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09/11/17
SUS disponibiliza medicamentos capazes de minimizar os distúrbios de humor e comportamento associados à doença de Alzheimer (Foto ilustrativa: Pixabay)
SUS disponibiliza medicamentos capazes de minimizar os distúrbios de humor e comportamento associados à doença de Alzheimer (Foto ilustrativa: Pixabay)

Alzheimer: SUS vai oferecer medicamento indicado para o tratamento da doença

09 / nov
Publicado por Cinthya Leite em Blog - 09/11/2017 às 10:33

Com colaboração de Maria Eduarda Bravo, do Portal NE10

O Ministério da Saúde acrescentou, na lista de medicamentos disponibilizados pelo Sistema Único de Saude (SUS), a memantina – substância indicada para o tratamento da doença de Alzheimer em estágios moderados e graves. A informação está no Diário Oficial da União desta quinta-feira (9).

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Segundo a portaria publicada pelo ministério, o governo tem até 180 dias para colocar o medicamento à disposição da população. O pedido já havia sido realizado em julho pela comissão que avalia novas aquisições do SUS, mas foi aprovada só este mês.

Assista ao programa, na TV JC, sobre doença de Alzheimer:

O documento informa que a memantina deve ser combinada a inibidores da acetilcolinesterase nos casos moderados da doença de Alzheimer. Já em casos graves, o medicamento pode ser usado isoladamente. A substância não é indicada para casos leves.

O remédio e medicamentos similares genéricos, aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), são vendidos apenas sob prescrição médica.

Como o medicamento funciona?

As alterações na transmissão de sinais no cérebro causam a perda de memória, que é um dos sintomas da doença de Alzheimer. Os receptores do tipo N-metil-D-aspartato (NMDA) estão envolvidos na transmissão de sinais nervosos nas áreas do cérebro relacionadas com a aprendizagem e memória. O cloridrato de memantina atua nestes receptores (NMDA) como antagonista, melhorando assim a transmissão dos sinais nervosos e a memória.

Saiba mais sobre Alzheimer

A cada três segundos no mundo, segundo a Federação Internacional de Alzheimer, há um novo caso de demência – nome que designa síndromes cerebrais degenerativas e progressivas que afetam a memória, o pensamento e o comportamento. A doença de Alzheimer é o tipo de demência mais comum, sendo responsável por até 70% dos casos. Associada ao envelhecimento, as síndromes demenciais estão cada vez mais frequentes e afetam a vida de 50 milhões de pessoas no planeta. Esse número deve aumentar para 131,5 milhões de doentes em 2050, caso estratégias de redução de risco não forem implementadas.

Apesar de não existirem atitudes capazes de garantir 100% que a doença de Alzheimer não se desenvolva ao longo da vida, especialistas asseguram que hábitos saudáveis podem ajudar a reduzir a possibilidade de se ter a enfermidade. “Um estudo publicado recentemente no The Lancet (revista médica britânica) mostrou que a adoção de nove medidas em conjunto pode diminuir em 35% a chance de desenvolvimento de Alzheimer”, destaca o médico Alexandre de Mattos, preceptor de geriatria do Hospital Universitário Oswaldo Cruz da Universidade de Pernambuco. Entre os fatores de risco modificáveis e passíveis de controle, estão sedentarismo, perda auditiva, hipertensão arterial, diabete, obesidade, tabagismo e depressão.


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