontam que apenas 39% das crianças que são acometidas pela diarreia recebem tratamento adequado (Foto: Photl.com)

A diarreia é a segunda doença que mais mata crianças menores de cinco anos em todo o mundo. Para ter uma ideia, no Brasil, uma pesquisa do Datasus registrou, no ano de 2013, 64.509 internações de crianças no Sistema Única de Saúde (SUS) com esse diagnóstico. Já dados do Fundo das Nações Unidades para a Infância (Unicef) apontam que apenas 39% das crianças que são acometidas pelo problema recebem tratamento adequado. Os especialistas alertam: um dos fatores que mais contribuem para a morte dos pequenos pacientes é a falta de informação.

A diarreia causa perda de água e eletrólitos, resultando no aumento do volume, frequência das evacuações e na diminuição da consistência das fezes. Os médicos consideram como diarreia quando a criança tem, pelo menos, três episódios de evacuações em um período de 24 horas. Boca seca, olhos fundos e sem brilho, choro sem lágrimas, sonolência ou irritabilidade e diminuição importante da quantidade de urina são outros sintomas de alerta. Os principais causadores da doença são infecções por vírus, bactérias e outros parasitas que se instalam no organismo. “Os agentes causadores da diarreia em geral provocam lesão na mucosa do intestino e/ou alteram o funcionamento das células intestinais, ocasionando a perda de água e sais minerais”, explica a médica Talita Poli Biason, gerente médica da unidade MIP Aché.

Um dos tratamentos recomendados pelos especialista é o uso do zinco no combate à diarreia aguda em crianças menores de cinco anos. “Para a reconstrução da mucosa intestinal, o zinco tem um papel fundamental, pois ajuda a regenerar o tecido da região, podendo diminuir os efeitos da doença no organismo. A suplementação com zinco tem sido utilizada por trazer bons resultados. Estudos mostram que quando o mineral é usado por 10 a 14 dias após o início do episódio, é capaz de reduzir a duração da diarreia aguda em 25% e diminuir a incidência de novos episódios da doença por até três meses”, explica a médica. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o principal tratamento contra a diarreia aguda deve combater duas frentes: tanto através do consumo de suplemento de zinco, como reposição de água e sais minerais, feita por meio da ingestão de líquidos e de soro de reidratação oral.

Ingerir água e alimentos contaminados por bactérias, vírus ou parasitas provenientes de fezes humanas e de animais são as principais causas do surgimento da diarreia aguda. Por isso, a gerente médica da unidade MIP Aché orienta que para evitá-la as pessoas devem prestar bastante atenção à higiene, tomando alguns cuidados, como, por exemplo, utilizar apenas água potável, tanto para beber quanto para cozinhar, e, quando isso não for possível, fervê-la antes de consumi-la; lavar bem as mãos antes de preparar ou consumir qualquer alimento, sendo que em situações que não der para fazê-lo, usar álcool em gel para assepsia; higienizar os alimentos crus antes de consumi-los é também fundamental.

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Infância limitada pela dor do reumatismo

1 de julho de 2015 | postado por Cinthya Leite
 (Foto: Free Images)

Cerca de 25% das doenças reumáticas ocorrem geralmente no universo de pacientes com menos de 16 anos (Foto: Free Images)

A garota Beatriz chega a um ambulatório de reumatologia depois de ser encaminhada pelo pediatra com queixa de dor e inchaço no joelho esquerdo e tornozelo direito, sintomas que fazem parte do dia a dia da menina há cerca de três meses. Ao andar, ela manca. Além disso, o joelho está inchado, com aspecto mais gordinho e quente. Após examinar Beatriz, o reumatologista pediátrico falou para os pais: “A filha de vocês tem artrite idiopática juvenil”.

Essa história está no guia Meu filho tem artrite, uma publicação da organização não governamental (ONG) Acredite, que proporciona suporte ao tratamento médico de crianças e adolescentes que convivem com doenças reumáticas, como a artrite idiopática juvenil (AIJ). À primeira vista, a enfermidade pode causar estranhamento, já que muita gente relaciona reumatismo à população idosa. Mas acredite: apesar de soarem como um problema de saúde mais vivenciado no processo de envelhecimento, as doenças reumáticas também podem acometer crianças e adolescentes.

Acredita-se que cerca de 25% das doenças reumáticas ocorram geralmente no universo de pacientes com menos de 16 anos nos países desenvolvidos. Os especialistas desconfiam de que esse percentual seja subestimado nos países em desenvolvimento como o Brasil, onde a febre reumática ainda é negligenciada pelas políticas de saúde que não registram os casos e nem têm controle sobre o tratamento contínuo dos pacientes.

Conheça as doenças reumáticas mais comuns na infância

Conheça as doenças reumáticas mais comuns na infância

“No Brasil, a febre reumática ainda tem sido a mais comum das doenças reumáticas, segundo levantamentos epidemiológicos. Acredito, no entanto, que brevemente esse cenário será invertido, pois passamos a ver mais casos de artrite idiopática juvenil nos consultórios”, diz o reumatologista André Cavalcanti, membro da Comissão de Reumatologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

O médico, que está à frente do Ambulatório de Reumatologia Pediátrica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC/UFPE), chama atenção para o fato de algumas das doenças reumáticas causarem efeitos que vão além da inflamação das articulações. “São enfermidades que podem acometer rins, pulmão, coração, sistema nervoso central, pele, sangue e olhos. Por isso, é importante fazer um diagnóstico precoce e iniciar um tratamento adequado”, diz André.

Muitas dessas enfermidades, segundo o especialista, têm um caráter autoimune. É o caso da artrite idiopática juvenil, que está relacionada a alterações do sistema imunológico, de causa ainda desconhecida. Na criança ou adolescente com a doença, as células que têm como missão defender o organismo de agressores (como bactérias) passam justamente a atacá-lo. É assim que nasce um processo inflamatório, que prejudica as articulações, causa inflamação e dor.

Nos pequenos pacientes com a doença, a principal manifestação clínica mescla a dor com inchaço e aumento de temperatura de uma ou mais articulações. E mais: a dor pode ser mínima ou inexistente. Por isso, o diagnóstico pode atrasar em alguns casos. “Felizmente, as crianças com a doença estão chegando mais cedo nos consultórios. Há situações em que não demoramos mais de um mês para detectar a artrite idiopática juvenil. Isso é muito bom porque iniciamos o tratamento cedo”, diz André.

A cada 100 crianças, duas vão a consultas médicas devido a queixas reumatológicas (Foto: Free Images)

A cada 100 crianças, duas vão a consultas médicas devido a queixas reumatológicas (Foto: Free Images)

Esse salto, que promove o diagnóstico rápido e o início imediato do tratamento, vem de uma ligação íntima dos reumatologistas com outras especialidades médicas. “Os pediatras e ortopedistas estão mais alertas em relação a queixas que levam a suspeitar de doenças reumáticas na infância. Assim, o encaminhamento para o reumatologista tem sido mais rápido”, informa André, que chama atenção para o fato de alguns casos de artrite idiopática juvenil passarem a ser investigados após um trauma. “A criança cai, e os pais observam a junta inchada. Há situações em que a queda não foi a causa da inflamação. A criança caiu porque o inchaço da articulação favoreceu o tombo.”

A boa notícia é que, graças aos avanços no tratamento da artrite idiopática juvenil e de outras doenças reumáticas, os pequenos pacientes conseguem ter qualidade de vida e evitar a incapacidade física. Os medicamentos disponíveis conseguem controlar a inflamação da articulação e a dor, além de evitar deformidades. A terapêutica pode incluir anti-inflamatórios, corticoides em alguns casos, imunossupressores e imunobiológicos. “Cada caso deve ser olhado individualmente. Apesar de não falarmos em cura, sabemos que a doença é passível de controle, o que leva a criança a ter qualidade de vida”, conclui André Cavalcanti.


Imagem de mulher cabisbaixa (Foto: Free Images)

Em relação à satisfação quanto ao tempo de lazer, os brasileiros (28%) ficam atrás apenas dos japoneses (30%) e dos russos (31%) (Foto: Free Images)

Uma pesquisa recente da empresa global de estudos GfK apontou que o Brasil está entre os três países com mais pessoas não muito satisfeitas ou totalmente insatisfeitas com seu tempo de lazer, com percentual de 28% dos entrevistados. Os brasileiros ficam atrás apenas dos japoneses (30%) e dos russos (31%). O estudo envolveu 22 países e realizou 27 mil entrevistas online com pessoas maiores de 15 anos

Por outro lado, os mais felizes são os norte-americanos que, apesar de conhecidos por seus poucos dias de férias por ano, se mostram contentes com a quantidade de tempo de lazer de que dispõem. Quase sete em cada dez entrevistados (69%) disseram se sentir completa ou suficientemente satisfeitos. O segundo lugar foi para os ingleses e canadenses, 67%, seguidos pelos belgas e alemães (66%).

Na média global, 58% das pessoas afirmaram estar completa ou suficientemente satisfeitas com a quantidade de tempo que dedicam à diversão. Entre os números, 16% dos entrevistados disseram estar completamente satisfeitos, enquanto 42% afirmaram estar suficientemente satisfeitos. No total, apenas 18% estão insatisfeitos, incluindo os 4% que se declararam totalmente insatisfeitos com a quantidade do tempo de lazer.

A pesquisa foi destinada a empresas que oferecem produtos ou serviços voltados ao lazer e a períodos de relaxamento, como férias e folgas. “Essas descobertas são valiosas para todas as empresas que oferecem produtos ou serviços dedicados ao lazer e a períodos de relaxamento, porque permitem identificar de que forma a mensagem pode ser refinada para ser mais claramente entendida por cada grupo. As pessoas menos satisfeitas com seu tempo de lazer provavelmente responderão mais efetivamente a ofertas focadas no melhor aproveitamento de seu limitado tempo livre, e tendem a apresentar melhor aderência a atividades criadas especificamente para os seus períodos irregulares de lazer”, explica Eliana Lemos, diretora da GfK.

Aposentadoria

Os entrevistados com mais de 60 anos foram o que demonstraram maior satisfação com a quantidade de seu tempo de lazer, com 31% completamente satisfeito e 46% suficientemente satisfeito.


Fique atento à higiene das alfaces americanas e cenouras

1 de julho de 2015 | postado por Cinthya Leite
Entre as alfaces, uma foi considerada fraca no quesito de higiene e uma aceitável (Foto: Free Images)

Entre as alfaces, uma foi considerada fraca no quesito de higiene e uma aceitável (Foto: Free Images)

A Proteste Associação de Consumidores fez uma série de análises e constatou que 18 marcas de alfaces americanas e cenouras apresentaram falta de higiene. Três marcas de cenouras obtiveram classificação fraca; e cinco, aceitável. Entre as alfaces, uma foi considerada fraca no quesito de higiene e uma aceitável.

O processamento leva à destruição das células vegetais e a alterações no metabolismo que resultam na redução da vida útil desses vegetais. Segundo a Proteste, a legislação brasileira não contempla uma análise tão rigorosa desses produtos. Ela requer, apenas, que estejam livres da presença de salmonela e limita a quantidade de coliformes fecais.

A boa notícia é que não foi encontrada nenhuma bactéria patogênica (aquelas capazes de transmitir doenças) nas amostras analisadas, nem matérias macro e microscópicas prejudiciais à saúde humana. Mas foram detectadas contagens muito altas de micro-organismos mesófilos e coliformes totais, que são indicadores de qualidade higiênica inadequada.

Por não atenderem as boas práticas existentes, os resultados das análises foram enviados às Vigilâncias Sanitárias das localidades onde as marcas testadas são produzidas, solicitando a fiscalização dos respectivos fornecedores.

Confira aqui os detalhes da análise de alfaces americanas e cenouras.


Imagem do Hope (Foto: Divulgação)

Avaliação é periódica e visa garantir a qualidade da assistência ao paciente; equipe do Hope, atuante na área há 29 anos, alcançou o desempenho exigido em dois anos de trabalho (Foto: Divulgação)

O Hospital de Olhos de Pernambuco (Hope), atuante no segmento oftalmológico do Estado há 29 anos, recebeu o certificado de qualidade oferecido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), por meio do Instituto Qualisa de Gestão (IQG). O método voluntário de avaliação é periódico e tem o objetivo de garantir a qualidade da assistência ao paciente, por meio de padrões, definidos antecipadamente, pelas instituições competentes.

De acordo com Cyntia Santiago, diretora do Hope, foram necessários dois anos de trabalho para que o hospital pudesse concluir com êxito o processo de avaliação da acreditação. “Quando a gente começa a caminhada rumo à acreditação, naturalmente, temos a sensação de que todo o esforço realizado, toda a dedicação tem como objetivo a conquista de um certificado de excelência. Aos poucos, com todo o envolvimento e o sentimento de time que toma conta das pessoas, com a exaustão compartilhada, com cada degrau galgado, percebemos que o certificado é simplesmente o alvo formal que nos norteia com prazos e critérios, mas a conquista, de fato, vem antes dele e gradativamente: vem durante o processo, no caminhar, no aprendizado, no amadurecimento coletivo, na cumplicidade construída”, comemora.

Sobre a ONA

A Organização Nacional de Acreditação (ONA) certifica a qualidade de serviços de saúde no Brasil, tendo como foco principal a segurança do paciente. Sua metodologia de avaliação atende a padrões internacionais de qualidade e segurança. O manual de acreditação é reconhecido pela ISQua (Sociedade Internacional pela Qualidade no Cuidado à Saúde, na sigla em inglês), instituição parceira da OMS (Organização Mundial de Saúde) e que tem entre seus membros especialistas e organizações de saúde de mais de 100 países.


 
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