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13/05/18
Glaucius está à espera de Miguel. A esposa, Amanda, está na 27ª semana de gestação. As ultrassonografias são feitas por ele, em casa, onde o obstetra se sente rodeado (também) pelo amor dos outros dois filhos: Alana, 12, e João Pedro, 5 (Foto: Guga Matos/JC Imagem)
Glaucius está à espera de Miguel. A esposa, Amanda, está na 27ª semana de gestação. As ultrassonografias são feitas por ele, em casa, onde o obstetra se sente rodeado (também) pelo amor dos outros dois filhos: Alana, 12, e João Pedro, 5 (Foto: Guga Matos/JC Imagem)

Glaucius Nascimento: Anjo da guarda de mães e bebês lança livro sobre milagres na obstetrícia

13 / maio
Publicado por Cinthya Leite em Blog - 13/05/2018 às 16:38

Empatia, segurança e confiança são três palavras que se conectam ao obstetra pernambucano Glaucius Nascimento, 41 anos, que ficou conhecido como o ‘anjo da guarda de mães e bebês’. O título ganhou notoriedade depois que o médico salvou Michelle e Maysa, mãe e filha, que sobreviveram a um parto extremamente difícil há 1 ano e 4 meses. Prestes a dar à luz, ela teve uma parada cardíaca; ficou quase 10 minutos sem dar sinal de vida. E a menina nasceu em situação de morte aparente. Um caso bastante raro e que ocorre em torno de um para cada 30 mil nascimentos.

Essa é uma das histórias marcantes relacionadas à gravidez e ao nascimento vividas nos 15 anos de carreira do obstetra. Está tudo relatado no livro Milagres que a obstetrícia me proporcionou (Editora Pandorga, 208 páginas), lançado ontem no Recife. Voltada para casais que desejam engravidar, para aqueles que passaram por perdas gestacionais e, claro, para qualquer pessoa que deseje ler sobre renascimento e espiritualidade, a obra também demonstra o poder da fé.

“A persistência desses casais fez a diferença na minha vivência médica. A experiência me proporcionou participar de momentos singulares em minha vida pessoal e de casos surpreendentes relacionados à gravidez e ao nascimento”, conta Glaucius, que há sete anos experimentou a mesma sensação de mulheres e homens que tiveram perdas gestacionais. “No dia 10 de abril de 2011, minha esposa, Amanda, já estava com 35 semanas de gravidez quando sentiu o bebê parar de mexer. Ela tinha trombofilia (condição que pode levar a complicações gestacionais e a abortos de repetição), que só foi diagnosticada a partir dessa perda. Me senti o pior dos obstetras”, relembra, que estava fazendo doutorado em saúde maternoinfantil quando quase desacreditava no seu dom de salvar vidas. “Não consegui evitar as complicações de minha esposa e o óbito de meu filho. Hoje eu entendo. Obstetrícia, muitas vezes, é um esporte radical, é muito traiçoeiro.”

Na época, ele deixou o doutorado, passou a se dedicar ainda mais ao consultório e decidiu enfrentar todos os seus medos. “Com uma equipe excelente, ajudamos muitos casais a alcançarem o sonho de formarem sua família. E eu acho que eu faço parte desse sonho”, relata o obstetra, que não deixa de associar a espiritualidade à especialidade médica. “É tudo muito emocionante. Nos últimos anos, eu sempre tenho colocado músicas no parto. Noto que acalma o ambiente, deixa a mulher mais à vontade e permite um nascimento tranquilo e humanizado.”

E é assim que Glaucius vai acumulando doses de gratidão e reflete sobre o seu dom de salvar vidas. “No que não pude fazer com a minha esposa e com o meu filho (não tinha como; era impossível), acabei me aperfeiçoando ainda mais para poder ajudar outras pessoas”, diz Glaucius, que está à espera de Miguel. A esposa, a estudante de nutrição Amanda Cruz, 33 anos, está na 27ª semana de gestação. As ultrassonografias são feitas por ele, em casa, onde o obstetra se sente rodeado (também) pelo amor dos outros dois filhos: Alana, 12, e João Pedro, 5. Que as histórias de renascimento conduzidas pelas mãos de Glaucius levem inspiração para muitas famílias neste Dia das Mães.


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