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11/08/17
No primeiro semestre deste ano, foram realizados 516 transplantes de córnea, número 28% maior em relação ao ao ano passado (Foto ilustrativa: Pixabay)
No primeiro semestre deste ano, foram realizados 516 transplantes de córnea, número 28% maior em relação ao ao ano passado (Foto ilustrativa: Pixabay)

Pernambuco zera fila de espera para transplante de córnea

11 / ago
Publicado por Malu Silveira em Blog - 11/08/2017 às 11:05

Do Jornal do Commercio

Primeiro lugar no Norte e Nordeste em número de transplantes de córnea, o Estado de Pernambuco alcançou o status de córnea zero – meta estabelecida pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) e indica a situação em que o paciente que precisar de um transplante não necessita esperar pelo tecido porque ele já está disponível para a cirurgia. No primeiro semestre deste ano, foram realizados 516 transplantes de córnea. Isso significa um aumento de 28% em relação ao mesmo período do ano passado, com 404 procedimentos.

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Desde julho, toda pessoa com indicação para transplante de córnea – depois de realizar os exames necessários para ser inscrito na fila de espera – fará o transplante em até 30 dias (status de córnea zero). O Estado já tinha alcançado esse título em janeiro de 2013, mantendo até 2015. Qualquer paciente que morre em unidade hospitalar, seja por morte encefálica ou por parada cardíaca, pode doar a córnea, que dura até 14 dias após a retirada.

Além de córnea, segundo a ABTO, o Estado é primeiro, no Norte e Nordeste, em transplantes de rim, coração, pâncreas e medula óssea, mantendo a colocação do balanço relativo ao primeiro trimestre deste ano. Em relação a coração, Pernambuco ainda é o segundo no Brasil, atrás apenas de São Paulo. “Esses números refletem o trabalho que estamos desenvolvendo, em parceria com os profissionais de saúde, para reforçar a importância da identificação de potenciais doadores, o diagnóstico de morte encefálica e a realização correta de todas as etapas para efetivar a doação. Também mostra o empenho das equipes de captação e as transplantadoras, que têm absorvido essa crescente demanda”, explica a coordenadora da Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE), Noemy Gomes.

Ela destaca que o trabalho permanente com o setor de comunicação e a mobilização social têm chamado a atenção dos pernambucanos para a importância da doação de órgãos. “Tudo isso tem trazido importante resultado, que é dar esperança e qualidade de vida para quem estava ou ainda está esperando um órgão ou tecido.”

Atualmente o Estado tem, na fila de espera, 1.021 pacientes, sendo 775 aguardando um rim; 146 córnea; 71 fígado; 16 medula óssea; 9 coração; e 5 rim/pâncreas. “Um paciente com morte encefálica pode tirar da fila de espera até sete pacientes, já que é possível doar dois rins, duas córneas, coração, fígado e pâncreas”, esclarece Noemy.


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