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O músico Hermeto Pascoal é embaixador da campanha 'Albinismo: além do que se vê', da Sociedade Brasileira de Dermatologia (Foto: Reprodução/SBD)
O músico Hermeto Pascoal é embaixador da campanha 'Albinismo: além do que se vê', da Sociedade Brasileira de Dermatologia (Foto: Reprodução/SBD)

“Nossa pele é delicada, não é problemática”, diz Hermeto Pascoal em campanha sobre o albinismo

13 / jun
Publicado por Cinthya Leite em Blog - 13/06/2017 às 11:22

“Nossa pele é delicada, não é problemática”, diz o músico Hermeto Pascoal, embaixador da campanha Albinismo: além do que se vê, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). A iniciativa homenageia este Dia da Consciência Internacional sobre o Albinismo (13 de junho) – data em que a SBD reforça orientações sobre o assunto nas redes sociais. Em vídeo, Hermeto Pascoal manda recado para a sociedade, a fim de diminuir o preconceito vivido pelas pessoas com albinismo.

Assista ao vídeo da campanha:

“Eu gosto muito da minha cor, eu acho que ela que me influencia para fazer muitas coisas. Nunca senti preconceito, porque quem sente preconceito não se sente feliz com si próprio. Os momentos que são aparentemente mais difíceis, são os mais maravilhosos para mim porque são a provação. O mundo é provação, meu amigo”, frisa o artista.

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Nesta data, os dermatologistas orientam sobre prevenção ao dano solar. O acompanhamento do paciente com albinismo, segundo a SBD, envolve cuidados adequados com a visão e com a pele, que deve ser avaliada periodicamente para que sinais do surgimento de câncer da pele sejam identificados precocemente e consequentemente a conduta adequada seja instituída.

Características do albinismo

Em cada 20 mil pessoas no mundo, uma apresenta alguma forma de albinismo, uma condição em que há incapacidade da produção da melanina, que é um filtro solar natural e que dá cor à pele, pelos, cabelos e olhos. A pessoa albina não consegue se defender da exposição ao sol, e a consequência imediata é a queimadura solar, principalmente na infância, quando o controle é mais difícil. Sem a prevenção, as pessoas com albinismo envelhecem precocemente e desenvolvem câncer da pele agressivo e precoce.

Saiba mais

Pele: Esse é o principal diagnóstico para identificação do albinismo. Apesar disso, pode variar em diferentes tons, do branco ao marrom. Para algumas pessoas com albinismo, a pigmentação da pele não muda nunca. Para outras, no entanto, ela pode aumentar com o passar do tempo, principalmente durante a infância e a adolescência.

“Eu gosto muito da minha cor, eu acho que ela que me influencia para fazer muitas coisas”, diz Hermeto Pascoal (Peça da campanha da SBD, com foto de Gustavo Lacerda)

Cabelo: A cor varia de tons muito brancos até o castanho, dependendo muito da quantidade de melanina produzida. Pessoas com albinismo e que tenham ascendência africana ou asiática podem apresentar cabelo louro, ruivo ou castanho. A cor do cabelo também pode escurecer com o passar dos anos, conforme aumenta a produção de melanina.

Olhos: A cor dos olhos de uma pessoa com albinismo pode variar do azul muito claro ao castanho e, assim como a cor da pele e do cabelo, também pode mudar conforme a idade. O albinismo também costuma levar ao surgimento de sinais e sintomas diretamente relacionados à visão, como o movimento rápido e involuntário dos olhos, estrabismo, miopia, hipermetropia, fotofobia e outros.

Diagnóstico: Para análise completa, é necessário exame físico, oftalmológico minucioso e comparação da pigmentação da pele e do cabelo com a de parentes. Em geral, é possível determinar um caso de albinismo apenas por meio da observação clínica, uma vez que a maioria dos casos da doença leva ao desenvolvimento de sintomas bastante característicos.

Acompanhamento: É necessário atendimento oftalmológico e dermatológico adequados. É imprescindível acompanhar os sinais na pele, buscando detectar possíveis anormalidades e indícios do surgimento de lesões que possam levar ao câncer da pele, uma das principais complicações do albinismo.

Cuidados: O uso de filtros solar é essencial para pessoas com albinismo. Além disso, é importante que os pacientes evitem ao máximo a exposição solar de alto risco, sem tomar os cuidados necessários. Se possível, o uso de roupas compridas, que cubram regiões normalmente expostas ao sol, também deve ser priorizado, além de óculos escuros com proteção contra os raios UVA e UVB.


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