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Casa Saudável

Óleo de peixe previne prejuízos de dieta rica em gordura, indica estudo

30 de agosto de 2016 | postado por Malu Silveira
Imagem ilustrativa de óleo de peixe (Foto: Free Images)

Estudo feito com camundongos concluiu que óleo de peixe pode ajudar a prevenir problemas como diabetes (Foto: Free Images)

Da Agência Fapesp de notícias

A suplementação com óleo de peixe – rico em ácidos graxos da família ômega 3 – pode ajudar a prevenir problemas de saúde induzidos por uma dieta rica em gordura, entre eles diabetes e dislipidemia. A conclusão é de um estudo feito com camundongos na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os resultados da pesquisa, apoiada pela FAPESP, foram divulgados no The Journal of Physiology.

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“Importante ressaltar que nosso modelo foi de prevenção, pois iniciamos a suplementação quando os animais estavam sadios. Atualmente, estamos investigando o efeito do óleo de peixe em animais já obesos e os resultados parecem ser diferentes”, contou Maria Isabel Cardoso Alonso-Vale, professora do Departamento de Ciências Biológicas da Unifesp.

Os experimentos foram conduzidos durante o mestrado e o doutorado de Roberta Dourado Cavalcante da Cunha de Sá, sob orientação de Alonso-Vale. Os animais foram suplementados com óleo de peixe ao longo de 12 semanas. A partir da quarta, passaram a receber uma dieta considerada hiperlipídica: com 59% de gordura, contra 9% da dieta ingerida pelo grupo-controle.

“Os animais recebiam dois gramas de óleo de peixe por quilo corporal, três vezes por semana. Cada grama do óleo usado no estudo tem 540 miligramas de EPA (ácido eicosapentaenoico) e 100 miligramas de DHA (ácido docosahexaenoico). A proporção desses ácidos graxos poli-insaturados deve ser considerada para a obtenção do resultado”, comentou Alonso-Vale.

De acordo com dados da literatura científica, o EPA tem ação anti-inflamatória no organismo, induzindo a produção de substâncias conhecidas como prostaglandinas E3. Já o DHA é conhecido por sua ação antioxidante.

Resultados

No final das 12 semanas, o peso dos camundongos que receberam a dieta hiperlipídica e não foram suplementados havia aumentado em média 12 vezes. Além disso, os animais apresentavam intolerância à glicose, resistência à insulina, aumento nas taxas de glicemia e insulinemia de jejum e aumento nos níveis de colesterol total e de LDL (lipoproteína de baixa densidade, conhecida como “colesterol ruim”). Para piorar, os roedores obesos estavam comendo mais do que os outros animais e gastando um porcentual menor da energia ingerida.

Confira a matéria completa no site da Agência Fapesp de notícias.


MEC premiará experiências de combate ao Aedes aegpyti e microcefalia

30 de agosto de 2016 | postado por Malu Silveira
Imagem de larvas do Aedes aegypti (Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem)

Ação faz parte dos concursos Desafio da Educação Profissional e Tecnológica e Desafio da Educação ZikaZero (Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem)

O Ministério da Educação (MEC) contemplará ideias e experiências que, além de promover a inovação na educação profissional e tecnológica, apresentem soluções para o combate ao Aedes Aegpytimosquito transmissor da dengue, chicungunha e zika – e à microcefalia. A ação faz parte dos concursos Desafio da Educação Profissional e Tecnológica e Desafio da Educação ZikaZero, iniciativas abertas à participação de estudantes, profissionais de cursos técnicos ou de graduação de institutos federais, de universidades federais ou escolas públicas estaduais ou municipais.

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Os inscritos nas plataformas de cada um dos concursos ficarão disponíveis para avaliação popular. Ao final do período estabelecido pelos editais, será gerado um ranking com os primeiros colocados, classificados por critérios como o somatório de pontos e o engajamento com o tema. Os prêmios podem chegar a R$ 2 mil, na categoria individual, e R$ 25 mil na categoria de curso ou instituição indicada.

“É uma estratégia de mobilização que possibilita à população propor, avaliar e compartilhar soluções inovadoras de alto impacto para aprimorar temas relevantes de interesse social, a exemplo da educação profissional e tecnológica e da saúde pública”, comenta Marcos Viegas, titular da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec).

Os prazos e formulários de inscrição, bem como as datas de premiação, podem ser encontrados nos sites desafiodaeducacao.mec.gov.br e desafiozikazero.mec.gov.br.


Segundo o Inca, somente em 2015, 57,9 mil novos casos de câncer de mama devem ser registrados no Brasil (Foto: JC Imagem)

Segundo o Inca, somente em 2015, 57,9 mil novos casos de câncer de mama devem ser registrados no Brasil (Foto: JC Imagem)

Por Eduardo Azevedo, editor do Jornal do Commercio

GRAMADO (RS) – Mulheres diagnosticadas com câncer de mama avançado (HER2 positivo) poderiam ter dois anos a mais de vida se houvesse o acréscimo de apenas um medicamento (Herceptin) ao tratamento convencional oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O dado, citado pelo oncologista Leandro Brust durante workshop sobre câncer de mama, realizado este mês em Gramado, no Rio Grande do Sul, chama a atenção para a qualidade do tratamento oncológico público no Brasil, tema de estudo publicado recentemente por especialistas brasileiros no norte-americano Journal of Global Oncology, da Sociedade Americana de Oncologia Clínica.

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Na sua palestra, Leandro Brust traçou paralelos aos tratamentos disponíveis nas redes pública e privada no País. “Enquanto terapias inovadoras indicadas para mulheres com câncer de mama avançado estão disponíveis para pacientes de planos de saúde há 17 anos, o SUS continua oferecendo somente a quimioterapia para os casos metastáticos. Somente a partir de 2013, o Herceptin passou a ser disponibilizado na rede pública e apenas para casos de câncer de mama inicial”, alertou o oncologista, no evento promovido pelo laboratório Novartis.

Segundo o especialista, entre os anos de 2005 e 2012, estima-se que aproximadamente cinco mil pacientes morreram por falta da droga trastuzumabe (Herceptin) combinada à quimioterapia. “A falta de acesso ao Herceptin teve como resultado o aumento no número de mortes precoces no Brasil”, constatou o médico, lembrando que 75% dos pacientes com câncer no Brasil são atendidos pelo SUS.

Imagem de mulher com símbolo do câncer de mama (Foto: Hélia Scheppa / Acervo JC Imagem)

Para o oncologista Leandro Brust, é difícil detectar precocemente o câncer na rede pública. “Há demora na realização de exames e muitos dos equipamentos (mamógrafos) estão descalibrados”, acredita o médico (Foto: Hélia Scheppa/Acervo JC Imagem)

Com um percentual tão alto de atendimento pela rede pública, as projeções para os próximos anos são alarmantes. Um estudo feito pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) aponta que, somente neste ano, 57,9 mil novos casos de câncer de mama devem ser registrados no País. “As estimativas do Inca permitem prever que 2.008 mulheres serão diagnosticadas com câncer de mama metastático (avançado). Se elas forem tratadas somente com o que é oferecido pelo SUS (quimioterapia), nós teremos apenas 808 pacientes vivas nos próximos dois anos. Se elas recebessem a combinação de quimioterapia e Herceptin, o número de sobreviventes pularia de 808 para 1.408 mulheres”, disse o médico.

Leandro Brust ressaltou que há um enorme abismo entre as terapias (e diagnósticos) de quem tem convênio e de quem não tem. “O saldo disso é que teremos (em dois anos) 768 mortes prematuras tratadas pelo SUS e que poderiam ser evitadas. Esse medicamento (Herceptin) é oferecido pelos planos de saúde há mais de 15 anos”, resumiu, retomando o estudo feito pelo Inca.

“Nós, oncologistas que atendemos na rede pública, passamos quase que diariamente por um dilema. Você está na frente de uma paciente e sabe que existem alternativas terapêuticas que podem oferecer um ganho ou qualidade de vida. Como você vai dizer que ela não tem direito ao que há de melhor? Essa é uma questão grave e que precisa ser amplamente discutida com a sociedade”, desabafou Leandro.

Agravantes

Além da falta de acesso ao Herceptin, incluído há 15 anos na lista de medicamentos prioritários da Organização Mundial da Saúde (OMS), outros fatores que reduzem as chances de cura das pacientes são o sucateamento dos equipamentos da rede pública e a defasagem na tabela de pagamento para os procedimentos (Apac).

“É difícil detectar precocemente o câncer no SUS. Há demora na realização de exames e muitos dos equipamentos (mamógrafos) estão descalibrados”, relatou Leandro Brust. Segundo dados do Inca, 50% dos tumores de mama são diagnosticados em estágios mais avançados, e 30% deles irão evoluir para o estágio em que ocorrem as metástases. “A doença metastática está intimamente relacionada a um diagnóstico tardio”, informou.

A doença metastática está intimamente relacionada a um diagnóstico tardio”, frisa Leandro Brust (Foto: Divulgação)

A doença metastática está intimamente relacionada a um diagnóstico tardio”, frisa Leandro Brust (Foto: Divulgação)

O oncologista ressaltou, também, que a tabela do SUS é raramente reajustada. “Estamos há 12 anos sem uma revisão nos valores pagos pelos procedimentos. Houve uma mudança algum tempo atrás, mas foi apenas uma redistribuição. Não há novas incorporações”, disse.

A Autorização para Procedimento de Alta Complexididade (Apac) é uma tabela nacional, que paga por patologia, conforme o estágio da doença. Tem um valor mensal fixo, que deveria cobrir todos os custos do tratamento do paciente (desde internação, medicamentos, alimentação, luz, etc).

Leandro Brust finalizou a palestra com algumas reflexões: “Precisamos rever nossos conceitos acerca de qual o valor de uma vida? Quanto vale a vida de quem tem chance de cura? Ou, quanto vale a vida de quem não tem chance de cura, mas pode viver mais com tratamentos eficazes?”, indagou o oncologista.


Tabagismo passivo é a terceira maior causa de morte evitável no mundo

29 de agosto de 2016 | postado por Cinthya Leite
Tabagismo

Fumo passivo: Fumaça ambiental de tabaco possui 60 substâncias cancerígenas e seis substâncias capazes de provocar mutação genética (Foto: Fernando da Hora/JC Imagem)

O tabagismo passivo, caracterizado pela inalação da fumaça de cigarro e outro produtos derivados do tabaco por não fumantes, é a terceira maior causa de morte evitável no mundo, atrás do tabagismo ativo e do consumo excessivo de álcool, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). A fumaça ambiental de tabaco, segundo a Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), possui 60 substâncias cancerígenas e seis substâncias capazes de provocar mutação genética. Por isso, é classificada como carcinógeno humano do grupo 1, sem níveis seguros de exposição.

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Para marcar este Dia Nacional de Combate ao Fumo, o pneumologista Guilherme Costa, do Hospital Jayme da Fonte, no Recife, explica por que devemos ter atenção à inalação passiva da fumaça do cigarro. “A exposição involuntária à fumaça do tabaco, em curto período, pode acarretar desde reações alérgicas como rinite, tosse, conjuntivite e crise de asma até doenças mais graves em adultos expostos por longos períodos”, explica o pneumologista.

Pesquisas realizadas pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) mostram que fumantes passivos têm um risco 30% maior desenvolver câncer de pulmão e 24% maior de infarto agudo do miocárdio, em comparação às pessoas que não inalam a fumaça do cigarro. Vale ressaltar que a fumaça que sai da ponta do cigarro e se difunde no ambiente contém, em média, três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que o fumante inala.

Outra parcela da população fumante passiva que merece atenção são os bebês e as crianças, que são expostos aos males do cigarro por meio de seus familiares fumantes. “Bebês de grávidas fumantes apresentam taxas maiores de prematuridade, baixo peso ao nascer, retardo no desenvolvimento psíquico e mais risco de mortalidade infantil. E filhos de pais fumantes apresentam maiores complicações respiratórias, idas ao serviço de emergência médica, infecções respiratórias de repetição, alergias respiratórias, rinites, sinusites e otites”, alerta o médico.

Assim, o fumante deve ter conhecimento de que a fumaça do seu cigarro ou de outro derivado do tabaco pode causar doenças nas pessoas com quem convive em casa, no trabalho e em demais espaços coletivos e que não existe nível seguro de exposição à fumaça. “Mesmo em locais abertos, a qualidade do ar já se torna alterada e prejudica as pessoas”, afirma Guilherme.

Com a implantação da Lei Antifumo em 2011, que proíbe, entre outras coisas, fumar em ambientes fechados públicos e privados, houve uma redução significativa da poluição tabagística ambiental. “Locais públicos sem fumo faz os fumantes refletirem sobre seu vício e procurar ajuda e parar de fumar”, diz o pneumologista.


Suco de uva integral: uma boa fonte do antioxidante resveratrol

29 de agosto de 2016 | postado por Cinthya Leite
Suco de uva integral deve ser associado a hábitos de vida saudáveis (Foto: Igo Bione)

Associado a hábitos de vida saudáveis, suco de uva integral pode ser um antioxidante eficaz (Foto: Igo Bione)

Tanto o vinho tinto quanto o suco de uva integral possuem resveratrol, composto com propriedades antioxidantes que ajudam a evitar o aparecimento de alguns problemas de saúde e a formação de radicais livres no organismo capazes de favorecer o envelhecimento celular. “A diferença entre o suco de uva integral e o vinho tinto é o álcool, que tem ação deletéria para a saúde”, alerta a nutricionista Conceição Chaves, professora do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ela orienta que, para quem deseja desfrutar dos benefícios proporcionados pelo resveratrol, o mais indicado é acrescentar o suco de uva integral ao cardápio e a própria uva escura, além de outras frutas vermelhas.

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“É importante orientar que, consumido de forma isolada, o suco de uva integral não vai fazer milagres. Ele deve ser associado a comportamentos saudáveis, principalmente aqueles hábitos que controlam o peso corporal, como a prática regular de atividade física e a alimentação balanceada”, ressalta Conceição.

A nutricionista ainda chama atenção em relação ao tipo de suco de uva que deve ser escolhido. “É importante ficar atento ao néctar, que pode ter alto teor açúcar e, por isso, deve ser evitado por quem tem diabetes e por aqueles que não desejam ganhar peso”, ressalta a especialista. Por isso, vale analisar as embalagens: para ser integral, o suco de uva deve ter 100% da fruta, ser isento de água, açúcar, corantes e conservantes.


Imagem de livro (Foto ilustrativa: Free Images)

Medicina nuclear e fisioterapia em uroginecologia e obstetrícia são algumas das mais de 90 opções de pós-graduações no Instituto de Desenvolvimento Educacional (Foto ilustrativa: Free Images)

O Instituto de Desenvolvimento Educacional (IDE), instituição especializada em cursos nas áreas da saúde, está com inscrições abertas para turmas de pós-graduações. Há cursos para profissionais de medicina, enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, farmácia, nutrição e educação física. Terão aulas na sede do IDE, no bairro do Pina, Zona Sul do Recife, e em pontos do instituto espalhados pelo interior do Estado, como Caruaru e Petrolina.

Medicina nuclear, fisioterapia em uroginecologia e obstetrícia, enfermagem em UTI geral, farmácia clínica, hematologia clínica, controle de qualidade dos alimentos e nutrição clínica são algumas das opções oferecidas. São mais de 90 opções de especializações no IDE.

Todos os cursos ministrados no Instituto de Desenvolvimento Educacional são realizados pela Faculdade Redentor (MEC| 910 de 12/07/2011). As inscrições devem ser feitas no site da instituição. A duração dos cursos de pós-graduação variam, mas é em média de 18 a 22 meses. Outras informações pelos telefones: (81) 3465.0002 e 0800 081 3256.

Serviço

Cursos de pós-graduação pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional (IDE)
Endereço (sede): IDE – Rua Manuel de Brito, 311 – Pina, Recife (PE)
Informações: (81) 3465.0002 e 0800 081 3256
Site: www.idecursos.com.br


Imagem de médica segurando prancheta (Foto: Free Images)

Palestra sobre interferência das operadoras de plano de saúde na prática médica acontecerá no dia 3 de setembro (Foto ilustrativa: Free Images)

O Instituto de Bioética e Biodireito de Pernambuco (IPBB) realizará no dia 3 de setembro a palestra ‘Interferência das operadoras de plano de saúde na prática médica’. O encontro, a partir das 14h, acontecerá na Interne Educação, no bairro da Ilha do Leite, área central do Recife.

A palestra, voltada para o público em geral interessado no tema, será ministrada pelo advogado Diogo Santos. As inscrições devem ser feitas no local. Os participantes receberão certificado pela participação no evento.

Serviço

Palestra ‘Interferência das operadoras de plano de saúde na prática médica’
Data: 3 de setembro
Horário: a partir das 14h
Local: Interne Educação | Rua Marquês do Amorim 356, Boa Vista, Recife
Investimento:
– Sócios do IPBB: gratuito
– Estudantes: R$: 25
– Profissionais: R$ 50


Geriatra lista 4 dicas para o envelhecimento saudável

28 de agosto de 2016 | postado por Malu Silveira
Imagem de casal de idosos passeando em parque (Foto ilustrativa: Free Images)

Conjunto de esforços tanto do idoso como de parentes próximos e cuidadores é essencial para garantir um envelhecimento saudável (Foto: Free Images)

Manter a saúde e a independência ao chegar na terceira idade pode ser mais simples do que parece. Mas, para garantir um envelhecimento saudável é necessário um conjunto de esforços tanto do idoso como de parentes próximos e cuidadores. A geriatra Natalia Cavalcanti, do Hospital Esperança Olinda, listou uma série de cuidados para prevenir ou minimizar os impactos causados pelos problemas crônicos de saúde em pacientes mais velhos. Tudo para assegurar uma vida longa e produtiva.

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Confira as principais dicas:

1. Deixar em dia a vacinação.

“A vacina contra a influenza (gripe) reduz a incidência da doença, assim como suas taxas de hospitalização e morte, mas é importante lembrarmos outras vacinas que fazem parte do calendário vacinal do idoso”, ressalta a médica. Imunização contra o pneumococo (causador da pneumonia), hepatite B, herpes zoster (popularmente conhecida como “cobreiro”) e tríplice bacteriana contra tétano, difteria e coqueluche também são muito importantes.

2. Acompanhamento médico para monitorar doenças.

Atuar no rastreamento de doenças – como hipertensão, diabetes, osteoporose e câncer – tem influência direta com a qualidade de vida do idoso. “Devemos monitorar ainda sintomas e condições que tenham impacto na saúde, qualidade de vida e segurança dos idosos, incluindo declínio cognitivo, depressão, instabilidade de marcha e quedas, perda de peso e declínio funcional”, ressalta a geriatra.

3. Praticar exercícios físicos regularmente.

A profissional sugere a inclusão de exercícios físicos no dia a dia – desde que com o acompanhamento de profissionais habilitados para evitar lesões e agravos à saúde. Entre as categorias de exercícios que devem fazer parte do programa de atividades físicas dos idosos estão os aeróbicos, de fortalecimento muscular (musculação ou treinamento de resistência) e de equilíbrio (a exemplo do tai chi chuan).

4. Ter cuidado com hábitos não saudáveis

Abandonar o cigarro, limitar o consumo de álcool e ter cuidado com a alimentação desregrada são alguns dos pontos essenciais para envelhecer bem. O paciente deve ter cuidado com hábitos não saudáveis. “Os idosos devem fazer três refeições principais, com três lanches nos intervalos entre elas. Devem comer devagar, mastigando bem os alimentos, o que contribui para a sensação de saciedade, facilita a digestão e a absorção dos nutrientes. Devem ainda evitar o consumo de alimentos industrializados, ricos em sódio, e beber, no mínimo, dois litros de água por dia”, acrescenta.


Alepe cria Frente Parlamentar da Primeira Infância

28 de agosto de 2016 | postado por Malu Silveira
Imagem dos integrantes da Frente Parlamentar da Primeira Infância (Foto: Rinaldo Marques / Alepe)

Iniciativa para a Primeira Infância visa implementar mais políticas públicas para as crianças de zero a seis anos (Foto: Rinaldo Marques / Alepe)

Recém-criada pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), a Frente Parlamentar da Primeira Infância tem como principais objetivos instituir políticas públicas voltadas para as crianças e promover a implantação de legislações, programas e serviços em consonância com as esferas estadual, federal e municipais no tocante aos pernambucanos com até seis anos de idade. A iniciativa foi idealizada pela deputada estadual Simone Santana, pediatra com atuação na área e presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Alepe.

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A ideia surgiu após a sanção do Marco Legal da Primeira Infância (Lei 13.257/2016), em março deste ano, que cria um conjunto de programas e ações voltados especificamente para a faixa etária que abrange os seis primeiros anos de vida. O Governo Federal anunciou que criará, neste segundo semestre, o programa Criança Feliz, integrando municípios e estados em atendimentos domiciliares periódicos feitos por visitadores capacitados, que criarão vínculos com as crianças e suas famílias.

“Diante da contundente movimentação nacional em torno desta importante temática, no sentido de construir políticas que redirecionam o olhar do Poder Público para as crianças, é fundamental que a Alepe participe e contribua com o debate”, afirma a deputada. De acordo com a parlamente, a nova Frente deve promover reuniões entre parlamentares e demais setores da sociedade vinculados à temática, realizar audiências públicas, desenvolver ações e acompanhar de perto a aplicação do Marco Legal à realidade pernambucana.


Oftalmologista lista 10 mitos e verdades sobre o glaucoma

28 de agosto de 2016 | postado por Malu Silveira
Imagem de olho (Foto: Free Images)

Conjunto de condições oculares que podem causar cegueira, glaucoma tem diversos fatores que favorecem seu desenvolvimento (Foto ilustrativa: Free Images)

Doença que na maioria das vezes não apresenta sintomas, apenas nos estágios mais avançados, o glaucoma ainda é motivo de muitas dúvidas entre os pacientes. Conjunto de condições oculares que podem causar cegueira, a doença tem diversos fatores que favorecem seu desenvolvimento. Hereditariedade e aumento da pressão intraocular são algumas das causas.

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Para entender um pouco mais sobre a doença, o oftalmologista Remo Susanna Jr, professor titular de oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), consultado pela Allergan, empresa especializada em saúde, listou mitos e verdades sobre o glaucoma. Confira as principais questões:

1. O paciente percebe os sintomas.

MITO. Na maioria dos casos o glaucoma de ângulo aberto, a forma mais comum da doença, desenvolve-se lentamente, no decorrer de anos, sem ocasionar nenhum sintoma.

2. Crianças podem ter glaucoma.

VERDADE. As crianças podem ter o chamado glaucoma congênito ou glaucoma infantil ou de desenvolvimento. Ambos são raros e podem aparecer após o nascimento ou até mesmo intraútero. As manifestações clínicas surgem, geralmente, no decorrer do primeiro ano de vida e se caracterizam pelo globo ocular aumentado, alterações na transparência da córnea, que fica branco-azulada, lacrimejamento e fotofobia. Não necessariamente estão presentes todos estes sinais.

3. Antecedente familiar é um dos fatores para o desenvolvimento da doença.

VERDADE. Ninguém sabe ao certo o que causa o glaucoma, mas os maiores fatores de risco são: histórico familiar, pressão do olho elevada, idade avançada (pessoas com mais de 60 anos), alto grau de miopia, tratamento contínuo com esteroides e descendência africana.

4. O glaucoma pode deixar a pessoa cega.

VERDADE. A doença provoca lesões no nervo óptico e, consequentemente, leva à perda gradativa da visão, uma vez que o nervo óptico é o local do nosso olho responsável pela comunicação entre o olho e o cérebro. É a causa mais frequente de cegueira irreversível no mundo. Alguns estudos americanos mostram que, mesmo tratados, 15% do pacientes ficam cegos por fatores variados, como o tratamento não adequado e a não utilização correta das instruções médicas pelo paciente. A lesão glaucomatosa do nervo ótico é irreversível. O tratamento visa evitar a progressão da doença.

5. A cegueira causada pelo glaucoma é reversível.

MITO. A lesão glaucomatosa é irreversível.

6. É possível prevenir o glaucoma.

MITO. Não há como prevenir o glaucoma, porém pode-se evitar a perda da visão com diagnóstico precoce e tratamento adequado. Visitas de rotinas ao oftalmologista são as melhores formas de evitar que o glaucoma passe despercebido. Um exame completo inclui a medição da pressão intraocular e avaliação tanto do ângulo do olho (sistema de drenagem do olho) quanto do nervo óptico. Além disso, outros testes como o de campo visual, a utilização de aparelhos digitais de imagem para verificação da presença e extensão da lesão glaucomatosa podem ser necessários.

7. O paciente, uma vez tratado, está curado da doença.

MITO. O glaucoma não pode ser curado, mas sim controlado. A maneira mais simples é com o uso de colírios, que diminuem a pressão intraocular. Outra forma é usar um laser específico ou então realizar uma cirurgia para escoar o líquido interno do olho ou diminuir a sua produção.

8. O colírio para baixar a pressão intraocular deve ser usado sempre.

VERDADE. Seguir os conselhos e instruções do oftalmologista e usar o colírio regularmente e corretamente, conforme orientado pelo médico, controlará a pressão ocular e estabilizará ou diminuirá a progressão do glaucoma.

9. Quando se opera o glaucoma o problema da pressão está resolvido.

MITO. Na maioria das vezes ocorre o equilíbrio da pressão em um nível seguro, não precisando do uso de colírios. Mas, alguns pacientes podem apresentar difícil controle mesmo após a cirurgia, necessitando manter os colírios ou até mesmo precisarem realizar um novo procedimento cirúrgico.

10. O risco de conviver com o glaucoma diminui com a idade.

MITO. O risco de ter glaucoma aumenta com a idade, sendo mais comum após os 40 anos. Além disso, pessoas com casos de glaucoma na família têm risco maior de apresentar a doença. Portanto, os adultos com histórico familiar de glaucoma devem ser examinados anualmente pelo oftalmologista e referir ao mesmo a presença de antecedentes familiares da doença.


 
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