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Casa Saudável

Pesquisa da Proteste aponta que apenas 9% dos pais notam sobrepeso dos filhos

13 de fevereiro de 2016 | postado por Malu Silveira
Imagem de fita métrica com legumes ao redor (Foto: Free Images)

Entre os pais que sabem que o filho se encontra acima do peso considerado ideal pelos especialistas, a maioria acha que esse sobrepeso não é um problema de saúde (Foto: Free Images)

Uma pesquisa feita pela Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor apontou que a obesidade infantil decorre principalmente de maus hábitos alimentares de toda a família. Dos 123 participantes, 22% de ambos os pais estão acima do peso e, em 12% dos casos, pelo menos um deles é obeso. Mas apenas 9% do total consideram que o filho tem problemas com sobrepeso.

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Entre os pais, 48% alegam dar bons exemplos alimentares ao filho; 43% garantem dar ao filho, na maioria das vezes, uma alimentação equilibrada; 36% sempre controlam o que o filho come. E 43% garantem que sempre têm comida saudável em casa; 41% dizem controlar a ingestão de alimentos menos saudáveis pelo filho e 36% dizem sempre controlar o que o filho come.

Já entre as crianças, 40% amam comer com frequência; 37% às vezes pedem comida o tempo todo; 32% estão interessados em comida com frequência; 30% às vezes têm um grande apetite; 30% sempre pedem algo para beber que não seja água. O levantamento também apurou que 36% das crianças consomem fast food de 3 a 4 vezes por semana; 28%, de 5 a 6 vezes por semana. E entre os pais, 48% afirmaram que sempre comem fast food com os pequenos.

A pesquisa também revelou um dado ainda mais preocupante: entre os pais que sabem que o filho se encontra acima do peso considerado ideal pelos especialistas, a maioria acha que esse sobrepeso não é um problema de saúde. Entre os entrevistados, 42% disseram que não fazem nada especial, apenas reduzem a quantidade de comida oferecida à criança em cada refeição). Já 33% deles estimulam atividades para aumentar o gasto calórico cotidiano, como subir escadas e andar mais.

Somente 25% matriculam o filho em aulas de dança, natação, futebol, etc após constatar que estão acima do peso. E apenas outros 25% o levam a um nutricionista para que siga uma dieta personalizada.

Sedentarismo

Além da alimentação incorreta, outro mau hábito pode levar ao sobrepeso e que também foi levado em conta na pesquisa: as atividades físicas. Nos dias de semana, 49% dos filhos dos entrevistados passam três horas ou mais vendo TV ou jogando videogames. Nos fins de semana – melhor momento para levar a criançada, por exemplo, a parques –, esse valor sobe para 70%.


Neurociência ajuda educação na promoção da saúde, mostra pesquisa

13 de fevereiro de 2016 | postado por Malu Silveira
Alunos na sala de aula (Foto: Sérgio Bernardo / JC Imagem)

Estímulo de professor pode melhorar qualidade de vida e promover saúde (Foto: Sérgio Bernardo / JC Imagem)

Da Agência USP de Notícias

Pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP mostra interfaces entre as descobertas científicas sobre o funcionamento do cérebro, o processo de aprendizagem na escola e a promoção de saúde. O estudo da educadora Neuza Mainardi aponta que um estímulo adequado do professor pode fazer o aluno se empenhar mais para aprender, de modo a aumentar sua autoestima. Isso o torna mais ativo no dia-a-dia, o que melhora sua qualidade de vida e, em consequência, a sua saúde.

Neuza aponta que as pesquisas na área neurológica se intensificaram na última década do século 20, conhecida como “a década do cérebro”. Uma das descobertas mais importantes da neurociência foi a da plasticidade cerebral. ”Durante todo o século 20, acreditava-se que os seres humanos iam perdendo, ao longo da vida, os neurônios com que nasciam”, conta. “Entretanto, ao aprofundarem os estudos sobre o funcionamento do cérebro os cientistas descobriram que as células nervosas se renovam e se adaptam. Elas são sensíveis às mudanças ao redor e excitáveis, gerando sentimentos, pensamentos e comportamentos”.

O estudo relaciona quinze pontos coincidentes ou complementares entre neurociência, educação e promoção da saúde. “Por exemplo, sabe-se que o cérebro humano tem capacidade de criar mapas e imagens, de fora para dentro por reações físicas e químicas aos estímulos que recebe do meio”, diz Neuza. Na educação, o incentivo (externo) que os professores oferecem aos alunos visa criar neles a motivação (interna) e a vontade de aprender, devido a atividade neural. “A consequência, no que diz respeito à promoção de saúde, é que o aluno motivado tem mais chance de ter melhor qualidade de vida porque o sucesso aprimora a autoestima”.

A educadora lembra que a plasticidade cerebral contribui para a adaptabilidade do comportamento. “O papel condutor da educação interfere na atividade da criança e em sua atitude diante da realidade, o que amplia aos poucos a sua consciência”, diz. “Nas experiências psíquicas estão emoções e sentimentos que interferem na qualidade de vida. Os estímulos do professor quando positivos, geram pensamentos e comportamentos que favorecem o processo de ensino-aprendizagem”.

Desenvolvimento do cérebro

De acordo com os neurocientistas, os estímulos ambientais ampliam as conexões entre neurônios, havendo uma relação entre as experiências de vida e o desenvolvimento do cérebro. “A aprendizagem pode ser mais eficiente se o professor conhecer a vida da criança em casa, tendo mais contato com as famílias, por meio das reuniões de pais ou mesmo chamando os familiares, se for necessário, demonstrando interesse pelo aluno”, observa Neuza. ”Quanto maior o contato, mais segurança o professor terá para planejar o processo educacional, além de dar mais segurança ao aluno, pois ele se sente acolhido pela escola ao perceber que sua família é bem-vinda”.

Confira a matéria completa no site da Agência USP de Notícias.


Cérebro induz à escolha de alimentos calóricos para armazenar energia

13 de fevereiro de 2016 | postado por Malu Silveira
Imagem de doces (Foto: Wikimedia)

Estudo explica o porquê de alguns vertebrados escolheres comer algo com sabor desagradável, mas calórico, ao invés de escolher um alimento mais palatável, porém sem calorias (Foto: Wikimedia)

Da Agência Fapesp de Notícias

A sensação de prazer proporcionada pelo consumo de um doce e o valor calórico desse tipo de alimento evocam vias diferentes do cérebro. Por isso, ao ter que escolher entre comer algo com sabor desagradável, mas calórico, e um alimento mais palatável, porém sem calorias, alguns animais vertebrados podem fazer a primeira escolha, priorizando energia para assegurar sua sobrevivência.

A constatação é de um estudo realizado por pesquisadores da Yale University, nos Estados Unidos, em colaboração com colegas do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e do Centro de Matemática, Computação e Cognição da Universidade Federal do ABC (CMCC-UFABC).

O estudo, publicado na edição on-line da revista Nature Neuroscience e destacado pelo jornal inglês The Telegraph, teve participação de Tatiana Lima Ferreira, pesquisadora do CMCC-UFABC. A pesquisadora obteve uma Bolsa no Exterior da FAPESP para realizar pesquisa de pós-doutorado em Yale, no laboratório coordenado pelo brasileiro Ivan Eid Tavares de Araújo, responsável pelo estudo.

“Observamos que há diferentes circuitos neuronais em uma mesma região cerebral envolvidos na percepção da sensação de prazer proporcionada pela ingestão de um alimento doce que são diferentes, por exemplo, daqueles que codificam a caloria desses alimentos”, disse Ferreira à Agência FAPESP.

Por meio de uma série de experimentos com camundongos, os pesquisadores identificaram que a sensação de prazer da ingestão e o valor calórico e nutricional dos alimentos evocam circuitos neuronais do estriado – uma região do sistema subcortical, no interior do cérebro, pertencente aos gânglios de base.

Os circuitos neuronais dessa região do cérebro envolvidos na percepção dessas duas características, contudo, são distintos.

Enquanto os circuitos neuronais da parte ventral do estriado são os responsáveis pela percepção da sensação de prazer (hedonia) proporcionada pelo sabor doce, os neurônios da parte dorsal são encarregados de reconhecer o valor calórico e nutricional dos alimentos adocicados.

“Estudos anteriores do grupo de pesquisadores em Yale com o qual eu colaboro já haviam relatado que circuitos do estriado e os neurônios dopaminérgicos [que produzem o neurotransmissor dopamina, associado ao prazer e à recompensa] que enervam essa região cerebral poderiam estar envolvidos com o reconhecimento dessas características dos alimentos: a do valor nutricional e o gustativo”, disse Ferreira.

“Mas ainda não se sabia se os circuitos da parte dorsal e os do lado ventral do estriado estariam ou não envolvidos igualmente na percepção dessas duas características”, ponderou.

Circuitos distintos

A fim de identificar quais circuitos neuronais do estriado estão envolvidos na percepção específica desses atributos dos alimentos, os pesquisadores realizaram um experimento para quantificar a liberação de dopamina na região do estriado de camundongos após serem expostos a substâncias doce com e sem caloria.

Para isso, os animais lambiam o bico de um bebedouro com adoçante e recebiam doses de soluções contendo açúcar (D-glicose) ou um adoçante também não calórico (sucralose), injetadas diretamente no estômago.

Os resultados do experimento indicaram que houve um aumento da liberação de dopamina no estriado ventral durante a ingestão do adoçante independentemente de qual solução estava sendo administrada no sistema digestivo dos animais – se era açúcar ou adoçante.

Confira a matéria completa no site da Agência Fapesp de notícias.


Entre os bebês com o diagnóstico de microcefalia confirmado em Pernambuco, 33 já apresentam relação com o zika (Foto: Ashlley Melo/JC Imagem)

Entre os bebês com o diagnóstico de microcefalia confirmado em Pernambuco, 33 já apresentam relação com o zika (Foto: Ashlley Melo/JC Imagem)

O Estado de Pernambuco permanece com o maior número de casos confirmados de microcefalia com relação ao vírus zika, segundo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde na tarde desta sexta-feira (12). No Estado, já são 33 casos ligados à infecção pelo zika. Em seguida, vêm o Rio Grande do Norte (4), a Paraíba (2), o Ceará e o Pará (com um caso cada).

Entre os 153 bebês com o diagnóstico confirmado da anomalia congênita em Pernambuco, 40 foram submetidos a um novo exame. No último dia 3 de fevereiro, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) apresentou o resultado do teste de 12 deles – todos apresentaram existência do anticorpo IgM para zika no líquido cefalorraquidiano (LCR), aquele que circula na medula e vai até o cérebro. Dos 33 casos relacionados ao zika informados nesta sexta-feira (12) pelo Ministério da Saúde, a SES confirma que 32 amostras foram avaliadas pelo Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (CPqAM), unidade da Fiocruz Pernambuco.

“É um achado sugestivo de que o vírus se replicou no sistema nervoso central. É uma resposta de infecção recente”, explica a virologista Marli Tenório Cordeiro, pesquisadora do CPqAM.

A identificação da presença do zika em bebês com microcefalia nascidos em Pernambuco foi possível porque o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) disponibilizou reagentes para os testes. “Três pesquisadores do laboratório de Fort Collins, nos Estados Unidos, estiveram no Instituto Evandro Chagas, em Belém, de 17 a 22 deste mês, passaram as técnicas usadas no CDC e disponibilizaram alguns reagentes. Com eles, testamos os LCRs”, informa Marli.

Balanço nacional

Segundo o Ministério da Saúde, estão em investigação 3.852 casos suspeitos de microcefalia em todo o país. O novo boletim, que considera dados até o dia 6 de fevereiro, aponta também que 462 casos já tiveram confirmação de microcefalia e/ou outras alterações do sistema nervoso central, sendo que 41 com relação ao vírus zika. Nesta semana, foram confirmados 24 novos casos, na comparação com a semana anterior.

Outros 765 casos notificados foram descartados por apresentarem exames normais ou apresentarem microcefalias e/ou alterações no sistema nervoso central por causas não infeciosas.

Ao todo, 5.079 casos suspeitos de microcefalia foram registrados desde o início das investigações em 22 de outubro de 2015 até 6 de fevereiro. Deste total, 62,5% dos casos (3.174) foram notificados em 2015 e 37,5% (1.905) no ano de 2016.


Agentes e militares já identificaram 844,8 mil imóveis com focos do mosquito (Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem)

Agentes e militares já identificaram 844,8 mil imóveis com focos do mosquito (Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem)

O número de imóveis vistoriados pelos agentes de saúde e militares das Forças Armadas, na mobilização nacional de combate ao Aedes aegypti, já representa 35,6% dos 67 milhões estimados em todo o Brasil. Ao todo, 23,8 milhões de imóveis foram percorridos pelas equipes até a quinta-feira (11), em busca de criadouros e para orientar a população sobre medidas de prevenção ao mosquito.

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O número inclui domicílios e prédios públicos, comerciais e industriais, conforme balanço da Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC) de Enfrentamento à Microcefalia. No levantamento anterior, 20,7 milhões de imóveis tinham recebido as equipes de combate. Ao todo, 4.251 municípios dos 5.570 definidos para serem vistoriados já contabilizaram a presença de agentes e militares. Todos os estados e o Distrito Federal registraram as ações das equipes no Sistema Informatizado de Monitoramento da Presidência da República (SIM-PR).

Entre os estados, a Paraíba e o Piauí permanecem entre os que registraram maior percentual de imóveis percorridos: 79,1% e 77,8, respectivamente. Na sequência, aparece Minas Gerais, com 67,7% de cobertura, sendo a maior unidade federativa em números absolutos: 4,8 milhões de estabelecimentos. O estado de São Paulo é o segundo em visitas, com 4,3 milhões (26,3%). Já o Rio de Janeiro segue como terceiro, totalizando 3,2 milhões (48,6% do total).

Os agentes e militares identificaram, até agora, 844,8 mil imóveis com focos do mosquito. Isso significa 3,6% do total de visitados. A meta é reduzir esse índice de infestação para menos de 1% de imóveis com foco. Entre fechados e com recusa de acesso, a Sala Nacional contabilizou 5,6 milhões de imóveis fechados.


Aumentam os casos de conjuntivite após o Carnaval

11 de fevereiro de 2016 | postado por Cinthya Leite
Imagem de olho (Foto: Free Images)

Entre os problemas que comumente aparecem após a folia, está a conjuntivite, que pode trazer sérias consequências caso não seja devidamente tratada (Foto: Free Images)

Olhos vermelhos e lacrimejantes, coceira, pálpebras inchadas e sensação de areia ou cisco nos olhos são alguns dos sintomas da conjuntivite, doença cuja incidência aumenta durante o verão, especialmente após festas como o Carnaval – períodos mais propícios à proliferação de bactérias. É uma doença que, quando não tratada, pode trazer sérias consequências.

“As conjuntivites podem demorar de poucos dias até vários meses, gerando grande desconforto, baixa de visão, afastamento do trabalho ou escola, bem como cicatrizes oculares que podem interferir de forma permanente na acuidade visual”, alerta a oftalmologista Nara Galvão, do Hospital da Visão de Pernambuco.

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No caso da conjuntivite bacteriana, a transmissão se dá pelo contato direto entre as pessoas. Já a viral, pode ser pega pelo ar. “Qualquer local em que se concentre grande número de pessoas favorece a maior disseminação de doenças, principalmente, as infectocontagiosas”, explica a oftalmologista.

A melhor forma de se prevenir continua sendo o cuidado com a higiene. “Mãos, secreções e contato físico próximo com doentes favorecem a contaminação pela conjuntivite”, alerta Nara Galvão. Como prevenção, é importante evitar coçar os olhos e, sempre que possível, lavar bem as mãos, bem como não compartilhar a maquiagem, ter cuidado com o uso de roupa de cama e evitar os ambientes fechados e as aglomerações.

Também é importante evitar a automedicação. Alguns colírios podem agravar a condição do paciente e provocar uma inflamação da córnea. Por isso, diante de qualquer sintoma de conjuntivite, deve-se procurar um oftalmologista.


CNBB volta a criticar aborto em caso de microcefalia

10 de fevereiro de 2016 | postado por Malu Silveira
microcefalia (Foto: Diego Nigro / JC Imagem)

Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil afirmou que o aborto não é a resposta para o combate ao zika vírus (Foto: Diego Nigro / JC Imagem)

Da Agência Brasil

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Sérgio da Rocha, voltou a criticar nesta quarta-feira (10) o aborto em casos de microcefalia de bebês, causada pelo vírus zika. “O aborto não é resposta para o vírus zika, nós precisamos valorizar a vida em qualquer situação ou condição que ela esteja. Menos qualidade de vida não significa menor direito a viver ou menos dignidade humana”, disse.

O combate ao vírus zika, para dom Sérgio, deve ser feito ao mesmo tempo, combatendo outras enfermidades provocadas pelo Aedes Aegypti, como dengue e chicungunha. “E que isso seja feito mobilizando a população com medidas preventivas e campanhas educativas, mas sobretudo com o empenho do poder público”. A intensa circulação do vírus no Brasil e a possível associação da infecção em gestantes com casos de microcefalia reacendeu o debate sobre o aborto no país.

Dom Sérgio da Rocha participou hoje do lançamento da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016. Com o tema “Casa comum, nossa responsabilidade” e o lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”, a campanha tem foco no saneamento básico, no desenvolvimento, na saúde integral e na qualidade de vida.

“Infelizmente, a nossa casa comum está sendo assolada pelo mosquito transmissor de doenças e nossa família comum está sofrendo e morrendo por causa das enfermidades. A falta de saneamento básico está ligado à proliferação do mosquito [Aedes aegypt]”, disse dom Sérgio.

Na semana passada, a CNBB já havia se manifestado sobre o tema, lamentando que “alguns julguem que a solução para esses casos seja o aborto de bebês com microcefalia” e que isso representa total desrespeito ao dom da vida e às pessoas com algum tipo de limitação, apesar de entender a extrema gravidade da situação vivida por gestantes em todo o país.

Por outro lado, no Brasil, um grupo composto por advogados, acadêmicos e ativistas prepara uma ação, a ser entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF), que cobra o direito de interromper a gravidez em casos em que a síndrome for diagnosticada nos bebês.

O Alto-Comissariado de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) também defendeu que países com surto do vírus zika autorizem o direito ao aborto em casos de infecção em gestantes. “Claramente, conter a epidemia de zika é um grande desafio para os governos na América Latina”, disse o alto-comissário da ONU, Zeid Ra’ad Al Hussein, em coletiva de imprensa em Genebra no último dia 5. “Entretanto, a orientação de alguns governos para que mulheres adiem a gravidez ignora a realidade de que muitas delas simplesmente não podem exercer controle sobre quando e em que circunstâncias ficar grávida.”


Unicamp fará testes rápidos para detecção de zika a partir da próxima semana

10 de fevereiro de 2016 | postado por Malu Silveira
Imagem de larvas do Aedes aegypti (Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem)

Teste detectará o vírus ativo do zika no organismo do paciente (Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem)

Da Agência Brasil

A partir da próxima semana, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) vai passar a receber amostras e fazer testes rápidos de detecção do zika vírus. Em entrevista à Agência Brasil, Clarice Arns, professora do Instituto de Biologia e coordenadora da na força-tarefa criada entre laboratórios e as três universidades paulistas para estudar o vírus, disse nesta quarta-feira (10) que o teste fica pronto em torno de cinco ou seis horas, mas ele só detecta o vírus ativo, ou seja, quando ele está no organismo e a pessoa já apresenta os sintomas da doença.

“Esse é um teste em que vamos detectar o vírus ativo ou se ele está no organismo da pessoa. Só é possível detectar, ou as chances são maiores, quando o paciente está na fase aguda da enfermidade, ou seja, quando ele está com os sinais ou sintomas clínicos. O médico então irá avaliar e remeter a amostra para a gente.”

As amostras para o teste são coletadas a partir da saliva, urina ou sangue do paciente e podem detectar, além do vírus zika, também a dengue e o chikungunya. O Hospital das Clínicas da Unicamp será um dos órgãos que fará a triagem e irá encaminhar as amostras para serem analisadas pelos pesquisadores da Unicamp.

“O vírus tem que estar lá [no organismo do paciente]. Se já passou a fase aguda [da doença], o vírus não está mais no organismo. Depois que o vírus não está mais no organismo, temos um teste chamado sorologia, mas que não é um teste muito específico porque ele cruza muito com o vírus da dengue e aí não temos certeza se o paciente teve contato com zika ou dengue. Já esse teste não. É um teste específico em que poderemos determinar se o paciente está infectado com zika, dengue ou chikungunya ou com os três”, disse Clarice.

Para a coordenadora, a vantagem desse teste sobre os demais, principalmente sobre a sorologia, é que “ele é específico e rápido”. “Imagine uma mulher grávida, com sintomas, e que quer saber se está com zika ou não. Nós teremos como verificar isso”, disse. “O indivíduo que está doente tem o direito de saber o que ele tem. E também é importante, em termos epidemiológicos, que o Brasil saiba o que está ocorrendo e só com esses dados na mão é que as autoridades vão tomar uma posição mais clara e evidente, soltando mais verbas para a pesquisa ou o diagnóstico da doença”, acrescentou.

Rede Zika

Criada no final do ano passado, a força-tarefa ou Rede Zika, como vem sendo chamada, reúne dezenas de laboratórios no estado de São Paulo para buscar entender o funcionamento do vírus que provoca o zika. A rede integra também as três universidades paulistas: Unicamp, Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp). Ela é coordenada pelo professor Paolo Zanotto, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.

Para Clarice, a criação dessa rede foi fundamental para buscar uma solução para o problema do zika vírus no país. Segundo ela, isso ocorreu em raras oportunidades no Brasil.

“Essa questão da microcefalia [que pode estar relacionada ao zika vírus] tocou a todos nós. Há pouco tempo, eu não trabalhava com esse vírus e hoje estamos com tudo preparado [para estudá-lo]. Nossos alunos de pós-graduação estão deixando de fazer seus trabalhos para essa força-tarefa”, falou.

Teste em outras áreas do país

Segundo a pesquisadora, o teste para detecção de zika não é exclusividade da Unicamp. Diversas universidades e laboratório em todo o país já estão realizando testes para a detecção de zika. “Não é só aqui que está sendo feito. Está sendo feito na Fiocruz, na USP, na Unesp, no Instituto Butantan, no Instituto Evandro Chagas, entre outros”.


(Foto: Rodrigo Lôbo/JC Imagem)

Saneamento básico também é fundamental para evitar expansão de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como dengue, chicungunha e zika (Foto: Rodrigo Lôbo/JC Imagem)

A Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016 foi aberta, nesta Quarta-feira de Cinzas (10),  pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), na sede da Conferência, em Brasília. A mensagem deste ano alerta sobre o direito ao saneamento básico e debate ações capazes de garantir a integridade e o futuro do meio ambiente. Com o tema Casa comum, nossa responsabilidade e o lema Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca, a campanha também vai tratar do desenvolvimento, da saúde integral e da qualidade de vida aos cidadãos.

O arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, dom Sergio da Rocha, ressaltou a atualidade e a urgência do tema focado no saneamento básico. Ao denunciar a exposição da população ao mosquito Aedes aegypti, vetor dos vírus da dengue, chicungunha e zika, dom Sergio afirmou que a “falta de saneamento básico destrói a casa comum e a vida da família que habita essa casa”.

“Há muita coisa a ser feita por cada pessoa espontaneamente. Embora seja sempre muito importante o que cada um pode fazer pessoalmente, nós necessitamos muito da vivência comunitária da campanha, de iniciativas e de ações comunitárias. Então, cada comunidade é convidada a refletir sobre o que fazer em sua realidade local, quais ações comunitárias realizar motivadas por essa campanha”, disse dom Sergio.

Dados divulgados pelo Conic mostram que, mesmo estando entre as maiores economias do mundo, o Brasil tem mais de 100 milhões de pessoas sem saneamento básico. Cerca de 34 milhões de brasileiros não têm acesso à água encanada, segundo o Instituto Trata Brasil, com dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (2012). Há 103 milhões de pessoas sem serviço de coleta de esgotos.

“Não podemos fechar os olhos diante dos problemas socioambientais tão gritantes e que afetam diretamente milhares de pessoas no nosso Estado e País. Precisamos encontrar soluções e juntos, igrejas, poder público e sociedade civil trabalharmos para que as mudanças possam de fato ocorrer”, destaca o arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido.

Ao lado do Aterro de Aguazinha, na Associação dos Recicladores, localizada às margens da 2ª Perimetral, em Olinda, no Grande Recife, a Campanha da Fraternidade será lançada, nesta quarta-feira (10), com missa às 16h presidida por dom Fernando Saburido.


Segundo Pesquisa Nacional de Saúde, 82 milhões de brasileiros com mais de 18 anos estão acima do peso adequado (Foto: Free Images)

Segundo Pesquisa Nacional de Saúde, 82 milhões de brasileiros com mais de 18 anos estão acima do peso adequado (Foto: Free Images)

Alimentação saudável e prática de atividades físicas são o binômio-chave para a prevenção de vários tipos de câncer. Esse é o principal recado do Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (Inca) para a campanha Nós podemos. Eu posso, lançada na quinta (4) para marcar o Dia Mundial do Câncer. O objetivo é estimular a população a adotar, individualmente ou em grupo, hábitos de vida saudáveis. Pelas estimativas do Inca, cerca de 15 mil novos casos de câncer no Brasil, em 2016, deverão ser atribuídos ao excesso de peso e à obesidade.

De acordo com o Inca, os três tipos de câncer responsáveis pela maior parte dos novos casos da doença em 2016 (excluindo o de pele não melanoma) são fortemente relacionados ao excesso de peso e à obesidade: próstata, mama e cólon e reto.

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Mudanças no padrão de alimentação tradicional do brasileiro e o sedentarismo, entre outros fatores, criaram condições para a deflagração de uma verdadeira epidemia de obesidade no País, seguindo tendência verificada em países desenvolvidos.

Confira quatro mensagens importantes da campanha do Inca

1 – Todos podem tomar medidas para reduzir o risco de câncer ao escolher opções saudáveis, como não fumar, praticar atividades físicas, consumir alimentos e bebidas saudáveis e reduzir a exposição à radiação ultravioleta do sol.

2 – Estar acima do peso aumenta as chances de desenvolver câncer. Por isso, é importante controlar o peso por meio de uma boa alimentação e manter-se ativo. Cerca de um terço de todos os casos de câncer podem ser evitados com alimentação saudável, manutenção de peso corporal adequado e atividades físicas.

3 – A alimentação deve ser variada, equilibrada, saborosa, respeitar a cultura e proporcionar prazer e saúde. Frutas, legumes, verduras, cereais integrais e feijões são os principais alimentos protetores. Comer esses alimentos diariamente pode evitar o desenvolvimento de câncer.

4 – Caso não seja possível não se expor ao sol, use chapéu, guarda-sol, óculos escuros, camisa de mangas longas e filtro solar durante qualquer atividade ao ar livre. Procure áreas de sombra, que podem ser desde árvores até edificações, como marquises. Áreas de sombra reduzem em até 50% a intensidade das radiações UV.


 
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