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Por Thiago Vieira, do Portal NE10

Foi confirmado o primeiro caso de morte fetal por arbovirose no Recife. Segundo boletim divulgado pela Secretaria de Saúde da capital pernambucana, a mãe, de identidade não revelada, deu entrada com sintomas de chicungunha em um hospital da rede privada no dia 13 de fevereiro.  Segundo a secretária-executiva de Vigilância em Saúde do Recife, Cristiane Penaforte,  após o terceiro dia de internamento foi constatado o óbito fetal, na 38ª semana de gestação, confirmado pelos testes como sendo causado pela doença. O feto era menino e não tinha sinais de malformação. A mãe é moradora do bairro do Arruda, na Zona Norte do Recife.

A Secretaria de Saúde também confirmou a primeira morte de um recém-nascido por chicungunha em março deste ano. O bebê, um menino de apenas quinze dias de vida, não apresentou malformação. Ele era morador do bairro da Estância, na Zona Oeste.  O órgão está investigando ainda um segundo caso de óbito de recém-nascido em decorrência de arbovirose no Recife, registrado em abril deste ano. Do sexo masculino, ele morava em Campina do Barreto, Zona Norte.

Em março, durante lançamento do protocolo de chicungunha, o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, informou que estavam sendo desenvolvidas diretrizes para o tratamento de crianças acometidas com a doença. Na época, o gestor destacou a possibilidade de mulheres infectadas perto do dia do parto transmitirem o vírus aos recém-nascidos. A taxa de transmissão, nesse período, pode chegar até a 45% – desses, cerca de 90% podem evoluir para formas graves.

“Estamos com um olhar particular para os recém-nascidos de mães que tiveram chicungunha próximo ao momento do parto, o que pode causar formas mais graves da doença nessa faixa etária”, alertou, na época, Jailson Correia, que é médico pediatra.

BOLETIM – No boletim referente à semana epidemiológica 28, divulgado nessa quarta-feira (27), foram notificados 26.730 casos de arboviroses, um aumento em 14,4% em relação ao mesmo período no ano passado. A dengue continua liderando o ranking de números de infecções com 14.332 casos. Chicungunha vem em seguida com 8.476 e a Zika encerra com 3.922 casos. Dentre estas notificações, foram confirmados 10.123 casos, sendo 7.389 de dengue, 2.706 de Chicungunha e 28 de Zika.

Também foi divulgado o Coeficiente de Incidência por bairro, que é calculado a partir da divisão de 10.000 habitantes com o número de casos prováveis, ou seja, os notificados exceto os descartados. Os que apresentaram o maior risco foram os de Dois Irmãos (88,95), Sítio dos Pintos (88,87), Bairro do Recife (80,39).

Atualmente existem 91 óbitos suspeitos de terem sido causados por arboviroses, sendo 14 confirmados para Chicungunha, 3 para dengue e 2 com resultado para dengue e chicungunha. Já a microcefalia possui 64 casos confirmados e outros 155 em investigação. Quanto ao período de nascimento com mais casos suspeitos e confirmados, entre outubro e dezembro de 2015 houve a maior incidência.


Microcefalia: 1.749 casos confirmados no Brasil

27 de julho de 2016 | postado por Cinthya Leite
O Estado de Pernambuco tem 376 casos confirmados de microcefalia (Foto: Ashlley Melo/JC Imagem)

O Estado de Pernambuco tem 376 casos confirmados de microcefalia (Foto: Ashlley Melo/JC Imagem)

Boletim do Ministério da Saúde, divulgado nesta quarta-feira (27), revela que, até 23 de julho, foram confirmados 1.749 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita no Brasil. Permanecem em investigação pelo Ministério da Saúde e pelos Estados 3.062 casos suspeitos da malformação em todo o País.

Desde o início das investigações, em outubro do ano passado, 8.703 casos foram notificados ao Ministério da Saúde. Desses, 3.892 foram descartados.

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Do total de casos confirmados (1.749), 272 tiveram confirmação por critério laboratorial específico para o vírus zika. O Ministério da Saúde, no entanto, ressalta que esse dado não representa adequadamente a totalidade do número de casos relacionados ao vírus. A pasta considera que houve infecção pelo zika na maior parte das mães que tiveram bebês com diagnóstico final de microcefalia.

No mesmo período, foram registrados 371 óbitos suspeitos de microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou durante a gestação (abortamento ou natimorto) no País. Isso representa 4,3% do total de casos notificados. Desses, 106 foram confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central. Outros 200 continuam em investigação e 65 foram descartados.


Sangue (Foto: Guga Matos/JC Imagem)

É importante realizar exames de rotina que podem detectar hepatites (Foto: Guga Matos/JC Imagem)

O mês de julho foi escolhido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para alertar a população sobre as hepatites virais. Esta quinta-feira (28) é marcada pelo Dia Mundial de Combate às Hepatites. O chefe do Serviço de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC/UFPE), Paulo Sérgio Ramos, esclarece as principais dúvidas da população sobre o assunto. O HC, vale frisar, realiza o tratamento de todas as hepatites.

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Qual a diferença entre as hepatites A, B e C?

A transmissão da hepatite A é pela via fecal-oral – ou seja, ingerindo água ou alimentos contaminados com o vírus. Na maioria dos casos, a hepatite A se desenvolve sem apresentar sintomas ou com sinais leves, de forma que não se percebe a infecção. Quando apresenta sintomas, a pessoa pode sentir fadiga, náusea, vômitos, além de apresentar olhos amarelados, a urina escura e as fezes esbranquiçadas. Esse quadro dura, em média, de duas a quatro semanas.

Já as hepatites B e C apresentam uma evolução silenciosa. A maioria das pessoas geralmente só apresenta sintomas décadas após a infecção, um quadro de cirrose hepática e maior risco de câncer de fígado. Elas podem ser transmitidas por relações sexuais desprotegidas, sangue contaminado e objetos com sangue contaminado, como agulhas para o uso de drogas, piercings e tatuagens, além de instrumentos utilizados em procedimentos de manicure.

"Na maioria dos casos, o tratamento da hepatite C se dá através da combinação de uma ou mais medicações antivirais por via oral e com grandes chances de cura", diz o infectologista Paulo Ramos (Foto: Divulgação)

“Na maioria dos casos, o tratamento da hepatite C se dá através da combinação de uma ou mais medicações antivirais por via oral e com grandes chances de cura”, diz o infectologista Paulo Sérgio Ramos (Foto: Divulgação)

É comum a transmissão da hepatite por meio de alicates e materiais utilizados para fazer a unha?

Não temos como determinar a frequência dessa rota na transmissão da hepatite C, mas é um dos meios de contaminação.

Como podemos nos prevenir da hepatite C?

Principalmente não compartilhando agulhas e seringas, que são a principal rota de transmissão, além de sexo protegido através do uso de preservativos e cuidados com a origem dos materiais e na inserção de piercing, confecção de tatuagens e materiais usados em manicures.

Como podemos nos prevenir da hepatite B?

A hepatite B pode ser prevenida através da imunização no primeiro ano de vida ou durante qualquer idade em pessoas susceptíveis a adquirir a doença. Além disso, é importante ter relações sexuais protegidas através do uso de preservativos, não compartilhar agulhas e seringas, ter cuidados com a aplicação de piercing, tatuagens e materiais usados em manicures. Nesse último caso, de preferência, é importante usar o próprio material.

Como é o tratamento para quem tem hepatite C?

Atualmente, para a maioria dos casos, o tratamento se dá através da combinação de uma ou mais medicações antivirais por via oral e com grandes chances de cura.


Exames de hepatites B e C serão oferecidos no Pátio do Carmo

27 de julho de 2016 | postado por Cinthya Leite
Pátio do Carmo receberá unidade móvel, onde serão realizados exames de hepatite B e C (Foto: Michele Souza/Acervo JC Imagem)

Pátio do Carmo receberá unidade móvel, onde serão realizados exames de hepatite B e C (Foto: Michele Souza/Acervo JC Imagem)

Nesta quinta-feira (28), para lembrar o Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais, o Programa Estadual de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)/Aids da Secretaria Estadual de Saúde (SES) oferecerá testagem rápida das hepatites B e C. A ação será das 9h às 15h, no Pátio do Carmo, no Centro do Recife.

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Na unidade móvel Prevenção Para Tod@s, serão oferecidos 100 exames para detecção de hepatite B e outros 100 para hepatite C. Em casos positivos, os pacientes serão encaminhados para os serviços de referência para complementação diagnóstica e acompanhamento especializado.

No ano de 2015, em Pernambuco, foram confirmados 64 casos de hepatite A, 112 de hepatite B e 149 de hepatite C. Os dados ainda estão sujeitos à alteração.

No Recife

Ainda no Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais (28/7), a Secretaria de Saúde do Recife promove uma capacitação para manicures da cidade, a fim de alertar sobre a importância de prevenir a doença. A ação acontece das 9h às 11h, no Forte das Cinco Pontas, no bairro de São José, no Centro do Recife, com limite de 100 vagas. No local também haverá oferta de vacina de hepatite B.

“O público alvo da formação será manicures residentes em nossos distritos sanitários que serão capacitadas para levar a proposta de prevenção para seus atendimentos como profissional, já que o alicate de unha é um instrumento em potencial para transmissão das hepatites B e C”, comenta o coordenador do Programa Municipal de Doenças Sexualmente Transmissíveis/Aids, Alberto Enídio da Silva.

Campanha no Brasil

Também nesta quinta-feira (28), o Ministério da Saúde lança a nova campanha de prevenção às hepatites de 2016. A iniciativa marca o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais – data criada a partir de uma iniciativa brasileira que foi proposta à Organização Mundial de Saúde (OMS), em maio de 2010, durante a Assembleia Mundial de Saúde.


exame de sangue

É importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam hepatites (Foto: Guga Matos/JC Imagem)

Para integrar o calendário do Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, o Plaza Shopping, no bairro de Casa Forte, Zona Norte do Recife, promove uma campanha educativa, nesta quinta-feira (28), em parceria com o Núcleo de Assistência aos Pacientes Hepáticos (Naphe). O intuito é conscientizar a população sobre a importância da prevenção da doença e estimular a procura pelo diagnóstico precoce e a realização de tratamentos.

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No Piso L2 do Plaza, das 10h às 22h, profissionais do Naphe estarão em um estande para orientar sobre a realização de exame que pode diagnosticar as hepatites B e C. Para testes de hepatite B, o paciente precisa ter mais de 18 anos. Já para o de hepatite C, a idade mínima é 35 anos. O tempo de resposta dos exames é de 30 minutos.

Além da realização de exames, os profissionais do Naphe distribuirão materiais informativos sobre as hepatites para que as pessoas aprendam cada vez mais sobre a doença.

O  Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais oferece uma oportunidade para a conscientização do risco da doença. As hepatites virais, diferentemente de outras doenças causadas por vírus, têm prevenção e tratamento, com resultados positivos e semelhantes entre os diversos países.

O Naphe, localizado no bairro de Santo Amaro, área central do Recife, é uma associação civil, sem fins econômicos, com a missão de mobilização social na prevenção e atenção às hepatites virais e doenças de fígado.

Saiba mais

Grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, a hepatite é a inflamação do fígado. Pode ser causada por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. São doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas quando aparecem podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda os vírus D e E – esse último mais frequente na África e na Ásia. Milhões de pessoas no Brasil convivem com os vírus B ou C e não sabem. Elas correm o risco de as doenças evoluírem (tornarem-se crônicas) e causarem danos mais graves ao fígado como cirrose e câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam a hepatite.

Para saber se há a necessidade de realizar exames que detectem as hepatites, é importante observar se houve exposição a algumas dessas situações:

– Contágio fecal-oral: Condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos (vírus A e E)

– Transmissão sanguínea: Praticou sexo desprotegido, compartilhou seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos que furam ou cortam (vírus B, C e D)

– Transmissão sanguínea: Da mãe para o filho durante a gravidez, o parto e a amamentação (vírus B, C e D)

No caso das hepatites B e C, é preciso um intervalo de 60 dias para que os anticorpos sejam detectados no exame de sangue.

A evolução das hepatites varia conforme o tipo de vírus. Os vírus A e E apresentam apenas formas agudas de hepatite (não possuem potencial para formas crônicas). Isso quer dizer que, após uma hepatite A ou E, a pessoa pode se recuperar completamente, eliminando o vírus de seu organismo.

Por outro lado, as hepatites causadas pelos vírus B, C e D podem apresentar tanto formas agudas, quanto crônicas de infecção, quando a doença persiste no organismo por mais de seis meses.

  • Fonte: Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde

Serviço:

Dia Mundial da Luta contra as Hepatites Virais

Local: Plaza Shopping – Piso L2

Data: 28/7

Horário: 10h às 22h


Pais: Como viver o encanto de todas as fases da gestação

26 de julho de 2016 | postado por Cinthya Leite

 

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Ao lado da esposa, Márcio curtiu todas as fases da gestação (Foto: Igo Bione)

Ao lado da esposa, Márcio curtiu todas as fases da gestação (Foto: Igo Bione/Divulgação)

O funcionário público Márcio Bezerra, 33 anos, não tem dúvidas de que a gestação é uma experiência que envolve uma série de expectativas pela chegada do bebê e que precisa ser aproveitada de maneira intensa. Ele é pai de Marina, 3 meses, e está contando os dias para vivenciar o primeiro Dia dos Pais ao lado da filha e da esposa, a odontóloga Carol Guimarães, 36 anos.

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“Meu marido foi companheiro em todos os momentos da gestação. Participou de consultas do pré-natal e das ultrassonografias mais importantes. Lembro também que, quando cheguei ao período da gravidez em que não conseguia mais dirigir por causa da barriga, ele passou a me levar para todos os locais para onde precisava ir. Hoje é um paizão”, conta Carol.

"A gestação é uma fase muito mágica”, diz Márcio  (Foto: Igo Bione/Divulgação)

“A gestação é uma fase muito mágica”, diz Márcio (Foto: Igo Bione/Divulgação)

Aos poucos, Márcio passou a desenvolver uma identidade singular como pai. “Uma mãe é diferente da outra, assim como cada criança e cada pai não são iguais. Não há fórmulas mágicas”, relata Márcio, ao falar que cada um constrói seu próprio caminho na bela missão da paternagem e da maternagem – duas palavras ligadas ao campo do afeto, do cuidado, da presença e do envolvimento emocional. Para ele, foi assim que começou a nascer a essência da figura paterna enquanto Carol estava grávida. “Foi uma fase de muita emoção para gente. Era surpreendido com notícias boas. Nunca vou me esquecer do dia em que ouvi os batimentos cardíacos de Marina pela primeira vez durante o ultrassom. Foi marcante.”

Na gestação, Márcio também fez questão de demonstrar que estava cada vez mais junto da esposa, a fim de passar tranquilidade e companheirismo, mesmo diante de dúvidas e receios que podem aparecer para qualquer casal. “Eu pensava: será que minha filha vai gostar de mim? Depois, percebi que o pai que se faz presente não precisa ter esse medo. E nunca deixei transparecer essas inquietações para Carol; não levava problemas para ela. E acredito que, dessa maneira, a gente se preparou para viver bem a gestação, um momento que é muito mágico”, ressalta Márcio.

"Este primeiro Dia dos Pais ao lado da minha filha será muito especial", conta Márcio (Foto: Igo Bione/Divulgação)

“Este primeiro Dia dos Pais ao lado da minha filha será muito especial”, conta Márcio (Foto: Igo Bione/Divulgação)


Imagem de larvas do mosquito Aedes aegypti (Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem)

Juntas, dengue e chicungunha, doenças causadas pelo Aedes aegypti, já causaram pelo menos 52 mortes em Pernambuco este ano (Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem)

Em uma semana, triplicou o número de óbitos confirmados por dengue em Pernambuco. Segundo boletim divulgado, na tarde desta terça-feira (25), pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), já são 21 mortes causadas pela doença até o último dia 23 de julho. Além disso, sobe para 31 o número de óbitos por chicungunha – em números absolutos, cinco a mais, em comparação com o balanço divulgado há sete dias.

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Dessa maneira, em todo o Estado, já são 52 mortes confirmadas pelas duas arboviroses neste ano, quando já se notificaram 285 óbitos suspeitos por dengue, chicungunha e zika. Em 2015, no mesmo período, foram 54 óbitos suspeitos de dengue e 16 com resultado laboratorial positivo para a doença.

Outro destaque do boletim é que até agora, já são 40.802 casos confirmados das três arboviroses: 22.762 de dengue, 17.893 de chicungunha e 147 de zika. Entre os municípios pernambucanos que apresentam maior risco de adoecimento, estão São João, Jaqueira, Escada, Garanhuns e Brejo da Madre de Deus, além de Fernando de Noronha.


Ensino de enfermagem busca capacitar o profissional à prestação de cuidado de saúde à população (Foto: Free Images)

Ensino de enfermagem busca capacitar o profissional à prestação de cuidado de saúde à população (Foto: Free Images)

A Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES) abre inscrições, nesta segunda-feira (25/7), para seleção pública simplificada de estagiários para a Vigilância Epidemiológica em Âmbito Hospitalar. As vagas são para estudantes do curso superior de enfermagem, de universidades públicas (Universidade Federal de Pernambuco e Universidade de Pernambuco) e particulares de Pernambuco, que estejam cursando ou concluíram o 7º período e já pagaram a disciplina de epidemiologia. O edital da seleção está disponível no Portal da SES (saude.pe.gov.br).

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As inscrições seguem até o dia 29 de julho e devem ser realizadas na sede da SES, localizada na Rua Dona Maria Augusta Nogueira, nº 519, no bairro do Bongi, Zona Oeste do Recife (ao lado do terminal de ônibus do Bongi), no horário das 8h30 às 12h. No ato da inscrição, o candidato deverá especificar o turno a que estará concorrendo.

Ao todo, são oito vagas disponíveis para preenchimento imediato: seis para o turno da manhã e duas para o turno da tarde. Os estagiários atuarão nos municípios do Recife (7) e de Goiana (1). O regime de trabalho é de quatro horas diárias, de segunda a sexta-feira, com duração máxima de 12 meses, podendo ser prorrogado por mais 12 meses.


Saiba por que é importante ler para o bebê desde a gestação

25 de julho de 2016 | postado por Cinthya Leite
grávida e livro

Durante a gestação, as mães podem aproveitar para conversar com o bebê, narrar o dia para eles e ler histórias (Foto: Igo Bione/Divulgação)

O caminho para se desenvolver amor pela leitura pode começar desde o momento em que o neném está em desenvolvimento na barriga. Então, durante a gestação, as mães (e os pais também) podem aproveitar para conversar com o bebê, narrar o dia para eles e ler algumas historinhas. “A audição se desenvolve na fase intrauterina. Então, é bom falar com o bebê, que começa a identificar vozes e sons familiares, que certamente o acalmarão após o nascimento, pois ele saberá que está num ambiente já conhecido”, explica a fonoaudióloga Bianca Queiroga, presidente do Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa) e professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

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No livro Pediatria Hoje – Orientações fundamentais para mães, pais e cuidadores (MG Editores), o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros reforça a importância da leitura durante a gestação. “O bebê recebe da mãe estímulos variados, incluindo os sons por ela emitido. Portanto, a leitura pode ser iniciada nessa fase”, frisa o médico.

Depois do nascimento, os pais podem continuar a ler para os filhos pequenos. Apesar de eles ainda não compreenderem o significado das palavras, os bebês passam a ter o desenvolvimento estimulado por elas. “A leitura utilizada como recurso para promover o desenvolvimento da linguagem, tanto da compreensão quanto da expressão, será um recurso válido numa etapa posterior do desenvolvimento, quando a criança já demonstrar alguma compreensão da linguagem”, salienta Bianca Queiroga.

 (Foto: Igo Bione/Acervo JC Imagem)

“A audição se desenvolve na fase intrauterina. Então, é bom falar com o bebê desde a gestação”, diz a fonoaudióloga Bianca Queiroga (Foto: Igo Bione/Acervo JC Imagem)

Como as crianças estão sempre prontas para absorver informação, os livros realmente fazem parte de uma das melhores formas de transmissão de dados: estimulam a criatividade, a linguagem, a oralidade e a escrita. “De forma passiva (recebendo informações verbais de um leitor), a leitura estimula o bebê e a criança pequena a compreender melhor o mundo e a aprender a obter conhecimento por conta própria”, explica Sylvio.

Confira outras dicas apresentadas no livro do pediatra 

– Tipo de história: O tema da leitura deverá se basear na faixa etária da criança e na cultura da família. O importante é que ela seja interessante, com textos curtos e uma interpretação lúdica dos pais. Além disso, atualmente existem livros em formatos e materiais diversos, específicos para cada idade.

– Organização do tempo: Com o dia a dia corrido e apressado, pode ser difícil arrumar tempo para ler com seu filho. Além disso, as crianças têm tantas atividades que o hábito de ler fica relegado a segundo plano. Separe um horário do dia para ler histórias aos pequenos. Dez minutos antes de dormir são suficientes.

– Seja o exemplo: É importante lembrar que o principal estímulo para os filhos, em todas as atividades, é o exemplo. Portanto, procure ler perto do seu filho. Montar uma pequena biblioteca no quarto dele também é uma bela forma de incentivo.


Hospital Agamenon Magalhães atende cerca de 5 mil pacientes por mês nas quatro emergências (Foto: Divulgação/SES)

Hospital Agamenon Magalhães atende cerca de 5 mil pacientes por mês nas quatro emergências (Foto: Divulgação/SES)

Para facilitar o acesso aos serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) e agilizar a marcação de consultas no ambulatório do Hospital Agamenon Magalhães (HAM), será instituído um novo fluxo para o agendamento de atendimentos de primeira vez para diversas especialidades a partir do mês de agosto. A mudança será válida para os pacientes com encaminhamentos para as áreas de cardiologia adulto e infantil, cirurgia geral, cirurgia plástica, cirurgia vascular, endocrinologia adulto e infantil, endocrinologia (cirurgia bariátrica e pé diabético), ginecologia cirúrgica, otorrinolaringologia e pré-­natal de alto risco.

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As consultas para essas especialidades, quando marcadas pela primeira vez, serão reguladas por meio da Gerência de Regulação Ambulatorial, vinculada à Secretaria Estadual de Saúde (SES). Assim, o agendamento será feito pelas secretarias municipais de saúde ou unidades de saúde da família, onde reside o usuário, após a inserção da solicitação no sistema. “O perfil para atendimento em nossa unidade nestas especialidades foi pactuado entre Central de Regulação e nossa instituição. As cotas são distribuídas para todas as regionais de saúde, de acordo com a fila de espera e agenda ofertada mensalmente pelo hospital”, comenta a superintendente Médica do HAM, Ângela Lannia.

Consultas de retorno

Já a maioria das marcações de retorno continua sendo feita pelo telefone 0800 2812025. As ligações devem ser feitas de telefone fixo, são agendadas em um mês e realizadas no mês seguinte. A divulgação das datas de marcação por especialidade/exames é divulgada na primeira semana de cada mês, quando o 0800 fica disponível para tirar qualquer dúvida. No caso das consultas de retorno para o pré­-natal de alto risco, além da marcação pelo 0800, também poderá ser feita de forma presencial, e para os egressos da endocrinologia, o agendamento será através da Gerência de Regulação Ambulatorial.

Saiba mais

O HAM atende mais de 5 mil pacientes por mês nas suas quatro emergências e realiza mais de 10 mil consultas ambulatoriais por mês no ambulatório de especialidades. São 400 leitos disponíveis para a população.


 
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