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13/01/18
O dióxido de carbono, ingrediente indispensável na composição do refrigerante, faz com que as células liberem o hormônio da fome, a grelina, e naturalmente isso faz sentir fome (Foto ilustrativa: Pixabay)
O dióxido de carbono, ingrediente indispensável na composição do refrigerante, faz com que as células liberem o hormônio da fome, a grelina, e naturalmente isso faz sentir fome (Foto ilustrativa: Pixabay)

Refrigerantes liberam mais hormônio da fome, o que aumenta a vontade de comer

13 / jan
Publicado por Cinthya Leite em Blog - 13/01/2018 às 18:51

Do Jornal da USP

O refrigerante foi criado em 1676, mas a configuração atual, com água e gás misturados, só surgiu no início de 1886. E logo o refrigerante cairia no gosto da população e seu consumo explodiria. Hoje, integra uma dieta que preocupa países em todos os cantos do mundo. Com grandes quantidades de açúcar, o refrigerante está associado ao aumento da obesidade. Mas as bebidas gasosas, como o refrigerante, engordam mesmo?

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Pesquisa recente na Universidade Birzeit, na Cisjordânia, e teste similar encomendado pela BBC afirmam que sim. O dióxido de carbono, ingrediente indispensável na composição do refrigerante, faz com que as células liberem o hormônio da fome, a grelina, e naturalmente isso faz sentir fome.

Ao analisar esses resultados, a professora Rosa Wanda Diez Garcia, do curso de Nutrição da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP/USP), diz que os estudos apontam outros problemas, além do aumento da fome, como a descalcificação do esmalte dos dentes, aumento do risco de câncer de pâncreas, até mesmo de próstata, doenças cardíacas, aumento do diabete, risco de danos hepáticos, risco de Alzheimer e até mesmo interfere na questão do comportamento. Segundo a professora, o alto índice de açúcar modifica o mecanismo cerebral, aumentando a hiperatividade e a agressividade.


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