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Blog – Casa Saudável

Eletrocardiograma deve ser feito em crianças e adolescentes em início de prática esportiva (Foto: Free Images)

Eletrocardiograma deve ser feito em crianças e adolescentes em início de prática esportiva (Foto: Free Images)

Você sabia que as crianças e adolescentes que pretendem iniciar a prática esportiva ou que possuem histórico de doença cardiovascular na família devem fazer um eletrocardiograma? É o que aconselha o cardiologista Carlos Alberto Pastore, do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). O médico, que presidiu o Congresso Internacional de Eletrocardiologia, que terminou no sábado (27/6), em Comandatuba, na Bahia, define o eletrocardiograma como o RG do coração.

Uma boa consulta cardiológica e um eletrocardiograma bem interpretado podem diagnosticar mais de 90% dos problemas cardíacos, principalmente os congênitos, o que poupa milhares de vidas, segundo o médico. Quanto antes essas doenças forem diagnosticas, maiores as chances de sucesso no tratamento e de que a criança e o adolescente tenham vida normal. Com esse “RG elétrico do coração”, é possível acompanhar o histórico da evolução ou surgimento das doenças do sistema elétrico cardíaco ao longo da vida, explica Pastore.

O cardiologista do Incor ressalta que os jovens cardiopatas, se forem expostos a uma condição de estresse cardiovascular sem preparo, podem ser em breve uma das 140 mil pessoas vítimas de morte súbita anualmente no Brasil. “É um erro as academias e clubes não exigirem avaliação cardiológica para início de atividade física. Mesmo que isso não seja solicitado, os pediatras devem ficar atentos, orientando os pais a levarem os filhos para consulta com o cardiologista, principalmente antes do início da prática física”, diz Pastore.

Uma boa consulta cardiológica e um eletrocardiograma bem interpretado podem diagnosticar mais de 90% dos problemas cardíacos, principalmente os congênitos (Foto: Free Images)

Uma boa consulta cardiológica e um eletrocardiograma bem interpretado podem diagnosticar mais de 90% dos problemas cardíacos, principalmente os congênitos (Foto: Free Images)

 

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O eletrocardiograma registra a atividade elétrica do coração, que se apresenta alterada no aparecimento ou na evolução de mais de 90% das doenças cardíacas (principalmente as arritmias, sejam em pessoas doentes ou saudáveis) e os infartos agudos.
Ao longo da evolução do método de diagnóstico, impulsionada pelas necessidades específicas dos médicos, foram surgindo diversas variantes do exame que, em sua forma original, é feito com o paciente deitado e em repouso.

O sistema holter (eletrocardiograma de 24 horas) para avaliação de arritmias, é um dos resultados desse desenvolvimento. O teste ergométrico, um eletrocardiograma sob exercício em esteira, avalia a funcionalidade das artérias do coração.

Atualmente, sistemas computadorizados sofisticados incrementam as informações do eletro, apresentando traços da atividade elétrica do coração, a partir dos quais o diagnóstico é estabelecido com maior refinamento e precisão. Nesse rol, o sistema looper, por exemplo, é capaz de captar eventos esporádicos das arritmias. O eletrocardiograma de alta resolução, por outro lado, auxilia a predizer o aparecimento de uma arritmia. O mapeamento eletrocardiográfico de superfície (Body Surface Mapping) consegue fornecer mais de 80 pontos de observação do coração.


sanar

Ações do Programa Sanar foram desenvolvidas a partir da Pesquisa de Verificação da Interrupção da filariose nas áreas com histórico de transmissão

O Estado de Pernambuco, já em fase de eliminação da filariose linfática enquanto problema de saúde pública e com atividades de controle da doença no Estado desde 2003, sedia desta segunda-feira (29/6) até o dia 3 de julho, no Marante Plaza Hotel, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, a 16ª Reunião de Gerentes sobre Eliminação da Filariose Linfática nas Américas.

“Pernambuco está em fase de eliminação da filariose, especificamente no Recife, Olinda, Paulista e Jaboatão dos Guararapes. Dos países que participam deste evento, fomos o primeiro a testar o método de avaliação de transmissão da doença, o TAS, sigla para Transmission Assessment Surveys. Vamos repassar como aplicamos a metodologia para que os profissionais possam tirar dúvidas e escutar nossa experiência. O objetivo é estabelecer um diálogo e consenso para identificar desafios e futuros passos para a eliminação da filariose linfática nas Américas”, comenta o coordenador do Programa Sanar, Alexandre Menezes.

Em 2009, Pernambuco registrou um total de 69 casos positivos de filariose, de um universo de 137.079 exames realizados, o que representa um percentual de positividade de 0,074%. Em 2014, um caso foi confirmado, com taxa de positividade de 0,002%.

O evento é coordenado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), com apoio do Center for Diseases Control and Transmission (CDC-USA), do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES). Participam representantes do Brasil, Haiti, República Dominicana, Guiana e Costa Rica.

Nesta segunda e terça-feira (29 e 30), a reunião discute temas relacionados aos avanços, desafios e oportunidades no tratamento em massa, pesquisas de avaliação de transmissão, manejo de casos, prevenção de incapacidades e elaboração dos dossiês de eliminação. De 1º a 3 de julho, haverá o treinamento sobre a metodologia de avaliação da transmissão da filariose e workshop sobre o fortalecimento da capacidade de acompanhamento e avaliação dos países membros da Opas para atingir e manter a eliminação da transmissão da filariose linfática, assim como outras doenças.

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A filariose é uma verminose que atinge os vasos linfáticos. A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas. A doença pode manifestar deformidades em pelo menos 1% dos pacientes. Os principais sinais desses casos mais graves são edema de membros e/ou mamas, no caso das mulheres, erisipela e hidrocele nos homens, além de urina leitosa.

Em 2011, foi lançado, pelo Governo do estado de Pernambuco, o Programa de Enfrentamento às Doenças Negligenciadas (Sanar), como principais diretrizes de mais investimentos e fortalecimento das atividades já desenvolvidas no programa de filariose, como a preparação dos municípios para realização do inquérito chamado Transmission Assessment Surveys (TAS).

 


Família de jovem com tumor cerebral arrecada dinheiro para tratamento

29 de junho de 2015 | postado por Cinthya Leite
Lucas Aragão joga pelo time North Toronto Nitros (Foto: Reprodução/Facebook Somos Sempre Lucas)

Lucas Aragão joga pelo time North Toronto Nitros (Foto: Reprodução/Facebook Somos Sempre Lucas)

O estudante recifense Lucas Aragão, 16 anos, mora com a família em Toronto, no Canadá, onde joga pelo North Toronto Nitros, time de futebol local. No fim de março, durante uma partida, ele sentiu dificuldade para enxergar, com queixa de visão dupla – condição que faz a pessoa ver duas imagens de um único objeto. O sintoma se repetiu em outras partidas e ele foi encaminhado ao Hospital Sick Kids para investigação.

De acordo com uma ressonância, ele apresenta um tumor cerebral. Como o tratamento custa em torno de US$ 70 mil (valor que ultrapassa 200 mil reais), a família e os amigos de Lucas criaram a campanha Somos sempre Lucas, que movimenta redes sociais e já conquistou até famosos do mundo da bola, como Juninho Pernambucano, Durval, Magrão e outros integrantes do Sport; Dalessandro e Alisson Becker, do Internacional; e os craques da seleção brasileira de beach soccer Bruno Xavier, Benjamin e Sidney.

O apoio à causa é demonstrado por foto cobrindo, acompanhada da hastag #somossempreLUCAS. A comunidade está disponível acessando este link: http://on.fb.me/1LH8cvc.

Para os interessados em colaborar financeiramente, a família disponibiliza duas contas bancárias, em nome do pai do garoto:

Favorecido: Jorgelanio Terceiro de Aragao
CPF: 462.132.104-82

NO BRASIL 

Banco Itaú
Agência: 1247
Conta corrente: 33658-7

NO CANADÁ

Banco RBC
Conta corrente: 05562-5026844


Ação discute com a sociedade a realidade das Santas Casas e dos hospitais filantrópicos

A ação é parte de uma mobilização nacional, que conta com a participação das mais de 2,1 mil instituições do Brasil

Esta segunda-feira (29/6) é marcada pelo Dia D do Movimento Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos no Sistema Único de Saúde (SUS), que representa um protesto de alerta aos gestores municipais, estaduais e federal frente ao insuficiente recurso de custeio alocado e o crescente endividamento das instituições.

A ação é parte de uma mobilização nacional, que conta com a participação das mais de 2,1 mil instituições do País – responsáveis por mais de 50% do total de atendimentos SUS do Brasil. Em Pernambuco, nesta segunda-feira (29/6), há paralisação parcial dos atendimentos eletivos em todas as 24 unidades. “Não queremos que a população seja prejudicada. Nosso objetivo é chamar a atenção do Governo”, destaca o presidente da Federação dos Hospitais Filantrópicos de Pernambuco, Gil Brasileiro, diretor do Hospital do Tricentenário, em Olinda.

Com o tema Acesso à Saúde: Meu direito é um dever do Governo, o ato será realizado em três momentos:

29/6: Ação nos municípios

13/7: Ação nos Estados

4/8: Ação Nacional em Brasília

Em Pernambuco, a rede hospitalar filantrópica é composta por 24 instituições, com mais de três mil leitos hospitalares. Emprega mais de 12 mil trabalhadores e é alternativa única em alguns municípios do Estado.


pele

Urticária pode causar problemas que podem impactar diretamente a qualidade de vida dos pacientes (Foto: Free Images)

O Grupo de Urticária Informação e Apoio (Guia) é a primeira associação de pacientes voltada exclusivamente para informar e apoiar pessoas que convivem com urticária no Brasil. Conhecida popularmente como uma doença de pele alérgica, a urticária pode causar problemas que vão além das lesões avermelhadas e coceira e que podem impactar diretamente a qualidade de vida dos pacientes.

A associação criou também o site urticaria.org.br – o primeiro endereço online dedicado a conteúdo informativo e científico sobre a doença. Nele, pacientes e seus familiares encontram informações sobre o que é a doença, seus sintomas, tipos de manifestação e causas da urticária, além de como é feito o diagnóstico e formas de tratamento disponíveis atualmente. Pontos importantes para os pacientes como preparação para uma consulta, como escrever um diário de crise e como lidar com o dia a dia da doença, também são abordados.

Estima-se que cerca de 20% da população mundial já tenha sofrido com a urticária em algum momento da vida e, ao contrário do que muitos pensam, a maioria das urticárias não é alérgica. Por isso, o conhecimento sobre a gravidade da doença e informações corretas sobre diagnóstico e tratamento são fundamentais.

Com natureza socioeducativa e sem fins lucrativos, o objetivo principal do Guia é melhorar a qualidade de vida dos pacientes que convivem com os diversos tipos de urticária, através do conhecimento amplo sobre a doença e do apoio humano. Para isso, foram criados grupos de apoio mútuo para discussão e troca de experiências comuns entre pacientes.

A urticária tem um alto impacto na qualidade de vida. Além do aspecto visual, que causa isolamento social e desconforto emocional, a doença afeta diretamente o desempenho no trabalho e a realização de atividades do dia a dia, devido à privação do sono, falta de energia e ansiedade.

“A ideia do Guia surgiu de nossa experiência no atendimento aos doentes do Ambulatório de Urticária do Departamento de Dermatologia da Universidade Federal de São Paulo. Percebemos que os pacientes com urticária sofriam pela falta de informação e subestimação da doença. Além de, muitas vezes, conviverem com informações erradas que prejudicavam ainda mais sua qualidade de vida diária, já tão alterada pelos sintomas”, explica uma das fundadoras da associação, Patricia Karla de Souza, ao lado das especialistas em dermatologia, Tatiana Mimura Cortez e Letícia Siqueira Sousa.

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A urticária é desencadeada pela liberação da histamina, substância que age nos vasos sanguíneos e na pele, causando coceira, inchaço e vermelhidão e, em alguns, casos sensação de queimação e dor. Além disso, cerca de metade dos casos de urticária é acompanhado de angioderma, inchaços maiores e mais profundos nos lábios, pálpebras, pés, mãos e genitais.

Existem diversos tipos de urticária e, ao contrário do que muitos pensam, a maioria não é alérgica. Na maior parte dos casos, as crises são agudas e desaparecem em no máximo 24 horas, sem deixar marcas ou cicatrizes. No entanto, na urticária crônica, as crises chegam a durar mais de seis semanas, ocorrem na maioria dos dias e podem se prolongar por anos.

Cerca de 30% dos pacientes que já sofreram com a doença apresentam sua forma crônica. Outro agravante é que cerca de 60% das urticárias crônicas surgem de forma espontânea, ou seja, acontecem sem que se encontre qualquer fator desencadeante, dificultando o diagnóstico e tratamento.

 


Atualmente, mais de 400 mil pessoas soropositivas se tratam na rede pública

Atualmente, mais de 400 mil pessoas soropositivas se tratam na rede pública

Em um ano, foi registrado aumento de 30% no número de pessoas que iniciaram o tratamento com antirretrovirais no Brasil. O crescimento foi observado após a implantação do Novo Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV e Aids, lançado pelo Ministério da Saúde em dezembro de 2013. No período de um ano, o número de novos pacientes com acesso aos antirretrovirais passou de 57 mil para 74 mil. Atualmente, cerca de 404 mil pessoas usam esses medicamentos, ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O acesso precoce ao tratamento não só melhora a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV e aids, mas também reduz a transmissão do vírus. Outro dado em relação à nova estratégia de tratamento é a queda na proporção das pessoas que chegam aos serviços com diagnóstico tardio e o grave comprometimento imunológico. Essa proporção passou de 20%, em 2013, para 13% nos primeiros três meses de 2015.

A ampliação da testagem é outra das frentes da nova política de enfrentamento do HIV e aids no País. Em 2014, nos quatro primeiros meses, foram realizados 1,9 milhão de testes no Brasil, sendo que, em 2015, no mesmo período, foram 2,1 milhões de testagem.


Imagem de criança em bicicleta (Foto: Free Images)

Atenção dos pais deve ser redobrada para evitar lesões nas crianças. Especialista dá dicas para não transformar a diversão em dor de cabeça (Foto: Free Images)

Férias escolares são sinônimo de diversão, viagens e muito lazer para a criançada. Mas é principalmente neste período que os pais precisam ter atenção redobrada em relação às brincadeiras dos pequenos. Alguns cuidados precisam ser adotados para evitar lesões nas crianças.

De acordo com o ortopedista Rene Abdalla, do Instituto do Joelho HCor, a coordenação motora infantil, ainda em desenvolvimento, implica menor velocidade de reação física em comparação com a dos adultos. “Conforme as crianças crescem e se fortalecem, os riscos de lesões também aumentam. Geralmente, as crianças menores de 10 anos se machucam em playground. Já os adolescentes tendem a se lesionar durante a prática de esportes, além das quedas de bicicleta”, explica.

Segundo o especialista, mais da metade das lesões ocorridas durante atividades esportivas envolvendo crianças e adolescentes poderiam ser prevenidas com os devidos cuidados. Assim, todos os esportes e exercícios físicos implicam riscos – e a única solução é prevenir.

“A utilização de equipamentos corretos como calçados apropriados, treinamento supervisionado com técnica adequada, exercícios de alongamento muscular ou de flexibilidade, além de avaliação médica e multiprofissional estão entre as principais medidas preventivas”, ressalta o especialista.

Confira algumas dicas do Instituto do Joelho HCor:

– Avalie os níveis de dificuldade de cada esporte, para ver se a atividade é compatível com a idade e o tamanho da criança.

– Garanta que a criança, ao andar de bicicleta, patins ou skate, sempre utilize roupas adequadas e proteção apropriada como capacete, joelheiras e cotoveleiras. E que pratique essas atividades em locais próprios e seguros.

– Antes de começar qualquer esporte, as crianças devem passar por um exame médico completo.

– Verifique se a pessoa que treina a criança está capacitada a prestar um serviço de primeiros socorros em caso de acidentes.

– Verifique se o ambiente de treinamento é adequado para prática esportiva.

– As crianças devem ter um tempo adequado de intervalo entre as atividades e não devem continuar a jogar se estiverem machucadas.


Imagem de comida fast food (Foto: Free Images)

Um dos fatores que leva a obesidade entre crianças e adolescentes é o consumo de fast-food; especialista alerta para os riscos do consumo exagerado desse tipo de alimentação (Foto: Free Images)

Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde, revelou que uma em cada três crianças brasileiras entre 5 e 9 anos de idade está acima do peso recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre os meninos, a obesidade chega a 16,6%; já em relação às meninas, os dados somam 11,8%. Se medidas não forem tomadas pelos órgãos competetentes, a OMS estima que, até o ano de 2025, haja 75 milhões de crianças com sobrepeso e obesidade no País.

Um dos fatores que leva a obesidade entre crianças e adolescentes é o consumo de fast-food. “Este tipo de hábito alimentar acompanha o modelo globalizado de alimentação”, explica Karina Aragão, nutricionista e coordenadora do curso de nutrição da UniCEUB (Centro Universitário de Brasília). A especialista alerta que o sabor agradável e as propagandas massivas sobre esse tipo de alimentação são algumas das razões para o início precoce do consumo de fast-food na infância e a perpetuação na adolescência.

“Diversos estudos vêm demonstrando que crianças acima do peso apresentam transtornos psicológicos como depressão, ansiedade e dificuldade de ajuste social. Diversas vezes indivíduos obesos sofrem estigmatização social e discriminação, podendo impactar negativamente em sua qualidade de vida”, explica a especialista. O consumo exagerado desses alimentos podem trazer sérios problemas de saúde. “Considerando que esses alimentos são ricos em gordura saturada, gordura trans e açúcar, mas com boa palatabilidade, as crianças tendem a querer consumir com alta frequência e a exposição a estes componentes predispõe ao estresse oxidativo, favorecendo o desenvolvimento de resistência à insulina e dislipidemia, o que gera aumento precoce do risco cardiovascular”, ressalta Karina Aragão.

Para afastar os riscos, um dos passos é evitar o consumo exagerado de sal e açúcar. Alimentos industrializados também não são recomendados. “Salsicha, nuggets, salgadinhos de pacote e macarrão instantâneo são ricos em sódio e gordura e pobres em nutrientes. Alimentos que parecem saudáveis e não são, como sucos industrializados ‘de caixinha’ e cereais matinais também são repletos de sódio, aditivos químicos e pobres nutricionalmente. Por isso, o melhor é aprender a ler os rótulos dos alimentos para não cair nas armadilhas. O que não deve ser feito é tornar a alimentação saudável algo obrigatório e os alimentos industrializados algo proibido, porque o resultado é desastroso”, alerta.

Para a mudança dos hábitos alimentares, Karina Aragão recomenda que os pais introduzam no cardápio dos filhos frutas, sejam elas isoladas ou combinadas com outras ou ainda com castanhas, vitaminas de frutas com leite, variando as preparações e evitando a monotonia. Os sanduíches também são boas opções quando montados com pães com menor teor de gordura e menos aditivos, uma fonte de proteína magra como queijo branco ou frango desfiado, acompanhado de salada. Refrigerantes também devem ser controlados. “Refrigerantes são péssimos. Além de ricos em açúcar e sódio, contêm aditivos químicos que prejudicam, por exemplo, o aproveitamento do cálcio”, explica.

“Quem opta por comer em lanchonetes e restaurantes deve priorizar os pratos saudáveis, como saladas e frutas, alimentos ricos em fibras e pobres em açúcar, sal e gordura ruim e, principalmente, ser disciplinado. O ideal é preparar o próprio lanche em casa para não ficar refém do que estes locais oferecem. Planejamento é a palavra-chave”, afirma a nutricionista.


Para controlar a epidemia da dengue,  Vigilância Ambiental da Prefeitura do Recife tem experimentado o uso de larvicidas biológicos em vários bairros da cidade (Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem)

Para controlar a epidemia da dengue, Vigilância Ambiental da Prefeitura do Recife tem experimentado o uso de larvicidas biológicos em vários bairros da cidade (Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem)

Neste sábado (27) e domingo (28), das 8h às 12h e das 14h às 16h, o plantão das equipes de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do Recife contra o mosquito Aedes aegypti (transmissor da dengue, chicungunha e zika) estará em 13 bairros dos oito distritos sanitários da cidade. Desde março, os agentes de saúde ambiental e controle de endemias (asaces) já vistoriaram, durante os fins de semana, 60.326 residências.

O trabalho nas ruas inclui eliminação mecânica ou o tratamento focal de criadouros com larvas do mosquito, bloqueio químico em áreas com alta infestação do mosquito, busca ativa de casos de dengue e ações educativas com a população.

A parceria com o Exército já rendeu visitas a mais de 71 mil imóveis. Nessas visitas, foram eliminados cerca de 10 mil criadouros do mosquito. O trabalho dos soldados, que é supervisionado pelos asaces, é uma das estratégias da Secretaria de Saúde para controlar os números da dengue no município.


Imagem de médico segurando injeção com toxina botulínica A (Foto: Igo Bione / Acervo JC Imagem)

Além da eficácia em procedimentos de beleza, a toxina botulínica A é um forte aliado no tratamento de doenças – melhorando a qualidade de vida dos pacientes (Foto: Igo Bione / Acervo JC Imagem)

Muito procurada por quem busca amenizar rugas e marcas de expressão, a toxina botulínica A, popularmente conhecida como Botox, é sempre associada à área estética. Mas sabia que, além da eficácia comprovada nos procedimentos de beleza e rejuvenescimento, o produto é um forte aliado no tratamento de várias doenças – melhorando assim a qualidade de vida dos pacientes?

“Os benefícios do tratamento podem ser observados a partir da primeira semana e a resposta dependerá da indicação clínica. No caso da distonia e espasticidade, por exemplo, observa-se um relaxamento muscular, maior amplitude dos movimentos, redução da dor e dos movimentos involuntários”, ressalta Simone Amorim, neurologista infantil e neurofisiologista clínica, especialista em neuroreabilitação adulta e infantil. As aplicações geralmente são feitas de 5 em 5 meses, sem nenhuma restrição médica após o procedimento.

Confira os principais usos da toxina botulínica A:

1) Enxaqueca crônica

Imagem da médica Simone Amorim (Foto: Divulgação)

Médica Simone Amorim comenta o uso da toxina botulínica A, popularmente conhecida como botox, no tratamento de doenças (Foto: Divulgação)

A enxaqueca crônica é uma das doenças que mais incapacita o paciente a trabalhar. Diagnosticada em pessoas com crise de dor de cabeça por 15 dias ou mais durante o mês, com duração de mais de quatro horas, por mais de três meses. O medicamento bloqueia a liberação de neurotransmissores associados com a origem da dor, inibindo os sintomas dolorosos. “Funciona como uma medicação profilática, que usamos para prevenir as crises”, explica a especialista.

2) Bexiga hiperativa

Caracterizada como uma contração excessiva da bexiga, a bexiga hiperativa acaba provocando o aumento da frequência de idas ao banheiro de forma urgente – mais de oito durante 24 horas. A doença atinge pessoas de todas as idades e sexos, porém é mais comum em mulheres grávidas, idosos e em pessoas que têm doenças neurológicas, como a esclerose múltipla. No tratamento com a toxina botulínica A, o profissional injeta o medicamento diretamente na bexiga, o que inibirá as contrações involuntárias do órgão e promove a continência urinária.

3) Espasticidade

Os músculos que apresentam espasticidade são mais rígidos do que os músculos normais, o que causa lentidão no relaxamento e uma consequente limitação dos movimentos, principalmente dos braços e pernas. Comum em pacientes que sofreram AVC (acidente vascular cerebral), traumatismo craniano, lesões medulares, portadores de esclerose múltipla e paralisia cerebral. “Os músculos entram em uma contração muito exagerada. As dores podem ser localizadas ou generalizadas, dependendo da lesão cerebral do paciente. O procedimento é feito diretamente no músculo e a medicação vai agir no relaxamento da musculatura”, explica a médica Simone Amorim. A evolução do quadro aumenta a autonomia sobre as atividades diárias, pois melhora o posicionamento do membro afetado.

4) Distonia

Doença neurológica caracterizada por contrações musculares involuntárias, parecidas com um torcicolo constante, os espasmos gerados pela distonia podem afetar uma única parte do corpo, como os olhos, o pescoço, os braços ou as pernas, duas partes vizinhas, como o pescoço e um braço, um lado inteiro do corpo ou praticamente o corpo todo. Além de diminuir as dores causadas pela doença, o tratamento com a toxina botulínica A, melhora a postura do segmento afetado, reduz a intensidade e a frequência da dor no pescoço, no caso da distonia cervical, o que possibilita o paciente realizar atividades diárias.

5) Estrabismo

Mais comum entre as crianças, mas possível de se desenvolver em adultos, o desalinhamento dos olhos apontando em diferentes direções pode ser tratado com aplicações da toxina botulínica. O tratamento reduz os espasmos e relaxa os músculos, o que ajuda a alinhar os olhos dos pacientes. “Geralmente quem faz esse procedimento é o oftalmologista, que vai avaliar qual movimento está errado e verificar que músculo está causando o problema e injetar botox nele. A toxina botulínica A é injeta na musculatura do olho, nos músculos que comandam o movimento que a gente tem de olhar para um lado e para o outro”, diz a especialista.

6) Blefaroespasmo

Caracterizado pelo fechamento repetitivo e involuntário da pálpebra, a doença é provocada por contrações dos músculos dos olhos, fazendo com o paciente pisque o tempo todo. O excesso de movimento pode impedir a leitura e a realização de atividades simples, como dirigir ou usar o computador. A aplicação da toxina botulínica A age no relaxamento da região, interrompendo os movimentos involuntários e normalizando as funções de abrir e fechar os olhos.

7) Espasmo hemifacial

Distúrbio involuntário do movimento da face, às vezes confundido com tique nervoso, gera a contração excessiva de um lado do rosto. A aplicação da toxina botulínica A proporciona o relaxamento das fibras, normalizando o movimento da região.

8) Hiperidrose

Caracterizada pela produção excessiva do suor, podendo aparecer de forma generalizada ou concentrada nos pés, mãos e axilas. Quando a toxina botulínica A é injetada na região, impede a liberação temporária da substância acetilcolina, o que diminui a sudorese. “O botox age nas glândulas que liberam o suor. Quando a toxina é injetada na glândula, ela atrofia e produz menos suor”, explica.

9) Paralisia facial

A paralisia facial, perda de movimentos da face ocasionada por problemas nos nervos, pode ser causada por diversos fatores. Normalmente, quando é uma perda de movimentos gradual é ocasionada por um tumor na cabeça ou pescoço. Se for uma perda repentina, as razões vão desde hipertensão até diabetes. Os músculos faciais se tornam fracos e flácidos, geralmente apenas em um lado do rosto. Apesar de ainda não ser muito comum, a toxina botulínica A também é usada no tratamento da paralisia facial, com o objetivo de minimizar os efeitos da doença. “Pode-se aplicar a toxina botulínica A para diminuir os incômodos dos espasmos. Então injeta-se o medicamento no lado não paralisado para que haja relaxamento dos músculos e os dois lados fiquem um pouco mais simétricos”, explica Simone Amorim.


 
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