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20/07/17
Resistência aos fármacos se desenvolve quando as pessoas não aderem a um plano de tratamento prescrito pelos médicos (Foto: Pixabay)
Resistência aos fármacos se desenvolve quando as pessoas não aderem a um plano de tratamento prescrito pelos médicos (Foto: Pixabay)

Resistência de vírus da Aids a medicamentos pode atrasar combate à doença, alerta OMS

20 / jul
Publicado por Malu Silveira em Blog - 20/07/2017 às 15:37

Com informações da agência internacional da WHO

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou nesta quarta-feira (20) um alerta aos Países para a crescente tendência de resistência do vírus HIV aos medicamentos. Segundo relatório da entidade, baseado em pesquisas realizadas ao redor do mundo, esse comportamento pode prejudicar o progresso no combate a Aids. A resistência aos fármacos se desenvolve quando as pessoas não aderem a um plano de tratamento prescrito, muitas vezes porque não têm acesso consistente a tratamento e cuidados de qualidade.

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Segundo o documento, dos seis dos 11 países pesquisados na África, Ásia e América Latina, mais de 10% dos pacientes que iniciaram a terapia anti-retroviral apresentaram uma cepa de HIV resistente a algunds dos remédios mais utilizados na intervenção terapêutica da doença. Uma vez que o limite de 10% foi atingido, a OMS recomenda que esses países revisem urgentemente seus programas de tratamento de HIV.

O aumento das tendências da resistência aos medicamentos pode levar a mais infecções e mortes. Uma estimativa da OMS aponta 135 mil mortes adicionais e 105 mil novas infecções nos próximos cinco anos se nenhuma ação for tomada. Os custos de tratamento do HIV poderiam aumentar em US$ 650 milhões adicionais durante esse período.

“A resistência aos medicamentos antimicrobianos é um desafio crescente para a saúde global e o desenvolvimento sustentável. Precisamos abordar de forma proativa os níveis crescentes de resistência aos medicamentos contra o HIV, se quisermos atingir o objetivo global de acabar com a Aids até 2030”, alertou Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS.

Os indivíduos com resistência aos fármacos podem começa a falhar na terapia, além de terem chance de transmitir vírus resistentes a drogas para outros. O nível do vírus HIV no sangue aumentará, a menos que eles mudem para um regime de tratamento diferente, o que poderia ser mais caro – e, em muitos países, ainda mais difícil de obter.

Das 36,7 milhões de pessoas que vivem com o HIV em todo o mundo, 19,5 milhões de pessoas acessaram a terapia anti-retroviral em 2016. A maioria dessas pessoas está indo bem, com o tratamento demonstrado altamente eficaz na supressão do vírus do HIV. Mas um número crescente está enfrentando as conseqüências da resistência aos medicamentos.

Para nortear os países que enfrentam dificuldades, a OMS começou a emitir novas orientações para ajudar as autoridades a combater a resistência aos medicamentos contra o HIV. Estes recomendam que os países monitorem a qualidade de seus programas de tratamento e tomem medidas assim que a falha do tratamento for detectada.

“Precisamos garantir que as pessoas que iniciam o tratamento possam permanecer em um tratamento eficaz, para evitar o surgimento da resistência aos medicamentos contra o HIV”, explica Gottfried Hirnschall, diretor do Departamento de HIV da OMS e Programa Global de Hepatite. “Quando os níveis de resistência aos medicamentos contra o VIH se tornam elevados, recomendamos que os países mudem para uma terapia alternativa de primeira linha para aqueles que estão iniciando o tratamento”, acrescenta o especialista.

A luta contra a resistência aos medicamentos contra o HIV exigirá o envolvimento ativo de uma ampla gama de parceiros. Um novo Plano de Ação Global de cinco anos solicita a todos os países e parceiros que se juntem esforços para prevenir, monitorar e responder à resistência aos medicamentos contra o HIV e para proteger o progresso em curso no sentido do Objetivo de Desenvolvimento Sustento de acabar com a epidemia de AIDS até 2030. Além disso, a OMS Desenvolveu novas ferramentas para ajudar os países a monitorar a resistência aos medicamentos contra o HIV, melhorar a qualidade dos programas de tratamento e a transição para novos tratamentos contra o HIV, se necessário.


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