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02/12/17
Anticoncepcional é o método mais usado pelas brasileiras para diminuir incômodos da menstruação
Anticoncepcional é o método mais usado pelas brasileiras para diminuir incômodos da menstruação

Pesquisa aponta que quase 90% das brasileiras gostariam de decidir quando menstruar

02 / dez
Publicado por Priscila Miranda em Blog - 02/12/2017 às 8:00

SÃO PAULO – Uma pesquisa feita pelo Datafolha, encomendada pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) em parceria com a Bayer, apontou que o incômodo causado pela menstruação faz com que a maioria das brasileiras não deseje menstruar. Entre as 2.004 mulheres de 18 a 35 anos ouvidas, os dados mostram que 55% delas não gostam de menstruar e quase 90% gostariam de decidir o período do próprio ciclo.

“Entre as que não gostam de menstruar, a principais queixas são o desconforto, a cólica e a irritabilidade. Um terço delas gostaria de nunca menstruar”, diz o médico César Fernandes, presidente da Febrasgo.

O estudo, feito em oito capitais do País, mostrou que, no Recife, as mulheres são as que deram maior nota, numa escala de 0 a 10, para a importância de poder escolher quando menstruar – 74% das entrevistadas no Brasil acreditam que o planejamento da menstruação dá mais controle da vida. O uso da pílula foi apontado como o método anticoncepcional mais utilizado pelas entrevistadas (34%).

“As mulheres não precisam mais menstruar. Elas sofrem com a menstruação. Há 60 anos, foi criada a primeira pílula anticoncepcional e, de lá pra cá, a medicina avançou para evitar os efeitos colaterais”, afirma o ginecologista José Bento.

No Recife, a designer e empresária Raíssa Souto Maior, 26 anos, toma anticoncepcional desde os 15 anos. Há quase três, resolveu acatar a sugestão de sua ginecologista para tomar o remédio continuamente com o objetivo de não menstruar mais. “Eu tenho ovário policístico e melhorou muito. Nos primeiros anos, tomava ele direto, e, na última consulta com a médica, no ano passado, ela me pediu para que, a cada três meses de remédio, eu faça uma pausa após a terceira cartela para que a menstruação venha”, explica.

Raíssa acredita que a decisão de não menstruar a livra do desconforto do fluxo sanguíneo. “Nunca tive TPM, meu humor não muda. O que me incomodava era ter que estar toda hora trocando absorvente. Eu me sinto muito melhor em saber que nas férias, por exemplo, posso ir à praia sem menstruar, tomar banho de piscina sem ter que ficar olhando a data da menstruação, não me preocupo mais com essas coisas”, diz.

Quase metade não se importa em menstruar

Apesar da consciência de que é preciso ter o controle da própria menstruação, as recifenses apresentaram, entre as pesquisadas, o hábito de menstruar mais alto do que entre as moradoras de outras capitais, como Curitiba e Salvador.

A pesquisa, que mostra que 45% das brasileiras gostam de menstruar, também aponta que, das que menstruam, 85% têm fluxo mensalmente. Entre as razões dadas para gostar de menstruar, está a sensação de se sentir saudável (30%), é algo natural do corpo humano (25%) e revela que a mulher não está grávida (24%).

A universitária recifense Pamella Neves, 23 anos, não tem problemas com a menstruação. Por não ter cólicas nem um fluxo grande, não se incomoda quando ela chega. “É muito tranquilo para mim. Acho que é uma coisa saudável. Como não tomo anticoncepcional, também me dá mais segurança de saber que não estou grávida”, explica.

Lançamento de anticoncepcional – No evento para apresentação da pesquisa, a Bayer também lançou o novo concepcional Yaz Flex, que permite que as consumidoras possam escolher, de maneira flexível, quando irão menstruar (para aquelas que têm indicação para utilizar esse tipo de medicação, os médicos recomendam o uso ininterrupto de 24 dias do anticoncepcional, para depois pausar quatro dias. Do 25º ao 120º dia do ciclo, a paciente poderá pausar quatro dias o remédio quando quiser. Depois do 120º dia, ela deve voltar para a pausa de quatro dias).

Vale orientar que qualquer medicação, incluindo os anticoncepcionais, só deve ser tomada com prescrição e orientação médica.

*A repórter viajou a convite da Bayer


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