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Blog – Casa Saudável

Suplemento alimentar é considerado um substituto da refeição (Foto: Divulgação)

Suplemento alimentar é considerado um substituto da refeição (Foto: Reprodução/Internet)

Hoje iniciamos a seção Dica do bem, que traz dicas sobre todos os temas que já abordamos aqui, no Casa Saudável. Queremos passar informações simples, transmitidas de forma didática por especialistas. Se você tiver alguma dúvida sobre qualquer assunto relacionado à saúde, sinta-se à vontade para nos enviar (cinthyaleite@casasaudavel.com.br). Vamos esclarecer com um especialista e publicamos aqui.

É bom reforçar que as dicas estão disponíveis com objetivo exclusivamente educacional. Dessa maneira, nosso conteúdo não pretende substituir consultas médicas, realização de exames e tratamentos médicos. Converse sempre com um profissional de saúde, a pessoa mais adequada para esclarecer todas as suas perguntas. E nunca se esqueça de que o direito à informação correta é essencial para a prevenção e o sucesso do tratamento.

Vamos lá à #dicadobem de hoje: 

Para começar, falamos hoje sobre o uso dos suplementos alimentares. Vira e mexe, sempre ouvimos que alguém está interessado em tomá-los para que o exercício físico ofereça um melhor resultado, como perda de peso, ganho de massa muscular e corpo definido. A questão é que nem todo mundo que treina precisa acrescentar suplementos à dieta.

O alerta vem da nutricionista Maria Lúcia Araújo, doutoranda em nutrição pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). “Se a pessoa segue uma alimentação equilibrada, com cotas calóricas e proteicas adequadas, não tem motivos para cair na moda de tomar suplemento alimentar só pelo fato de fazer atividade física”, diz Maria Lúcia.

Ela reforça que esse tipo de produto é um substituto da refeição, usado quando a pessoa não consegue fazer uma refeição. “Há suplementos, como o whey protein, cuja ingesta pode substituir um pedaço do frango do almoço. Ainda assim, para fazer uso de qualquer um deles, é preciso orientação e prescrição do nutricionista”, acrescenta.

Há casos, inclusive, de pessoas que ganham peso porque adicionam o suplemento alimentar na dieta, que já tem um aporte calórico diário suficiente. Por isso e outros motivos, nada de tomar suplementos por conta própria.


Começa vacinação contra HPV. Meninas de 9 a 11 anos são público-alvo

2 de março de 2015 | postado por Cinthya Leite
Vacina garante proteção contra quatro tipos de HPV, além de prevenir infecções e o câncer de colo do útero (Foto: Free Images)

Vacina garante proteção contra quatro tipos de HPV, além de prevenir infecções e o câncer de colo do útero (Foto: Free Images)

Começa hoje (2/3) a vacinação contra o papilomavírus humano (HPV). Neste ano, a vacina é aplicada em meninas de 9 a 11 anos e está disponível em todas as Unidades de Saúde da Família (incluindo as Upinhas 24h e Dia) e Policlínicas da Secretaria de Saúde do Recife. A imunização também será realizada nas escolas públicas e privadas da capital. Deverão ser vacinadas pelo menos 80% do público-alvo, formado por 34.211 adolescentes.

A segunda e a terceira dose serão aplicadas a partir de setembro deste ano e março de 2020, respectivamente. As adolescentes de 11 a 13 anos que não receberam a segunda dose no ano passado poderão ser vacinadas também a partir de hoje. É preciso levar cartão de vacinação, cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) e documento de identidade.

De acordo com a coordenação do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Recife, é muito raro a vacina provocar reações além das comuns, como dor local, cefaleia e febre em menor incidência.

Em 2014, a primeira dose foi aplicada em 38.941 adolescentes, ultrapassando a meta estipulada, que era de 34.156. Mas, infelizmente, apenas 39% do grupo prioritário procuraram as unidades para receber a segunda dose da vacina. Por isso, a Secretaria de Saúde do Recife alerta que, para garantir a proteção, deve ser completado o ciclo de três doses.

A vacina quadrivalente garante proteção contra quatro tipos de vírus, além de prevenir infecções e, consequentemente, o câncer de colo do útero – terceira principal causa de morte entre mulheres no Brasil.


Aprenda a preparar um churrasco saudável

1 de março de 2015 | postado por Cinthya Leite
Churrasco pode ser incrementado com molho barbecue que não prejudica a dieta (Foto: Divulgação)

Churrasco pode ser incrementado com molho barbecue que não prejudica a dieta (Foto: Divulgação)

Parece difícil acreditar, mas é possível preparar um churrasco e se manter no foco da dieta. Confira as dicas dos nutricionistas do Vigilantes do Peso:

- Escolha carnes de primeira e não economize na qualidade. Retire toda a gordura visível das carnes e a pele das aves e dos peixes

- Prepare um molho barbecue para as carnes (receita abaixo)

- Corte os legumes em pedaços grandes para assar: abobrinha, cenoura, batata-doce, pimentão vermelho e milho em espiga

- Use linguiça de aves no lugar das calabresas

- Grelhe peixes inteiros recheados com ervas frescas

- Prepare uma deliciosa salada de alface, tomate, cebola e salsa

- Use azeite em spray;

- Não se esqueça da farofa de ovo com azeitonas pretas. Use duas claras para cada gema

- Adoce o paladar com frutas grelhadas: mamão, banana, abacaxi e carambola

* Receita de molho barbecue

Ingredientes
1 cubo de caldo de galinha 0% de gordura
3 xícaras de chá de água fervente
½ xícara de vinho branco seco
¼ de xícara de melado de açúcar
¼ de xícara de vinagre de cidra (maçã)
½ xícara de tomate picado sem pele e sem sementes
3 colheres de sopa de cebola-doce (chalota) picada
2 colheres de sopa de tâmaras picadas
1 colher de sopa de alho picado
½ colher de chá de pimenta calabresa seca

Modo de preparo
Numa panela, junte todos os ingredientes e ferva por 30 minutos em fogo médio, até o volume se reduzir a uma xícara e meia. Mantenha em vidro escuro tampado na geladeira por até uma semana. Rende quatro colheres de sopa por porção. Se quiser que tenha o gostinho defumado do molho tradicional americano, substitua o melado por xarope de bordo (maple syrup), encontrado em lojas de alimentos importados.

Porções: 6

Tempo de preparo: 30 minutos

Dificuldade: Baixa


Uso recreativo da quetamina leva à perda da realidade e pode ser fatal

1 de março de 2015 | postado por Cinthya Leite
Quetamina modifica o funcionamento do sistema nervoso central (Foto: Free Images)

Quetamina modifica o funcionamento do sistema nervoso central (Foto: Free Images)

O uso da quetamina como droga recreativa (ou Special K) tem preocupado a comunidade médica. Substância veterinária usada para fins anestésicos, ela tem atraído jovens em festas e baladas interessados nos efeitos alucinógenos que o produto causa. A questão é que a utilização da quetamina como droga sintética causa várias complicações no organismo e pode até ser fatal.

O alerta vem da anestesiologista Cristina Roichman, da Cooperativa de Anestesiologistas do Estado de Pernambuco (Coopanest/PE). Ela diz que a quetamina modifica o funcionamento do sistema nervoso central (SNC), ao estimular algumas áreas e deprimir outras, o que provoca um efeito dissociativo, que altera o funcionamento de vários sistemas do organismo.

“Além de analgesia, ela provoca alterações mentais de amplo espectro, que podem variar de perturbações leves de consciência e humor a quadros psiquiátricos, como depressão profunda e paranoia”, explica Cristina.

Entre outros sintomas, estão também alucinações e delírios, perda da realidade, sensação de estar fora do corpo, dificuldade de controlar sentimentos e pensamentos e despersonalização.

O uso da droga provoca ainda perda da atenção, da capacidade de aprendizado e da memória. “Muitos desses efeitos são transitórios e reversíveis, mas existem casos em que eles apareceram de forma recorrente. Pode ainda desencadear dependência extrema”, afirma a anestesiologista.

Em alguns casos, o uso recreativo da quetamina aumenta as secreções respiratórias e, dependendo da dose, pode deprimir a respiração e provocar vômitos, o que pode levar o paciente a óbito por depressão respiratória ou sufocamento. No sistema cardiovascular, ocorre o aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, o que aumenta muito o trabalho cardíaco e sobrecarrega as coronárias, podendo provocar infarto.

“Além disso, é preciso considerar que a perda de percepção da realidade leva à perda de noção de perigo, o que também pode induzir a riscos que levam à morte”, complementa Cristina.

Apesar de ser uma droga de risco quando usado de forma recreativa e sem assistência médico-hospitalar, é importante deixar claro que se trata de um anestésico muito seguro quando usado por um profissional treinado (anestesista) e em ambiente adequado (hospital).


Domingo é dia de aulão de ioga gratuito no Parque da Jaqueira

1 de março de 2015 | postado por Cinthya Leite
Prática da ioga promove o autoconhecimento e ajuda a aliviar o estresse (Foto: Divulgação)

Prática da ioga promove o autoconhecimento e ajuda a aliviar o estresse (Foto: Divulgação)

Utilizar a ioga como ferramenta para exercer a cidadania é a proposta do 1º Pura Yoga – Para uma vida mais feliz!. O evento acontece hoje, pela manhã e à tarde, na pista de patinação do Parque da Jaqueira, Zona Norte do Recife.

A iniciativa é uma parceria do espaço holístico Pura Luz Yoga e da Ação da Cidadania Pernambuco Solidário. Na ocasião, serão ministradas aulas especiais e gratuitas de ioga para pessoas de todas as idades.

Quem quiser participar é só trazer 1 kg de alimento não perecível. Tudo o que for arrecadado será doado para pessoas carentes. Para Maprem Zaki, que é responsável pelo espaço e uma das idealizadoras da ação, o evento é uma oportunidade para vivenciar um pouco da prática e filosofia da ioga.

“Fazer o bem a si e estender a quem está ao seu redor tem tudo a ver com a filosofia iogue. Por isso, essa ação é uma ótima oportunidade para quem ainda não teve contato com a prática e quer mergulhar nessa energia”, diz Maprem.

Programação:

9h – Ioga para adultos e idosos

10h – Ioga para crianças

16h – Ioga para crianças

17h – – Ioga para adultos e idosos


Detectado precocemente, o câncer em crianças e adolescentes chega a ter até 75% de chance de cura (Foto: Reprodução/Internet)

Detectado precocemente, o câncer em crianças e adolescentes chega a ter até 75% de chance de cura (Foto: Reprodução/Internet)

A Prefeitura do Recife, o Hospital Universitário Oswaldo Cruz da Universidade de Pernambuco (Huoc/UPE), o Grupo de Ajuda à Criança Carente com Câncer de Pernambuco (GAC/PE) e o Instituto Ronald Mc Donald assinam convênio, nesta segunda-feira (2/2), às 15h, para instalação da primeira classe hospitalar de Pernambuco.

Batizada de Semear, a sala de aula hospitalar permitirá que crianças e adolescentes internados da unidade deem continuidade aos estudos mesmo internados para tratamento contra o câncer.

Cerca de 25 pacientes internados no Centro de Onco-hematologia Pediátrica (CEONHPE) do Huoc/UPE passaram a ter aula de português, matemática, ciências, geografia, história e artes desde setembro, de forma experimental.

A iniciativa de criar a primeira classe hospitalar do Estado partiu do GAC/PE, que elaborou e vai coordenar o projeto dentro da sua proposta de tratamento humanizado. A Secretaria de Educação do Recife colabora com a mão de obra e o material didático, enquanto o Huoc disponibilizou o espaço físico para a instalação da sala.

Nessa fase inicial, também houve colaboração financeira do Instituto Ronald Mc Donald para implantação da estrutura.

A classe hospitalar, que é um tipo de atendimento educacional especializado, funcionará numa sala do 5º andar do hospital, onde se encontram alguns dos leitos de enfermarias para internamento. A turma é multisseriada, englobando estudantes e conteúdos das mais diversas séries da educação infantil e do ensino fundamental I. Em média, os alunos têm de 4 a 15 anos.


Todos de mãos dadas para alertar sobre desafios de conviver com doenças raras

28 de fevereiro de 2015 | postado por Cinthya Leite
Valdemar, que convive com doença de Pompe, apresentou o dobro da capacidade respiratória e melhora dos parâmetros motores depois que iniciou o tratamento (Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem)

Valdemar, que convive com doença de Pompe, apresentou o dobro da capacidade respiratória e melhora dos parâmetros motores depois que iniciou o tratamento (Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem)

Mucopolissacaridose, Gaucher, Pompe e Fabry são doenças das quais muita gente nunca ouviu falar. Apesar de acometer poucas pessoas separadamente (1,3 pessoa para cada 2 mil habitantes no mundo), elas ganham o status de problema de saúde pública quando se incorporam à categoria de raras. Estima-se que façam parte dessa classificação aproximadamente 8 mil distúrbios, que chegam a afetar mundialmente 500 milhões de pessoas. Dessas, 13 milhões são brasileiras – um contingente igual ao de portadores de diabete no País.

Para chamar atenção em relação a essas doenças, pacientes e entidades médicas instituíram o Dia Mundial das Doenças Raras, marcado por uma série de atividades. Teoricamente, a data escolhida foi 29 de fevereiro – por se tratar de um dia raro, que só existe em anos bissextos. Convencionalmente, as atividades que alertam sobre esses distúrbios são antecipadas ou adiadas.

No Recife, a Associação dos Familiares, Amigos e Portadores de Doenças Graves e Raras (Afag) promove atividades alusivas ao Dia Mundial de Doenças Raras. Amanhã (1º/3), a partir das 7h, será realizada uma ação na Arena do Projeto Praia Sem Barreiras, na esquina da Avenida Boa Viagem com a Rua Bruno Veloso. Voluntários da Afag e de outras associações estarão à disposição da população para fornecer informações e distribuir material sobre doenças raras e direito do paciente. Além disso, será realizado um piquenique.

E na segunda-feira (2/3), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco recebe um ciclo de palestras que reunirá pacientes, familiares, gestores, profissionais de saúde e associações. Eles participarão de um debate em torno da necessidade de implantar politicas eficientes no atendimento integral ao paciente com doença rara. O seminário será das 14h às 18h. As inscrições são gratuitas.

É bom frisar que o maior inimigo desse grupo de aproximadamente 8 mil distúrbios é o diagnóstico tardio. Como são doenças caracterizadas por um leque imenso de sintomas, são difíceis de se diagnosticar. Essa constatação é da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), cujo levantamento revelou que, até receber o diagnóstico, as pessoas com distúrbios raros consultam, em média, 10 médicos diferentes.

“Algumas dessas doenças, contudo, são mais fáceis de se detectar. É o caso das mucopolissacaridoses, cujos pacientes têm características físicas marcantes, como baixa estatura, testa proeminente, problemas de visão e distúrbios ortopédicos”, diz a gastropediatra Ana Cecília Menezes, coordenadora do Centro de Referência em Erros Inatos do Metabolismo (Cetreim) do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). Trata-se do maior serviço do mundo em números de pessoas com a mesma doença e que recebem tratamento com reposição enzimática numa mesma unidade de saúde.

“Fazemos um acompanhamento terapêutico de mais de 70 pacientes. Muitos recebem infusão intravenosa no interior do Estado. São monitorados a distância”, explica Ana Cecília. Apesar de cada doença rara ter características próprias, ela ressalta que muitos desses distúrbios podem vir acompanhados de dificuldade de locomoção, limitação para realização de atividades simples do dia a dia, perda do controle do equilíbrio, da coordenação e da fala.

“Acompanhamos mais de 70 pacientes. Muitos recebem infusão intravenosa no interior do Estado. São monitorados a distância”, diz Ana Cecília (centro), que que conduz as atividades do Cetreim ao lados das pediatras Andréa Melo (dir.) e Rafaela Pitanga (esq.)

“Acompanhamos mais de 70 pacientes. Muitos recebem infusão intravenosa no interior do Estado. São monitorados a distância”, diz Ana Cecília (centro), que que conduz as atividades do Cetreim ao lados das pediatras Andréa Melo (dir.) e Rafaela Pitanga (esq.)

“Em muitos casos, a pessoa apresenta rigidez nas articulações, deficiência intelectual e respiração bucal”, acrescenta Ana Cecília, que conduz todas as atividades do Cetreim ao lados das pediatras Andréa Melo e Rafaela Pitanga.

REABILITAÇÃO

A neurologista Anna Paula Paranhos, do Ambulatório de Doenças Neuromusculares da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), explica que os pacientes com doenças raras precisam ser acompanhados por uma equipe multidisciplinar, com o objetivo de identificar, prevenir e tratar possíveis complicações relacionadas a cada distúrbio.

“É importante ressaltar que alguns desses distúrbios têm um tratamento específico. É o caso das doenças de Pompe e de Fabry, como também das mucopolissacaridoses, entre outras. O tratamento com a reposição enzimática pode melhorar os sintomas dos pacientes”, diz Anna Paula.

É o caso do gari aposentado Valdemar Gomes de Oliveira, 40 anos, que convive com doença de Pompe, causada pela deficiência de uma enzima que causa fraqueza muscular, sintomas respiratórios e escoliose. “Após três meses do início da infusão da enzima, Valdemar apresentou o dobro da capacidade respiratória e melhora de todos os parâmetros motores”, conta Anna Paula.

Para Valdemar, o tratamento melhorou muito a qualidade de vida. “Descobri a doença há apenas 10 meses. Iniciei logo o tratamento e estou me sentindo bem melhor. Apesar de ter sido diagnosticado recentemente, os sintomas da doença me acompanham há mais de 10 anos”, conta Valdemar, que tinha muitas queixas. “Meu pescoço estava muito endurecido, e eu sentia o corpo muito pesado. Tudo melhorou depois do tratamento, até mesmo a respiração”, comemora.

A neurologista Anna Paula reforça o valor do trabalho de reabilitação para as pessoas que têm doenças raras. “São pacientes que precisam do suporte de profissionais das áreas de terapia ocupacional, fonoaudiologia e psicologia, além de fisioterapias motora, respiratória e aquática”, finaliza a médica.

* Para conferir a programação, em todo o Brasil, do Dia Mundial das Doenças Raras, basta acessar: www.facebook.com/afagbrasil e www.afag.org.br. Mais informações: 0800 777 2902.


FDA aprova nova geração de insulina que promete dar um basta na hipoglicemia

27 de fevereiro de 2015 | postado por Cinthya Leite
Nova geração de insulinas deve estar disponível no mercado americano ainda neste ano (Foto: Free Images)

Nova geração de insulinas deve estar disponível no mercado americano ainda neste ano (Foto: Free Images)

A FDA, a agência do governo dos Estados Unidos de controle de remédios e alimentos, acaba de aprovar Toujeo, uma nova geração de insulina basal, da farmacêutica Sanofi, de ação prolongada para o controle de pacientes com diabetes tipo 1 e 2.

Administrada uma vez por dia, ela tem eficácia comprovada na redução do risco de hipoglicemia (queda de glicose no sangue), que pode trazer consequências graves e impactar a qualidade de vida dos pacientes.

A aprovação de Toujeo pela FDA foi baseada na avaliação dos resultados do programa de ensaios clínicos Edition, que foi composto por uma série de estudos internacionais de fase 3. Esse programa avaliou a eficácia e segurança dessa nova insulina em mais de 3,5 mil adultos com diabetes tipo 1 e tipo 2.

A previsão é que Toujeo esteja disponível no mercado americano no segundo semestre deste ano. Ainda não há previsão para submissão do produto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).


Recife lança campanha para intensificar ações de combate ao mosquito da dengue

27 de fevereiro de 2015 | postado por Cinthya Leite
Cerca de 80% dos focos de dengue são encontrados nos domicílios (Foto: Divulgação)

Cerca de 80% dos focos de dengue são encontrados nos domicílios (Foto: Divulgação)

Para reforçar as ações de combate aos focos do mosquito Aedes aegypti, causador da dengue e chicungunha, a Prefeitura do Recife lançou ontem (26/2) a Campanha Cuidado! Pode ser na Sua Casa. Através da ação, pretende-se alertar que o combate ao mosquito é responsabilidade de todos: do poder público e da sociedade.

O secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, disse que os números de casos notificados na cidade pedem o engajamento da população. “As primeiras semanas epidemiológicas de 2015 apontam para 962 casos notificados, com 132 confirmados, o que representa um aumento de 140% em relação ao mesmo período de 2014”, informou.

O secretário endossou que 80% dos focos de dengue são encontrados nos domicílios. Além disso, anunciou novas medidas dentro da campanha, que recebeu um aporte de R$ 400 mil do Ministério da Saúde.

Através da Ouvidoria de Saúde do Recife, serão enviados 20 mil SMS para os usuários do Recife, alertando sobre os perigos da dengue e a importância da hidratação oral.

Ainda entre as medidas que serão intensificadas, estão a atuação dos agentes de saúde ambiental e controle ambiental e controle de endemias nos finais de semana; a utilização de mandatos judiciais para realizar inspeção dos imóveis fechados e a realização de agenda com instituições parceiras com a disponibilização de uma apresentação autodidata com orientações sobre os cuidados a ser tomados.


amfAR anuncia investimentos de US$ 100 milhões para a cura da Aids

26 de fevereiro de 2015 | postado por Malu Silveira
Investimento cura da AIDS

Foco da estratégia é a criação de um instituto dentro de grande instituição acadêmica focado nas pesquisas em busca da cura da Aids (Foto: divulgação)

A amfAR (Fundação para pesquisa da Aids), prepara uma estratégia de investimento de 100 milhões de dólares para a iniciativa ‘Contagem regressiva para a cura da Aids’. A ação, lançada em 2014, tem como objetivo desenvolver uma base científica focada na cura para a doença até 2020. O foco da estratégia é a criação – com investimento de 20 milhões de dólares – do amfAR Institute for HIV Cure Research, que deve funcionar dentro de uma grande instituição de pesquisa acadêmica – a ser escolhida ainda em 2015.

O Instituto deve abrigar uma equipe de pesquisadores com histórico de colaboração trabalhando nos quatro desafios-chave identificados pela amfAR. Cada um dos quatro está relacionado aos chamados reservatórios de vírus persistente, que se apresentam como maiores obstáculos para a cura. Os cientistas necessitam determinar a localização precisa destes reservatórios, como eles são formados e como persistem, quantificar a quantidade de vírus presentes neles, e, finalmente, erradicar os reservatórios do corpo.

“Isso representa a maior expansão de financiamento da amfAR em 30 anos de história da fundação. Estamos bastante empolgados em lançar essa estratégia e estabelecer um instituto dedicado exclusivamente a buscar a cura do HIV. Concentrar mentes e esforços dos principais pesquisadores da cura da AIDS em um único espaço facilitará um compartilhamento rápido de conhecimento e de ideias e criará uma certa sinergia necessária para acelerar a procura por uma cura”, afirmou o CEO da fundação, Kevin Robert Frost.

Para complementar o investimento, a amfAR irá conceder uma série de financiamentos no total de 80 milhões de dólares para dar suporte a grupos de pesquisa em todo o mundo. Na série de investimentos, estão concessões para inovação em pesquisas, em aprofundamento e desenvolvimento de conceitos já embasados, fundos de oportunidades e suporte para estudos fora do campo da HIV e continuação do projeto amfAR Research Consortium on HIV Eradication (ARCHE), que auxilia equipes de cientistas colaboradoras nos Estados Unidos e pelo mundo trabalhando numa série de estratégias de cura para o HIV.

Para saber mais sobre a nova estratégia da amfAR, clique aqui.


 
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