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07/11/17
Pessoas com diabetes precisam tomar uma série de decisões relacionadas ao tratamento da doença, como medir a glicemia, tomar medicamentos, exercitar-se regularmente e ajustar os hábitos alimentares (Foto ilustrativa: Pixabay)
Pessoas com diabetes precisam tomar uma série de decisões relacionadas ao tratamento da doença, como medir a glicemia, tomar medicamentos, exercitar-se regularmente e ajustar os hábitos alimentares (Foto ilustrativa: Pixabay)

Diabetes: primeira insulina biossimilar do Brasil será 70% mais barata do que a concorrente

07 / nov
Publicado por Gustavo Belarmino em Blog - 07/11/2017 às 16:42

SÃO PAULO – Aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no primeiro semestre de 2017, a Basaglar, primeira insulina biossimilar disponível no mercado brasileiro, chega às farmácias do País entre o fim de novembro e início de dezembro com um diferencial competitivo. O preço de venda deve ser 70% menor, em comparação à concorrente direta, a Lantus. Para os pacientes com diabetes que precisam do medicamento, a empresa garante similaridade comprovada em relação ao medicamento referência.

O assunto foi debatido em São Paulo, na manhã desta terça-feira (7), durante o encontro Diabetes: os desafios da adesão e do acesso aos novos tratamentos, que apresentou também o atual panorama da enfermidade, que atinge mais de 14 milhões de brasileiros.

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A Basaglar pertence a uma nova classe de medicamentos, os biossimilares, ainda pouco difundidos no Brasil. O produto teve indicação aprovada para conter os níveis elevados de açúcar no sangue de pacientes adultos e crianças com diabetes tipo 1 e em adultos com diabetes tipo 2, demonstrando eficácia e segurança semelhante às da insulina glargina referência (Lantus), durante o período de estudos clínicos.

A Basaglar chega às farmácias do País entre o fim de novembro e início de dezembro (Foto: Divulgação)

O medicamento, que estará disponível em canetas descartáveis e em refis para serem usados em canetas reutilizáveis, foi desenvolvido por uma aliança entre duas indústrias farmacêuticas: a Eli Lilly e Boerhringer Ingelheim, que têm amplo trabalho desenvolvido na área de diabetes. Foi da Lilly, por exemplo, a primeira insulina produzida em larga escala no mundo.

“Passamos a contar com uma nova opção de insulina igualmente eficaz ao medicamento biológico de referência que, além de mais acessível, oferece um conjunto de ferramentas para apoiar o paciente em sua jornada de tratamento”, afirmou a endocrinologista Marcela Caselato, durante apresentação do produto à imprensa.

O programa de suporte ao paciente consiste em uma série de vídeos educativos para facilitar o início do tratamento com insulinas (www.comecemelhor.com.br). O programa ainda disponibiliza orientações online gratuitas, conduzidas por profissionais de saúde. A endocrinologista Rosângela Réa, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), reforça o programa, elencando tanto a importância da educação quanto a facilidade de acesso aos medicamentos no combate a diabetes. “É preciso que tenhamos pacientes educados e motivados”, destacou.

Números

Segundo dados da sétima edição do Atlas da Diabetes, publicados pela Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês), três quartos (75%) das pessoas diagnosticadas com a doença vivem em países com renda média ou baixa. No Brasil, cerca de 14 milhões de pessoas convivem com a doença, e as projeções para o futuro têm esfera de epidemia. A estimativa é que, em 2040, 23 milhões apresentem a enfermidade no País. No mundo, serão 642 milhões.

A insulina é o hormônio que permite às células do corpo absorverem e utilizarem a glicose presente no sangue como energia. O pâncreas saudável libera insulina de duas formas: pequenas quantidades ao longo do dia (basal) e volumes maiores durante as refeições (bolus). A glargina é uma insulina de longa ação que mantém os níveis basais do hormônio no organismo ao longo do dia, reproduzindo uma das funções do pâncreas.

* O jornalista viajou a convite da Eli Lilly e Boehringer Ingelhei​m​


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