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microscopio-235
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Estudo visa tratar melanoma com Terapia Fotodinâmica

03 / abr
Publicado por Malu Silveira em Blog - 03/04/2016 às 10:00

Imagem de microscópio (Foto: Free Images)
Em cultivo tridimensional, crescimento celular se assemelha ao de tecido natural (Foto: Free Images)

Da Agência USP de notícias

Testes em laboratório realizados no Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP demonstraram que a Terapia Fotodinâmica (TFD), metodologia que consiste na associação de três componentes — luz, fotossensibilizador e oxigênio molecular presente no tecido a ser tratado — poderá ser aplicada no tratamento de melanoma (câncer de pele). A pesquisadora Larissa Satiko Alcântara Sekimoto, integrante do grupo, desenvolveu testes de TFD em células de melanoma, cultivadas por um modelo de cultura tridimensional (ou de tecido in vitro) que é chamado de Método de Levitação Magnética e que foi criado há alguns anos nos Estados Unidos.

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Em busca de um possível tratamento via TFD para pacientes que têm melanoma, Larissa, que foi orientada pela professora Cristina Kurachi, do IFSC, desenvolveu testes in vitro em tumores de melanoma, obtidos a partir do já citado Método de Levitação Magnética. A técnica foi criada em 2013 por Glauco Souza, pesquisador brasileiro que atua na Rice University (Estados Unidos), em conjunto com alguns colaboradores, e trazido ao IFSC por Luis Gustavo Sabino, pesquisador do Grupo de Óptica que visitou a universidade norte-americana, onde aprendeu o uso da técnica que permite obter modelos de tecido ou tumor in vitro em aproximadamente 24 horas.

Ao contrário do cultivo convencional em monocamada, no qual as células se aderem em garrafas de cultura celular, a técnica de cultivo tridimensional, como a de levitação, permite predizer melhor eventos in vivo, pois o crescimento celular se assemelha ao de um tecido natural. “No organismo, as células cancerígenas também crescem tridimensionalmente. Assim, a ação de um dado composto, como a de um fotossensibilizador, é influenciada por sua difusão dentro de um tumor sólido, o que interfere no tratamento de doenças como o melanoma”, explica.

Para que as células malignas se comportassem como se estivessem no organismo humano, elas foram incubadas juntamente com nanopartículas ferromagnéticas e, com a utilização de um ímã (conhecido como neodímio), levitaram, formando os tumores de melanoma. Em seguida, os tumores foram incubados com Photodithazine (molécula fotossensibilizadora que foi aplicada em uma concentração não tóxica) e receberam a aplicação da TFD.

Confira a matéria completa no site da Agência USP de notícias.


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