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O teste é feito no pé, que é uma região bastante irrigada do corpo, o que facilita o acesso ao sangue para a coleta da amostra (Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem)
O teste é feito no pé, que é uma região bastante irrigada do corpo, o que facilita o acesso ao sangue para a coleta da amostra (Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem)

Junho lilás: 80% dos bebês fazem tardiamente o teste do pezinho em Pernambuco

07 / jun
Publicado por Cinthya Leite em Blog - 07/06/2017 às 9:29

Cor que simboliza tranquilidade e transformação, lilás foi escolhida para emoldurar uma campanha que chama a atenção das famílias e dos profissionais de saúde sobre o primeiro passo para definir o futuro do bebê: o teste do pezinho – exame simples, obrigatório e rápido que deve ser realizado após as primeiras 48 horas do nascimento e até o 5º dia de vida do neném. O teste, especialmente se for feito nesse período, identifica seis doenças genéticas ou congênitas passíveis de tratamento, mas que não apresentam sinais ao nascimento. Essa é a mensagem da campanha Junho Lilás, idealizada pela União Nacional dos Serviços de Referência em Triagem Neonatal e pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo. O movimento ganhou força na terça-feira (6/6), quando o Dia Nacional do Teste do Pezinho foi lembrado em várias cidades brasileiras.

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Em Pernambuco, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) fez um alerta: só 72% dos recém-nascidos passam pela triagem (o Ministério da Saúde preconiza cobertura acima de 90%); outros 28% dos bebês não chegam aos serviços de saúde para fazer o exame. Também preocupa saber que, entre os nenéns que fazem o teste do pezinho, apenas 20% deles são submetidos ao exame no período ideal: entre o 3º e o 5º dia de vida. Ou seja, 80% dos bebês passam tardiamente por essa triagem em Pernambuco.

A pequena Maria Heloísa, que nasceu antes do previsto, no dia 28 de maio, deu o seu primeiro passo ao ser submetida ao teste do pezinho. “É um exame que fala sobre a possibilidade de os bebês terem alguma doença. Eles não devem deixar de fazer”, conta a mãe da menina, a frentista Gisele Maria Ferreira (Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem)

No Estado, desde 2001, quando o Ministério da Saúde instituiu o Programa Nacional de Triagem Neonatal, 340 crianças foram diagnosticadas com hipotireoidismo congênito, 37 com fenilcetonúria, 14 com fibrose cística e 528 com doença falciforme e outras hemoglobinopatias. Além desses números, há outros pacientes que foram encaminhados aos serviços antes de o teste ser ampliado, no Serviço Único de Saúde (SUS), para diagnosticar as seis doenças. “No Imip (Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira), por exemplo, há mais 128 casos de fibrose cística em acompanhamento. E no Hemope (Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco), há mais de mil em tratamento para doença falciforme”, informa a coordenadora de Triagem Neonatal da SES, Telma Costa.

Assista ao vídeo do Ministério da Saúde sobre a triagem: 

A rede de acompanhamento e tratamento em Pernambuco ainda contempla o Hospital Barão de Lucena, com assistência para casos de fenilcetonúria e hipotireoidismo congênito. “O ideal é que profissionais da maternidade orientem os pais a irem a um ponto de coleta, próximo à residência, para o bebê fazer o teste. Não há período inadequado para a criança ser submetida ao exame, mas o diagnóstico precoce é importante para se iniciar o tratamento em tempo hábil”, complementa Telma.

“Se o teste do pezinho detectar alguma doença, o ideal é que o bebê esteja em tratamento antes de completar 28 dias de vida. É importante para evitar sequelas”, afirma Telma Costa (Foto: Miva Filha/SES/Divulgação)

Ela também chama a atenção para os casos em que, nem sempre, o teste do pezinho pode ser realizado entre o 3º e o 5º dia de vida. “No caso de prematuros, o médico avalia se o recém-nascido apresenta uma situação de saúde delicada (o que pode inviabilizar a triagem no período ideal)”, destaca Telma. Na terça-feira (6/6), Dia Nacional do Teste do Pezinho, a pequena Maria Heloísa, que nasceu antes do previsto, no dia 28 de maio, deu o seu primeiro passo ao ser submetida ao teste do pezinho. “É um exame que fala sobre a possibilidade de os bebês terem alguma doença. Eles não devem deixar de fazer”, conta a mãe da menina, a frentista Gisele Maria Ferreira, 28 anos, que sentiu como a picadinha no calcanhar ajuda os pequenos a chegarem ao mundo com o pé direito.


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