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Casa Saudável

Geriatra lista 4 dicas para o envelhecimento saudável

28 de agosto de 2016 | postado por Malu Silveira
Imagem de casal de idosos passeando em parque (Foto ilustrativa: Free Images)

Conjunto de esforços tanto do idoso como de parentes próximos e cuidadores é essencial para garantir um envelhecimento saudável (Foto: Free Images)

Manter a saúde e a independência ao chegar na terceira idade pode ser mais simples do que parece. Mas, para garantir um envelhecimento saudável é necessário um conjunto de esforços tanto do idoso como de parentes próximos e cuidadores. A geriatra Natalia Cavalcanti, do Hospital Esperança Olinda, listou uma série de cuidados para prevenir ou minimizar os impactos causados pelos problemas crônicos de saúde em pacientes mais velhos. Tudo para assegurar uma vida longa e produtiva.

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Confira as principais dicas:

1. Deixar em dia a vacinação.

“A vacina contra a influenza (gripe) reduz a incidência da doença, assim como suas taxas de hospitalização e morte, mas é importante lembrarmos outras vacinas que fazem parte do calendário vacinal do idoso”, ressalta a médica. Imunização contra o pneumococo (causador da pneumonia), hepatite B, herpes zoster (popularmente conhecida como “cobreiro”) e tríplice bacteriana contra tétano, difteria e coqueluche também são muito importantes.

2. Acompanhamento médico para monitorar doenças.

Atuar no rastreamento de doenças – como hipertensão, diabetes, osteoporose e câncer – tem influência direta com a qualidade de vida do idoso. “Devemos monitorar ainda sintomas e condições que tenham impacto na saúde, qualidade de vida e segurança dos idosos, incluindo declínio cognitivo, depressão, instabilidade de marcha e quedas, perda de peso e declínio funcional”, ressalta a geriatra.

3. Praticar exercícios físicos regularmente.

A profissional sugere a inclusão de exercícios físicos no dia a dia – desde que com o acompanhamento de profissionais habilitados para evitar lesões e agravos à saúde. Entre as categorias de exercícios que devem fazer parte do programa de atividades físicas dos idosos estão os aeróbicos, de fortalecimento muscular (musculação ou treinamento de resistência) e de equilíbrio (a exemplo do tai chi chuan).

4. Ter cuidado com hábitos não saudáveis

Abandonar o cigarro, limitar o consumo de álcool e ter cuidado com a alimentação desregrada são alguns dos pontos essenciais para envelhecer bem. O paciente deve ter cuidado com hábitos não saudáveis. “Os idosos devem fazer três refeições principais, com três lanches nos intervalos entre elas. Devem comer devagar, mastigando bem os alimentos, o que contribui para a sensação de saciedade, facilita a digestão e a absorção dos nutrientes. Devem ainda evitar o consumo de alimentos industrializados, ricos em sódio, e beber, no mínimo, dois litros de água por dia”, acrescenta.


Alepe cria Frente Parlamentar da Primeira Infância

28 de agosto de 2016 | postado por Malu Silveira
Imagem dos integrantes da Frente Parlamentar da Primeira Infância (Foto: Rinaldo Marques / Alepe)

Iniciativa para a Primeira Infância visa implementar mais políticas públicas para as crianças de zero a seis anos (Foto: Rinaldo Marques / Alepe)

Recém-criada pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), a Frente Parlamentar da Primeira Infância tem como principais objetivos instituir políticas públicas voltadas para as crianças e promover a implantação de legislações, programas e serviços em consonância com as esferas estadual, federal e municipais no tocante aos pernambucanos com até seis anos de idade. A iniciativa foi idealizada pela deputada estadual Simone Santana, pediatra com atuação na área e presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Alepe.

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A ideia surgiu após a sanção do Marco Legal da Primeira Infância (Lei 13.257/2016), em março deste ano, que cria um conjunto de programas e ações voltados especificamente para a faixa etária que abrange os seis primeiros anos de vida. O Governo Federal anunciou que criará, neste segundo semestre, o programa Criança Feliz, integrando municípios e estados em atendimentos domiciliares periódicos feitos por visitadores capacitados, que criarão vínculos com as crianças e suas famílias.

“Diante da contundente movimentação nacional em torno desta importante temática, no sentido de construir políticas que redirecionam o olhar do Poder Público para as crianças, é fundamental que a Alepe participe e contribua com o debate”, afirma a deputada. De acordo com a parlamente, a nova Frente deve promover reuniões entre parlamentares e demais setores da sociedade vinculados à temática, realizar audiências públicas, desenvolver ações e acompanhar de perto a aplicação do Marco Legal à realidade pernambucana.


Oftalmologista lista 10 mitos e verdades sobre o glaucoma

28 de agosto de 2016 | postado por Malu Silveira
Imagem de olho (Foto: Free Images)

Conjunto de condições oculares que podem causar cegueira, glaucoma tem diversos fatores que favorecem seu desenvolvimento (Foto ilustrativa: Free Images)

Doença que na maioria das vezes não apresenta sintomas, apenas nos estágios mais avançados, o glaucoma ainda é motivo de muitas dúvidas entre os pacientes. Conjunto de condições oculares que podem causar cegueira, a doença tem diversos fatores que favorecem seu desenvolvimento. Hereditariedade e aumento da pressão intraocular são algumas das causas.

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Para entender um pouco mais sobre a doença, o oftalmologista Remo Susanna Jr, professor titular de oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), consultado pela Allergan, empresa especializada em saúde, listou mitos e verdades sobre o glaucoma. Confira as principais questões:

1. O paciente percebe os sintomas.

MITO. Na maioria dos casos o glaucoma de ângulo aberto, a forma mais comum da doença, desenvolve-se lentamente, no decorrer de anos, sem ocasionar nenhum sintoma.

2. Crianças podem ter glaucoma.

VERDADE. As crianças podem ter o chamado glaucoma congênito ou glaucoma infantil ou de desenvolvimento. Ambos são raros e podem aparecer após o nascimento ou até mesmo intraútero. As manifestações clínicas surgem, geralmente, no decorrer do primeiro ano de vida e se caracterizam pelo globo ocular aumentado, alterações na transparência da córnea, que fica branco-azulada, lacrimejamento e fotofobia. Não necessariamente estão presentes todos estes sinais.

3. Antecedente familiar é um dos fatores para o desenvolvimento da doença.

VERDADE. Ninguém sabe ao certo o que causa o glaucoma, mas os maiores fatores de risco são: histórico familiar, pressão do olho elevada, idade avançada (pessoas com mais de 60 anos), alto grau de miopia, tratamento contínuo com esteroides e descendência africana.

4. O glaucoma pode deixar a pessoa cega.

VERDADE. A doença provoca lesões no nervo óptico e, consequentemente, leva à perda gradativa da visão, uma vez que o nervo óptico é o local do nosso olho responsável pela comunicação entre o olho e o cérebro. É a causa mais frequente de cegueira irreversível no mundo. Alguns estudos americanos mostram que, mesmo tratados, 15% do pacientes ficam cegos por fatores variados, como o tratamento não adequado e a não utilização correta das instruções médicas pelo paciente. A lesão glaucomatosa do nervo ótico é irreversível. O tratamento visa evitar a progressão da doença.

5. A cegueira causada pelo glaucoma é reversível.

MITO. A lesão glaucomatosa é irreversível.

6. É possível prevenir o glaucoma.

MITO. Não há como prevenir o glaucoma, porém pode-se evitar a perda da visão com diagnóstico precoce e tratamento adequado. Visitas de rotinas ao oftalmologista são as melhores formas de evitar que o glaucoma passe despercebido. Um exame completo inclui a medição da pressão intraocular e avaliação tanto do ângulo do olho (sistema de drenagem do olho) quanto do nervo óptico. Além disso, outros testes como o de campo visual, a utilização de aparelhos digitais de imagem para verificação da presença e extensão da lesão glaucomatosa podem ser necessários.

7. O paciente, uma vez tratado, está curado da doença.

MITO. O glaucoma não pode ser curado, mas sim controlado. A maneira mais simples é com o uso de colírios, que diminuem a pressão intraocular. Outra forma é usar um laser específico ou então realizar uma cirurgia para escoar o líquido interno do olho ou diminuir a sua produção.

8. O colírio para baixar a pressão intraocular deve ser usado sempre.

VERDADE. Seguir os conselhos e instruções do oftalmologista e usar o colírio regularmente e corretamente, conforme orientado pelo médico, controlará a pressão ocular e estabilizará ou diminuirá a progressão do glaucoma.

9. Quando se opera o glaucoma o problema da pressão está resolvido.

MITO. Na maioria das vezes ocorre o equilíbrio da pressão em um nível seguro, não precisando do uso de colírios. Mas, alguns pacientes podem apresentar difícil controle mesmo após a cirurgia, necessitando manter os colírios ou até mesmo precisarem realizar um novo procedimento cirúrgico.

10. O risco de conviver com o glaucoma diminui com a idade.

MITO. O risco de ter glaucoma aumenta com a idade, sendo mais comum após os 40 anos. Além disso, pessoas com casos de glaucoma na família têm risco maior de apresentar a doença. Portanto, os adultos com histórico familiar de glaucoma devem ser examinados anualmente pelo oftalmologista e referir ao mesmo a presença de antecedentes familiares da doença.


Imagem de livro aberto (Foto: Free Images)

Entre atividades programadas, painéis e publicação de um suplemento especial sobre Frederico Simões Barbosa na revista Cadernos de Saúde Pública (Foto ilustrativa: Free Images)

Para comemorar os 66 anos de existência, celebrados na próxima sexta-feira (2), a Fiocruz Pernambuco preparou uma programação em homenagem ao centenário de nascimento do primeiro diretor da instituição, o cientista e sanitarista pernambucano Frederico Simões Barbosa. Entre as atividades programadas, que acontecerão na quinta-feira (1º) e na sexta, painéis, exibições de vídeos, exposição e publicação de um suplemento especial da revista Cadernos de Saúde Pública, publicado pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz).

Considerado personagem importante na história da saúde pública e da epidemiologia no Brasil, Barbosa será lembrado com uma série de atividades voltadas à temática do pesquisador, um dos primeiros no País a conduzir estudos epidemiológicos de longa duração, com ênfase no trabalho de campo e aplicação de estratégias inovadoras para a época.

Confira a programação completa:

Quinta-feira (01.09):

14h30 – abertura da programação

15h – ‘O legado e o acervo de Frederico Simões Barbosa’, com o pesquisador Paulo Elian, da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz)

15h30 – Lançamento do vídeo ‘Frederico Simões Barbosa: ciência e compromisso Social’. Produção e direção da jornalista da Fiocruz PE Silvia Santos

Após exibição do filme – Abertura da exposição ‘Frederico Simões Barbosa: da Medicina Tropical à Saúde Pública’. Mostra organizada pela Presidência da Fiocruz

Sexta-feira (02.09):

9h – Exibição do filme ‘Esquistossomose Mansoni’, dirigido pelo cineasta Firmo Neto na década de 1940. Direção cientifica do médico Luiz Tavares e filmado na técnica de microcinematografia

9h30 – Mostra do painel Medicina Tropical, com coordenação do diretor do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz, Carlos Morel

14h – Mostra do painel Saúde Pública, com coordenação do presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha


Fiocruz Pernambuco tem Serviço de Referência em Esquistossomose (Foto: Guga Matos)

Fiocruz Pernambuco tem Serviço de Referência em Esquistossomose (Foto: Guga Matos)

A nova fase dos testes da vacina contra esquistossomose desenvolvida pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) será realizada deste mês até dezembro em adultos da região endêmica no Senegal (África). Essa etapa de estudos para o imunizante é vista como um avanço para o enfrentamento de um problema negligenciado que acomete 230 milhões de pessoas por ano no mundo. Conhecida como a segunda doença parasitária mais devastadora, atrás apenas da malária, a esquistossomose foi associada à morte de 133 pessoas, no ano passado, em Pernambuco – Estado brasileiro com maior número de óbitos. “Acreditamos que o registro é subnotificado. Para evitar mortes e novos casos, realizamos ações em parceria com os municípios através do Programa de Enfrentamento às Doenças Negligenciadas (Sanar)”, diz a gerente do programa de controle da esquistossomose de Pernambuco, Bárbara Silva.

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No Estado, apenas no ano passado, foram realizados 241.398 exames de investigação da doença nas áreas sob risco. Desse total, 7.258 foram positivos para a doença, o que equivale a 3% dos casos investigados. Dos casos confirmados, 4.384 passaram por tratamento – isso corresponde a uma cobertura de tratamento de 60,4%. É o menor percentual dos últimos cinco anos. Em 2010, a cobertura de tratamento chegou a 79,4%. Em 2014, a taxa foi de 81,6%. “Há municípios que não fazem busca ativa adequada dos pacientes. Não adianta fazer diagnóstico e não tratar. Outro detalhe é que o sistema não registra as pessoas que receberam a medicação de forma coletiva (quando são tratados todos os indivíduos de uma área de risco, independentemente de fazer ou não exame). Pode acontecer de casos tratados não terem sido registrados”, esclarece Bárbara.

Até 2018, Pernambuco tem como meta diminuir a taxa de positividade da esquistossomose a menos de 10% nas localidades dos 26 municípios eleitos como prioritários. A média de todo o Estado é de 3%. Mas existem áreas em que esse percentual preocupa. Em Vitória de Santo Antão, Zona da Mata Sul, há região onde 25% dos casos investigados são positivos para a doença. Em Vicência, Zona da Mata Norte, há localidade com positividade de 20%. “Em algumas áreas, conseguimos baixar esse índice. O município de São Benedito do Sul (Zona da Mata Sul) tinha 36% de positividade em um local, onde foram feitos tratamentos coletivos em três anos. A taxa hoje é de 7%.”

Embora tenha tratamento, a doença preocupa os especialistas. “Em Pernambuco, está o maior número de casos, óbitos, internações hospitalares e formas graves da esquistossomose, em comparação com o restante do Brasil. Isso ocorre porque as medidas de controle são centradas em ações medicamentosas: o doente é medicado, mas as condições ambientais permanecem insalubres, o que leva as pessoas a adoecerem novamente”, lamenta a bióloga Constança Simões Barbosa, do Serviço de Referência em Esquistossomose da Fiocruz Pernambuco. A pesquisadora acrescenta que, para quebrar a transmissão da doença, seria preciso investir em saneamento básico.

Na nova fase de estudos, a vacina será administrada em três doses, com intervalos de um mês entre cada uma. A conclusão dessa etapa está prevista para 2017. O imunizante utiliza a proteína Sm14, sintetizada a partir do Schistosoma mansoni, verme causador da esquistossomose na América Latina e na África. Será produzida a partir de um antígeno – substância que estimula a produção de anticorpos, evitando que o parasita causador da doença se instale no organismo ou que lhe cause danos.


Geriatra fala sobre importância de as cidades se tornarem amigas dos idosos

27 de agosto de 2016 | postado por Cinthya Leite
Emílio Moriguchi desenvolve trabalho voltado para o envelhecimento bem-sucedido em Veranópolis, no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação)

Emílio Moriguchi desenvolve trabalho voltado para o envelhecimento bem-sucedido em Veranópolis, no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação)

O geriatra Emílio Moriguchi, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, fala sobre o trabalho de Veranópolis (RS) para ganhar o título de amiga do idoso.

JORNAL DO COMMERCIO – Como as cidades brasileiras têm acolhido os idosos?

EMÍLIO MORIGUCHI – A Organização Mundial de Saúde tem cadastrado mais de três mil cidades no mundo que se candidatam para receber o título de amiga do idoso, o que exige seguir todo um processo. Primeiramente, é preciso diagnosticar como é a cidade em relação às condições de saúde, questões socioeconômicas, acessibilidade e políticas municipais para idosos. A única cidade brasileira que já cumpriu essa primeira etapa foi Veranópolis (município do Rio Grande do Sul com 28 mil habitantes. Desses, 16% são idosos), o que gerou um plano de trabalho (para receber o título). Os idosos solicitaram mais segurança e, por isso, foi planejada uma política que já está sendo executada.

JORNAL DO COMMERCIO – Como Veranópolis entrou nesse ranking?

MORIGUCHI – Calçadas, ruas e iluminação foram melhoradas. Além disso, todos os edifícios públicos ganharam rampas. Na cidade, os locais com risco de queda têm corrimão, mesmo nas ruas. É mais trabalhoso fazer isso nas grandes cidades, não apenas por causa do tamanho, mas também pela dificuldade política. Nem todos os gestores são interessados nos idosos. Veranópolis tem um trabalho voltado para o envelhecimento há mais de 20 anos. Desde 1994, a cidade conta com projetos de longevidade. É preciso ter continuidade. O Brasil é um dos países onde se envelhece mais rápido e, por isso, teria que se pensar nisso, mas infelizmente não vejo iniciativas serem levadas a sério.

JORNAL DO COMMERCIO – Qual a maior dificuldade enfrentada pelos idosos?

MORIGUCHI – Há queixas em relação a questões de segurança e acessibilidade. Eles são muito visados na saída dos bancos, por exemplo. Outro detalhe é que, muitas vezes, os ônibus não são adaptados para esse público. E em outras situações, o motorista não espera o idoso atravessar a rua. Ainda faltam respeito e educação.


Por um Recife mais acessível e amigo dos idosos

27 de agosto de 2016 | postado por Cinthya Leite
"No Recife, não há respeito no transporte coletivo. Gostaria de mais espaços ao ar livre, como parques bem localizados, que nos fazem sentir bem", comenta o comerciário aposentado Vicente Santana, 79 anos

“No Recife, não há respeito no transporte coletivo. Gostaria de mais espaços ao ar livre, como parques bem localizados, que nos fazem sentir bem”, comenta o comerciário aposentado Vicente Santana, 79 anos (Foto: André Nery/JC Imagem)

Terceira capital brasileira com maior proporção de idosos do País, com 9,4% da população acima dos 60 anos (150 mil pessoas, em média), o Recife (atrás só de Porto Alegre e Rio de Janeiro) carrega a missão de começar a pensar no desafio de se remodelar para favorecer a saúde, a mobilidade e a segurança da faixa etária que mais cresce no mundo. No mesmo ritmo em que metrópoles como a capital pernambucana apresentam crescimento acelerado (e pouco planejado), aumenta o universo de idosos. Por isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) encoraja os países a oferecer qualidade de vida aos mais velhos com o projeto Cidade Amiga do Idoso – aquela que faz adaptações para se tornar acessível a esse público.

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Pelos requisitos exigidos pela OMS, Recife teria que cumprir uma lista imensa de metas para ganhar esse título, a começar pela remoção de obstáculos das calçadas. O cenário de pisos estreitos, desnivelados e com rachaduras é perigoso para os mais velhos. “Sem calçadas adequadas, não dá para vivenciar a cidade. E quanto menos se vive a rua, mais insegura a via fica”, afirma a professora do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pernambuco Lúcia Leitão.

A urbanista toca num ponto desejado por muitas pessoas idosas: ter sensação de segurança onde se mora, o que inclui preocupações relacionadas à acessibilidade, iluminação, sinalização e violência. Oferecer esse amparo influencia a independência, a integração social e o bem-estar. “É comum os idosos se queixarem para sair de casa porque sabem que terão problemas para se locomover. Isso prejudica o convívio social, um fator que, ao lado de hábitos saudáveis como alimentação e atividade física, ajuda a prevenir até quadros demenciais”, assegura o geriatra Sérgio Murilo Fernandes, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia/Seção Pernambuco (SBGG/PE).

A dona de casa Maria José Xavier, 75 anos, faz parte do grupo que se sente pouco protegido nas ruas. “Idosos são vistos como indefesos e, por isso, são mais ameaçados. É preciso investir em segurança. Tenho cuidado quando saio de casa. Fico atenta a horários movimentados para vir ao parque.”

Com o compromisso de delinear o futuro da capital a partir de um desenvolvimento urbano sustentável, o Instituto da Cidade Pelópidas Silveira (ICPS) alega dar prioridade a discussões sobre acessibilidade para elaborar o Plano de Mobilidade Urbana do Recife. “O maior desafio é tornar as ruas mais acessíveis. Se uma pessoa jovem tem dificuldade de caminhar pelas vias, imagine um idoso?”, indaga o presidente do ICPS, João Domingos Azevedo. Ele ressalta que também estão em debate questões relacionadas à velocidade do tráfego, que representa barreiras para os idosos pedestres.

Levantar questões como essas é o primeiro passo para o desenvolvimento de uma cidade amiga do idoso, mesmo que seja a longo prazo.


Composto da pariparoba-murta se mostra eficaz contra parasitas

26 de agosto de 2016 | postado por Malu Silveira
Imagem da planta pariparoba-murta (Foto: Divulgação)

Análogos sintéticos de uma molécula extraída da planta apresentam in vitro alta atividade contra os protozoários causadores da doença de Chagas e da leishmaniose visceral (Foto: Divulgação)

Da Agência Fapesp de notícias

Análogos sintéticos de uma molécula encontrada nas plantas da espécie Piper malacophyllum – popularmente conhecida como pariparoba-murta – apresentaram em ensaios in vitro atividade antiparasitária até 40 vezes maior do que as drogas mais usadas atualmente contra os protozoários causadores da doença de Chagas e da leishmaniose visceral.

Os resultados da pesquisa realizada na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com apoio da FAPESP, foram divulgados no início de agosto durante o workshop “The momentum and perspectives of Drug Discovery and Development in Brazil”. O evento foi organizado no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) pelo Centro de Espectrometria de Massas Aplicada (Cemsa). Os dados também foram publicados na revista Bioorganic & Medicinal Chemistry Letters.

“Foi identificado nessa planta um composto com ação antiparasitária chamado gibilimbol e nosso grupo já sintetizou mais de 15 análogos. Fizemos pequenas modificações na estrutura da molécula com o objetivo de aumentar sua eficácia”, contou João Paulo dos Santos Fernandes, professor do Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF) da Unifesp.

Duas versões da molécula de gibilimbol – nomeadas como “A” e “B” – foram originalmente extraídas da pariparoba-murta e caracterizadas no âmbito de um projeto coordenado pelo professor João Henrique Ghilardi Lago, também do ICAQF-Unifesp, cujo objetivo é procurar compostos com ação antiparasitária em plantas da Mata Atlântica.

O desenvolvimento de análogos sintéticos com atividade potencializada vem sendo feito, sob a orientação de Fernandes, durante os projetos de iniciação científica e mestrado de Marina Themoteo Varela. Já os ensaios in vitro para avaliar a eficiência dos compostos sobre os parasitas são coordenados por Andre Gustavo Tempone Cardoso, no Instituto Adolfo Lutz (IAL), e também contam com apoio da FAPESP.

Confira a matéria completa no site da Agência Fapesp de notícias.


Adoção: Encontro neste sábado debate apadrinhamento afetivo

26 de agosto de 2016 | postado por Malu Silveira
Imagem de pai segurando mãe de filha em caminhada na praia (Foto: Free Images)

Encontro sobre apadrinhamento afetivo promovido pelo Grupo de Apoio à Adoção do Paulista (GAAP) acontecerá neste sábado (Foto: Free Images)

O Grupo de Apoio à Adoção do Paulista (GAAP) realizará neste sábado (27) uma palestra gratuita sobre apadrinhamento afetivo. Na ocasião, o público presente terá a oportunidade de acompanhar o relato de vida de um jovem que passou pela instituição de acolhimento e foi apadrinhado por uma família. O encontro acontecer das 15h às 17h, no auditório do Ministério Público, no Centro de Paulista, Grande Recife.

Uma equipe de psicólogas do GAAP estará presente no encontro para orientar novos pretendentes à adoção. A iniciativa é voltada para pais adotivos, pretendentes à adoção e pessoas interessadas na temática. Outras informações na fan page do GAAP no Facebook.

Serviço

Encontro sobre apadrinhamento afetivo
Data: sábado, 27 de agosto
Horário: das 15h às 17h
Local: Auditório do Ministério Público, na Avenida Senador Salgado Filho, s/n, Centro, Paulista


Imagem de testes rápidos de HIV e sífilis (Foto: Helia Scheppa / Acervo JC Imagem)

Exames gratuitos de sífilis, HIV, filariose e tracoma serão oferecidos à população, em celebração aos 29 anos de entidades voltadas aos pacientes com Doença de Chagas (Foto: Helia Scheppa/Acervo JC Imagem)

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) realizará na próxima segunda-feira (29), das 8h às 12h, exames gratuitos de sífilis, HIV, filariose e tracoma. A iniciativa aberta à população acontecerá no Espaço Carlos Chagas, praça em frente ao Pronto Socorro Cardiológico Universitário da Universidade de Pernambuco (Procape/UPE), onde também funciona o ambulatório para pacientes da doença de Chagas. A ação marca os 29 anos de existência do O Ambulatório de Doença de Chagas e Insuficiência Cardíaca do Pronto Socorro Cardiológico Universitário da Universidade de Pernambuco (Procape/UPE) e a Associação dos Portadores de Doenças de Chagas, Insuficiência Cardíaca e Miocardiopatia de Pernambuco (APDCIM).

As consultas serão feitas no ônibus Prevenção para Tod@s. Cerca de 15 técnicos e coordenadores de serviço do Programa Sanar e do Programa Estadual de IST/Aids realizarão os exames e testes rápidos de sífilis, HIV, filariose e tracoma. A equipe médica e de enfermagem também estará disponível para tirar as dúvidas clínicas dos pacientes. Quem passar pelo local também poderá receber atendimento.

Além da ação de saúde, os parceiros realizarão uma mobilização para para arrecadar alimentos e doações para APDCIM, a primeira ONG no mundo dedicada aos pacientes chagásicos.

Serviço

29 anos do Ambulatório e Associação Pernambucana de pacientes com doença de Chagas | Serviços de saúde gratuitos e arrecadação de roupas e alimentos para a APDCIM

Data: segunda-feira, 29 de agosto
Local: Rua Álvares de Azevedo, 220, Santo Amaro – Recife (praça em frente ao Procape)
Horário: 8h às 12h


 
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