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Blog – Casa Saudável

Vamos cuidar bem do nosso maior patrimônio?

31 de janeiro de 2015 | postado por Cinthya Leite

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Eu deixo ela entrar na minha casa e contagiar a minha família todos os dias. Afinal, graças a ela, eu tenho que ânimo para encarar o dia a dia, disposição para enfrentar a rotina de trabalho e motivação para driblar obstáculos. Quando eu deixo a porta aberta para ela entrar na minha casa, eu me sinto uma pessoa mais feliz, mais produtiva, mais dinâmica. É assim que eu vejo a saúde: uma amiga íntima, daquelas que a gente faz questão de ter sempre por perto porque só nos fazem bem.

Aproveito esse mote intimista e descontraído para informar a vocês que hoje, oficialmente, o Casa Saudável passa a ser incorporado à lista de blogs do NE10, portal do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC). Para essa nova fase, o blog ganhou um novo leiaute, que garante uma experiência mais prazerosa na navegação. Além disso, duas seções foram criadas: fitness e maternagem, com tópicos sobre atividade física e temas que fazem parte do dia a dia de toda mãe, respectivamente.

Continuo a apresentar notícias sobre alimentação, bem-estar e ciência de forma leve, didática e interativa, no mesmo ritmo em que esses profissionais contam, no vídeo abaixo, como é valioso cuidar do nosso maior patrimônio. Quero continuar com vocês sempre por perto para que o Casa Saudável mostre diariamente como podemos viver mais – e melhor. Tenham hoje e sempre um #bomdiasaudavel! ;)

Créditos

- Concepção e edição do vídeo: Igo Bione

- Produção e reportagem: Cinthya Leite e Igo Bione


Os mil dias mais valiosos da vida de uma criança merecem muito apreço

31 de janeiro de 2015 | postado por Cinthya Leite
Homero Rabelo Pena é pediatra e médico nutrólogo (Foto: Divulgação)

Homero Rabelo Pena é pediatra e médico nutrólogo (Foto: Divulgação)

Pediatra e médico nutrólogo, Homero Rabelo Pena conversou com o Casa Saudável sobre a preciosidade dos primeiros mil dias de vida (280 dias de gravidez mais 720 dias de vida) e como esse período pode influenciar o desenvolvimento do bebê e, consequentemente, determinar a saúde física e mental com o passar dos anos, inclusive na fase adulta. Mestre em saúde da criança e do adolescente pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ele explica nesta entrevista como os eventos saudáveis que ocorrem durante os primeiros mil dias podem ser determinantes para mantermos a boa saúde ao longo da vida.

- Por que a gravidez e os primeiros dois anos de uma criança são fundamentais para determinar a saúde física e mental para a vida toda?

Os primeiros mil dias (da concepção do feto até os dois anos) representam o principal período do desenvolvimento humano, pois todos os eventos saudáveis que ocorrem nesse período serão determinantes para a boa saúde ao longo de toda a vida. Por outro lado, as ações negativas que acontecem nos primeiros mil dias também trazem um impacto negativo na infância e também na idade adulta. Esse novo conceito, chamado de programação metabólica, é relativamente novo em nosso meio e tem adquirido importância nos consultórios pediátricos. Estudos observacionais demonstraram, por exemplo, que os bebês nascidos com baixo peso (abaixo de 2,5 kg) tinham um maior risco de eventos futuros como obesidade e diabetes. Assim, um problema ocorrido ainda durante a gestação, como nascer com baixo peso, seria capaz de alterar a expressão de vários genes relacionados à obesidade e/ou a diabetes.

- Que atitudes têm efeito protetor nos primeiros mil dias?

Boas ações ocorridas nos primeiros dois anos de vida, como aleitamento materno exclusivo por 6 meses, trariam um efeito protetor para as crianças. Para cada mês mamado exclusivamente ao seio, há uma queda de 4% no risco de obesidade futura. Sabe-se também que o consumo de alimentos e suplementos ricos em ômega-3 e vitamina D na gestação e no período de lactação, traz forte impacto no desenvolvimento cognitivo (inteligência) dos bebês, bem como um adequado desenvolvimento ósseo. Dessa maneira, vale a pena frisar que não adianta nascer com “bons genes” se o ambiente (durante a gestação ou nos primeiros dois anos de vida) for desfavorável ou se boas ações deixarem de ocorrer. Nossos genes são ligados ou desligados facilmente diante de estímulos ambientais e, assim, determinantes no processo saúde-doença.

- A alimentação que a mulher adota nos nove meses de gestação ajuda a determinar o paladar do bebê?

Sim. O feto, dotado de receptores de olfato e paladar, bebe o líquido amniótico. Assim, o aroma dos alimentos consumidos durante a gestação fica guardados em sua memória. Estudos têm mostrado que os bebês, em fases posteriores na vida, tendem a reproduzir as condutas alimentares adotadas pela durante a gravidez e o período de amamentação. Dessa maneira, uma dieta rica em vegetais, frutas, carnes brancas e carboidratos complexos promove uma excelente programação metabólica fetal e traz impactos futuros sobre as escolhas desses mesmos alimentos pela criança. Lógico que, por ser determinada por fatores psicobiológicos, a prática alimentar sofrerá outras influências ao longo da vida do ser humano, mas já é bastante significativo que o feto armazene as boas lembranças vividas durante a sua vida intrauterina.

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Para um bebê se desenvolver de forma saudável e manter o bem-estar por décadas, são necessárias medidas simples que precisam ser adotadas até mesmo antes dele ser concebido (Foto: Arquivo pessoal/Cinthya Leite)

- Que benefícios o aleitamento materno exclusivo por 6 meses oferece ao bebê a longo prazo?

Entre os maiores impactos orgânicos que o aleitamento materno exclusivo pode trazer para as crianças, está uma redução da obesidade futura e, consequentemente, de todas as suas complicações, como diabetes, hipertensão, alterações do colesterol, infarto e acidente vascular cerebral. Entre outros motivos, destacam-se as propriedades que existem apenas no leite humano: menor teor de proteína, melhor qualidade da gordura, rica em ômega-3, e menor quantidade de sódio. Vale frisar que um maior consumo de proteína nesse período está associado a um ganho de peso muito rápido. Não vale esquecer a importância do aleitamento materno para o fortalecimento do vínculo afetivo mãe-filho.

- É verdade que o desenvolvimento psicoafetivo se inicia na fase intrauterina? O feto sente realmente tudo o que a mãe sente? Como isso pode impactar no desenvolvimento?

O feto escuta as vozes da mãe e do pai, além de outros sons, em maior ou menor intensidade. Podemos afirmar que a vida psíquica de uma criança é uma continuidade da sua vida intrauterina. Como o feto pode captar emoções externas, os sentimentos negativos, a ansiedade e a angústia materna podem impactar negativamente no desenvolvimento físico e psíquico.


Estresse pode abalar mais a saúde das mulheres do que a dos homens

31 de janeiro de 2015 | postado por Cinthya Leite
Muitas mulheres  não encontram tempo para descansar de maneira apropriada (Foto: Free Images)

Muitas mulheres não encontram tempo para descansar de maneira apropriada (Foto: Free Images)

Fatores como a dupla jornada de trabalho predispõem grande parte da parcela feminina da população a apresentar desequilíbrio hormonal e níveis mais altos de tensão e ansiedade. Consequentemente, as mulheres podem apresentar falta de apetite sexual, menstruação desregulada, acne, perda de cabelo, má digestão, depressão, insônia, ganho de peso e diminuição da fertilidade. Como se tudo isso não bastasse, nós podemos até ficar mais suscetíveis do que os homens a problemas cardíacos devido ao estresse.

É o que alega a psicóloga Silvia Cury, do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo.  Por causa da rotina que muitas mulheres têm que adotar, segundo ela, o nível de estresse apresentado por elas pode superar o dos homens. “A maioria deles não tem que lidar com uma jornada dupla e, às vezes, até tripla de trabalho, como as mulheres. Por isso, todos os males derivados do excesso de tensão podem afetar a parcela feminina da população de maneira intensa”, diz Silvia, que é a chefe do serviço de psicologia do HCor.

Outra razão pela qual o estresse pode ser bem prejudicial à saúde das mulheres está no desequilíbrio hormonal. Em situações superestressantes, o organismo feminino libera, entre outros hormônios, níveis elevados de cortisol, que tem como função deixar o corpo em estado de alerta. Isso pode resultar em problemas de saúde como falta de apetite sexual, menstruação desregulada, acne, perda de cabelo, má digestão, depressão, insônia, ganho de peso, diminuição da fertilidade e problemas cardíacos.

“Homens e mulheres têm reações emocionais diferentes diante de situações que geram frustração, nervosismo e irritação. Como são mais emotivas, elas podem sucumbir a efeitos do estresse com mais facilidade”, explica Silvia.

Para tentar evitar fatores que possam acentuar os níveis de tensão, as mulheres devem adotar novos hábitos na rotina. Atitudes como praticar atividades físicas regulares, manter uma alimentação balanceada, não beber, não fumar e procurar dormir de seis a oito horas por dia sem interferências podem diminuir bastante vários problemas. “Também é importante que procurar manter os níveis de colesterol estáveis e tentar perder alguns quilos, caso a mulher esteja muito acima do peso. Isso ajuda a manter o corpo saudável e dá disposição para enfrentar desafios”, conclui a psicóloga do HCor.


Confira os alimentos mais pesquisados no Google em 2014

31 de janeiro de 2015 | postado por Cinthya Leite

A Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) preparou este infográfico para compartilhar as calorias dos alimentos mais pesquisadas no Google em 2014. No ranking, estão banana, maçã, ovos, hambúrger e pizza. A quantidade de calorias do infográfico são informadas pelo United States Department of Agriculture.

Infográfico-Calorias


Ambulatório especializado em cabelos e unhas é criado no HC/UFPE

31 de janeiro de 2015 | postado por Cinthya Leite
Queda de cabelo é um dos problemas tratados pelo dermatologista (Foto: Internet)

Queda de cabelo é um dos problemas tratados pelo dermatologista (Foto: Internet)

A partir do dia 4 de fevereiro, o Serviço de Dermatologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC/UFPE) contará com um ambulatório especializado em cabelos e unhas. O atendimento será todas as quartas-feiras, a partir das 8h. A unidade espera atender 10 pessoas a cada semana. A equipe será coordenada pela dermatologista do HC/UFPE Márcia Oliveira.

“Sempre fizemos o atendimento de pacientes com doenças nas unhas e cabelos. A novidade é que, a partir de agora, será feito de forma mais direcionada. Isso desafogará outros ambulatórios de dermatologia, além de possibilitar o desenvolvimento de pesquisas e o treinamento dos médicos residentes do serviço”, diz a médica.

Para ser atendido pelo Ambulatório de Cabelos e Unhas, é necessário ser paciente do HC/UFPE, ter o encaminhamento de um médico do hospital e possuir o cartão de marcação de consulta. Com o encaminhamento em mãos, o usuário deve realizar o agendamento da consulta presencialmente na Central de Marcação de Consultas, a partir do dia 28 deste mês de janeiro.

Mais informações no Serviço de Dermatologia do HC/UFPE: 81 2126-3772.

 


Inca lança campanha para incentivar a população a fazer escolhas saudáveis

30 de janeiro de 2015 | postado por Cinthya Leite
Campanha chama a atenção sobre a importância de adotarmos hábitos saudáveis

Campanha chama a atenção sobre a importância de adotarmos hábitos saudáveis

O escritor e filósofo francês Albert Camus (1913-1960) já dizia que a vida é a soma de todas as nossas escolhas. A frase célebre está em sintonia com a campanha do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) e da União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) para marcar o Dia Mundial do Câncer (4/2). A iniciativa deste ano tem como mote “Qualidade de vida ao nosso alcance: escolhas saudáveis para prevenir o câncer”.

A campanha orienta sobre a importância de optarmos por alimentos naturais, em vez dos industrializados. Ainda alerta sobre a necessidade de deixar de lado o tabagismo, limitar o consumo de bebidas alcoólicas, praticar atividades físicas regularmente, evitar a exposição excessiva ao sol. Trata-se de escolhas que estão ao alcance de todos e podem contribuir para o controle da doença.

Instituído em 2005 pela UICC, o Dia Mundial do Câncer conta com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) e promove o aumento da consciência e educação sobre o câncer, além de estimular a mobilização pelo controle da doença. Em 2014, foram desvendados os mitos sobre o câncer, a partir da divulgação de conhecimento sobre a doença e de um alerta contra as falsas ideias em relação aos tumores.


Serviço de odontologia do Imip oferece tratamento para bruxismo

30 de janeiro de 2015 | postado por Cinthya Leite
Bruxismo atinge cerca de 30 milhões de brasileiros (Foto: Reprodução/Internet)

Bruxismo atinge cerca de 30 milhões de brasileiros (Foto: Reprodução/Internet)

O bruxismo é o hábito inconsciente de ranger os dentes durante o sono e está associado ao estresse, à ansiedade e aos distúrbios do sono. Se não tratada, essa disfunção, que afeta cerca de 30 milhões de brasileiros, pode provocar perda dos dentes, dores de cabeça e lesões na mandíbula e na articulação, o que tende a prejudicar a mastigação. O tratamento é realizado pelo serviço de odontologia do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), através de um trabalho em parceria entre fonoaudiólogos e psicólogos da instituição.

A dentista do Imip Cândida Guerra ressalta que o hábito do bruxismo começa na infância, principalmente na faixa etária que entre os 3 e 7 anos. “É nessa época que a criança começa a ter as primeiras responsabilidades na escola, o que pode causar ansiedade e a prática do bruxismo à noite”, diz.

Ela também explica que é justamente nessa fase que a atenção deve ser redobrada, pois a criança ainda não possui a dentição permanente. “É comum que o bruxismo desapareça com o passar dos anos, mas há casos em que ele permanece durante a vida adulta, o que provoca desgaste dos dentes e distúrbios de mastigação”, completa a dentista.

Nos casos em que o paciente possui um nível mais acentuado de bruxismo, é importante o uso de protetores bucais feitos de acrílico ou de silicone, capazes de evitar o atrito entre os dentes.


Violência contra população LGBT será registrada por hospitais

29 de janeiro de 2015 | postado por Cinthya Leite
Arthur Chioro assinou portaria que cria comissão interministerial para combater a violência contra população LGBT (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Arthur Chioro assinou portaria que cria comissão interministerial para combater a violência contra população LGBT (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Da Agência Brasil

Uma alteração na ficha que faz notificações dos casos de violência que chegam a todos os hospitais públicos e particulares do País ajudará a recolher dados sobre agressões contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT). O anúncio foi feito hoje (29/1) pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, durante assinatura de uma portaria que cria comissão interministerial para combater a violência contra essa população.

Segundo o ministro, além dos dados gerais e informações sobre o caso, dois campos foram acrescentados. O primeiro é o de orientação sexual, onde o profissional da saúde poderá registrar se o paciente agredido é heterossexual, homossexual ou bissexual. A segunda informação a ser recolhida é relativa à identidade de gênero e traz as opções de travesti, mulher transexual, homem transexual.

“Com essa simples introdução, vamos gerar uma capacidade de informação decisiva na orientação de um conjunto de políticas públicas e devolver ao movimento social a possibilidade de ter informação sobre o que acontece, como, em que locais e circunstâncias” disse Chioro.

O uso dos dois novos campos foi testado pelo Ministério da Saúde no ano passado. Agora, os profissionais da área estão sendo capacitados, e a expectativa é de que ainda neste ano a ficha passe a ser usada em todo o País. Para o ministro, a medida qualificará ainda mais a portaria assinada hoje.

Dados da Ouvidoria Nacional e do Disque Direitos Humanos (Disque 100) mostram que, entre 2011 e 2014, foram registradas mais de 7,6 mil denúncias de violação contra a população LGBT. No ano passado, 232 casos foram contra travestis e transexuais. Os Estados com maior número de registros foram São Paulo (53 denúncias), Minas Gerais (26) e Piauí (20). A discriminação foi a causa de 85% das denúncias e a violência psicológica esteve presente em 77% dos registros.


Serviços de saúde devem prover equipes de ensino sobre HIV e aids, diz CFM

29 de janeiro de 2015 | postado por Cinthya Leite
Diagnóstico precoce do HIV ajuda a promover um tratamento adequado ao paciente (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

Diagnóstico precoce do HIV ajuda a promover um tratamento adequado ao paciente (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

Uma nova recomendação do Conselho Federal de Medicina (CFM), publicada hoje (29/1), preconiza medidas preventivas que devem ser adotadas pelos estabelecimentos e instituições de saúde em relação à infecção pelo HIV. Essas medidas englobam treinamento a toda a equipe nas precauções universais, acesso a todos os profissionais da área à equipe multidisciplinar para suporte e orientação sobre os riscos de infecção ocupacional por patógenos carreados pelo sangue, como também oferecimento de condições de trabalho suficientes e aptas para a salvaguarda de todas as medidas já definidas.

O documento ressalta a importância de que a informação e o ensino em relação à infecção pelo vírus devem ser passados continuamente aos profissionais de saúde e à população em geral, a fim de visar o entendimento dos mecanismos de contaminação pelo HIV e outros micro-organismos. Segundo o texto, a divulgação desse conhecimento ajudará não só a limitar a possibilidade de novos casos, mas também a diminuir a discriminação contra as pessoas com o vírus.

Esses são alguns dos aspectos abordados na Recomendação 7/14, que também indica procedimentos, cuidados, tratamentos e precauções aos médicos vivendo com HIV ou aids, assim como ressalta seus direitos. Além de abordar a conduta que deve ser observada pelos serviços de saúde e hospitais em relação ao tema, o documento trata das medidas que o profissional com HIV ou aids deve adotar no âmbito do cuidado ao paciente e em relação à equipe de saúde.

Segundo a recomendação, médicos com HIV ou aids devem zelar pela aplicação de todas as normas relacionadas às precauções universais, que consistem em considerar como potencialmente infectantes o sangue e as secreções que contenham sangue visível, adotando proteções de barreira, como luvas, máscaras, capotes, gorros e proteção ocular, visando impedir o contato destes fluidos com pele e mucosas.

O relator do documento e diretor-tesoureiro do CFM, José Hiran da Silva Gallo, ressalta que o termo universal refere-se a todos os profissionais de saúde e pacientes, independentemente do conhecimento ou suspeita de infecção pelo HIV e/ou por outros patógenos carreados pelo sangue. Ou seja, o médico com HIV ou aids não precisa adotar medidas extras, além do cumprimento rigoroso daquelas já preconizadas – imbuído do compromisso de não expor ao risco os pacientes, membros de sua equipe ou qualquer outra pessoa.

O documento ressalta ainda que deve ser garantido ao médico nessa condição o sigilo e a confidencialidade sobre a sua patologia, bem como a possibilidade de que ele decida livremente se (e como) serão divulgados os dados relativos ao seu estado. O médico com HIV ou aids também tem garantido o direito de não ser discriminado no trabalho em razão de sua condição e deverá ter acesso às informações necessárias ao tratamento adequado.

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Há fortes evidências científicas sobre os benefícios do "tratamento como prevenção" para casais heterossexuais sorodiscordantes

Há fortes evidências científicas sobre os benefícios do “tratamento como prevenção” para casais heterossexuais sorodiscordantes

Quando um parceiro sexual está vivendo com o vírus HIV e o outro não (ou seja, uma relação sorodiscordante), até que ponto a terapia antirretroviral (ART, na sigla em inglês) tomada pelo parceiro infectado reduz o risco de transmissão do vírus para um não infectado? Responder essa pergunta é o objetivo de cientistas do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC), no Rio de Janeiro. Essa temática é o foco da pesquisa Os opostos se atraem, de caráter internacional, que explora a eficácia do “tratamento como prevenção” nas relações sorodiscordantes masculinos gay.

O IPEC é um dos 16 centros clínicos que participam do estudo, que começou em 2012 e está sendo conduzido pelo professor Andrew Grulich, líder do Programa de Epidemiologia e Prevenção do HIV no Instituto Kirby de Infecção e Imunidade na Sociedade da Universidade de New South Wales, na Austrália.

O estudo é realizado em 14 locais no país e recentemente se expandiu para recrutar casais do sexo masculino sorodiscordantes em países de baixa e média renda, incluindo Tailândia e Brasil.

A Fundação para Pesquisa da Aids (amfAR) fornece o financiamento para o estudo no Brasil, considerado o maior centro de estudo do programa. Por aqui, ele será liderado pela diretora do Laboratório de Pesquisa Clínica DST/aids do IPEC, Beatriz Grinsztejn.

Ela monitorará até 70 casais gays masculinos sorodiscordantes no Brasil e analisará o tratamento do HIV, as cargas virais e a transmissão do vírus, a fim de saber se a incidência do vírus está associada com o fato de o parceiro soropositivo está em terapia antirretroviral.

Há fortes evidências científicas sobre os benefícios do “tratamento como prevenção” para casais heterossexuais sorodiscordantes. Um teste clínico de referência conhecido como HPTN 052 mostrou que as pessoas relativamente saudáveis que vivem com HIV e receberam o tratamento precoce com ART diminuíram 96% a probabilidade de transmitir o vírus aos seus parceiros não infectados.


 
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