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27/10/17
Quanto mais cedo o câncer de mama for descoberto, mais altas as chances de cura. Por isso, certamente, a mamografia tenha sido um dos exames mais debatidos, na área médica, nos últimos anos (Foto:  Fernando da Hora/Acervo JC Imagem)
Quanto mais cedo o câncer de mama for descoberto, mais altas as chances de cura. Por isso, certamente, a mamografia tenha sido um dos exames mais debatidos, na área médica, nos últimos anos (Foto: Fernando da Hora/Acervo JC Imagem)

Câncer de mama: saiba o que é boato e o que é verdade sobre a mamografia

27 / out
Publicado por Cinthya Leite em Blog - 27/10/2017 às 12:07

Mamografia é um exame fundamental para o diagnóstico do câncer de mama e, no âmbito da saúde coletiva, contribui com a redução da mortalidade pela doença em até 20%. No entanto, despontam ainda algumas dúvidas sobre o procedimento. Para tirar dúvidas sobre o assunto, as médicas Norma Maranhão e Beatriz Maranhão, do Lucilo Maranhão Diagnósticos, esclarece o que é mito e o que é verdade sobre o exame.

O autoexame dispensa a mamografia?

Não dispensa. O autoexame funciona apenas para guiar alguma dúvida diagnóstica, alteração palpável ou achado novo. O procedimento não é seguro para dizer que não existe alteração maligna. Dessa forma, a mamografia deve ser utilizada para encontrar achados que não apresentam sintomas.

Assista ao programa, na TV JC, sobre o assunto:

A mamografia é o principal exame para detecção do câncer de mama?

É um dos principais exames, já que é feito para rastrear. A mamografia foi o único exame que mostrou redução de mortalidade do câncer de mama.

A mamografia dói?

Geralmente não causa dor, mas algumas pacientes apresentam uma sensibilidade natural, chamado de mastalgia (dores nas mamas). Para elas, a compressão da mamografia termina sendo sentida, causando relatos de dor durante a realização do exame.

“Não há um ‘combo de exames’ a ser solicitado para todas as mulheres. Para cada tipo de mama, existe um rastreio. Os casos são analisados individualmente”, salienta a médica radiologista Beatriz Maranhão (Foto: Thiago Carvalho/Divulgação)

A mamografia funciona apenas para identificar o câncer de mama?

O exame detecta câncer e alterações (benignas) pós-cirúrgicas, além de avaliar implantes mamários.

A mamografia digital é melhor do que a convencional?

A mamografia digital é muito superior à convencional. Além de emitir menor radiação, ainda apresenta melhor qualidade de imagem.

A mamografia é cara?

Relativamente não é um exame caro e é disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Próteses de silicone atrapalham a mamografia?

Para quem tem silicone, o exame é feito de maneira diferente. Nesses casos, a mamografia precisa de um pouco mais de imagens. Por isso, são oito radiografias, quatro de cada mama. São quatro com a prótese e quatro com uma manobra com a técnica que afasta a prótese para cima e para trás, sendo possível radiografar apenas o tecido mamário.

Todas as mulheres devem realizar a mamografia a partir da mesma idade?

A recomendação atual é de que deve ser realizada anualmente a partir dos 40 anos para pacientes que não apresentam fatores de risco e, a partir dos 35 anos, para pacientes do grupo de risco.

Gestantes podem fazer mamografia?

Paciente gravida não deve fazer mamografia. Se ao fizer o exame, contudo, não souber da gravidez, por estar ainda nas primeiras semanas de gestação, não há risco de teratogenicidade para o feto, pois a radiação do exame é mínima.

A mamografia pode ser substituída por ressonância magnética ou ultrassonografia?

A mamografia não pode ser substituída por ultrassom e ressonância; são exames complementares. Confira abaixo as diferenças.

Saiba mais:

Mamografia: É indicada como rastreio para paciente acima dos 40 anos. É fundamental para avaliação de alterações e calcificações suspeitas, sendo o único método que rastreia tais calcificações.

Ultrassonografia: É método complementar para avaliação da mamografia, avaliação de nódulos, implantes e alterações palpáveis em mamas jovens.

Ressonância: É indicada para pacientes com alto risco de ter o câncer de mama, em estadiamento pré-operatório e com avaliação para quimioterapia neoadjuvante.


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