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Levantamento do Instituto de Pesquisas Uninassau ouviu 624 pessoas, em locais de prova no Recife, sobre bullying (Foto ilustrativa: Pixabay)
Levantamento do Instituto de Pesquisas Uninassau ouviu 624 pessoas, em locais de prova no Recife, sobre bullying (Foto ilustrativa: Pixabay)

Bullying é muito frequente nas escolas, diz maioria dos participantes do Enem no Recife

11 / nov
Publicado por Cinthya Leite em Blog - 11/11/2017 às 19:31

Há palavras estrangeiras que, em pouco tempo, passam de amplamente desconhecida para um termo popular. Bullying é uma delas. Começou a ser usada para definir situações caracterizadas por agressões verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O tema foi mote de levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisas Uninassau, entre participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no último domingo. O estudo, feito com 624 pessoas em locais de prova no Recife, traz à tona o conhecimento, as atitudes e as práticas relacionadas a bullying.

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Entre os entrevistados, 94% já ouviram falar sobre a prática. Desse universo, 62% acreditam que esse conjuntos de agressões é muito frequente nas escolas. “A ideia da pesquisa sobre bullying, entre os participantes do Enem, surgiu após o ocorrido em Goiás”, diz o cientista político e um dos coordenadores do estudo Adriano Oliveira, ao se referir ao episódio, ocorrido no mês passado, em que um adolescente de 14 anos (alvo de bullying) disparou contra colegas numa escola particular em Goiânia.

Um dos recortes do levantamento do Instituto de Pesquisas Uninassau mostra que, apesar de a maioria dos entrevistados alegarem ter ouvido falar sobre o assunto, 40% acreditam que esse tipo de agressão é apenas uma brincadeira de mau gosto. Mas os especialistas não têm dúvida de que o comportamento é maléfico e traz prejuízos físicos e emocionais a quem recebe as agressões.

“É importante a prevenção de atitudes desse tipo porque o bullying interfere até no modo em que a pessoa-alvo se vê. Na escola, temos debatido o tema em projeto interdisciplinar”, conta a estudante da Gisele Carvalho, 18 anos, da Escola de Referência em Ensino Médio Professor Cândido Duarte. Discutir o assunto e adotar ações preventivas contra a violência são realmente um caminho para se construir uma cultura de paz.


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