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Cuidados básicos com eletrônicos podem evitar ou minimizar muitos danos à saúde ocular dos jovens a longo prazo (Foto: Pixabay)
Cuidados básicos com eletrônicos podem evitar ou minimizar muitos danos à saúde ocular dos jovens a longo prazo (Foto: Pixabay)

Exposição incorreta no uso de eletrônicos pode prejudicar visão de crianças e adolescentes

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Publicado por Malu Silveira em Blog - 05/04/2017 às 15:39

Numa rotina que inclui muito tempo de exposição às telas de computadores, tablets e smartphones, a visão das crianças e adolescentes merece cuidado redobrado. Entre os fatores que os pais devem ficar atentos, o principal é o modo de exposição a essas ferramentas digitais. Levar em conta alguns cuidados básicos e simples podem evitar ou minimizar muitos danos à saúde ocular dos jovens a longo prazo.

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“A visualização muito perto dos olhos é o que força a musculatura ocular, sobrecarregando o trabalho do olho para enxergar nitidamente”, explica o oftalmologista Rafael Arruda, do Hospital de Olhos de Pernambuco (Hope). A distância média recomendada, entre o equipamento eletrônico e os olhos, é de aproximadamente 35 cm. Esse cuidado pode evitar problemas visuais no futuro. “É provável que as luzes ou imagens dos eletrônicos seduzam mais e levem a criança ou adolescente a querer ver cada vez mais de perto”, avalia.

De acordo com o médico, a aproximação excessiva tem aumentado os casos de miopia, distúrbio que impede a visão nítida de objetos situados a uma certa distância, além de pequenos desvios, conhecidos como insuficiência de convergência dos olhos. “A fadiga visual provocada pela exposição incorreta pode ou não precisar ser corrigida com óculos de grau. É importante estar atento à forma como as crianças utilizam os aparelhos e também se elas têm alguma queixa na visão, sobretudo nas atividades escolares ou de leitura em geral”, indica o oftalmologista.

Outro cuidado importante é com a iluminação. O indicado é optar por áreas com luminosidade equilibrada para evitar a dilatação da pupila diante da escuridão e, com isso, exigir ainda mais esforço da visão. Também não se deve utilizar colírios sem recomendação médica. É importante, nesse caso, a realização de consultas e exames regulares. O recomendado é que a primeira consulta com o médico oftalmologista, caso a criança não apresente nenhuma anormalidade, ocorra aos três anos de idade. Caso contrário, se os pais perceberem algo incomum, a consulta deverá ser de imediato, principalmente se a família apresenta casos de doenças visuais pregressas.


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