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09/02/18
Carnaval é sinônimo de glitter e toques de purpurina por todos os lados, principalmente na região do rosto. Mas é preciso ter cuidado na hora de aplicar os produtos para evitar problemas nos olhos e na pele (Foto: Dayvison Nunes/JC Imagem )
Carnaval é sinônimo de glitter e toques de purpurina por todos os lados, principalmente na região do rosto. Mas é preciso ter cuidado na hora de aplicar os produtos para evitar problemas nos olhos e na pele (Foto: Dayvison Nunes/JC Imagem )

Vai caprichar na maquiagem para a folia? Veja dicas para evitar alergias, infecções e arranhões na córnea

09 / fev
Publicado por Cinthya Leite em Blog - 09/02/2018 às 10:43

Glitter, confetes, espumas e serpentinas fazem a alegria dos brasileiros durante a maratona de festas do Carnaval. O uso desses enfeites pode fazer a folia ficar muito mais divertida, mas também pode trazer riscos à saúde ocular de adultos e crianças.

As espumas utilizadas nas brincadeiras de Momo podem se tornar as principais vilãs desta época do ano. As maquiagens estão entre os principais adereços das festas e são aplicadas perto dos olhos, o que representa riscos. A oftalmologista Núbia Vanessa, do CBV Hospital de Olhos, em Brasília, explica que os cuidados devem ser redobrados. “As pálpebras e a região periorbicular possuem uma pele sensível e extremamente fina, e podem sofrer queimaduras com produtos não adequados que se tornam ainda mais graves quando expostas ao sol.” Alergias de contato e até infecções, entre elas o terçol e a conjuntivite, são algumas complicações ainda mais sérias que podem surgir com a falta de cuidado.

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Quando em contato com as vistas, os confetes e serpentinas também podem danificar a região. Caso isso aconteça, deve-se lavar os olhos com água em abundância pode solucionar o problema. Se o incômodo persistir, a ajuda médica pode ser necessária.

O glitter, muito utilizado para compor as fantasias, oferece grande risco à saúde ocular. “A utilização desse produto, na área dos olhos, pode causar microlesões na córnea, o que também pode desencadear o quadro secundário de infecções.” Segundo a especialista, esse produto pode penetrar na parte interna das pálpebras. A lesão ocorre ao tentar tirar ou coçar a vista.

A oftalmologista oftalmologista Ana Karina Téles frisa que, por segurança, todo e qualquer acidente ocular com glitter e maquiagens deve ser visto e analisado por um especialista, principalmente se resultar em irritações prolongadas ou acúmulo de secreção amarelada (Foto: Divulgação)

Para evitar problemas, a oftalmologista Ana Karina Téles, do Centro de Olhos, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, reforça que é preciso cautela na hora da aplicação do glitter (ou mesmo da remoção). Essa atitude evitar contato com a superfície ocular e a região das pálpebras. Ela lembra que, caso esse material atinja os olhos e traga incômodos, o primeiro passo é lavar com água corrente ou soro fisiológico.

“A pessoa não deve mexer para que os grãos não aprofundem e seja preciso um procedimento maior para remoção. Também não se recomenda coçar nem tentar retirar o glitter em casa. Isso evita que o material fino e áspero venha a arranhar a córnea, que é uma estrutura bastante sensível”, enfatiza Ana Karina. “Por segurança, todo e qualquer acidente ocular com glitter e maquiagens deve ser visto e analisado por um especialista, principalmente se resultar em irritações prolongadas ou acúmulo de secreção amarelada.”

E como a folia acontece em aglomerações, facilita-se a propagação de doenças como a conjuntivite bacteriana e viral. “O quadro geralmente inclui olhos vermelhos e lacrimejantes, dor ao olhar para a luz, secreção e olhos colados ao acordar, sensação de areia nos olhos e pálpebras inchadas. Uma das maneiras de reduzir as chances de contágio é evitar compartilhar objetos pessoais como óculos escuros e até maquiagem. Lavar as mãos com frequência, evitando colocá-las nos olhos, e usar álcool em gel, quando não for possível a higienização das mãos, com água é fundamental”, orienta Ana Karina.

Crianças

A utilização de cosméticos em crianças precisa ter o dobro de cautela. Até os 2 anos de idade, não se recomenda pinturas na face. “Crianças maiores podem usar maquiagem específica para a faixa etária, que são feitas a base de água”, explica a médica. Além disso, crianças com qualquer histórico de alergia não devem utilizar pinturas na face e, caso houver qualquer reclamação por parte dos pequenos, os cosméticos devem ser removidos imediatamente do rosto.

Dicas

Para garantir a diversão sem complicações, Núbia ressalta alguns detalhes que precisam de atenção extra na hora de se produzir para a festa:

– Produtos não adequados, como maquiagem vencida e tinta de tecido, não devem ser utilizados

– Os pincéis utilizados para fazer a maquiagem devem estar devidamente higienizados

– Cílios postiços e cílios de LED contêm colas muito fortes, o que pode causar alergias nas pálpebras

– Maquiagem e lentes de contato não devem ser compartilhadas com outras pessoas. Esses produtos devem ser de uso individual


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