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Transtornos alimentares podem atingir até 60% dos esportistas

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Publicado por Cinthya Leite em Alimentação - 25/06/2012 às 0:05

Especialistas ressaltam que, entre os indivíduos com transtornos alimentares, o exercício físico excessivo desponta entre os principais métodos para perda de peso descontrolada (Foto: Divulgação - Site stock.xchng)

Endocrinologistas e nutricionistas da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) têm alertado para a relação entre a prática de atividades físicas e o risco do surgimento de transtornos alimentares em pessoas suscetíveis.

Pesquisas revelam que até 60% dos esportistas podem apresentar quadros de transtornos alimentares não especificados, caracterizados por sintomas parciais de distúrbios alimentares, bulimia e anorexia, entre outros problemas que atingem atletas e não-atletas.

No primeiro grupo, os transtornos apresentam maior correlação com a busca por melhores desempenhos. No segundo, aparecem relacionados ao controle de peso.

Em ambos os casos, a incidência varia de acordo com a modalidade esportiva praticada – há esportes em que o índice de transtornos é próximo de zero. Artigo da endocrinologista e diretora da Abeso Claudia Cozer e da nutricionista Fernanda Pisciolaro mostra que, entre os indivíduos com transtornos alimentares, o exercício físico exagerado desponta entre os principais métodos para perda de peso sem controle.

Fazem parte da rotina desse público treinos superiores a duas horas, obrigatoriedade em se exercitar (mesmo quando há indisposição) e compensações quando ocorre uma maior ingestão calórica. Entre aos atletas, a incidência de transtornos alimentares é maior, sobretudo em mulheres.

Os esportes que exigem rigoroso controle de peso por categoria (lutas e fisiculturismo), que expõem o corpo (ginásticas, nado sincronizado, patinação e balé) ou que trabalham com a resistência são os que apresentam maior número de participantes com transtornos.

Não raramente, esse quadro prejudica a qualidade de vida e desempenho do esportista. É importante, então, um trabalho de prevenção nos grupos de riscos e uma intervenção precoce assim que os distúrbios começarem a se desenvolver.


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