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Sobrepeso, hipertensão e diabetes são alguns dos fatores de risco para a pré-eclâmpsia, doença hipertensiva que pode atingir diversos órgãos da gestante (Foto: Pixabay)
Sobrepeso, hipertensão e diabetes são alguns dos fatores de risco para a pré-eclâmpsia, doença hipertensiva que pode atingir diversos órgãos da gestante (Foto: Pixabay)

Dia da Pré-eclâmpsia: data alerta para riscos da doença à saúde da gestante e do bebê

18 / maio
Publicado por Malu Silveira em Blog - 18/05/2017 às 18:27

Com informações da Agência Unifesp de notícias

Provavelmente você já deve ter ouvido falar em pré-eclâmpsia, mas pode ter certa dificuldade em saber exatamente do que se trata. Apesar do nome difícil, a expressão é, na verdade, uma enfermidade recorrente e grave se a paciente não receber os devidos cuidados. Doença hipertensiva desenvolvida na segunda metade da gestação, a pré-eclâmpsia atinge cerca de 10% das gestantes em todo o mundo, sendo responsável pela morte de 76 mil mulheres e de 500 mil crianças por ano. Nos países pobres ou em desenvolvimento, o índice de mortalidade materna pode chegar aos 16%.

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Para conscientizar a população e profissionais de saúde sobre os riscos dessa doença, a Sociedade Internacional de Estudos sobre Hipertensão na Gravidez (ISSHP) realizará na próxima segunda-feira (22) o Primeiro Dia Mundial da Pré-Eclâmpsia. Quando há uma disfunção na formação da placenta, o organismo desencadeia uma inflamação generalizada no corpo da mulher, podendo afetar diversos órgãos, a exemplo do fígado, rins e cérebro. “Os sintomas clínicos aparecem na segunda metade da gestação, ou seja, após a 20ª semana. Um aspecto importante a ser considerado é que quanto mais cedo aparecem os sintomas, mais grave é sua forma clínica”, ressalta o obstetra Nelson Sass, vice-reitor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e professor associado livre-docente do Departamento de Obstetrícia da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp).

Os principais sintomas da pré-eclâmpsia são: elevação da pressão arterial, dificuldade para respirar, dores de cabeça e abdominal (na região do estômago), náuseas ou vômitos após os três primeiros meses da gestação, inchaço no rosto e nas mãos, alterações na visão, como borramento, luzes piscando ou perda de visão, e ganho de peso de 1 kg ou mais em uma semana. A doença pode ainda causar convulsões e diversas sequelas. Em casos mais graves, também pode levar ao óbito da gestante.

Não há meios de prevenir a pré-eclâmpsia, mas a identificação precoce de alguns fatores de riscos antes do início da gravidez é fundamental para definir o acompanhamento adequado. Sobrepeso, hipertensão, diabetes, idade superior a 40 anos, primeira gestação e histórico familiar são alguns deles. “É preciso haver uma rede de proteção atenta a esse problema, capaz de identifica-lo o mais cedo possível e direcionar essa paciente a um centro de referência”, ressalta Sass.

A antecipação do parto e a consequente retirada da placente, segundo o especialista, é a única intervenção que pode permitir a reversão da doença. Outros tratamentos, como o uso de medicamentos para reduzir a pressão ou o sulfato de magnésio (substância mais indicada para esses casos) também são importantes para o controle da paciente, mas não garantem a estabilidade e nem o prolongamento da gestação. Vale reforçar que essas intervenções, quando aplicadas em tempo oportuno, podem reduzir os riscos à saúde da mãe do bebê.


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